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‘Mansa’, com direção de Diogo Liberano, volta ao cartaz no Rio para curta temporada no Teatro Poeirinha

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Texto original de André Felipe investiga a origem da violência contra a mulher a partir de um crime cometido por duas irmãs. As atrizes Amanda Mirásci e Nina Frosi interpretam diferentes personagens em encenação fragmentada

 

Foto: Diogo Liberano

Potente espetáculo que investiga a origem da violência conta a mulher, ‘Mansa’, com dramaturgia de André Felipe e direção de Diogo Liberano, volta ao cartaz no Rio, para curta temporada no Teatro Poeirinha, em Botafogo, de 6 a 28 de agosto, sempre às terças e quartas-feiras, às 21h. O espetáculo reúne as atrizes Amanda Mirásci e Nina Frosi nos papéis de duas irmãs que, após anos de abuso em cárcere privado, matam o pai e enterram seu corpo nos fundos da casa.

Mais do que apresentar um crime, a peça chama a atenção para os inúmeros crimes praticados contra as mulheres que não recebem a devida punição, naturalizando a violência na sociedade contemporânea. Em cena, apenas os personagens masculinos têm voz: eles observam o drama das irmãs por diferentes ângulos, colocando em questão o processo de “amansamento” feminino.  ‘Mansa’ estreou no festival Cena Brasil Internacional, em 2018, e fez temporadas no Rio e em São Paulo.

As atrizes dão vida a diferentes personagens e, como detetives ou arqueólogas, vão progressivamente desenterrando uma história silenciada, deixada na terra e perdida no tempo. A dramaturgia é construída por meio de fragmentos que se estendem por vários tempos, desde a infância das duas irmãs, passando pela adolescência, até o ato do crime e momentos posteriores a ele: julgamento, prisão e futuro. O terreno onde o corpo do pai foi enterrado é o espaço que une as cenas passadas, presentes e futuras, ganhando contornos que extrapolam uma única narrativa e abrindo aos espectadores o mesmo desafio: como afirmar algo sobre uma história que não é contada por suas vítimas, mas quase sempre por seus violentadores?

A encenação de Diogo Liberano buscou construir, junto à direção de movimento de Natássia Vello, uma dramaturgia corporal que apresenta diversos momentos da vida dessas irmãs. Por meio de uma relação de encaixe e desencaixe, a dramaturgia se relaciona com tais movimentos buscando abrir perguntas sobre os fatos narrados pelos personagens masculinos e a realidade vivida e sentida pelas mulheres que foram emudecidas. A trilha sonora original de Rodrigo Marçal, o cenário e os figurinos de André Vechi e a iluminação de Livs Ataíde visam, de modos variados, encontrar e completar uma história que foi esquecida e silenciada.

Equipe de criação
Dramaturgia: André Felipe
Direção: Diogo Liberano
Atuação: Amanda Mirásci e Nina Frosi
Direção de movimento: Natássia Vello
Cenografia e figurino: André Vechi
Iluminação: Livs Ataíde
Direção musical: Rodrigo Marçal
Assistência de direção: Marcéli Torquato
Registro fotográfico: Thaís Barros
Mídias sociais: Teo Pasquini
Design gráfico: Diogo Liberano
Operação de luz: Walace Furtado
Operação de som: Paulo Vitor Rocha
Assessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)
Produção executiva: Paulo Vitor Rocha
Direção de produção: Amanda Mirásci e Diogo Liberano
Idealização: Amanda Mirásci, Diogo Liberano e Nina Frosi
Realização: Arrakasta Produções Artísticas

Serviço
Espetáculo ‘Mansa’, de André Felipe, com direção de Diogo Liberano
Temporada: 6 a 28 de agosto
Teatro Poerinha (Rua São João Batista, 104, Botafogo, Rio de Janeiro/RJ)
Telefone: (21) 2537-8053
Dias e horários: terças e quartas, às 21h.
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Duração: 1 hora
Lotação: 44 pessoas
Classificação etária: 16 anos.

 

 

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