Estação 5G é a próxima parada

de Sérgio Vieira

Chama-se 5G porque é a quinta geração de serviços celulares. Os benefícios de conectividade do 5G tornarão as empresas mais eficientes e darão aos consumidores acesso a mais informações com muito mais rapidez. Comunidades inteligentes, carros autônomos, indústria e muitos outros, todos estarão conectados com o 5G.

RadiationHealthRisks.com observa que “até a geração 4G usam entre 1 a 5 gigahertz de frequência. O 5G usa entre 24 e 90 gigahertz de frequência”, e, em seguida, afirma que “sob o espectro eletromagnético, quanto maior a frequência, mais perigosa é a radiação para os organismos vivos”.

Mesmo que você ainda não tenha absorvido muito sobre o 5G, é notório que há uma corrida para construí-lo. A China está ganhando. E isso deve fazer você ficar apreensivo, ou talvez emocionado se você morar na China.

Esse enquadramento surgiu em grande parte por causa da guerra comercial dos EUA com a China. Embora o governo Trump chame de “guerra comercial”, esse confronto levou a China a girar principalmente em desacordo com as políticas de tecnologia — e o 5G é uma parte importante disso. “Não podemos permitir que nenhum outro país supere os Estados Unidos nessa indústria poderosa do futuro”, disse Trump em abril. “A corrida ao 5G é uma corrida que os Estados Unidos devem vencer”.

O potencial impacto econômico do 5G é obviamente enorme. Os EUA se concentraram na guerra comercial em um dos principais atores do desenvolvimento do 5G: a Huawei. Essa empresa, sediada em Shenzhen, é uma ameaça tripla em tecnologia de telecomunicações. É o maior fornecedor do mundo de equipamentos 5G e, juntamente com a Nokia e a Ericsson, um dos três únicos no mundo. Concorrem, entre outras, por patentes de muitas das principais tecnologias 5G e está avançando rapidamente no design de semicondutores cruciais.

Penso que os consumidores somente ficarão empolgados com essa tecnologia quando puderem ver os seus benefícios em ação por si próprios.

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