ONU: assegurar uma vida saudável e bem-estar para todos é um dos 17 objetivos para o desenvolvimento mundial sustentável

 

Da Redação

“Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a saúde e o bem-estar próprios e de sua família, incluindo alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle”.

O parágrafo 1º do artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos se encaixa como uma luva no terceiro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU): assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. Os objetivos fazem parte da Agenda com a qual mais de 150 líderes mundiais, reunidos na ONU, em 2015, se comprometeram a implementar em todos os países do mundo até 2030.

Para alcançar esse objetivo, é importante incentivar ações que assegurem e melhorem as condições de saúde da população mundial, especialmente os mais vulneráveis, como crianças e idosos. Em relação à saúde infantil, a cada dia, morrem 17 mil crianças a menos do que em 1990, porém mais de seis milhões de crianças ainda morrem a cada ano, antes do seu quinto aniversário.

Apesar do progresso global, uma crescente proporção das mortes de crianças acontece na África Subsaariana e no Sul da Ásia. Quatro de cada cinco mortes de crianças abaixo dos cinco anos de idade ocorrem nessas regiões. A vacinação tem sido importante para diminuir esses números ainda assustadores: desde 2000, vacinas de sarampo preveniram aproximadamente 15,6 milhões de mortes.

Em termos de saúde materna, a mortalidade caiu quase 50% no mundo desde 1990. Na Ásia Oriental, no Norte da África e no Sul da Ásia, essa taxa diminuiu em cerca de dois terços. Porém, a proporção de mães que não sobrevivem ao nascimento do filho comparada com aquelas que sobrevivem nas regiões em desenvolvimento ainda é 14 vezes mais alta do que nas regiões desenvolvidas. Apenas metade das mulheres em regiões em desenvolvimento recebe a quantidade recomendada de assistência médica.

Idosos serão mais de 2 bilhões em 2050

A população de idosos é outro vértice em que garantir a saúde e bem-estar torna-se um desafio, já que está crescendo a uma taxa de cerca de 3% por ano. O número global de pessoas idosas – com 60 ou mais anos de idade – está projetado para aumentar de 962 milhões em 2017 para 1,4 bilhão em 2030 e 2,1 bilhões em 2050, quando todas as regiões do mundo, exceto a África, terão quase um quarto ou mais de suas populações com 60 anos de idade ou mais. Em 2100, o número de pessoas idosas pode alcançar 3,1 bilhões.

A ONU promoveu duas assembleias mundiais sobre envelhecimento, a mais recente em 2002, em Madrid, objetivando desenvolver uma política internacional para o envelhecimento para o século XXI, onde adotou um plano de ação que pedia mudanças de atitudes, políticas e práticas em todos os níveis para satisfazer as enormes potencialidades do envelhecimento neste século. A prioridade é melhorar saúde e o promover bem-estar na velhice, assegurando habilitação e ambientes de apoio.

Na esteira da evolução tecnológica, em 2018 foi adotada a Declaração de Viena sobre os Direitos Humanos das Pessoas Idosas. Afinal, a digitalização e as ferramentas tecnológicas podem servir como oportunidade para ajudar os idosos a manter ou fortalecer suas capacidades e permitir que vivam de maneira autônoma, independente e digna.

Foto: Banco Mundial/Divulgação

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