Richard Bona: voz afiada e mãos tão velozes que parece fácil

 

Por Claudio Camillo

Eu vejo Richard Bona na lista dos principais contrabaixistas de todos os tempos, tipo Jaco Pastorius, Stanley Clarke, John Patituti, Arthur Maia e outros feras pelo universo musical.

Nasceu Bona Pinder Yayumayalolo, em 28 de outubro de 1967, em Minta, Camarões, em uma família de músicos: mãe cantora, um avô cantor de louvor, contador de histórias e percussionista da África Ocidental. Começou a tocar balafon aos quatro e aos cinco já se apresentava na igreja de sua aldeia. Fazia seus próprios instrumentos, inclusive flautas e guitarras que consistiam em cordas amarradas em um velho tanque de motocicleta.

Começou a aprender violão aos 11 anos e com 13 montou seu primeiro grupo para tocar em um clube francês em Douala. Através do proprietário desse bar, de quem se tornou amigo, conheceu o jazz e particularmente Jaco Pastorius, que o inspirou a mudar para o baixo elétrico.

Aos 22 anos, Bona foi para a Alemanha, estudou música em Düsseldorf, logo seguindo para a França, onde continuou os estudos. Lá tocava regularmente em vários clubes de jazz, onde conheceu Manu Dibango, SalifKeita, Jackes Higelin e Didier Lockwood.

Em 1995 foi para Nova York, onde vive até hoje e trabalha. Tocou com Bob McFerrin, Cha-ka Khan, George Benson e Brandford Marsalis entre outros.

Em 1998 foi diretor musical da turnê de Harry Belafonte na Europa e, em 1999, lançou seu primeiro álbum, ‘Scenes Frommylife’, que foi destaque em álbuns de jazz de primeira linha.

Richard Bona: um riso fácil estampado no rosto enquanto as mãos trabalham numa via-gem veloz que de tão natural parece fácil… entre um acorde e outro, incide às vezes sua voz negra e aguda, rascante e funda feito a própria África.

Amigo e generoso, como bem disse o brasileiro Lenine, Bona é figurinha fácil em shows de amigos, como o próprio Lenine em ‘A Medida da Paixão’ (vídeo no Youtube), SalifKeita, Raul Midon, Pat Metheny, e outros. Vale a pena conferir!

Foto: Reprodução

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