Temporal de granizo causa prejuízo e alguns lucram com a dor das vítimas

 

Editorial

Cerca de 500 pessoas ficaram desalojadas e foram acomodados, desde a noite do dia 25 de outubro, em um ponto de apoio no bairro Tinguazinho, em Nova Iguaçu, após uma chuva de granizo castigar o município na Baixada Fluminense. A prefeitura decretou estado de calamidade pública. As vítimas ainda necessitam de doação de telhas e lonas para poderem retornar às suas casas, além de contribuições como água e alimentos.

A tempestade deixou um rastro de destruição nos municípios de Nova Iguaçu, Mesquita, Belford Roxo e Nilópolis. Em Nova Iguaçu, a Cruz Vermelha e a Secretaria Municipal de Assistência Social são pontos oficiais de arrecadação de doação dos materiais para as vítimas atingidas. “Quem quiser ajudar pode enviar as doações para a nossa sede, que fica localizada na Rua Bernardino de Melo, 2.085, no Centro, e para a sede da Secretaria de Assistência Social, na Rua Dr. Luiz Guimarães, 956, também no Centro’’, informou o presidente da instituição, Daniel Coelho.

Em meio a tanto desespero das pessoas em busca de ajuda e recuperação de suas moradias, já que muitos tiveram as casas totalmente destelhadas e pertences destruídos, muitos se deparam com aproveitadores que têm a cara de pau de tentar lucrar com a dor alheia. Em alguns locais comerciantes estão vendendo telhas, que custam em média R$ 20, por R$ 150. Um absurdo.

Espera-se também que o poder público agilize toda a ajuda emergencial. O governador Wilson Witzel, junto com o prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, prometeu reunir-se com produtores de telhas para comprar 100 mil unidades e rolos de lona para evitar que os moradores percam ainda mais bens antes da colocação das telhas.

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos também está realizando a emissão de documentos e disponibilizando colchonetes e cestas básicas para as famílias. Que a ajuda chegue logo a quem necessita!

Foto: Reprodução

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