A arte como ferramenta educacional e de transformação

Por Claudia Mastrange

O Atelier Social Ecoar das Artes Eliete Gomes foi criado com a proposta de utilizar a arte como ferramenta para consolidar o aprendizado e como caminho para desenvolvimento educacional, social, artístico e cultural de crianças e adolescentes. E por meio do projeto Educarte, atualmente atende a 60 jovens, entre 8 e 15 anos, todos estudantes da rede pública e moradores do bairro de Santa Cruz, na zona oeste carioca.

Fundado há 10 anos, pela psicopedagoga e mestre em artes visuais Eliete Gomes, o Atelier tem sua atuação concentrada em três grandes objetivos institucionais: oferecer atividades que contribuam para a formação da cidadania dos assistidos, oferecer atividades que auxiliem a formação pré-profissional de adolescentes e jovens, e oferecer momentos de formação comunitária, com acesso a manifestações artísticas, eventos culturais e educacionais.

“O Atelier Social Ecoar das Artes Eliete Gomes teve origem na minha imensa paixão pelas artes. Muitos foram os ‘nãos’ que encontrei ao longo do caminho, porém, em momento algum me deixei desanimar. Unida ao meu filho na mesma consonância, determinados a realizar um sonho, construímos o Atelier com muita luta e desafios, nunca esquecendo o essencial em nossas vidas, o acreditar…”, explica Eliete.

O Atelier oferece, além de reforço escolar, diversas oficinas de artes visuais, em que as crianças fazem releituras artísticas das mais diversas formas: desenho livre, escultura (papel mache, argila, biscuit, sucata) e pintura. Neste fim de ano, os trabalhos realizados pelos alunos estão em exposição na sede do projeto, até 18 de dezembro.

“Este ano o tema geral de todas as atividades foi África, abordando visão histórica, racismo, preconceito… Em 2001 a temática será ‘O Romantismo no Brasil’”, antecipa Rafaela Mello, administradora do Atelier, acrescentando que a turma também faz visitações externas. Recentemente foi conferir a exposição sobre o Egito, no Centro Cultural Banco do Brasil, e vai fechar o ano com uma visita ao MAM (Museu de Arte Moderna). “É a arte no cotidiano, ampliando o potencial de vida, educação e profissional para esses jovens”, encerra Eliete.

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