ONU/ODS 6: assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos

Da Redação

Em muitos filmes de sucesso, a água, no futuro, torna-se artigo raro e valioso como as mais caras pedras preciosas. E a mensagem é bem pertinente e direta: preservar esse bem é fundamental para a nossa sobrevivência e a do planeta. Por isso, assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos é o sexto dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 6), estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Junto com 169 metas, os objetivos fazem parte da Agenda 2030, compromisso assumido na Cúpula das Nações Unidas (2015) por 193 países para alcançar o desenvolvimento sustentável até 2030.

A água está no centro do desenvolvimento sustentável e das suas três dimensões − ambiental, econômica e social. Os recursos hídricos, assim como os serviços a eles associados, sustentam os esforços de erradicação da pobreza, de crescimento econômico e da sustentabilidade ambiental. O acesso à água e ao saneamento são fundamentais para todos os aspectos da dignidade humana, garantindo desde a qualidade da alimentação, passando pela saúde das populações e do meio ambiente.

E os desafios exigem urgência, pois a escassez de água afeta mais de 40% da população mundial. E esse índice tende a aumentar ainda mais como resultado da mudança do clima e da gestão inadequada dos recursos naturais. Para mudar esse quadro e alcançar o ODS 6 é preciso cooperação internacional, proteção às nascentes, rios e bacias e compartilhamento de tecnologias de tratamento de água.

Os caminhos apontados pela ONU incluem alcançar o acesso universal e equitativo à água potável e segura para todos até 2030, assim como propiciar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos mundialmente. Nesse aspecto, é importante apoiar e fortalecer a participação das comunidades locais para melhorar a gestão da água e do saneamento.

Em âmbito mundial, proteger o meio ambiente inclui diminuir os níveis de poluição nas águas, tanto no que diz respeito à redução de despejo de dejetos, quando ao lançamento de produtos químicos e materiais perigosos. A meta é até 2020, proteger e restaurar ecossistemas relacionados com a água, incluindo montanhas, florestas, zonas úmidas, rios, aquíferos e lagos.

Metade dos brasileiros não tem esgoto

No Brasil, metade da população não tem acesso à rede de esgoto, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Regional referentes a 2018 e divulgados em dez de dezembro. De acordo com o ministério, no ano passado a rede de coleta de esgoto passou de 312,8 mil quilômetros para 325,6 mil quilômetros, um aumento de 12,8 mil quilômetros. Essa rede atende a 105,5 milhões de pessoas, o equivalente a 53,2% da população.

Já a rede de abastecimento de água chegou a 169,1 milhões de habitantes, o que equivale a 83,6% da população do país. Segundo os dados do ministério, alcançou uma extensão de 662,6 mil quilômetros em 2018, um aumento de 21.924 quilômetros em relação a 2017.

Nacional e mundialmente, estamos evoluindo, mas ainda há muitos caminhos a percorrer para cumprir a Agenda 2030.

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