‘Quadra de Damas’: divas da MPB no Diário do Rio Musical

Por Claudia Mastrange

Fhernanda Fernandes, Indiana Nomma, Rosa Marya Colin e Leny Andrade

sobem ao palco do Teatro Rival para a segunda edição do projeto

“O público pode esperar muita emoção”.  Essa é a expectativa da cantora Fhernanda Fernandes para ‘Quadra de Damas’, segundo show do Projeto Diário do Rio Musical, que acontece no próximo dia 10 e dezembro (terça-feira), às 19h30, no Teatro Rival, Rio de janeiro. No palco, além de Fhernanda, Indiana Nomma, Rosa Marya Colin e Leny Andrade. Quatro cantoras com inspirações individuais, de estilos e épocas diferentes, que irão mostrar parte da trajetória de vida de cada uma e canções que marcaram suas carreiras. O show tem direção artística de Felipe Poli e produção cultural de Alessandro Monteiro.

“A plateia vai se identificar com muitas canções que vão passar por aquele palco. Com belos arranjos e um timaço de músicos, certamente será um belíssimo show que ficará gravado na memória de quem for assistir”, antecipa Fhernanda.  A parceira de show Rosa Mayra, que já dividiu o palco com Fhernanda e Leny Andrade, não vê a hora de estar também ao lado de Indiana Nomma no ‘Quadra de Damas’.  “No ensaio achei todo o astral muito bom, energia boa que está rolando entre todas nós. Vai ser muito lindo!”, declara Rosa Marya.

O Diário do Rio Musical é um projeto cultural que visa o resgate da MPB em toda a sua essência e com toda a sua relevância para o cenário artístico e cultural do país. A proposta é promover shows de artistas que tenham trabalhos comprometidos com a música nacional, em seus mais variados ritmos, harmonias. A ideia é abrir espaço para artistas que atualmente não têm encontrado oportunidade para apresentar seus trabalhos em casas de shows e espaços tradicionais na cidade do Rio de Janeiro

“A importância do Diário do Rio Musical é que, no momento em que a gente vive um esvaziamento na cultura no Brasil, o jornal se propor a patrocinar um projeto de resgate da cultura é um oásis no meio de tanta coisa ruim. A iniciativa merece todos os nossos aplausos e gratidão. Acreditar e investir na única coisa capaz de realmente transformar o país, que é a cultura, além da educação, é vital”, afirma Fhernanda.

Indiana Nomma ressalta a importância de o Diário do Rio Musical surgir num momento em que a internet se firmou como um grande diferencial para o cenário musical, pois favorece a divulgação e distribuição de todo tipo de material. Com isso a garotada de hoje em dia também tem mais acesso aos clássicos da MPB, por exemplo. “Aos poucos vamos percebendo que a nova geração, até os 30 anos, voltou a ouvir os grandes clássicos dos anos 70. Isso me dá esperança de que teremos um resgate das grandes composições, além de divulgar novos compositores que ainda não são prestigiados pela grande mídia”, analisa.

Rosa Marya também faz uma análise do mercado musical brasileiro. “Como vejo o atual cenário da música? Está de acordo com a energia que está rolando no momento: qualidade duvidosa, baixa vibração, e muito pobre em letra. Mas tem muita coisa boa sendo feita, só que não tem espaço. E o que não presta acaba sobressaindo. Mas se você procurar encontra muita música boa por aí, que acaba não sendo tocada”, afirma.

 

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