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Brasil Destaque Economia

Especialistas reduzem estimativa para a inflação em 2020

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa para a inflação este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) caiu de 3,60% para 3,58%. A informação consta no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 4,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve se manter em 4,5% ao ano até o fim de 2020. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Para 2021, a expectativa é que a taxa básica suba para 6,25%. E para 2022 e 2023, as instituições estimam que a Selic termine os dois períodos em 6,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – se mantém em 2,30% para 2020. As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes, 2021, 2022 e 2023 também continuam em 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,04 para o fim deste ano e R$ 4,00 para 2021.

Foto: ABr

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Destaque Rio

Rio inicia campanha de vacinação contra o sarampo

O estado do Rio de Janeiro iniciou hoje (13) campanha de vacinação contra o sarampo para evitar que a população fluminense sofra com um surto da doença, como o registrado em São Paulo no ano passado. A mobilização vai até 13 de março e tem como meta vacinar 3 milhões de pessoas nos 92 municípios do estado. O público-alvo é a população de 6 meses a 49 anos de idade.

O Rio de Janeiro teve 373 casos confirmados de sarampo no ano passado, o que já representa uma alta expressiva frente aos 20 casos confirmados em 2018. A incidência da doença avançou em diversas partes do mundo nos últimos dois anos e fez com que países como o Brasil, o Reino Unido e a Venezuela perdessem o certificado internacional de erradicação do sarampo.
A região metropolitana do Rio de Janeiro concentrou a maior parcela de casos confirmados no ano passado, com 100 na capital e 250 na Baixada Fluminense. O secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, alertou que a imunização é necessária para criar um bloqueio contra o avanço.

Sem vacinação, o número de casos em 2020 pode passar de 10 mil. “Detectamos uma baixa cobertura vacinal, especialmente da segunda dose”, disse Santos. “São Paulo, que é um estado vizinho, teve em 2019 mais de 14 mil casos. Há um risco, em potencial, de que o Rio vir a enfrentar um surto grave de sarampo no Rio se não forem tomadas essas medidas.”

A campanha de vacinação no Rio de Janeiro terá dois dias D – 1º de fevereiro e 7 de março –, nos quais será reforçada a mobilização, incluindo polos de vacinação em locais de grande circulação, como estações de trem, metrô e barcas. O governo do estado também pretende fazer uma busca ativa das pessoas que não se vacinaram, nas residências, escolas e universidades.

A meta para a cobertura da vacina tríplice viral é de 95% nas duas doses. Na primeira, praticamente todo o estado chega ao patamar exigido, com exceção de cidades como Nova Iguaçu, Macaé e Magé. Quando observada a segunda dose, no entanto, a vacinação é baixa de maneira geral, com cobertura de 75% na capital e situações bem mais graves, como a de Nova Iguaçu, onde a imunização chega apenas a 25%. Segundo o secretário, a divulgação de informações falsas nas redes sociais tem atacado a credibilidade das vacinas, prejudicando a cobertura.

“Procure o posto de saúde mais próximo de sua casa. Os profissionais são treinados e têm total capacidade de orientar”, ressaltou Santos. Ele destacou que a vacinação é importante para proteger também quem não tem condições de tomar a tríplice viral. “Para cada 1 milhão de pessoas que você vacina, você protege 2 milhões. As pessoas que podem se vacinar protegem quem não pode.”

A Secretaria Estadual de Saúde informou que pessoas com suspeita de sarampo, imunocomprometidas, gestantes e crianças com menos de 6 meses não devem tomar a vacina. Alérgicos a proteínas do leite de vaca têm de informar essa condição ao profissional de saúde no posto de vacinação para que recebam a dose feita sem tal componente.

A campanha pede atenção especial para a imunização de criança na faixa de 6 meses a 4 anos e adultos com idade entre 20 e 29 anos. Esses grupos são os mais vulneráveis à doença. Quem tem mais de 49 anos não está incluído na campanha porque teve contato com o vírus do sarampo durante a infância, quando a circulação da doença era maior.

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Cultura Destaque Rio

Bloco da Favorita abre o de carnaval no Rio, mas festa termina com tumulto

A festa oficial de abertura do Carnaval do Rio, que teve como grande atração o Bloco da Favorita foi recheada de samba e alegria, mas o terminou com tumulto no domingo, dia 12, na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. O evento começou às 15h e a confusão foi registrada cerca de uma hora depois do fim do show, que atraiu cerca de 300 mil pessoas. A multidão acompanhou na maior empolgação os shows de Preta Gil e Sandrá de Sá, além da eleição do Rei Momo e a corte do Carnaval.

Segundo relatos, o problema começou quando a Polícia Militar e a Guarda Municipal chegaram para dispersar o público que ainda estava na areia. Pessoas começaram a atirar garrafas de vidro e pedras em direção aos veículos das corporações. Os agentes responderam com bombas de lacrimogêneo e houve correria e confusão. Circulam na mídia e nas redes sociais, informações, inclusive, sobre pessoas desaparecidas, como a jovem Ana Clara Santos, de 15 anos. Ela estava com amigos na altura do Copacabana Palace e, até a manhã desta segunda, 13, a família e amigos não tinham notícias de Ana. Mas ,em conversa com o Diário do Rio, já na tarde do dia 13 de janeiro, a mãe da jovem informou que ele já havia aparecido. “Nem sei onde ela se meteu desde ontem. Não tive cabeça pra saber ainda. Que susto essa menina me deu. É preciso ter cuidado com os jovens em meio a esses blocos. Muito tumulto”, declarou Joseane Santos.

A cantora Sandra de Sá, se apresenta na festa de abertura dos 50 dias do Carnaval Rio 2020, na praia de Copacabana

O Bloco da Favorita, que tem o funk como seu ritmo predominante, desfilou pela primeira vez no Rio de Janeiro em 2013. Em suas apresentações, há sempre convidados especiais. Neste ano, subiram ao palco as cantoras Preta Gil e Sandra de Sá, o cantor Toni Garrido, a Banda de Ipanema e variados MCs. O bloco também está agendado para o carnaval de São Paulo, no dia 15 de fevereiro. Detalhes dessa apresentação ainda são mantidos em sigilo. “Teremos algumas surpresas”, diz a empresária e promoter do bloco, Carol Sampaio.

Carol se disse realizada com a oportunidade de poder abrir o carnaval carioca. “É uma honra. Acho que nunca sonhei ter o palco do réveillon de Copacabana só para o Bloco da Favorita e seus convidados poderem fazer uma festa para a cidade. Sou apaixonada pelo Rio”.

Rei Momo, Rainha do Carnaval e princesas

Antes do início dos shows, foram apresentados os candidatos que chegaram à final do concurso da Corte Real da Folia, com a escolha do Rei Momo, da Rainha do Carnaval e das duas princesas. Os votos dos jurados foram apurados enquanto o funk já agitava do público e o resultado foi anunciado por volta de 18h, durante intervalo dos shows. Foi a primeira vez que a final do concurso ocorreu na praia. Geralmente ele é realizado na Cidade do Samba, acompanhado por um número bem menor de pessoas.
Foram eleitos Djeferson Mendes como Rei Momo, Camila Silva como Rainha do Carnaval, Deisiane Conceição de Jesus e Cinthia Aparecida Martins de Oliveira como princesas. Os candidatos foram avaliados em diversos quesitos como desembaraço, sociabilidade, simpatia, espírito carnavalesco e domínio da arte de sambar. A premiação prevista era de R$30 mil para Rei Momo e Rainha do Carnaval. Já as duas princesas levam R$ 22,5 mil e o Vice-Rei fica com R$ 3,5 mil.

A cantora Preta Gil agitou a multidão na Praia de Copacabana

Veto e liberação

A atração chegou a ser vetada. Há cerca de uma semana, a Secretaria Estadual de Polícia Militar negou à organização do bloco a autorização para que o desfile parado ocorresse. O embargo foi justificado com base no Decreto Estadual 44.617/2014, que exige o protocolo com 70 dias de antecedência dos requerimentos de autorização para a realização de eventos de grande porte. A pasta, no entanto, voltou atrás e anunciou na última quarta-feira (8) que a atração estava liberada após o bloco atender algumas exigências.

Houve ainda uma tentativa de suspensão do evento por parte do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Foi pedida uma liminar por meio de uma ação civil pública ajuizada na sexta-feira (10). Na ótica do MPRJ, a realização do evento não cumpria requisitos legais, o que poderia acarretar riscos ao patrimônio público e à integridade física.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), no entanto, indeferiu o pedido de liminar. O juiz Marcelo Martins Evaristo, titular da 9ª Vara de Fazenda Pública, considerou não ser habilitado para apontar ilegalidade ou insuficiência das medidas adotadas pelas autoridades competentes com vistas à garantia da segurança do evento.

O Bloco da Favorita já não havia desfilado no ano passado por falta de acordo com os órgãos públicos sobre o local da apresentação. Para a empresária e promoter do bloco, Carol Sampaio, com diálogo, foi possível achar uma solução neste ano. Ela avalia que o prazo de 70 dias exigido é muito rigoroso. “É humanamente impossível para qualquer evento. É muito antecedência muito grande e precisamos de liberação da prefeitura e do governo. Não é um processo unificado. Nesse caso, nós fomos convidados para fazer esse evento em dezembro. Então não era nem possível dar entrada no pedido em tempo útil”. Também presente no evento, o presidente da Riotur, Marcelo Alves, disse que a estatal municipal “respeita todos os órgãos públicos que são soberanos na questão de segurança”.

Fotos: ABr.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Cultura Destaque

Caixa Cultural apresenta mostra inédita da cineasta Dorothy Arzner

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 14 a 26 de janeiro de 2020 (terça-feira a domingo), a mostra Uma Pioneira em Hollywood, que apresentará todos os 13 longas-metragens da cineasta americana Dorothy Arzner que se encontram em condições de exibição, além de um documentário sobre as mulheres pioneiras em Hollywood. O projeto tem patrocínio da CAIXA e Governo Federal

Dorothy Arzner foi a única mulher diretora durante a Era de Ouro dos estúdios de Hollywood, de 1920 ao início dos anos 40, e, até hoje, mantém a impressionante marca de ser a cineasta com o maior número de obras da indústria americana, com 16 longas-metragens. Arzner também foi a primeira montadora a receber créditos em um filme e a primeira mulher a integrar o Director’s Guild of America, principal associação de diretores nos EUA. Uma pioneira em muitos sentidos, praticamente desconhecida por aqui, que o público carioca terá a oportunidade de desvendar. “Vistos hoje e em conjunto, seus filmes oferecem uma oportunidade única de retornar ao cinema da Era de Ouro a partir da visão de uma mulher singular”, comentam a curadora Marcella Jacques e o curador Victor Guimarães.

Dorothy Arzner dirigiu algumas das maiores divas da história do cinema – como Clara Bow, Joan Crawford e Claudette Colbert. Nos seus melodramas densos, comédias corrosivas e musicais elegantes, a perspectiva narrativa invariavelmente pertence às personagens femininas – mesmo em dramas protagonizados por homens – o que produz deslocamentos radicais em relação ao cinema feito no período.

Foto: Reprodução

Alguns dos destaques da mostra são o longa Assim Amam as Mulheres (Christopher Strong, 1933) que, embora carregue no título original o nome de um homem e aparentemente tenha o personagem-título como protagonista, desvia seu foco para a trajetória de uma mulher independente (uma das primeiras aparições de Katharine Hepburn), ousada e desobediente; Quando a Mulher se Opõe (Merrily we go to hell, 1932), uma das joias de Hollywood antes do código Hays, no qual um casal moderno experimenta um casamento aberto que desafia os princípios morais conservadores da época; e A Vida é uma Dança (Dance, Girl, Dance, 1940), estrelado por Maureen O’Hara e Lucille Ball, no qual o ponto de vista de Arzner desafia as convenções do olhar masculino sobre o corpo feminino e nos oferece uma visão dissonante sobre o mundo do espetáculo burlesco.

Atividades extras:

No dia 25 (sábado), às 19h, a mostra oferecerá uma conferência com a pesquisadora feminista e professora da Ohio State University Judith Mayne, maior especialista na obra de Arzner. Ela falará sobre a singularidade histórica da figura da cineasta e os principais traços estéticos de sua filmografia, como a dramaturgia centrada em personagens femininas independentes e a construção de uma perspectiva dissonante do melodrama.

Serão realizadas também sessões comentadas e, no sábado, dia 18, às 19h, a programação traz um debate com as pesquisadoras Kênia Freitas, Tatiana Carvalho Costa e Janaína Oliveira sobre a obra da cineasta, a partir dos pilares “As mulheres de Dorothy Arzner”, “Melodrama e feminismo” e “Feminismo lésbico”.

A conferência e o debate terão entrada franca com distribuição de senhas uma hora antes do início. O público que assistir a mostra ainda ganhará um catálogo inédito, com traduções de textos clássicos sobre a obra de Arzner. Outras informações sobre a mostra podem ser acessadas no endereço

https://www.facebook.com/umapinoneiraemhollywood

Foto: Reprodução

Programação:

14 de janeiro (terça)

19h – Sessão de Abertura: Quando a Mulher se Opõe (1932), de Dorothy Arzner, EUA, 78 min, Digital, 14 anos. Sessão comentada por Marcella Jacques e Victor Guimarães, curadores da mostra. 

 

15 de janeiro (quarta) 

17h – Segura o que é Teu (1927), de Dorothy Arzner, EUA, 60 min, Digital, 14 anos

19h – Honra de Amantes, de Dorothy Arzner (1931), EUA, 75 min, Digital, 14 anos

 

16 de janeiro (quinta)

15h – Working Girls (1931), de Dorothy Arzner, EUA, 77 min, Digital, 14 anos

17h – Sarah e seu Filho (1930), de Dorothy Arzner, EUA, 86 min, Digital, 14 anos

19h – A Vida é uma Dança (1940), de Dorothy Arzner, EUA, 90 min, Digital, 14 anos

Sessão comentada pela pesquisadora Tatiana Carvalho Costa

17 de janeiro (sexta)

15h – Garotas na Farra (1929), de Dorothy Arzner, EUA, 77 min, Digital, 14 anos

17h – Esposa de Ninguém (1930), de Dorothy Arzner, EUA, 80 min, Digital, 14 anos

19h – Assim Amam as Mulheres (1933), de Dorothy Arzner, EUA, 78 min, Digital, 14 anos Sessão comentada pela crítica Kênia Freitas 

18 de janeiro, sábado 

15h – Mulher sem Alma (1936), de Dorothy Arzner, EUA, 73 min, Digital, 14 anos

17h – Felicidade de Mentira (1937), de Dorothy Arzner, EUA, 77 min, Digital, 14 anos

19h – Debate com as pesquisadoras Kênia Freitas, Tatiana Carvalho Costa e Janaína Oliveira (entrada franca com distribuição de senhas uma hora antes do início)

 

19 de janeiro, domingo

15h – Naná (1934), de Dorothy Arzner, EUA, 87 min, Digital, 14 anos

17h – Crepúsculo Sangrento (1943), de Dorothy Arzner, EUA, 88 min, Digital, 14 anos

19h – E a Mulher Criou Hollywood (2016), de Julia Kuperberg e Clara Kuperberg, França/EUA, 53 min, Digital, Documentário,14 anos

21 de janeiro, terça

17h – Naná (1934), de Dorothy Arzner, EUA, 87 min, Digital, 14 anos

19h – Crepúsculo Sangrento (1943), de Dorothy Arzner, EUA, 88 min, Digital, 14 anos

22 de janeiro, quarta

17h – Esposa de Ninguém (1930), de Dorothy Arzner, EUA, 80 min, Digital, 14 anos

19h – Mulher sem Alma (1936), de Dorothy Arzner, EUA, 73 min, Digital, 14 anos

23 de janeiro, quinta

17h – Garotas na Farra (1929), de Dorothy Arzner, EUA, 77 min, Digital, 14 anos

19h – Felicidade de Mentira (1937), de Dorothy Arzner, EUA, 77 min, Digital, 14 anos Sessão comentada pela pesquisadora Janaína Oliveira 

 

24 de janeiro, sexta 

15h – Quando a Mulher se Opõe (1932), de Dorothy Arzner, EUA, 78 min, Digital, 14 anos

17h – Segura o que é Teu (1927), de Dorothy Arzner, EUA, 60 min, Digital, 14 anos

19h – Honra de Amantes (1931), de Dorothy Arzner, EUA, 75 min, Digital, 14 anos

Sessão comentada pela cineasta Juliana Antunes

25 de janeiro, sábado

15h – E a Mulher Criou Hollywood (2016), de Julia Kuperberg e Clara Kuperberg, França/EUA, 53min, Digital, Documentário, 14 anos

17h – A Vida é uma Dança (1940), de Dorothy Arzner, EUA, 90 min, Digital, 14 anos

19h – Conferência com a pesquisadora Judith Mayne e participação na mesa da cineasta Juliana Antunes (entrada franca com distribuição de senhas uma hora antes do início)

 

26 de janeiro, domingo

15h – Sarah e seu Filho (1930), de Dorothy Arzner, EUA, 86 min, Digital, 14 anos

17h – Assim Amam as Mulheres (1933), de Dorothy Arzner, EUA, 78 min, Digital, 14 anos

19h – Working Girls (1931), de Dorothy Arzner, EUA, 77 min, Digital, 14 anos

Serviço:

Mostra Uma Pioneira em Hollywood

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1 (Av. Almirante Barroso, 25, Centro. Metrô e VLT: Estação Carioca)

Data: de 14 a 26 de janeiro de 2020 (terça-feira a domingo)

Horários: Consultar programação

Informações: (21) 3980-3815

Ingressos: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.

Bilheteria: terça-feira a domingo, das 13h às 20h

Classificação Indicativa: 14 anos

Capacidade: 78 lugares (mais três para cadeirantes)

Realização: Ventura Produções Audiovisuais

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

Assessoria de Imprensa:

Claudia Oliveira | [email protected]
(21) 2512-5742 | 98799-5742

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Rio de Janeiro (RJ)

(21) 3980-3134 / 4097

www.caixacultural.gov.br | @imprensaCAIXA | [email protected]

https://www.facebook.com/CaixaCulturalRioDeJaneiro

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca

Livro com com sons da natureza é lançamento para bebês

Foto:: Divulgação

 

 

Como é uma coruja? Como faz o sapo? Essas e outras perguntas as crianças encontram no livro “A Natureza”, da Catapulta Editores. A obra faz parte da coleção Toque e escute e é indicada para apresentar a leitura e novas experiências aos bebês, com sons e texturas.

As páginas coloridas e cheia de detalhes vão atrair a atenção dos pequenos, que poderão tocar e apertar em determinados pontos do livro. O título traz elementos da natureza, como animais, vento e água, e os apresenta às crianças de forma lúdica e divertida.

 

 

O livro compõe a coleção que já tem outros três títulos – Os Pets, A Floresta e A Fazenda. Todas as obras estão disponíveis nas principais livrarias do país, em lojas físicas e online, pelo preço sugerido de R$ 69,90.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Cultura Destaque

Clube Manouche abre temporada de espetáculos Infantojuvenis

Foto: Renato Mangolin

Abrindo a temporada de espetáculos infantojuvenis de 2020, que terá curadoria do jornalista e crítico teatral Rafael Teixeira, o Clube Manouche traz todos os sábados e domingos de janeiro a elogiada peça “Juvenal, Pita e o Velocípede”, com Eduardo Almeida e criação coletiva da Pandorga Companhia de Teatro, dramaturgia de Cleiton Echeveste e direção de Cadu Cinelli, integrante do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias. O espetáculo foi premiado por texto e iluminação no 10.º Prêmio Zilka Sallaberry e melhor ator no 2.º Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças.

 Juvenal tinha cinco anos de idade e adorava brincar com o seu velocípede. Um dia descansando embaixo de um cajueiro, ele conheceu uma menina chamada Pita. Eles se tornaram amigos inseparáveis e viveram grandes aventuras a bordo de um velocípede construído pelo tio do menino. Neste monólogo infantojuvenil “Juvenal, Pita e o Velocípede”, terceiro espetáculo para a infância e a juventude criado e produzido pela Pandorga Companhia de Teatro, que já se apresentou em várias cidades do Brasil e do exterior, o ator Eduardo Almeida empresta as próprias lembranças da infância no Rio de Janeiro para contar as histórias do menino Juvenal.

O projeto surgiu da vontade de Eduardo Almeida de fazer uma peça sobre as memórias da infância. Além das histórias pessoais e da equipe, a obra “Os fantásticos Livros Voadores de Modesto Máximo”, de William Joyce, foi uma das usadas durante o processo de pesquisa e de criação do espetáculo. Um teatro foi o lugar escolhido por Pita para reencontrar o amigo de infância que ela não vê há 30 anos. Juvenal hoje tem cerca de 40 anos. Enquanto espera a amiga chegar ao teatro, ele relembra diversas histórias dos tempos de criança: como ele recebeu o nome de Juvenal, o dia em que ganhou o velocípede do tio, a paixão pelo personagem japonês Ultraman, como ele conheceu a Pita, entre outras aventuras.

 

Foto: Renato Mangolin

 

 

 

“Eu sempre fui apaixonado pelo Ultraman, assistia a todos os episódios e até cantava em japonês”, conta Eduardo. “A trilha sonora que o Rudi Garrido criou foi toda inspirada no tema do seriado. É como se ele pegasse a música e colocasse de trás pra frente, de ponta a cabeça”, revela o ator.

“O teatro é um lugar para se viver o lúdico, um lugar de encontros e que nos permite ver o que não existe. Durante o processo de criação, nunca perdi de vista que nós estamos ali para contar uma boa história”, explica o diretor Cadu Cinelli, que lembra que a peça é para toda a família.

 

 

 

 

 

 

Sinopse

O ponto de partida de “Juvenal, Pita e o Velocípede” é o universo da memória e de como nos relacionamos com a passagem do tempo, as marcas e impressões deixadas pela infância. Ou por uma infância possível, ao mesmo tempo distante e próxima às infâncias da plateia, infância que foi vivida em outros tempos, mas que é retomada pelo poder evocativo das palavras e das imagens por elas suscitadas. Como mote inicial, ao entrar no teatro o público encontra em cena Juvenal, cerca de quarenta anos de idade. Ele faz um levantamento, um inventário de lembranças e de um objeto que fez parte da sua infância e o marcou em definitivo: o velocípede que seu tio construiu especialmente para ele. É a bordo do seu velocípede que ele viveu as maiores aventuras, ao lado de uma grande parceira e amiga, Pita. É em torno do reencontro com Pita, após um afastamento de cerca de trinta anos, que o espetáculo se estrutura, com base na expectativa que perpassa o reviver de sabores, cheiros, sons e imagens de tempos passados. São histórias inusitadas, engraçadas, estranhas, emocionantes, patéticas. Amiga, parceira de aventuras, confidente, conselheira, companheira em todas as horas, especialmente nas mais solitárias, Pita acompanha Juvenal durante um período importante da sua vida, período que forma o manancial do qual são afetuosamente garimpadas estas histórias.

Ficha Técnica

Elenco: Eduardo Almeida

Direção: Cadu Cinelli

Dramaturgia: Cleiton Echeveste

Figurino e cenário: Daniele Geammal

Iluminação: Ricardo Lyra Jr.

Operação de luz: Ricardo Lyra Jr.

Direção musical: Rudi Garrido

Direção de movimento e preparação corporal: Jan Macedo

Visagismo: Francisco Leite

Construção do velocípede: Garlen Bikes e Marcelo Huguenin

Pintura de arte do velocípede: Renato Marques

Design Gráfico: Fernando Nicolau

Assistência de produção: Giuseppe Marin

Produção: Eduardo Almeida e Cleiton Echeveste

Realização: Pandorga Companhia de Teatro e Pita Produções

Serviço:

Local: Clube Manouche/Casa Camolese (Rua Jardim Botânico, 983, Jardim Botânico, Tel: 3514-8200)

Datas e horário: 11 e 12, 18 e 19, 25 e 26 de janeiro, sábados e domingos, às 16h

Ingressos: R$ 50,00 (inteira e R$ 25,00 (meia)

Crianças a partir de 3 anos e jovens até 12 anos pagam meia-entrada mediante comprovação. Crianças de até 02 anos e 11 meses de idade não pagam ingresso.

Duração: 50 minutos

Recomendação etária: Crianças a partir de 5 anos. Menores a partir de 14 anos podem entrar acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais.

Estacionamento no local (tarifado)

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Rio

Agora é Teatro Rival REFIT!

Uma das casas de espetáculos mais tradicionais do Rio de Janeiro e do Brasil, o Teatro Rival tem novo patrocinador: a Refit, primeira refinaria privada carioca.

Símbolo de resistência cultural, a casa passa a assinar Teatro Rival Refit. E assim abre os trabalhos de 2020 com shows de grandes artistas.A nova parceria é a cara da casa, a cara da cultura carioca. Afinal de contas, a Refit tem estado ao lado do Rio de Janeiro e de sua história. “A Refit completou 65 anos em dezembro e orgulha-se de fazer parte da história da Cidade Maravilhosa. Colaboramos com o crescimento do Rio, e os investimentos realizados proporcionam diversos benefícios para os cariocas”, afirma Jorge Monteiro, presidente da Refit, que já patrocina o Cristo Redentor, um dos nossos mais famosos cartões postais.

Sob a gestão de Ângela Leal, o teatro, que completa 86 anos em 2020, tornou-se o berço de gerações da Música Popular Brasileira e espécie de lar para artistas de todos os estilos e gêneros. “O Teatro Rival foi inaugurado em 1934, com a peça ‘Amor’, de Oduvaldo Viana, estrelada por Dulcina de Moraes e Odilon Azevedo. Estreamos com ‘Amor’ e isso, por si só, é emblemático. É o amor que nos move. O amor por nossa cultura – e toda sua maravilhosa diversidade. Amor e respeito pela arte, pelos artistas, funcionários e público. A cultura é a alma do povo, e o Rival faz parte dessa alma. Por isso, a casa firma com nova empresa patrocinadora a fim de valorizar nossa carioquice e fortalecer nossa resistência cultural”, afirma Ângela, feliz com a promissora parceria com a Refit.

“Esta é mais umas das ações da empresa para mostrar nosso carinho e atenção pelo Rio de Janeiro. Nosso desejo em contribuir para o desenvolvimento da cidade está marcado em duas grandes iniciativas recentes: patrocinar um dos maiores eventos culturais do Rio, o Salão Carioca do Livro – LER, e o principal símbolo da cidade e atração turística: o Santuário do Cristo Redentor”, diz o executivo da Refit.

Atualmente, a Refit gera mais de mil empregos diretos e indiretos, e, por meio do projeto social Usina de Campeões, já favoreceu mais de 15 mil famílias de comunidades carentes. Se, na atual conjuntura, a cultura anda carente, o Teatro Rival Refit promete seguir lutando por ela, agora com novo “combustível”.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Cultura

Luiz Machado reestreia “Nefelibato” no Rio

Foto: Ricardo Brajterman

 

Pelas ruas da cidade, Anderson oscila entre a lucidez e a loucura – ele hoje é apenas a sombra de um homem outrora bem-sucedido, mas que perdeu tudo: sua empresa, todas as suas economias, o grande amor da sua vida e um parente querido. Na fronteira com o delírio, mas ainda capaz de lampejos de sabedoria, essa pungente figura é interpretada pelo ator Luiz Machado no solo “Nefelibato”. Escrito por Regiana Antonini, dirigido por Fernando Philbert e com supervisão artística de Amir Haddad, o monólogo reestreou em 10 de janeiro no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto – voltando ao circuito após temporadas no Rio de Janeiro (onde estreou há três anos, no Porão da Casa de Cultura Laura Alvim), São Paulo e Goiânia. O espetáculo fica em cartaz até 3 de fevereiro, às sextas, sábados e segundas, às 20h, e domingos, às 19h.

A trama é ambientada na década de 90, mas dialoga muito com o Brasil de hoje. Em cena, os efeitos devastadores do Plano Collor, que levaram Anderson a se tornar morador de rua. O país voltava a ter um governo eleito democraticamente e a inflação galopante exigia medidas drásticas. A saída da nova equipe econômica foi confiscar parte da caderneta de poupança da população, o levou milhares de brasileiros ao desespero e à bancarrota. Muitos enlouqueceram. Esse é o caso de Anderson, que ainda amarga outras perdas em sua vida.

Com 25 anos de carreira (incluindo teatro, TV e cinema), Luiz Machado tem em “Nefelibato” o primeiro monólogo. “Anderson é alguém que vive situações limite. Um equilibrista no fio tênue entre lucidez e loucura, vida e poesia”, diz o ator. O quanto de loucura é necessário para o ser humano não perder a própria vida? Essa pergunta acompanhou o diretor Fernando Philbert ao longo do processo da montagem. “Quis tratar do instinto de sobrevivência que o ser humano tem e esquece que tem. Viver na rua é o caminho que ele encontrou para continuar vivo”, destaca o diretor.

Foto: Ricardo Brajterman

Em parceria com o projeto “Circulando”, da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, o ator fará uma sessão especial para pessoas que estiveram em situação de rua e hoje se encontram em abrigos da prefeitura. A sessão será no dia 13 de janeiro, às 15h, também no Espaço Cultural Sérgio Porto. Após a apresentação, acontecerá um debate com a participação do diretor Amir Haddad. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais de 101 mil pessoas vivem nas ruas em todo o Brasil. O levantamento foi realizado em 2016 e mostra o resultado da crise econômica e do desemprego.

Luiz emociona com o olhar. Penetra na alma e nos faz questionar, em plena área de cracolândia paulistana, onde Nefelibato está em cartaz, toda a realidade que tentamos fazer invisível está ali e coexiste com a cidade. – Kyra Piscitelli, site Aplauso Brasil

“Nefelibato” é um espetáculo que através da admirável atuação de Luiz Machado, dialoga eficientemente com a consciência de um personagem que mantém-se integro em valores, mesmo que lançado ao despenhadeiro emocional pela indiferença da nossa sociedade. – Renato Mello, site Botequim Cultural

LUIZ MACHADO

Com 25 anos de carreira, Luiz Machado formou-se ator pela Universidade do Rio de Janeiro (Uni-Rio) em 1994. No teatro, trabalhou em 37 peças, tendo produzido quatro delas. Trabalhou com diretores como João Bethencourt (de quem foi também assistente em “Como matar um playboy”), Maria Clara Machado, Domingos Oliveira, João Fonseca, entre outros. Em 2016, estreou “Nefelibato”, seu primeiro solo, no Porão da Casa de Cultura Laura Alvim.

Na TV, atualmente faz parte da série “Z4” (Netflix) e integrou a segunda temporada da série “Magnifica 70” (HBO), com direção de Claudio Torres. Protagonizou a série “Família imperial”, coprodução do Canal Futura com a TV Globo, com direção de Cao Hamburguer. Na TV Globo, atuou em mais de 30 produções, como as novelas “Flor do Caribe” e “América” e os humorísticos “Zorra total”, “A grande família”, “A diarista” e “Sob nova direção”. Atuou também em cinco novelas da Rede Record, entre elas, “Poder paralelo” e “Chamas da vida”. No cinema, fez “Paixão e acaso”, de Domingos Oliveira, “Transeuntes”, de Eric Rocha, e “Nosso lar”, de Wagner de Assis.

FICHA TÉCNICA

Texto – Regiana Antonini

Supervisão artística – Amir Haddad

Direção – Fernando Philbert

Interpretação – Luiz Machado

Cenografia e figurino – Teca Fichinski

Iluminação – Vilmar Olos

Música – Maíra Freitas

Direção de movimento – Marina Salomon

Preparação vocal – Edi Montecchi

Design gráfico – Cláucio Sales

Assessoria de imprensa – Paula Catunda

Redes sociais – Rafael Teixeira

Assistente de direção – Alexandre David

Assistente de cenário – Juju Ribeiro

Direção de produção – Joaquim Vidal

Realização – LM Produções Artísticas

 

SERVIÇO

Espetáculo: “Nefelibato”
Temporada:
10 de janeiro a 3 de fevereiro de 2020.

Dias e horários: De sexta a segunda.

Sexta, sábado e segunda, às 20h. Domingo, às 19h.

Local: Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto

(Rua Do Humaitá, 163 – Humaitá)
Informações: (21) 2535-3846.
Lotação: 99 lugares.
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).
Venda de ingressos:

https://riocultura.superingresso.com.br

Classificação:  14 anos.
Duração: 60 min.

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