Defesa do meio ambiente e combate à fome andam lado a lado

Foto: Pixabay

Editorial

Corretamente a humanidade vem se preocupando sempre mais com a necessidade da preservação do meio ambiente. E isso decorre da deterioração da natureza e do seu uso sem medidas e imprudente. O fogo de grandes proporções nas florestas da Amazônia, Austrália e em diversos países europeus estão aí, nos mostrando que a natureza está agonizando, morrendo aos poucos.

Outro dado alarmante: em 2019, a temperatura média dos oceanos bateu recorde, e o ritmo em que eles estão esquentando está em processo de aceleração. Segundo ChengLijing, do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, “esse aquecimento medido dos oceanos é irrefutável e é mais uma prova do aquecimento global. Não há alternativas razoáveis além das emissões humanas de gases captadores de calor [do efeito estufa] para explicar esse aquecimento”.

Paralelo à agonia do planeta, o ser humano também sofre… e de barriga vazia. De acordo com relatório da ONU, 821,6 milhões de pessoas passaram fome em 2018. Uma média de uma pessoa para cada 10 na população de todo o planeta. Se consideradas as pessoas em condição “moderada” de insegurança alimentar, o total chega a dois bilhões, ou 26,4% da população mundial. Esses números nos dão uma estimativa do número de pessoas sem acesso garantido à comida suficiente durante todo o ano.

E o que a defesa do meio ambiente tem a ver com o combate à fome? Ora, quando um plástico cai no rio, ele demora mais de cem anos para se decompor. Enquanto isso, deteriora toda a organização dos seres vivos que ali vivem: as plantas começam a morrer, os peixes, sem alimentos, tornam-se escassos e poderão conter agentes poluentes em sua carne que, caso consumida, causará prejuízos diversos à saúde do ser humano. E esse é apenas um simples exemplo de como os assuntos estão diretamente relacionados.

Deveríamos estar assistindo campanhas massivas neste sentido, relacionando os temas. Afinal, tão certo como o ser humano precisar do planeta para viver é que todos também precisam do alimento como uma das garantias do direito à vida. E isso, a vida, não pode estar submetida aos interesses das grandes empresas mundiais e à sua ganância por lucratividade. Caso contrário, nada ou ninguém se salvará!

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