Eleições 2020? Tchau, tchau, demagogo Crivella

Editorial

O ano que recém acabou foi um dos mais tristes da história da cidade do Rio de Janeiro. Serviços públicos à míngua, pessoas morrendo por falta de atendimento nas emergências dos hospitais e um grande ponto de interrogação sobre as finanças municipais. Enfim, situações lamentáveis pelos quais o povo carioca não merece passar. E, à frente desse caos, navegando um barco sem rumo e sem credibilidade alguma, o prefeito Marcelo Crivella. Justo ele que prometeu “cuidar das pessoas”, mas que acabou demonstrando um desprezo total com a população.

Diante dessa tormenta, o prefeito foi passar o Natal em Orlando, na Florida. Mas na bagagem levou o resultado da pesquisa do Datafolha sobre a sua gestão, divulgada em 15 de dezembro. Nela, apenas 8% dos entrevistados consideraram que Crivella fez um mandato que vai de bom a ótimo e 20% afirmaram que a gestão do prefeito pode ser considerada apenas regular. No entanto, os que consideraram ruim ou péssima a atuação de Crivella atingiu 72% dos entrevistados. Em março de 2018, eram 61% os que consideravam a gestão do prefeito ruim ou péssima.

Está claro que a esmagadora maioria dos habitantes do Rio de Janeiro reprovam categoricamente o comando do prefeito. E não poderia ser diferente, pois a população não aguenta mais a sua demagogia. Vale a pena recordar que durante a sua campanha eleitoral, Crivella prometeu não misturar religião com política e acabar com filas em emergências de hospitais. Disse que também iria colocar guardas municipais nos colégios públicos e criar 20 mil vagas em creches até 2020. Agora, no último ano de seu mandato, nada disso foi feito e a situação da Cidade Maravilhosa somente retrocedeu.

Crivella, que se livrou e três processos de impeachment na base do “toma lá da cá” com a maioria dos vereadores, também se vê agora acusado de se beneficiar, junto com deputados, desembargados e seu antecessor, Eduardo Paes, do esquema de corrupção envolvendo caixa dois e propina na federação de ônibus.

Por tudo isso e muito mais, que este senhor não merece ter seu desejo de se reeleger realizado. Para ele, extensivo a todos os péssimos políticos, deixamos apenas o nosso desprezo!

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