ONU /ODS7: energia acessível e limpa

Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos é o sétimo Objetivo para o Desenvolvimento Sutentável

Por Claudia Mastrange

Em setembro de 2015, representantes dos 193 Estados-membros da ONU se reuniram em Nova York e reconheceram que a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável. Desse encontro, surgiu então, a Agenda 2030, em que foram definidos 169 metas e 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. E assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos é o sétimo ODS.

Esse plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade, que busca fortalecer a paz universal, é um desafio constante para todas as nações que se comprometeram com o propósito de construir um mundo mais sustentável e com equidade. “A Agenda 2030 é a nossa Declaração Global de Interdependência”, declarou António Guterres, Secretário Geral da ONU.

Pesquisas apontam que, de 2000 a 2013, subiu de 79,313% para 84,58% o percentual da população mundial que teve acesso à eletricidade E, para os próximos anos, a tendência é aumentar a demanda por energia barata. No entanto, de acordo com relatório do banco Mundial, divulgado no início de2019, esses mais de 15% da população mundial que não têm acesso à energia elétrica correspondem a aproximadamente 840 milhões de pessoas, a maior parte concentrada na África Subsaariana, apesar dos “notáveis avanços” ocorridos na última década.

Em alguns países, a situação é dramática. No Chade, apenas 11% da população tem acesso à eletricidade. Seguem-se República Democrática do Congo (19%), Libéria (21%), Serra Leoa (23%) e Madagascar (24%). “O progresso que vimos nos últimos anos é encorajador, já que o número de pessoas sem eletricidade caiu. Porém, ainda há muito o que fazer já que grande parte delas vive em países mais pobres”, analisou Riccardo Puliti, diretor de Energia do Banco Mundial.

No Brasil, o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), que analisa a exclusão elétrica, divulgou, no último mês de novembro, que mais de um milhão de brasileiros não tinham acesso à energia elétrica na região da Amazônia. Em março de 2019 o IEMA havia divulgado dois estudos sobre o projeto Xingu Solar, do Instituto Socioambiental (ISA), que leva energia solar para os indígenas desde 2018. Foram instalados 70 sistemas fotovoltaicos em 65 aldeias do Território Indígena do Xingu (TIX).

E o meio ambiente agradece. Afinal, combustíveis fósseis e suas emissões de gases de efeito estufa provocam mudanças drásticas no clima. Atender às necessidades da economia e, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente, é um dos grandes desafios para o desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, o ODS 7 traça metas buscando trocar o uso de fontes não renováveis e poluidoras por fontes renováveis limpas. A proposta é, sem perder esse foco, dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética até 2030.

Foto: Pixabay

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