Infraestrutura, mais industrialização inclusiva e sustentável e inovação para a população mundial

Da Redação

Em 2015, reunidos para comemorar os 70 anos da Organização das Nações Unidos (ONU), chefes de Estado e de Governo e altos representantes de 192 países firmaram um compromisso de colocar em prática os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os chamados ODS. São 17 objetivos e 169 metas que constam no documento ‘Transformando o Nosso Mundo’. Em linhas gerais, os lideres se comprometem a erradicar a pobreza, em todas as suas formas e dimensões, e a promover vida digna para todos até 2030. Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação é o nono ODS.

Dentro desse parâmetro, a qualidade de vida dos povos depende de acesso a serviços básicos nas mais diversas áreas, como saúde, educação, estrutura de comércio, transporte… Por isso um dos desafios da Agenda 2030, envolvendo o nono ODS, é desenvolver infraestrutura de qualidade, confiável, sustentável e resiliente, incluindo infraestrutura regional e que ultrapasse as fronteiras. Tudo isso para apoiar o desenvolvimento econômico e o bem-estar humano, com foco no acesso equitativo e a preços acessíveis para todos.

Fomentar a geração de emprego também é fundamental para proporcionar condições de vida mais dignas. Por isso, a meta inclui promover a industrialização inclusiva e sustentável e, até 2030, aumentar significativamente a participação da indústria no setor de emprego e no PIB, de acordo com as particularidades de cada país. A proposta é dobrar a participação industrial nos países menos desenvolvidos.

A ação industrial, no entanto, precisa estar afinada com os novos tempos, aliando eficiência, inovações tecnológicas e respeito ao meio ambiente. A proposta é, até 2030, modernizar a infraestrutura e reabilitar as indústrias para torná-las sustentáveis, com eficiência aumentada no uso de recursos e maior adoção de tecnologias e processos industriais limpos e ambientalmente corretos.

Nesse aspecto, a Agenda determina que a comunidade internacional busque facilitar o desenvolvimento de infraestrutura sustentável e resiliente em países em desenvolvimento, por meio de maior apoio financeiro, tecnológico e técnico. Especialmente no que se refere aos países africanos, aos países menos desenvolvidos, aos países em desenvolvimento sem litoral e aos pequenos Estados insulares em desenvolvimento. Isso inclui que pequenas empresas e indústrias tenham também maior acesso a serviços financeiro e de crédito que viabilizem suas ações e crescimento.

E para todos os países, mas sempre com um olhar mais ativo para os países em desenvolvimento, a recomendação é fortalecer a pesquisa científica e melhorar as capacidades tecnológicas de setores industriais. Com isso, ocorre necessariamente o incentivo à inovação, aumentando substancialmente o número de trabalhadores de pesquisa e desenvolvimento, além dos gastos público e privado nessas áreas.

Indústria no Brasil: exportação de produtos básicos é a maior em 40 anos

O Ministério da Economia divulgou, no fim de 2019, que no ano passado as exportações somaram US$ 224,018 bilhões. Desse montante, US$ 118,180 bilhões (52,75%) correspondem a itens básicos. Em 2018, a parcela era de 49,81%. Pela primeira vez em 40 anos, os produtos básicos representaram mais da metade das vendas brasileiras ao exterior. São classificados como básicos os produtos que não têm tecnologia envolvida ou acabamento, como minerais, frutas, grãos e carnes.

Ainda segundo o Ministério da Economia, as exportações de produtos industrializados caíram 10,3% em 2019. Na análise de especialistas, o Brasil precisa aumentar a exportação desses produtos, o que pode ajudar na geração de emprego e renda, além de proporcionar faturamento e lucro maiores para os produtores.

E 2019, a balança comercial brasileira teve um superávit (quando as exportações superam as importações) de US$ 46,674 bilhões, o menor em quatro anos. A queda foi de 19,6% em relação a 2018, quando alcançou US$ 58,033 bilhões. De acordo com especialistas, a diminuição do recuo do superávit aconteceu em um contexto de menor crescimento da economia e do comércio mundial.

Foto: Pixabay

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