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Cultura

Carnaval de ‘Alma Lavada’ na Marquês de Sapucaí

Por Claudia Mastrange

Após dois dias de desfile repletos de cores, criatividade e emoção, a Unidos do Viradouro (foto acima) conquistou o título de campeã do Carnaval 2020 do desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Após 23 anos sem ganhar um titulo, a escola de Niterói levou para a avenida o enredo ‘Alma Lavada’, dos carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcisio Zanon, contando a história das ‘Ganhadeiras de Itapuã’, grupo de mulheres escravizadas ou libertas que lavavam roupa na Lagoa de Abaeté e prestavam outros serviços, com o objetivo de comprar suas alforrias. União da Ilha e Estácio de Sã foram rebaixadas.

O ‘Jesus da gente’ da Mangueira (Diário do Rio)

As seis primeiras colocadas, além da Viradouro, Grande Rio, Mocidade Independente de Padre Miguel, Salgueiro, Beija-Flor e Mangueira, voltaram para o desfile das campeãs, que aconteceu debaixo de um temporal que atingiu o Rio no dia 29 de fevereiro. Sem o peso da disputa, os componentes desfilaram com alegria e descontração, apesar da chuva torrencial, que desmanchou fantasias e acabou fazendo a cantora Elza Soares, de 89 anos, homenageada pela Mocidade, desistir desse segundo desfie, por recomendação médica, e foi representada pela neta Vanessa.

A Imperatriz Leopoldinense, por sua vez, estará de volta ao Grupo Especial em 2021, já que sagrou-se campeã do Grupo A. A agremiação reeditou o enredo que deu o bicampeonato à escola em 1981, ‘Só dá Lalá’, uma exaltação ao compositor Lamartine Babo. Rainha de bateria da agremiação, a cantora IZA foi pé quente ao estrear no posto.

A nota triste no desfile da Série A foi a apresentação da Império Serrano. A ala das baianas entrou sem saia na Marquês de Sapucaí e muitas caíram no choro. O problema teria sido na costura das saias, que não encaixavam, mas houve vários outros, como carros atrasados, durante o desfile. Nove vezes campeã do Grupo Especial, a Serrinha ficou com o nono lugar na Séria A.

Confira como foram os desfiles do Grupo Especial!

Estácio e Sá
A Estácio de Sá, de volta ao grupo especial após quatro anos e capitaneada pela respeitadíssima carnavalesca Rosa Magalhães, detentora de nove títulos, entrou com garra na avenida. O enredo ‘Pedra’ foi defendido com empolgação e samba no pé e belas alegorias, como Abre-Alas, que mostrava do primitivismo às viagens à lua. A escola, porém, acabou sendo rebaixada.

Viradouro

Anna Giulia: sereia na Viradouro (Fernando Grilli/Riotur)

A Viradouro chegou chegando à avenida. A agremiação de Niterói deu um banho de criatividade e beleza ao levar para o desfile um tanque com sete mil litros de água, em que a atleta da seleção brasileira de nado sincronizado, Anna Giulia, tornou-se uma bela sereia que ficava até um minuto submersa, evoluindo. Tudo a ver com o enredo da escola ‘Viradouro de Alma Lavada’, que homenageou as ‘Ganhadeiras de Itapuã’.

Mangueira

Leci Brandão vibrou com a Mangueira (Diário do Rio)

Honrando a expectativa em torno de seu enredo, a Mangueira, campeã de 2019, emocionou, mostrando Jesus Cristo que pode assumir várias faces. E por que não? Nascer na favela ou vir ao mundo na forma feminina, como representou a rainha de bateria Evelyn Bastos. Ela encarnou ‘Jesus Mulher’, com respeito e graça. No fim, o Cristo crucificado era negro e as marcas de pregos foram substituídas por marcas de tiro. Qualquer semelhança certamente não é mera coincidência.

Grande Rio
O desfile da Grande Rio foi marcado pela força espiritual do enredo, que contou a história do líder espiritual de santo Joãozinho da Goméia, mas também por alguns sustos. Ainda na armação, com os primeiros componentes entrando, o imenso Abre-Alas quebrou o chassi e não conseguia entrar na avenida. Abriu-se um grande espaço, mas logo o problema foi contornado e o carro passou já com pequenas avarias. Perdeu décimos no quesito evolução, mas por pouco não leva o titulo.

São Clemente

Adnet: autor do samba da São Clemente (David Normando/Riotur)

O enredo da São Clemente enfocou ‘O Conto do Vigário’ com o rol de espertezas e ‘jeitinhos’ que há tempos assolam as relações sociais e políticas. Na crítica bem-humorada, destaque para a bateria de ‘laranjas’, a ala da grávida de Taubaté e o humorista Marcelo Adnet, autor do samba-enredo da agremiação, que encarnou o presidente da República, com direito a fazer ‘arminha’ com a mão. “Hoje temos o conto do vigário institucionalizado. Mas o samba propõe uma virada, uma mudança nessa realidade”, declarou o artista.

Vila Isabel

Aline Riscado: rainha da Vila Isabel (David Normando/Riotur)

A Vila contou, em forma e lenda, a história dos 60 anos de Brasília com o enredo ‘Gigante Pela Própria Natureza: Jaçanã e um Índio’. O Abre-Alas monumental, com mais de 70 metros de comprimento, foi um dos destaques. A rainha de bateria, Aline Riscado, estava belíssima, mas a apresentadora Sabrina Sato roubou a cena, desfilando ao lado do cantor e compositor Martinho da Vila, patrimônio vivo da Vila e da cultura nacional.

Salgueiro

A rainha das rainhas Viviane Araujo (Fernando Grilli/Riotur)

A escola levou para a avenida a história de Silas de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil, nascido em 1870. Multitalentoso, era também músico, compositor, ator, acrobata… “É um enredo necessário”, declarou a atriz Érika Januzza, musa da escola, que se emocionou com o desfile. A escola exaltou a representatividade, sempre fazendo referência ao circo, e trouxe Aílton Graça encarnando Silas. A rainha das rainhas, Viviane Araújo, brilhou mais uma vez e o carro de som, com os cantores fantasiados de bichinhos, foi um dos mais criativos.

Unidos da Tijuca
A Tijuca levou à Sapucaí o sonho de um Rio perfeito, idealizado pela mente criativa – e campeoníssima – do carnavalesco Paulo Barros, de volta à escola. ‘Onde Nascem os Sonhos’ desenhou um Rio com boas condições de saúde, educação, segurança e urbanização, bem diferente da cidade que nem água potável consegue oferecer aos moradores. A rainha de bateria Lexa caiu durante a evolução, mas, apoiada pelo mestre Casagrande, levantou e seguiu lindamente. “Já caí e levantei muitas vezes na vida. Eu levanto e sigo em frente”, declarou a cantora.

Mocidade Independente de Padre Miguel

‘Elza Deusa Soares’ (Raphael David/Riotur)

Um dos desfiles mais aguardados, por homenagear a diva Elza Soares, de 89 anos, a Mocidade Independente de Padre Miguel contou a trajetória da ‘Elza Deusa Soares’, mostrando desde a menina que cantava levando a lata d´água na cabeça e que, no programa comandado por Ary Barroso, declarou ter vindo do ‘planeta fome’, até a estrela internacional e referência para as mulheres negras, pobres, batalhadoras do pão de cada dia e do respeito que ainda está longe do ideal. Não é a toa que a letra do belo samba de Sandra de Sá exalta: “Essa nega tem poder!”.

Beija-Flor

Selminha e seu inigualável sorriso (David Normando/Riotur)

Determinada a virar o jogo em relação a 2019, quando quase foi rebaixada, a Beija-Flor de Nilópolis causou impacto assim que iniciou o desfile e disputou décimo a décimo o título. No Abre-Alas, uma turma em motocicletas e figurinos ao estilo ‘Mad Max’ introduziu o enredo, de Alexandre Louzada e Cid Carvalho, ‘Se Essa Rua Fosse Minha’, que fala das ruas, estradas e caminhos da vida, desde a criação do mundo. Neguinho da Beija-Flor exaltou a emoção sem igual de estar a avenida. “Eu me casei aqui. Aqui estão os melhores momentos a minha vida. Curei um câncer aqui, cantando. Devo tudo a Deus, às pessoas que sempre torceram e rezaram por mim e esse palco iluminado”, disse.

União da Ilha
A escola apostou na crítica social e, logo na abertura, apresentou um carro representando uma comunidade, com o sobrevoo de um helicóptero, cena comum no cotidiano do Rio de Janeiro. A Ilha, no entanto, teve problema com um dos carros e, no final, precisou correr muito, mas estourou em um minuto o tempo regulamentar para o desfile. Acabou ficando na última colocação, descendo para o Grupo A.

Paraíso do Tuiuiti
O fictício encontro de dois ‘Sebastiões’ – o padroeiro do Rio São Sebastião e o rei português Dom Sebastião – foi o enredo da Paraíso do Tuiuti. A ideia era pedir proteção em dobro para o Rio. Destaque para os bonecos realistas, representando pessoas da comunidade e a estreia da apresentadora Lívia Andrade como rainha de bateria. A escola ficou com a décima primeira colocação, escapando do rebaixamento.

Portela

O azul imenso da Portela (Fernando Grilli/Riotur)

A águia da Portela soltou seu tradicional grito para encerrar o primeiro dia de desfiles com chave de ouro, ou melhor, com um mar azul.

A porta-bandeira Lucinha ‘deu à luz’ um indiozinho em pena avenida e cores da Portela encheram de cor e brilho a Sapucaí, na hora em que o dia começava a clarear. Apesar da beleza, a escola de Madureira ficou com a sétima colocação e não voltou para o desfile das campeãs.

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Brasil

Greve no Ceará reacende debate sobre situação dos policiais militares

Por Sandro Barros

Durante treze dias, o país assistiu a paralisação de uma parcela do efetivo policial do Ceará. Desde o início da greve, em 18 de fevereiro, registrou-se uma média de 34 pessoas assassinadas por dia, mais de uma por hora. Entretanto, a paralisação acendeu o alerta sobre o risco de situações semelhantes se repetirem em outros Estados e sobre o próprio direito de greve dos policiais militares.

Segundo diversos analistas de Segurança Pública, as condições para novas paralisações radicalizadas das polícias se repetem em vários Estados:. De um lado, governos com os cofres vazios enfrentam dificuldade para oferecer reajustes salariais e melhores condições de trabalho às forças de segurança; e de outro, policiais que se sentem mais fortalecidos a pressionar governadores devido à ascensão política de vários representantes da categoria nos últimos anos, com destaque para a eleição do presidente Jair Bolsonaro.

Para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Minas Gerais, Paraíba, Santa Catarina, Pernambuco, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Alagoas são alguns Estados em que, no momento, também há forte pressão de policiais por melhores salários e condições de trabalho. Em Minas, um dos três Estados com pior situação financeira do país, o governador Romeu Zema (Novo) cedeu às pressões e concedeu um reajuste escalonado de 41% até 2022. Ainda assim, os policiais mineiros argumentam estarem apenas ganhando uma reposição da inflação após seis anos sem qualquer aumento.

A conquista dos policiais de Minas está sendo vista como um gatilho para o aumento da pressão nos outros Estados. No Ceará, o governo propôs conceder o reajuste a ser pago em três parcelas: em março deste ano, março de 2021 e março de 2022. A primeira parcela será maior, de 40% do reajuste, e as duas posteriores de 30%, além de incorporação das gratificações. Dessa forma, ao final o salário de um soldado da PM será elevado dos atuais R$ 3.200 para R$ 4.500.

Aumenta o número de greves

Embora greve dos policiais militares seja ilegal no Brasil, as paralisações vêm aumentando. Estudo do sociólogo José Vicente Tavares dos Santos, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a partir dos dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que houve 715 greves de policiais no país entre 1997 e 2017, das quais 52 de policiais militares. O levantamento indica que a frequência aumentou nos últimos cinco anos desse intervalo: foram 329 greves de 2013 a 2017.

Na avaliação do professor, o grande número de greves reflete não só reivindicações por melhores salários e condições de trabalho, mas também a falta de clareza no Brasil sobre o papel da polícia na democracia. A Constituição não só nega aos policiais o direito de greve — direito esse, diga-se de passagem, existe em vários países, entre eles os Estados Unidos — como os criminaliza quando cruzam os braços.

E a criminilização aos policiais grevistas do Ceará não foge à regra: quase 300 militares foram punidos. E mais: taxada de “motim” pelo governo local, a greve foi encerrada, mas isso não significa que a situação esteja resolvida. O governador Camilo Santana (PT) e seus aliados na Assembleia Legislativa prometem que não haverá concessão de anistia os trabalhadores fardados. “É preciso que se reafirme que não haverá anistia para esse tipo que não é policial militar, é amotinado, é bandido”, declarou o presidente da Assembleia, José Sarto (PDT).

Minoritário ainda dentro das corporações, o grupo Policiais Antifascismo tem levantado esse debate e defendido a desmilitarização das polícias estaduais. Para o delegado de polícia Fernando Alves, coordenador do grupo no Rio Grande do Norte, seria positivo que a categoria pudesse se organizar em sindicatos e fazer suas reivindicações seguindo normas legais e em articulação com outros servidores públicos, em vez de mobilizações de caráter mais corporativistas. “A militarização, além de ser um obstáculo para a modernização da polícia, também tolhe direitos dos policiais, inclusive o direito à greve”, afirma.

Enquanto o debate acontece, outras greves de policiais militares podem ser deflagradas a qualquer momento, ainda que não sejam consideradas legais.

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Brasil

Falta de controle financeiro do TSE incentiva a corrupção

Por Alessandro Monteiro

Em fevereiro, foi detectada nova falha no sistema de cobrança de multas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com sistema operacional arcaico e executado manualmente para alguns casos, o TSE não consegue deter o controle dos débitos em vigência. A falha é grave, pois não existe cobrança e controle de quem deve ou paga. Segundo informações, o orçamento do TSE para 2020, ano de eleições, é de R$ 2,1 bilhões.

Cabe ainda a este ramo da Justiça fiscalizar R$ 959 milhões do Fundo Partidário e outros R$ 2 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Logo, se fosse imediata a regularização do sistema, os recursos estariam bem mais inchados para segurar os custos.

A falta nos controles de quem deve ou paga e a política do “clientelismo” também resulta na impunidade dos políticos brasileiros. ONGs, muitas vezes criadas como fachada para concessão de empregos, benefícios fiscais, doações e consultas médicas, estão na verdade ligadas diretamente à venda de apoio político em troca de algum favorecimento, neste caso, o voto. 2020 é ano de eleição, período em que essas relações de troca ocorrem com frequência.

Em 2018, um grupo de pesquisadores da FGV publicou um estudo mostrando que somente 0,6% dos crimes de políticos apurados no STF resultaram em condenação e 65% de todos os processos lá registrados sequer chagaram a ser julgados. Além dos crimes eleitorais prescreverem antes, eles também acabam esquecidos pelo fato dos envolvidos deixarem seus cargos públicos. A corrupção e escândalos que envolvem as esferas públicas do Brasil têm se tornado cada vez mais comuns e corriqueiras para nós.

Em 2010 foi criada a Lei da Ficha Limpa, que visa maior rigor para as candidaturas políticas e no combate à corrupção, ampliando de três para oito anos o veto às candidaturas de governadores e de prefeitos que perderam os cargos eletivos por violação à Constituição Estadual ou à Lei Orgânica do Município.

A impunidade parece estar associada a uma espécie de tolerância à corrupção, sendo necessário repensar a forma de como o país está sendo direcionando. Nas urnas, na fiscalização e na cobrança de maior efetividade da lei. Talvez assim voltaremos a ter um país mais saudável politicamente, com menos impunidade, violência e, consequentemente, corrupção.

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Entrevistas

E Nelson Rodrigues chegou à terra de Shakespeare…

Por Sandro Barros

Sacha Rodrigues é produtor, ator e fotógrafo. Também é neto do dramaturgo Nelson Rodrigues, falecido em 1980. Em 2019, Sacha, com ajuda de muita boa, conseguiu no ano passado um feito histórico para o nosso teatro: colocar pela primeira vez a obra de seu avô na Inglaterra, país natal de William Shakespeare, considerado o mais influente dramaturgo do mundo de todos os tempos.

Em um bate papo descontraído num barzinho em frente à Praça Inhangá, em Copacabana, lugar que abriga a estátua de Nelson feita pelo artista Edgar Duvivier, Sacha nos contou como foi essa saga, que culminou com o ‘Nelson Rodrigues Festival London 2019’. E quanto a Shakespeare e suas peças, ele não titubeia: “vovô é o melhor dramaturgo do mundo de todos os tempos!”.

A obra de Nelson já havia sido publicada em outros países?
Sim. Vários textos foram traduzidos para alguns países, como EUA, França, Polônia, Argentina, Japão. Além disso, há versão em hebraico. Isso é muito importante, pois vovô tinha o desejo de ser conhecido além das nossas fronteiras.

E como surgiu a ideia de levar Nelson para a Inglaterra?
Em 2015, a minha esposa Marta Fernandes, diretora e professora de Relações Internacionais na PUC do Rio de Janeiro, ia a um congresso em Londres, onde ficaria uma semana. Daí ela me perguntou se eu conhecia a cidade e eu disse que não. Ela então me animou a ir e eu dei o meu jeito com dinheiro das despesas. Uma semana antes de viajar, olhei a biblioteca lá de casa e vi os dois volumes, contendo 12 das 17 peças de Nelson que o meu pai [Joffre Rodrigues, cineasta], junto com Toby Coe e minha prima Flavia Carvalho, haviam convertido para o inglês americano. Decidi levá-los, inspirado pelo trabalho do meu pai, e comecei então a dar os primeiros passos nesse trabalho.

Chegando a Londres, o que aconteceu?
Antes de viajar, fiz contato com o Itamaraty [Ministério das Relações Exteriores do Brasil] e consegui o contato do adido cultural HayleGabelha. Já em Londres, falei com ele um dia após desembarcar e lhe expliquei a minha ideia. Para minha surpresa, Hayle conseguiu um encontro meu com a Oberon Books, a maior editora de teatro do Reino Unido, para a tarde daquele mesmo dia. Fui acompanhado de NadiaKerecuk, tradutora oficial da Embaixada. Foi feito então o primeiro encontro com George Spender, editor da Oberon Books. Apresentei-lhe os livros do meu pai e um link da edição do New York Times com duas páginas dedicadas ao Nelson. Ele achou muito interessante a minha ideia e me pediu para lhe enviar algumas peças em inglês. Na mesma hora eu lhe passei um pendrive contendo as 12 peças. Isso foi em 22 de abril de 2015…

E em seguida?
Dois dias depois, me encontrei com um velho amigo meu, o ator Pedro Cazarini, quando ele decidiu me apresentar a Ramiro Silveira, professor do curso de Bacharelado de Atuação Internacional da Universidade de Essex, e que é muito fã de Nelson Rodrigues. Ramiro então me fez um convite inesperado em nome da Essex: voltar a Londres em junho para assistir a peça de fim de ano dos seus alunos, que seria ‘Vestido de Noiva’ em inglês, baseado na versão de meu pai. Consegui o dinheiro para a passagem e retornei para assistir a encenação. Foi emocionante! A partir daí Ramiro participou direto, indo às reuniões junto ao Itamaraty para tratar do projeto.

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E o tempo não para…
É verdade! Em 2016 voltei para apresentar o filme ‘Vestido de Noiva’ no cineclube da Embaixada. Em 2017, eu e Ramiro montamos uma leitura dramática de “Perdoa-me por me Traíres’ em inglês, baseada na versão do meu pai. Aí eu brinco que em 2018 foi folga, mas em 2019 lançamos a coletânea ‘Nelson Rodrigues: Selected Plays’, com sete peças em inglês britânico e por uma editora britânica.

E o festival Nelson Rodrigues?
Em 2017, tive o primeiro contato com Gustavo Nunes, que em minha opinião é o maior produtor de teatro no Brasil. Estávamos em Londres e ele propôs fazermos o festival, uma ideia que já sido lançada pelo Ramiro Silveira. Começamos então a criar juntos. E porque o festival? Basicamente pelo fato que a noite de autógrafos do livro sem o ator, obviamente, ficaria restrita ao lançamento e coquetel. Quisemos fazer então um festival para celebrar a primeira publicação de Nelson na terra de Shakespeare. Então fizemos o ‘Nelson Rodrigues Festival London 2019’, em 13 e 14 de junho, com presença de 200 pessoas por dia, superando as nossas expectativas. Tivemos o lançamento de ‘Nelson Rodrigues: Selected Plays, leitura dramática de ‘Vestido de Noiva’ em inglês, apresentações de trechos de peças, palestras acadêmicas, além de exposições de objetos pessoais de vovô e versões digitalizadas das telas de Cândido Portinari retratando a família dos Rodrigues, da qual era muito amigo, quando Nelson tinha apenas 16 anos. Todo o festival foi produzido pelo Gustavo. O resultado dos esforços foi termos ganho o prêmio da Focus Brasil de melhor evento cultural brasileiro de 2019 em Londres. Voltei lá e recebi esse importante troféu no dia 16 de novembro do ano passado!

E mais amigos e colaboradores foram chegando, certo?
Certíssimo! E são muitos. O Professor Serpa, da Fundação Cesgranrio, que já havia financiado a estátua de Nelson, também financiou as traduções do livro feitas pela King’sCollegeof London para serem registradas junto à Biblioteca Nacional. A Cesgranrio também deu apoio acadêmico. Temos ainda o Projeto Portinari e o Instituto de Relações Internacionais de PUC do Rio. Luiz Artur Nunes, diretor de teatro e acadêmico, escreveu o prefácio do livro. Não posso deixar de citar Paula Rassi, Fred Arruda, Robert Doring, Márcio Artiaga de Castro e Nina Tereza Mendes, que impulsionou o festival em Dublin, na Irlanda, entre outros. Todos foram e são fundamentais para o sucesso do projeto. Sou muito grato a eles!

Mas algum agradecimento especial?
Tenho sim e ele é para minha esposa. Sem ela o projeto não teria começado.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Em sua primeira edição do ano, ROCKERIA promove o Bowie Carnival

Abram alas, que a Rockeria vai chegar. No dia 8 de fevereiro, uma das festas mais badaladas do Rio faz sua estreia no verão carioca. Em clima de CarnaRock, o balaco promoverá um bailão no Clube dos Macacos, ao som de muito rock’n’roll, grooves, indie-rock, pop-rock e hits internacionais.

No palco, o público poderá curtir o show da banda Brixtones, que presta homenagem ao cantor David Bowie, ícone da cultura pop mundial. Liderada pelo virtuoso músico, DJ, cantor e produtor musical Fabio Mondego, a banda tem o nome em referência à cidade de Bowie (Brixton).

As carrapetas serão pilotadas pelos DJs Leo Paes Leme, Zé Roberto Mahr e também Fabio Mondego, que fazem uma mistura de todas as vertentes do Rock. Os convidados contarão com o espaço “MakeUp Bowie”, com maquiadoras à disposição e muita purpurina. “Sugerimos figurinos de Baile Carnaval ou aqueles bem despojados dos bloquinhos”, convida o produtor do evento, Leo Paes Leme.

A Rockeria virou referência para um público formador de opinião, com faixa etária entre 21 e 50 anos, que busca diversão aliada a conforto e elegância. Sempre com muito improviso musical e convidados ilustres, a festa já teve como DJs nomes como Selton Mello, Bruno Mazzeo, Tico Santa Cruz, George Israel, entre outros.

“Foram mais de 50 edições e mais de 40 mil roqueiros que dançaram e curtiram a Rockeria durante esses oito anos”, brinda o dono da festa, Leo Paes Leme.  “Prezamos pela qualidade, com uma boa estrutura de palco, luz e som. A festa tem excelente repercussão no Rio e é sem dúvida uma grande homenagem ao rock”, completa.

A história do evento começou no Caroline Café, em 2009, quando Leo Paes Leme realizou a We Rock durante um ano. Em seguida, o projeto migrou para o extinto Studio RJ e se transformou na marca Rockeria, que já passou pelo Pura Vida Hostel, Mirante do Arvrão, Morro da Urca, Miranda Lagoon, Hípica, Sheraton Rio e atualmente Clube dos Macacos. 

SERVIÇO

ROCKERIA: PRIMEIRA EDIÇÃO DO ANO

Data: Sábado, 08 de fevereiro

Local: Clube dos Macacos, Rua Pacheco Leão, 2038, Horto

Hora: a partir das 22h.

Entrada:  R$ 50 (antecipado), R$ 60 (na hora)

Classificação etária: 18 anos.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas

Espetáculo infantojuvenil “A máquina do tempo” estreia no Clube Manouche

Para entender o mundo de hoje, um menino resolve usar objetos que tem em seu próprio quarto para construir uma máquina que o permita viajar ao passado em busca de respostas. Eis o ponto de partida de “A máquina do tempo”, peça infantojuvenil escrita pelo ator e músico Gui Stutz, com direção de Denise Stutz. O espetáculo inédito estreia em 7 de março no Clube Manouche, com sessões aos sábados e domingos, às 16h, até 29 de março.

Sozinho em cena, Gui Stutz narra a história do menino de forma lúdica e entremeada por canções autorais. Nessa aventura pelo tempo, o menino é capturado por um navio pirata, vê diferentes dinossauros na pré-história, testemunha Santos Dumont voando no 14-Bis, vai trabalhar num circo de 1923 como o “menino do futuro” e passa por muitas cidades e países até voltar ao ano de 2020. Seu desejo nessa viagem é observar as florestas, os mares e as cidades para tentar entender como o passado se tornou o presente.

 

 Acostumado a trabalhar com companhias teatrais, Gui já cultivava há tempos a vontade de montar um solo que reunisse música e dramaturgia. Para escrever “A máquina do tempo”, ele se inspirou na própria infância e na paternidade. “Sou filho único. Minha memória da infância tem muito de brincar sozinho e acompanhar as viagens de trabalho dos meus pais. Desenhava muito, criava mundos e histórias na minha cabeça”, recorda. Hoje pai de três filhos com idades entre dois meses e quatro anos, Gui se vê rodeado pelo universo da criança.

 

A música é um elemento constante nos trabalhos de artes cênicas de Gui Stutz, e não foi diferente na construção da dramaturgia de “A máquina do tempo”. Em cena, ele utiliza guitarra, e sintetizador ligados a um equipamento de looping para compor em tempo real a trilha sonora original.

Mãe e filho, Denise e Gui já trabalharam juntos em muitas produções, mas é a primeira vez que estão apenas os dois na criação de uma obra. Na bagagem, compartilham experiências que vão desde o teatro de rua popular da Grande Companhia Brasileira de Mistérios e Novidades até o teatro contemporâneo do espanhol Fernando Renjifo. “A nossa vontade era de fazer uma peça que não infantilizasse a criança. Queríamos dar espaço para ela pensar sobre o tempo de hoje”, enfatiza Denise.

 

FICHA TÉCNICA

Atuação, texto e músicas originais: GUI STUTZ

Direção e dramaturgia: DENISE STUTZ

Iluminação: FELIPE ANTELLO

Consultoria de figurino: FLAVIO SOUZA

Consultoria de cenografia: KELLER VEIGA E MARCELA DE PAULA

Desenho de som: ALEX MIRANDA

Desenho gráfico: LETÍCIA ANDRADE

Fotografia: RENATO MANGOLIN

Assessoria de imprensa: PAULA CATUNDA

Realização e produção: PLANO GERAL ESPAÇO E PRODUÇÕES

SERVIÇO

Espetáculo infantojuvenil: “A máquina do tempo”

Temporada: de 7 a 29 de março de 2020

Dias e horário: sábados e domingos, às 16h

Excepcionalmente no dia 8 (domingo), sessão extra às 14h

No dia 15 (domingo) não haverá apresentação

Local: Clube Manouche/Casa Camolese

(Rua Jardim Botânico, 983, Jardim Botânico).  Tel: 3514-8200

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Crianças a partir de 3 anos e jovens até 12 anos pagam meia-entrada mediante comprovação

Crianças de até 02 anos e 11 meses de idade não pagam ingresso

Duração: 60 minutos

Recomendação etária: Crianças a partir de 5 anos. Menores a partir de 14 anos podem entrar acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais

Estacionamento no local (tarifado)

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Sarah Zaad | Horóscopo

Tente resgatar sua fé

SALVE SUA ESTRELA!

Com Sol em peixes, tente resgatar sua fé, afinal só ela trará a luz que você procura! 

Áries – 23/03 a 20/04

Momento de buscar forças e correr atrás do que precisa, sem falar que, um ou outro obstáculo que possa aparecer. Mas terá facilidade para expor suas ideias ou negociar melhorias no trabalho. Os astros indicam que a semana será maravilhosa para o seu bolso. No amor, também não vai faltar brilho.

TOURO – 21/04 a 20/05
Esta semana você saberá convencer as pessoas e conquistar aliados para seus projetos. Na família o clima, pode ficar tenso. Vai ter muito prazer em usar a simpatia e a delicadeza para tentar se aproximar da paquera.

GÊMEOS – 21/03 a 20/06
Esta semana, talvez nem tudo saia como você planejou. Pode haver vitórias inimagináveis, mas também risco de fracassos feios. Cuidado ao tentar impor as suas vontades, as suas ideias.

CÂNCER – 21/06 a 21/07
O momento é de ficar no seu canto, longe de fofocas. No trabalho, boas chances de crescimento e, nas finanças, evite emprestar grana. No amor, o Sol brilha em Peixes e por isso o melhor é apostar na harmonia, na sensibilidade e até na compaixão para fazer sua vida amorosa navegar em águas tranquilas.

LEÃO – 22/07 a 22/08
Para esta semana não fique idealizando um crush, achando que vai encontrar um amor que atenda a todas as suas expectativas. A realidade pode ser um pouco diferente. Cuidado para não se confundir na hora de se comunicar. No trabalho, mexa seus pauzinhos com discrição para chegar onde quer.

VIRGEM – 23/08 a 22/09
Começando pelo trabalho: seja legal e procure cooperar com os colegas. Se está pensando em sociedade com amigos, sinal verde! Agora, na saúde, bom ter atenção. No amor, você vai expressar sua sensualidade com muito mais espontaneidade e aí pode acabar encantando seu amor ou sua paquera.

LIBRA – 23/09 a 22/10
Esta semana você vai conseguir mostrar seus talentos para ter destaque no emprego. Conte com o apoio da sua família. No amor, você pode querer mudar o seu jeito de agir: em vez de estar sempre pronto para aplaudir, incentivar e ajudar quem ama, pode insistir em intrigas. Então cuidado com suas atitudes.

ESCORPIÃO – 23/10 a 21/11
Esta semana, quem é deste signo vai se empenhar bastante no trabalho porque a vontade de vencer na vida será grande. No amor, o Sol te dá uma força para saber usar o seu poder de sensualizar, mas o problema pode ser na hora de expressar o que deseja ou colocar suas ideias, pois o risco de divergência vai ser grande. Porém, a semana tem tudo para ter mais alegrias do que perrengues.

SAGITÁRIO – 22/11 a 21/12
Essa semana você pode se sentir desmotivada no trabalho, mas, lembre-se dos boletos que estão para vencer. Você terá sorte com grana, mas evite qualquer tipo de excesso. Atente também com sua vontade aguçada de vigiar todos os passos da pessoa amada.

CAPRICÓRNIO – 22/12 a 20/01
Ótimo momento de ganhar grana com algo feito em casa! Semana para que você faça contato com pessoas queridas que moram longe e que tenha paciência com seus familiares. No amor, podem surgir amores do passado. Aproveite sua sensualidade em alta.

AQUÁRIO – 21/01 a 19/02
No trabalho, sua simpatia vai ajudar na relação com os chefes e,bom momento para parcerias. No amor, Mercúrio retrógrado pode atrapalhar suas investidas, porém o momento tem tudo para abrir novos horizontes em sua vida sentimental. Semana que te deixará mais encantador(a), também mais teimoso(a).

PEIXES – 20/02 a 20/03
No trabalho, talvez você retome um antigo projeto. Mas cuidado, porque fofocas e intrigas estão no ar. Nas finanças, a fase é boa para ganhar grana. No amor, a Lua Crescente em Gêmeos tem tudo para deixar seu signo mais expansivo e você pode surpreender seu amor.

Canal – Sarah Zaad – Signos
Canal – Sarah Zaad Oficial Baralho Cigano
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Lugar de criança é brincando

Por Franciane Miranda

Ver o sorriso no rosto de uma criança não tem preço. Fundado em 2013, o projeto Quintal de Infâncias tem como objetivo incentivar as crianças a brincarem e se divertirem, mas não em frente ao celular, tablet ou computador. Quem nunca brincou de pular corda, com elástico, bolinha de gude, peteca, peão e bambolê? A ideia é levá-los para entreter-se em ambientes ao ar livre e resgatar estas brincadeiras sadias da infância.

A violência nas ruas e as novas tecnologias contribuíram, ao longo dos anos, para as crianças ficarem cada vez mais em casa e, em frente a televisão. Percebendo estas mudanças comportamentais, a babysitter Carolina de Paula, criou o projeto que há vários anos preserva e incentiva as brincadeiras no espaço público. Ela afirma que mudar esse cenário é uma responsabilidade de todos nós. O que importa é tirar nossos jovens de casa para que se divirtam juntas. O lema: é fazer uma criança feliz!

Para participar é só chegar e somar. Todos podem aproveitar como preferir. Pode pular uma corda, segurar o elástico nas pernas, jogar peteca, rodar bambolês. Carolina também explica que é possível levar brinquedos que estejam de acordo com a proposta do projeto.

O local escolhido para realizar tais brincadeiras são praças, parques públicos e ruas fechadas para lazer. Os espaços sempre são ao ar livre, para potencializar o ‘livre brincar’. São quatro horas de lazer e diversão para a criançada e adultos, claro! No Instagram @quintaldeinfancias você pode acompanhar os depoimentos de várias pessoas que participaram e amaram!

Para manter o projeto, Carolina conta com doações e a generosidade de todos. Nos eventos é passado um porquinho, que é um chapéu chamado ‘Manoel’ em homenagem ao poeta Manoel de Barros. As pessoas podem colaborar com quanto quiserem. Se você gostou e deseja participar, entre em contato pelo Instagram ou pela a página do Facebook. Ela disponibiliza um kit e explica sobre à ação.

Na hora das atividades, as crianças reagem com surpresa e curiosidade, pois a maioria não conhece os brinquedos. Carol conta que elas ficam encantadas ao presenciarem os seus pais brincando. A interação entre as crianças é linda, elas ensinam as brincadeiras aos que não conhecem e juntos inventam novas formas de se divertirem com os objetos. Desta forma, brincando aprendem a valiosa missão de compartilhar e ensinar: “É sempre muito satisfatório ver a interação entre elas e como ficam felizes”.

Carolina lembra o quanto é gratificante fazer parte deste lindo do projeto e conta sobre alguns momentos que a emocionaram. “No Parque Madureira vi uma senhora que pulava corda e rodava bambolê”, afirma. Ao longo dos anos presenciou muitas crianças crescerem e retribuírem o carinho que receberam.

É importante como os pais olham para o projeto e reconhecem o seu papel na construção do aprendizado dos seus filhos. Acompanhar a evolução e ajudá-los a se desenvolver de maneira feliz e participativa faz parte da filosofia do projeto. Precisamos de mais ações como esta. É gratificante saber que o projeto é um espaço para todos, inclusive para crianças com autismo. É uma troca de confiança entre todos que fazem o Quintal de Infâncias florescer.

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Educação

Curso pH abre inscrições para seu pré-vestibular comunitário gratuito

Por Franciane Miranda

O sonho da maioria dos jovens é entrar em uma universidade. Infelizmente muitos alunos ainda precisam de uma ajuda extra com as matérias abordadas na tão temida prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O complexo exame requer do aluno um conhecimento geral sobre várias ciências.

Para os alunos que precisam desse suporte, o Curso PH inicia no dia 30 de março mais uma turma do Gota Social, curso pré-vestibular comunitário gratuito. A organização pede apenas uma generosa e simbólica contribuição de 2 kgs de alimentos não perecíveis. As doações serão entregues para instituições de caridade ainda não escolhidas.

O projeto foi criado para atender estudantes do último ano do Ensino Médio ou que já tenham finalizado. Os participantes precisam comprovar renda familiar bruta mensal por pessoa de até um salário mínimo e meio.  Esta regra também é adotada pelo sistema de cotas do SISU.

A turma será composta por 50 alunos este ano. O projeto aborda o conteúdo do ENEM, e algumas atividades extras como palestras motivacionais e de orientação acadêmica, além de aulas de campo e de descompressão. O Gota Social já ajudou mais de 300 estudantes. No ano passado 25 alunos do projeto conseguiram aprovação em universidades públicas como UERJ, UFRJ, UFF e Unirio.

As aulas acontecem à noite, de segunda a sexta-feira, na unidade pH Tijuca. O Gota é totalmente gratuito, incluindo o material didático, composto por apostilas e acesso à plataforma de ensino online Plurall.

O processo seletivo passa por análise de documentos, prova e entrevista. As inscrições e entrega da documentação poderão ser realizadas até o dia 11 de março, na unidade Tijuca 2.  O edital com todas as informações sobre a seleção está disponível em www.ph.com.br .  Outro canal de comunicação é  pelo e-mail [email protected].

Processo Seletivo:
Inscrição com entrega de documentos: 04, 05, 06, 09,10 e 11 de março de 2020 na unidade Tijuca II, das 09h às 19h;
Primeira fase – Prova: 14/03 das 14h às 19h na unidade Tijuca I (Rua Professor Gabizo, 211);
Resultado da primeira fase: 19/03 a tarde pelo facebook e do pH (fb.com/pHvestibulares);
Segunda fase – Entrevista (apenas para os selecionados após a prova): 21/03 a partir das 14h na unidade Tijuca I (Rua Professor Gabizo, 211);
Resultado final do processo seletivo: 26/03 pelo facebook do pH (fb.com/pHvestibulares);

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Sérgio Vieira | Entre Colunas

Peixe, o futuro alimentar na próxima década (parte 2)

A desburocratização e a otimização do comércio exterior têm sido prioridades para o país em 2020, com a aplicação e a criação de novas políticas que facilitem a realização de negócios. O comércio exterior está otimista para o ano de 2020. A tecnologia é a grande aliada para a modernização e simplificação dos processos.

A Receita Federal vem estabelecendo regras e diminuindo cada vez mais a burocracia. Em 2020 isso virá com mais velocidade ainda. Por exemplo a Du-e, substitui uma série de documentos que outrora deveriam ser entregues pelos exportadores. Outras mudanças no comércio exterior brasileiro em 2020, além da introdução dos Incoterms 2020, são: a consolidação do Portal Único do Comércio Exterior e a aplicação do Novo Processo de Importação, previsto para iniciar já no começo de 2020.

Adotar sistemas inteligentes de gestão que sejam capazes de automatizar a parte fiscal e tributária muda a forma das empresas de fazer negócios. Devolvendo a produtividade, sobrando mais tempo para pensar em inovação e estratégias ainda mais lucrativas, a redução do Custo Brasil é uma grande preocupação e meta para 2020, uma vez que impacta fortemente na competitividade brasileira. Com isso, a série de reformas que o país tem iniciado tem como meta melhorar em dez posições sua colocação no ranking global de competitividade, do Fórum Econômico Mundial, em que o país atualmente ocupa o 78º lugar.

A revista americana FEEDFOOD destaca o Brasil sobre a expectativa no aumento do comércio de pescado. “O Brasil deve conquistar posição de liderança no mercado global”, diz a publicação. Bem planejada, sólida e pronta para crescer, a aquicultura no Brasil deve atingir novos mercados e aumentar o consumo local.

O otimismo se destaca significativamente. O Brasil tem o que é preciso para sustentar esse aumento de produção. Possui água, recursos, área, infraestrutura e logística. Não pode dar errado. A Indústria brasileira na produção de camarão aumentou 16,88% em 2019, em comparação com 2018, cuja produção foi toda destinada ao mercado interno. Os produtores brasileiros estimam que retornarão ao mercado internacional em 2020.

A oferta interna limitada se manifesta em importações com US$ 1,318 bilhão em 2017, na exportação o país faturou pouco menos US$ 150 milhões em 2017, sendo os Estados Unidos o principal destino.

De acordo com o empresário José Luis Insua, especialista em produtos pesqueiro no mercado nacional e importado, ressalta um extraordinário otimismo na ampliação do consumo interno brasileiro e exportações, desde que os incentivos e reformas sugeridas entrem logo em pratica, uma vez que o controle e padrão de qualidade já colocam hoje o Brasil em posição de destaque.

Sérgio Vieira – Engenheiro e jornalista – MTb 38648RJ

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