16 de março: Dia Mundial do Teatro do Oprimido

O Centro de Teatro do Oprimido abre as portas do seu casarão, na Lapa, para revisitar sua trajetória

Foto: Divulgação

O Dia Mundial do Teatro do Oprimido foi instituído em 2006 por praticantes do método, ao redor do mundo, como forma de homenagear o criador do método teatral que mais cresce no planeta. Augusto Boal aniversariava em 16 de março.

A programação, com entrada franca, da atividade ‘Centro de Teatro do Oprimido de Portas Abertas: Saberes e Práticas’ terá curingas de distintas fases do Centro de Teatro do Oprimido protagonizando rodas de conversa sobre cada momento da instituição, num bate papo descontraído e dialogal durante todo o dia.

O objetivo do evento será reunir praticantes do método, apreciadores de teatro e cultura em geral, além estudantes, professores e pesquisadores das áreas de teatro, direito, saúde, pedagogia, filosofia e sociedade.

12 horas de programação

10h – Roda de conversa ‘A gênesis do Centro de Teatro do Oprimido: Animadores Culturais nos CIEPs’, com a presença de dois dos curingas que fundaram a instituição, Claudete Felix e Luiz Vaz.

11h – Helen Sarapeck e Olivar Bendelak falam sobre o período das experiências durante o mandato de vereador de Augusto Boal. Da criação da técnica do Teatro Legislativo e aprovações de algumas leis por meio desta revolucionária dinâmica teatral.

14h – Geo Britto se junta a Helen Sarapeck para conversar sobre ‘Sistematização do Processo de Multiplicação’ e dos grandes projetos de capacitação que possibilitaram a difusão do método Brasil adentro e mundo afora.

17h – É a vez de Claudia Simone e Monique Rodrigues abrirem as falas para discorrer sobre os laboratórios de especificidades e do Laboratório Magdalena, que ocasionou o Teatro das Oprimidas, uma revolução dentro do método do Teatro do Oprimido. Ou ‘A Revolução Dentro da Revolução’, frase de uma das praticantes do método. Monique fala também sobre as ‘Estratégias de Resistências’ de sobrevivência do CTO após a passagem de Boal e do contexto político com avanço da extrema direita.

18h – Os jovens curingas oriundos da Maré, Maiara Carvalho, Gabriel Horsth e Eloana Gentil, falam sobre os ‘Novos Rumos’ da instituição. A partir do projeto Teatro do Oprimido na Maré, a instituição passa a ter uma equipe oriunda prioritariamente de grupos populares. Equipe essa composta majoritariamente de mulheres, negros e favelados.

19h – Apresentação do novo colegiado. O Centro de Teatro do Oprimido passa a ter uma nova gestão. Dessa vez um colegiado formado por três pessoas negras. Uma revolução na instituição. Gabriel Horsth, bixa, preta, favelada da Maré, Maiara Carvalho, jovem da Maré oriunda do grupo Maré 2012, recém formada em pedagogia, e Eloana Gentil, mulher negra, oriunda de Niterói, recebem de Marcela Fárfan, Geo Britto e Alessandro Conceição o bastão para que a caminhada da instituição siga novos rumos contra as injustiças. Para essa atividade de passagem será feito o jogo do Teatro do Oprimido: bola, bolhas e balões, com todas as pessoas presentes.

19h30 – A partir desse horário as atrações ficam por conta do Grupo de Teatro do Oprimido de Ponto Chic, formado por jovens de Nova Iguaçu, que apresentam a performance ‘Julga Meu Cabelo Afro’, abordando o racismo. Além de Ponto Chic o CTO, com integrantes do grupo Marias do Brasil apresenta performance sobre os desrespeitos que a categoria das trabalhadoras domésticas está recebendo da equipe do governo federal.

20h – Lançamento da 9ª edição da Revista Metaxis, publicação do Centro de Teatro do Oprimido que traz reflexões acerca do método. Essa nova edição da Metaxis aborda os dois anos do processo do projeto ‘Circuito Teatro do Oprimido’, que contou com 10 grupos de teatro do oprimido de diferentes temáticas. O projeto contou com o patrocínio da Petrobras, através da Lei de Incentivo a Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro.

20h30 – Lançamento do novo site do Centro de Teatro do Oprimido, totalmente reformulado e com as transformações da instituição nos últimos cinco anos.

O evento será encerrado com um Sarau para quem quiser expressar sua verve artística, seja com música, desabafo ou poesia!

Serviço
Centro do Teatro do Oprimido
Av. Mem de Sá, 31, Lapa, Rio de Janeiro
16 de março de 2020, das 10h às 22h
Informações: (21) 2232-5826
Entrada franca

pt Português
X
EDITORIAS