Maçonaria: liberdade, igualdade e fraternidade

Fotos: Vitor Chimento

A maçonaria (maçon − pedreiro) é a mais antiga e a maior organização fraternal do mundo. Acredita-se ter surgido no Egito ou na Grécia, contudo foi na Idade Média que a fraternidade viveu sua época de ouro. É uma instituição filosófica, filantrópica, educativa e progressista. E filosófica porque em seus atos trata-se da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investigar as leis da natureza e relacionar as primeiras bases da moral e ética pura.

Filantrópica porque não é constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe. Pelo contrario: suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem, estas do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranquilidade da consciência.

Progressista, partindo do principio da imortalidade e da crença em um principio criador regular e infinito, não se aferrar a dogmas, prevenções ou superstições. Não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nesta busca senão o da razão com base na ciência.

Foto: Vitor Chimento

Tem como seus princípios a liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações. A igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, a raça ou nacionalidade. A fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo Criador e, portanto, humanos e, como consequência, a fraternidade entre todas as nações.

A instituição tem por objetivo a investigação da verdade, o exame e a prática das virtudes. A moral é considerada uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. A virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento dos deveres como maçom para com a sociedade e para com suas famílias sem interesse pessoal. A virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a morte quando se trata de cumprimento do dever.

A maçonaria entende por dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém, não basta respeitar a propriedade apenas, mas também deve-se proteger e servir aos semelhantes. Ela resume o dever do homem, assim: “respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família”. É a maior síntese da fraternidade universal.

A maçonaria é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se da o nome de “Grande Arquiteto do Universo”, porque é uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores, que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do universo, formando a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividades maçônicas. Mas ela não é uma religião e sim uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. Uma união recíproca no sentido mais amplo e elevado do termo. E nesse seu esforço de união dos homens, admite-se na instituição pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma distinção.

Foto: Vitor Chimento

Ela combate a ignorância, a superstição, o fanatismo. O orgulho, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios. Não é uma sociedade secreta, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica.

O Templo Maçônico é o lugar onde os maçons se reúnem, periodicamente, para praticar as cerimônias ritualísticas que lhes são permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar sua atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar, constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitara acercar-se da verdade.

Maçons de destaque no Brasil: D. Pedro I, José Bonifácio, Rui Barbosa; Prudente de Morais; Floriano Peixoto; Campos Salles; Deodoro da Fonseca; Gonçalves Ledo; e Luiz Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias). Outros ilustres que também foram maçons: Voltaire; Goethe; Lessing; Beethoven; Hydin; Mozart; Napoleão; Garibaldi, Frederico, O Grande; além de poetas como Byron, Lamartine e os escritores Castellar, Mazzini e Espling.

Vitor Chimento, biólogo e jornalista
MTb 38582RJ
vitor.chimento@diariodorio.com.br

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