Marcelo Crivella é alvo de operação do MP em ‘QG da propina’ no Rio de Janeiro

Fotos: Reproduções

Desde o início da manhã da última terça-feira (10), equipes do MP-RJ (Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro) cumprem mandados de busca e apreensão. A investigação apura a criação de um balcão de negócios na Prefeitura no Rio para a liberação de verbas a empresas com pagamento de propina.

As ordens de busca e apreensão foram dadas pela desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Rosa Maria Helena Guita, e entre os 17 alvos da operação nesta terça estão o prefeito Marcelo Crivella, a sede da Riotur, na Barra da Tijuca e as casas do presidente da empresa, Marcelo Alves e de seu irmão Rafael Alves.

De acordo com o jornal Extra, ás 6h da manhã policiais civis estiveram na Cidade das Artes onde fica a sede da Riotur. Os agentes pularam o portão e apenas 15 minutos depois puderam dar início à operação.

Investigação

Ainda conforme o Extra, a investigação foi revelada em dezembro pelo jornal O Globo, e está baseada na delação premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso pela ‘Câmbio, Desligo’ em 2019.

A delação do doleiro foi homologada pelo Tribunal de Justiça do Rio e se referiu a um ‘QG da propina’ operando na Riotur e ainda apontou o empresário Rafael Alves como operador do suposto esquema no município.

Sede do MP-RJ

Mizrahy chegou a afirmar que Rafael Alves era um dos homens de confiança de Crivella por ajudar a viabilizar a doação de recursos de empresas e pessoas físicas na campanha de 2016. Logo após a eleição, o empresário emplacou o irmão na Riotur e, segundo o doleiro, montou um “QG da propina” na Prefeitura mesmo sem ocupar cargo.

Conforme o depoimento do doleiro, Rafael entregava semanalmente cheques oriundos de prestadores de serviço da prefeitura para posterior recebimento em espécie. Um dos cheques seria de propina paga pela empresa Locanty, especializada em serviços como limpeza, coleta de lixo e locação de veículos.

Segundo Extra, embora a Locanty não tenha contratos na gestão Crivella, a empresa ainda protesta recursos a receber da administração passada de um contrato de aluguel de veículos para reboque de carros.

O dono da Locanty João Alberto Felippo Basrreto também está na mira da operação desta terça-feira conduzida pelo Gaocrim (Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal do MP-RJ) e CIAF (pela Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro) da Polícia Civil.

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