Peixe, o futuro alimentar na próxima década (parte 2)

A desburocratização e a otimização do comércio exterior têm sido prioridades para o país em 2020, com a aplicação e a criação de novas políticas que facilitem a realização de negócios. O comércio exterior está otimista para o ano de 2020. A tecnologia é a grande aliada para a modernização e simplificação dos processos.

A Receita Federal vem estabelecendo regras e diminuindo cada vez mais a burocracia. Em 2020 isso virá com mais velocidade ainda. Por exemplo a Du-e, substitui uma série de documentos que outrora deveriam ser entregues pelos exportadores. Outras mudanças no comércio exterior brasileiro em 2020, além da introdução dos Incoterms 2020, são: a consolidação do Portal Único do Comércio Exterior e a aplicação do Novo Processo de Importação, previsto para iniciar já no começo de 2020.

Adotar sistemas inteligentes de gestão que sejam capazes de automatizar a parte fiscal e tributária muda a forma das empresas de fazer negócios. Devolvendo a produtividade, sobrando mais tempo para pensar em inovação e estratégias ainda mais lucrativas, a redução do Custo Brasil é uma grande preocupação e meta para 2020, uma vez que impacta fortemente na competitividade brasileira. Com isso, a série de reformas que o país tem iniciado tem como meta melhorar em dez posições sua colocação no ranking global de competitividade, do Fórum Econômico Mundial, em que o país atualmente ocupa o 78º lugar.

A revista americana FEEDFOOD destaca o Brasil sobre a expectativa no aumento do comércio de pescado. “O Brasil deve conquistar posição de liderança no mercado global”, diz a publicação. Bem planejada, sólida e pronta para crescer, a aquicultura no Brasil deve atingir novos mercados e aumentar o consumo local.

O otimismo se destaca significativamente. O Brasil tem o que é preciso para sustentar esse aumento de produção. Possui água, recursos, área, infraestrutura e logística. Não pode dar errado. A Indústria brasileira na produção de camarão aumentou 16,88% em 2019, em comparação com 2018, cuja produção foi toda destinada ao mercado interno. Os produtores brasileiros estimam que retornarão ao mercado internacional em 2020.

A oferta interna limitada se manifesta em importações com US$ 1,318 bilhão em 2017, na exportação o país faturou pouco menos US$ 150 milhões em 2017, sendo os Estados Unidos o principal destino.

De acordo com o empresário José Luis Insua, especialista em produtos pesqueiro no mercado nacional e importado, ressalta um extraordinário otimismo na ampliação do consumo interno brasileiro e exportações, desde que os incentivos e reformas sugeridas entrem logo em pratica, uma vez que o controle e padrão de qualidade já colocam hoje o Brasil em posição de destaque.

Sérgio Vieira – Engenheiro e jornalista – MTb 38648RJ

sergio.vieira@diariodorio.com.br

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