Rio monitora casos suspeitos de coronavírus

Por Claudia Mastrange

O estado do Rio de Janeiro monitorava, até o fechamento desta edição, 62 casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus. Dois franceses que estavam em Paraty e chegaram a ter ordem judicial para serem investigados foram descartados para a doença. Os números foram atualizados, no dia 28 de fevereiro, pelo secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, que também anunciou que o governo fluminense planeja inaugurar, em 30 a 40 dias, um hospital destinado exclusivamente aos infectados pelo Covid-19.

Em coletiva aos jornalistas, no Palácio Guanabara, ao lado do secretário da Casa Civil, André Moura, e do diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada, delegado Delmir Gouvêa, Edmar aproveitou para ressaltar a importância do uso de álcool gel na limpeza das mãos e criticar mensagens de fake news (notícias falsas) que circulam pela internet, sugerindo tratamentos caseiros a base de chás ou vinagre.

“O álcool gel funciona e a lavagem das mãos com água e sabão também funciona muito bem. Dentro do ambiente hospitalar o protocolo é com álcool gel, que permite a assepsia para outros germes, além do coronavírus. Vinagre, chá ou qualquer outra coisa que não estão descritas [no protocolo] não têm validade. Não há até o momento vacina e nenhum remédio que se mostre eficaz, nenhum chá específico, de nenhuma erva”, afirmou o secretário.

As autoridades fizeram questão ainda de condenar a propagação de fake news espalhadas pelas redes sociais. Elas confundem a população e atrapalham as ações de prevenção. Já há investigações em curso, tentando identificar e punir os autores. Recentemente, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabbo, também alertou sobre o problema. “Há uma quantidade enorme de fakenews e a maior parte delas relacionadas a formas de prevenção. Uso de vitamina para melhorar o sistema imunológico, fazer gargarejo com água quente… Coisas que não têm nenhum tipo de evidência científica”, explicou.

Vacinação contra a gripe é antecipada

Com a confirmação dos dois primeiro casos de coronavírus no Brasil — o de um homem em 26 de fevereiro e outro em 29 de fevereiro, ambos em São Paulo e com histórico de recente viagem à Itália, onde já ocorreram sete mortes pelo Covid-19 —, o governo federal decidiu antecipar a campanha de vacinação contra a gripe no país. O início está previsto para 23 de março.

Até o fechamento desta edição, em 3 de março, haviam 488 casos suspeitos de infectados com o Covid-19 no país. Além dos sintomas respiratórios, como infecções das vias aéreas superiores (semelhante ao resfriado) e, em casos mais graves, pneumonia e insuficiência respiratória aguda, os pacientes com suspeita da doença têm histórico de viagem para países em que há a circulação ativa do vírus.

Fotos: Agência Brasil e Fotos Públicas

 

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