EUA: apesar das 37 mil mortes, Trump prega rebelião contra confinamento por coronavírus

O país é o mais afetado pelo vírus, com quase 25% das mais de 154 mil mortes registradas no mundo.

Donald Trump chega para mais uma coletiva sobre a pandemia de coronavírus nos EUA (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pregou a rebelião contra o confinamento, apesar de seu país ter virado o principal foco do coronavírus, com quase 25% das mais de 154 mil mortes registradas no mundo.

E uma semana depois dos católicos e protestantes, o mundo ortodoxo celebra o fim de semana da Páscoa em confinamento. Isto porque o distanciamento social conseguiu conter a acelerada propagação da pandemia com 4,5 bilhões de pessoas, ou seja, mais da metade da população mundial, confinadas em suas casas.

Nos Estados Unidos, no entanto, o principal instigador pelo fim do confinamento é o próprio presidente. “Libertem Minnesota!”, “Libertem Michigan!”, tuitou Trump, ao mesmo tempo que manifestantes, alguns deles armados, pretendem desafiar neste sábado (18) as autoridades nos dois estados governados por democratas.

Praticamente não há país ou território no planeta que não tenha sido afetado pelo coronavírus, que já infectou mais de 2.250.000 pessoas, com mais de 154 mil óbitos. A Europa registra metade dos contágios (1,11 milhão de casos confirmados) e quase dois terços dos falecidos (98 mil), de acordo com o balanço da AFP na manhã deste sábado. A Itália registra quase 23 mil mortes, a Espanha mais de 20 mil, a França quase 19 mil e o Reino Unido se aproxima de 15 mil. Na América Latina, o número de vítimas fatais supera quatro mil.

Temor de violência

O território dos Estados Unidos é o mais afetado pelo vírus. Sem uma rede de proteção social, milhões de americanos recorrem aos bancos de alimentos, cujos funcionários estão saturados pela explosão da demanda.

Neste contexto, o governador democrata do estado de Washington, Jay Inslee, expressou indignação com os tuítes do presidente que estimulam, segundo ele, “atos perigosos e ilegais”.

“Coloca milhões de pessoas em risco de infecção da covid-19. Seus ataques desequilibrados e seus apelos para ‘libertar os estados’ também podem levar à violência”, escreveu no Twitter.

Um estudo da Universidade de Stanford, em Santa Clara, na Califórnia, mostrou que entre 2,5% e 4,1% da população local estava infectada pelo coronavírus, entre 50 e 85 vezes acima do número de casos oficialmente confirmados.

Com informações da AFP

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