O ideal é ficarmos em casa e da melhor forma possível

Fotos: Pixabay

Por Franciane Miranda

Vivemos em uma civilização globalmente conectada onde dependemos uns dos outros para mantermos nossa sociedade funcionando. A pandemia gerada pelo coronavírus nos impôs o isolamento social e mudou o comportamento das pessoas ao redor do planeta. Podemos transformar o tempo em casa para adquirirmos conhecimento, cuidar mais da família, de nós mesmos e, sobretudo, refletirmos sobre o futuro. Vamos usar a resiliência neste período de reclusão e transformá-lo em algo bom para nós.

Especialistas da área de saúde e governos de diversas nações deixam claro que esta é a melhor maneira de combater o vírus: o distanciamento e o período de reclusão. Por mais difícil que seja, é essencial para vencermos e retornamos nossa rotina o mais rápido possível. Precisamos continuar acreditando que isso vai passar, porque somos feitos de sonhos e lutar por eles neste momento pode ser um ótimo caminho para seguir. O isolamento pode ser divertido e prazeroso, só depende de você!

Já que estamos acostumados com uma rotina de trabalho, muitos podem se perguntar: e agora, o que fazer? O jornal Diário do Rio conversou com algumas pessoas para saber como têm aproveitado este momento e também com profissionais que passam algumas dicas de como usufruir melhor deste tempo, e faz um alerta sobre os problemas que este isolamento pode trazer.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), mais de 850 milhões de crianças e adolescentes estão sem aulas devido ao novo coronavírus. Para Luciana Brites, psicopedagoga e uma das fundadoras do Instituto NeuroSaber, essas horas podem ser usadas para melhorar o aprendizado e a comunicação com os pais. “Incluir as crianças na rotina de casa, como ajudar nos afazeres domésticos, fazer um bolo, rosquinhas, enfim, opção não falta”, cita. Luciana também destaca que é uma boa hora para os pais estudarem juntos com os filhos e usarem a tecnologia e sua interatividade como ferramenta de ensino. “Aplicativos que trabalham matérias, como Matemática, mas de forma mais lúdica. Ótimo período para realizar atividades como correr, pega-pega, pular corda e se divertir com brincadeiras, mas o primordial é estimular a leitura”, diz a especialista.

Roberta Silva não está trabalhando home office, pois a creche onde é recepcionista segue fechada. Apesar do triste motivo do isolamento ela sempre busca olhar o lado bom e ver este momento como algo positivo em sua vida. “Tudo que estou fazendo neste período me proporciona satisfação”. A jovem conta como tem aproveitado os seus dias. “Uso para descansar, estudar um pouco pelo aplicativo Enem e estou colocando algumas tarefas da rotina de casa em dia”. Roberta afirma que ficar em casa é ótimo, mas já sente falta da rotina e dos amigos do trabalho e finaliza com um recado: “que o tempo em casa seja proveitoso e em família”.

Use o tempo para fazer coisas que gosta

A estudante de Contabilidade Angélica Cleonice segue trabalhando home office e explica que tem aproveitado o tempo em casa de forma proveitosa para cuidar de se mesma. “Tenho praticado exercício físico em dias alternados, acompanho minhas aulas via EAD e aproveito para colocar as matérias em dia. Tenho praticado meditação, acompanho vídeos motivacionais e isso tem ajudado bastante a me manter motivada”, detalha.

Organizar a rotina nesse momento de quarentena é fundamental para fazer o seu dia render mais e de forma construtiva. A universitária organiza sua agenda diária e comenta sobre outras atividades que tem feito. “Acordo cedo todo dia, faço os afazeres domésticos, tenho aproveitado para cuidar das plantas, que é uma terapia muito boa e também tenho preparado minhas receitas favoritas”.

Ela entende que este momento pode ser muito difícil para muitas pessoas e por isso reflete sobre esta fase que passamos. “Devemos nos preocupar mais uns com os outros, que possamos aproveitar mais momentos especiais. A empatia é a chave para qualquer nação sair de uma crise. Isso porque ao reconhecer o valor do outro, priorizamos o bem-estar de todos, devemos cuidar da nossa saúde física e mental o ano inteiro”.

A futura contadora fala que não somos nada sem o contato e o trabalho de outras pessoas. Ela reconhece que cada profissão tem um grande peso dentro do país e observa o quanto somos afetados sem esta relação diária. Angélica reflete sobre o que tem aprendido com a quarentena. “Pela falta de tempo ou pela certeza de que haverá um amanhã preferimos deixar o encontro físico para outra ocasião. Hoje entendo a falta que faz aquela conversa olho a olho, como os abraços são especiais e como são valiosos os contatos com os familiares mais velhos. O tamanho da palavra saudade nunca foi tão grande como agora”, finaliza.

Estudar está no foco de muitas pessoas neste período de reclusão. O diretor do Colégio e Curso Progressão, Leonardo Chucrute, passa uma dica para quem vai investir no seu tempo para buscar conhecimento. “Elabore um planejamento de estudos, assista aulas online que irão te ajudar, tenha uma rotina de estudos. Busque separar algumas horas do seu tempo em casa para continuar a se dedicar, mesmo de maneira online. Outro ponto fundamental é manter o pensamento positivo. Pense que apesar das adversidades desse momento, você está dando o seu máximo e que você vai conseguir, acredite no seu potencial”. Ele disponibilizou gratuitamente em seu canal do Youtube ─ ‘Leonardo Chucrute’ ─ um cronograma de aulas para quem deseja estudar.

As novas tecnologias no momento têm sido nossa aliada e nos ajuda a enfrentar tudo isso. Neste período de quarentena, vários cursos foram disponibilizados online em plataformas digitais, assim como livros com acesso gratuito, passeios culturais em museus, professores publicando aulas com conteúdos importantes no Youtube. São muitas opções e a psicóloga Marina Franco ressalta que o mais importante é que devemos nos manter ocupados com atividades que gostamos. “Procure hobbies, assista filmes, leia livros ou assista aulas na internet”, diz.

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