Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos

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Por Franciane Miranda

A atividade humana no planeta ao longo dos anos provocou enormes impactos ao meio ambiente. As nossas ações foram responsáveis por emissões de gases que desencadearam o efeito estufa, causando alterações no clima mundial. Esta dura e preocupante realidade ascende o debate sobre a importância de preservarmos a natureza e frear as mudanças climáticas em nosso planeta. Em 2015, os líderes dos 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniram em Nova York para dialogar sobre os desafios globais e o que os governos poderiam fazer para erradicar ou limitar os impactos causados por nós. Assim, surgiram as 169 metas e os 17 objetivos, chamados de ODS, para transformar nosso mundo em um lugar melhor para todos os seres vivos.

O objetivo 13° para o desenvolvimento sustentável aborda o quanto é relevante planejar políticas nacionais e estratégias sobre a mudança do clima, adotando ações e reforçando a capacidade de cada nação se adaptar às catástrofes naturais decorrentes do clima. Promover estas estruturas com uma gestão eficaz nos países em desenvolvimento com atenção para as pessoas em situação de vulnerabilidade.

A ONU destaca o Fundo Verde para o Clima, uma ação global criada para atender às necessidades de mitigação e adaptação ao aquecimento do globo terrestre. A entidade ressalta o acordo firmado entre os países de primeiro mundo, no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), que busca captar e compartilhar fundos para realizar projetos e tecnologias sustentáveis com o objetivo de estabilizar o acúmulo de gases do efeito estufa e, por sua vez, não prejudicar o sistema climático. O objetivo é captar US$ 100 bilhões ao ano para ajudar as nações em desenvolvimento que também sofrem os efeitos negativos.

Os governos possuem um papel fundamental para alcançar esta meta, melhorando através da educação e conscientização. Segundo informações da ONU, por meio de novas formas de comportamento e tecnologias podemos limitar o aumento da temperatura global para 2ºC acima dos níveis pré-industriais. O órgão destaca haver vários caminhos paliativos para conseguir baixar estas emissões, com chances superiores a 66% se todos os governos seguirem as expectativas para mudar esse cenário. É importante refletir que adiar estas medidas aumentará cada vez mais os desafios para diminuir o aquecimento relacionado a níveis pré-industriais.

Temperaturas mais quentes

De acordo com a ONU, nos últimos 800 mil anos o acúmulo de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso aumentou drasticamente. O período pré-industrial, os combustíveis fósseis e o desmatamento do solo aumentaram em 40% as concentrações de dióxido de carbono. Pesquisas mostram que 30% do dióxido de carbono produzido pelos humanos deixaram o oceano mais ácido. Desde 1990, as emissões de dióxido de carbono aumentaram cerca 50% a nível global.

Os dados são preocupantes: desde 1979 o gelo do mar do Ártico descongelou 1,07 milhões de km² a cada dez. De 1901 a 2010 o aquecimento global e o derretimento das geleiras aumentaram o nível do mundial do mar 19 centímetros com a expansão dos oceanos. Entre 1901 e 2010, o nível do mar subiu 0,19 (0,17 a 0,21) metros. A partir da metade do século 19, este aumento superou a média dos últimos dois milênios.

A ONU também destaca que no hemisfério Norte, entre 1983 e 2012, as temperaturas foram as mais quentes nos últimos 1.400 anos. Desde 1850, a cada três décadas a última tem sido mais quente na superfície da Terra. As pesquisas revelam que de 1880 a 2012 a temperatura média do planeta subiu 0,85ºC. A previsão é que, se nada for feito até o final do século 21, a temperatura mundial aumente para 3ºC. Os trópicos e subtrópicos serão mais afetados e as populações mais pobres sentirão o reflexo desse aumento. Para conseguirmos alcançar mudanças mais concretas é necessário que todos façam sua parte e o planeta agradece.

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