Categorias
Saúde

Ministério da Saúde faz levantamento sobre saúde mental do brasileiro

O Ministério da Saúde começou um levantamento para avaliar a saúde mental da população durante o pandemia do novo coronavírus. O questionário está disponível na internet para que as pessoas respondam como se sentem diante de todo o processo que envolve o enfrentamento da pandemia. O objetivo é rastrear a existência de depressão, ansiedade e estresse na população brasileira e, posteriormente, subsidiar políticas públicas nas unidades de atenção psicossocial.

O questionário pode ser respondido até 15 de maio. A primeira parte consiste em um levantamento sociodemográfico, seguido de instrumentos de avaliação da saúde mental. O preenchimento leva em torno de 15 minutos. “Essa investigação trata-se de um rastreio dos principais transtornos mentais, que podem surgir em indivíduos, diante do cenário da pandemia mundial e, neste momento, em que muitos se encontram em distanciamento social. Estamos utilizando um questionário estruturado, com instrumentos validados no Brasil para detecção de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático”, explica a coordenadora de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, Maria Dilma Teodoro.

As perguntas podem ser respondidas por qualquer pessoa, mas também é objetivo da pesquisa avaliar a incidência de transtorno de estresse pós-traumático entre os profissionais de saúde durante a pandemia. As próximas etapas incluem a verificação das alterações nos hábitos da população que possam afetar a saúde mental e avaliar a evolução destes transtornos.

Toda informação será recolhida e tratada de forma codificada e confidencial. Não haverá qualquer divulgação ou comunicação de resultados individuais. Os dados recolhidos serão exclusivamente utilizados para este estudo, não sendo repassados nem divulgados para outras instituições. Apenas os investigadores envolvidos no projeto terão acesso aos seus dados e estão obrigados e sigilo profissional.

Com informações do Ministério da Saúde / Foto: Agência Brasil

Categorias
Política

STF autoriza oitivas em inquérito sobre suposta interferência na PF

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou ontem (5) as diligências solicitadas pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, no inquérito que apura suposta tentativa de interferência na Polícia Federal (PF). Na mesma decisão, o ministro decidiu retirar o sigilo do depoimento prestado pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro à PF, no sábado (2). Ao deixar o governo, Moro acusou o presidente Jair Bolsonaro de interferência na corporação.

No pedido encaminhado na segunda-feira (4) ao relator, Aras pediu autorização para a tomada de depoimento de três ministros, seis delegados da Polícia Federal (PF), da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), além da realização de perícias. As medidas foram tomadas após o Moro prestar depoimento.

Até às 21h30 de hoje, mesmo com a decisão favorável à retirada do sigilo, a oitiva do ex-ministro não tinha sido anexada ao andamento processual eletrônico do STF. A defesa de Moro e a PGR concordaram com a retirada do sigilo. “Os estatutos do poder, em uma República fundada em bases democráticas, não podem privilegiar o mistério nem legitimar o culto ao sigilo: consequente necessidade de este Inquérito transcorrer sob a égide do postulado da publicidade”, decidiu Celso de Mello.

No pedido encaminhado ao relator, o procurador-geral da República também solicitou a cópia de uma reunião realizada no dia 22 de abril entre o presidente Bolsonaro, o vice-presidente, ministros e presidentes de bancos públicos, e os comprovantes das assinaturas de exoneração a pedido do ex-diretor da PF Maurício Valeixo.

Desde a exoneração de Moro, o presidente nega que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da PF.

Com informações e foto da Agência Brasil

Categorias
Política

Câmara pode votar hoje 2º turno da PEC do Orçamento de Guerra

O plenário da Câmara dos Deputados marcou sessão para votar hoje (6), em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 10/2020, a chamada PEC do Orçamento de Guerra. O texto, que retornou do Senado com alterações, foi aprovado em primeiro turno pelos deputados na segunda-feira (4).

A PEC chegou a entrar na pauta da sessão de ontem (5), mas os deputados priorizaram a votação do projeto de Lei Complementar (PLP) 39/2020 que concede auxílio emergencial a estados e municípios para o combate à pandemia.

A PEC dá ao governo mais flexibilidade para aplicar recursos no combate à covid-19, ao permitir a separação, do Orçamento Geral da União, dos gastos realizados para o combate à doença.

O texto autoriza a União a descumprir a chamada “regra de ouro”, mecanismo constitucional que impede o governo de se endividar para pagar despesas correntes, como salários e custeio.

Entre as mudanças aprovadas no Senado, está a exclusão da criação de um Comitê de Gestão de Crise, comandado pelo presidente da República e composto por ministros de Estado e secretários estaduais e municipais, para discussões.

Os senadores também alteraram o trecho da PEC que autoriza o Banco Central (BC) a comprar e vender direitos creditórios e títulos privados de crédito (promessas de pagamento de dívidas, que viram papéis negociados no mercado) em mercados secundários.

A alteração determina que o Congresso Nacional seja obrigatoriamente informado sobre os títulos que o BC comprou, juntamente com um detalhamento que permita a análise dos riscos envolvidos. Além disso, BC também só poderá atuar nos mercados secundários, adquirindo esses títulos privados apenas de quem já detenha os papéis (como bancos e fundos de investimentos).

Com informações e foto da Agência Câmara

Categorias
Brasil

Pará decreta ‘lockdown’ para conter propagação do coronavírus

O governador do Pará assina hoje (6) decreto estabelecendo o bloqueio total em 10 municípios. Segundo sua assessoria, o bloqueio vai durar até o dia 17 de maio. O Pará é o segundo estado da Federação a anunciar o lockdown. O primeiro foi o Maranhão, onde esse tipo de bloqueio está em vigor desde segunda-feira (4)

Durante o lockdown, a circulação de pessoas nas cidades atingidas ficará proibida, exceto em casos como a compra de alimentos, remédios e a ida a consultas e atendimentos médicos. As cidades afetadas serão: Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Castanhal, Santa Izabel do Pará, Santa Bárbara do Pará, Breves, Vigia e Santo Antônio do Tauá.

O objetivo do governo paraense é impedir o avanço descontrolado da pandemia de covid-19.

Nas últimas semanas, o Pará vem subindo no ranking dos estados com o maior número de casos e mortes causados pela covid-19. Atualmente, o Pará tem 4.125 casos da doença e 330 óbitos.

Categorias
Rio

Prefeitura do Rio multa agências da Caixa por descumprimento de barreiras sanitárias

A Prefeitura do Rio, por meio da Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses, inspecionou nesta terça-feira (5) agências da Caixa Econômica Federal para conferir as barreiras sanitárias que devem ser adotadas para reduzir os riscos de transmissão do novo coronavírus (covid-19). Na ação, os técnicos verificaram as condições higiênico-sanitárias em banheiros e outros espaços de 41 unidades bancárias, com um total de 34 infrações aplicadas: duas por falta de higiene, duas por ausência de licença sanitária, cinco por ausência de álcool 70% em gel e 25 por aglomeração.

“A missão da Vigilância é atuar na prevenção, conferindo se as barreiras sanitárias estão sendo cumpridas para a redução dos riscos aos que buscam serviços. Exatamente como prevê a lei, e minimizando os riscos à saúde de todos”, destaca a médica-veterinária Márcia Rolim, subsecretária de Vigilância Sanitária do Rio.

Além de conferir se as agências estão adotando as medidas necessárias para manterem o distanciamento mínimo de um metro e meio entre as pessoas, inclusive nas filas, os fiscais vistoriam as condições dos banheiros onde deve haver papel higiênico, sabão líquido, papel-toalha, lixeira com tampa sem acionamento manual e álcool 70% em gel, que desde o dia 27 de abril passou a ser obrigatório também na área de auto atendimento dos caixas eletrônicos.

“O objetivo dessa inspeção nas agências da Caixa é assegurar que as medidas de prevenção contra a covid-19 sejam respeitadas, como o afastamento físico de um metro e meio, inclusive nas áreas externas, proporcionando mais segurança ao público e minimizando a contaminação. A responsabilidade das agências deve se estender até a última pessoa da fila”, ressalta a médica-veterinária Mônica Valim, coordenadora do Núcleo de Fiscalização em Ambientes de Trabalho (Nifat) da Vigilância Sanitária.

As inspeções nas agências da Caixa foram feitas por técnicos das coordenações de Fiscalização Sanitária, de Alimentos e de Engenharia, e ainda do Núcleo de Integração de Fiscalização em Ambientes de Trabalho (Nifat). Ao todo, foram 21 fiscais divididos em nove equipes atuando no Centro, em sete bairros da Zona Oeste (Barra, Freguesia, Taquara, Recreio, Campo Grande, Bangu e Realengo) e em onze da Zona Norte (Tijuca, Vila Isabel, Madureira, Cascadura, Bento Ribeiro, Rocha Miranda, Irajá, Brás de Pina, Vila da Penha e Méier).

Nas ações, as equipes reforçam também as orientações de adequação a normas sanitárias e outros cuidados que fazem parte da rotina das fiscalizações da Vigilância e intensificadas desde 19 de março, início da Operação Covid-19. Desde então, já são cinco frentes distintas de vistorias voltadas à prevenção e ao combate de irregularidades referentes ao novo vírus. Nessas seis semanas, foram realizadas 1.436 inspeções com 404 infrações aplicadas, a maioria, por falta de higiene e alterações no álcool 70% em gel.

Categorias
Rio

Prefeito de Niterói sugere mudar o Dia das Mães para evitar aglomerações

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, pretende mudar a data do Dia das Mães deste ano na cidade, comemorada no próximo domingo (12), por conta da pandemia. De acordo com o chefe do Executivo, a ideia é que a comemoração em Niterói seja transferida para o segundo domingo de julho, ou seja, dois meses depois da data oficial. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (5), em transmissão ao vivo pelas redes sociais.

A sugestão será enviada pelo Executivo nesta quarta-feira (6) para ser analisada na Câmara de Vereadores de Niterói.

Neves ainda reforçou o pedido para que as famílias não se reúnam presencialmente no próximo domingo, mas que façam encontros virtuais para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

“Vamos fazer uma grande campanha de divulgação para que a gente tenha o Dia das Mães de Niterói. Peço para não encontrarem presencialmente suas mães e avós, porque o risco é muito grande”, declarou o prefeito.

Nesta terça, o Sindicato do Comércio Lojista de Niterói (Sindilojas) emitiu uma nota classificando como gravíssima a situação que o comércio niteroiense enfrenta. De acordo o presidente do Sindilojas, Charbel Tauil, vários segmentos não tiveram nenhum faturamento nesse período de quarentena, com exceção daqueles que puderam funcionar durante as “janelas” instituídas pela Prefeitura de Niterói.

“Agora, estamos chegando ao Dia das Mães, segunda data mais importante de vendas, ficando atrás apenas do Natal, sem termos um horizonte de vendas, uma vez que a prefeitura estendeu o isolamento social. Quanto ao delivery, ele vem funcionando bem para restaurantes e farmácias e alguns segmentos muito específicos, mas não é uma solução de uso geral: o consumidor quer ver, tocar, experimentar e comparar fisicamente as mercadorias, para ter a certeza de que está escolhendo bem o que vai comprar. A verdade é que o lojista médio que tem delivery sequer está conseguindo pagar seus custos fixos”, posicionou-se Charbel.

Categorias
Rio

Polícia Federal tem novo superintendente no Rio

O novo superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro é o delegado Tassio Muzzi. Ele substitui Carlos Henrique Oliveira, deslocado para a direção-executiva da corporação, o segundo cargo mais importante.

Acima dele, apenas o diretor-geral, Rolando de Souza, que assinou a decisão, e tomou posse na última segunda-feira (4), nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro. A intenção inicial que o delegado Alexandre Ramagem ocupasse o cargo, mas o Suprermo Tribunal Federal (STF) decidiu contra a posse.

Anteriormente, o cargo era ocupado por Maurício Valeixo, cuja demissão causou atritos entre o então Ministro da Justiça, Sergio Moro, e Bolsonaro. A rusga culminou no pedido de demissão do ex-juiz.

Categorias
Destaque Rio

MP do Rio dá prazo até dia 7 para governantes apresentarem estudo de lockdown

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deu prazo, até quinta-feira (7), para o Estado e à Prefeitura da capital apresentem estudo técnico que avalie a necessidade de adoção do lockdown. A Recomendação foi realizada após reunião, na tarde de ontem (5), envolvendo o governador Wilson Witzel, o próprio MPRJ e outros órgãos.

Durante o encontro reunião, o procurador-geral de Justiça Eduardo Gussem, que representou o MPRJ, ressaltou que na segunda-feira (4), o órgão expediu recomendação ao Estado do Rio de Janeiro, na pessoa do Governador do Estado, para que apresente ao MPRJ estudo técnico devidamente embasado em evidências científicas e em análises sobre as informações estratégicas em saúde, vigilância epidemiológica, mobilidade urbana, segurança pública e assistência social a justificar a tomada de decisão sobre a adoção ou não do bloqueio total (lockdown), como medida extrema do distanciamento social e de nível mais alto de segurança de natureza não farmacológica contra a disseminação do novo coronavírus, com a suspensão expressa de todas as atividades não essenciais à manutenção da vida e da saúde.

Semelhante recomendação foi expedida nesta terça-feira ao Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. As recomendações conferem prazo até a próxima quinta-feira para resposta. Ao final do prazo, de acordo com o teor das manifestações a serem apresentadas pelos gestores estadual e municipal, bem como com as demais respostas, como, por exemplo, ofício expedido à Presidência da Fiocruz, o MPRJ, em conjunto e em atuação articulada com a DPRJ, adotará as medidas extrajudiciais e/ou judiciais cabíveis.

Ao abrir a reunião, o governador Wilson Witzel explicou as dificuldades e desafios para que os agentes públicos conseguissem promover uma fiscalização eficiente das medidas de isolamento social em diferentes níveis, como no caso de carreatas, estabelecimentos comerciais, calçadão das praias, etc.

O MPRJ registrou seu entendimento no sentido da necessidade de recrudescimento e ampliação das medidas de isolamento social, inclusive estudar a possibilidade de se decretar o chamado lockdown: a instituição de novas medidas de assistência social para que a população social e economicamente vulnerável possa ficar em casa sem passar privações; o fomento de campanhas de conscientização e educação da população para respeitarem as medidas de isolamento social; o aparelhamento do sistema de saúde para conseguir acolher a demanda que lhe for apresentada.

Categorias
Destaque Saúde

Dez milhões ainda não se vacinaram contra gripe na segunda fase

Iniciada no dia 16 de abril e com previsão de terminar nesta sexta-feira (8), a segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe atingiu apenas 36% do público-alvo. Segundo o Ministério da Saúde, a meta era de 90%.

Faltam ainda cerca de 10 milhões de pessoas do grupo prioritário pretendido pela campanha para esta fase, focada em povos indígenas, caminhoneiros, motoristas e cobradores de transportes coletivos, trabalhadores portuários, membros das forças de segurança e salvamento; pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Primeira fase

Na primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação, dirigida a idosos com 60 anos ou mais e a trabalhadores da saúde, mais de 18,9 milhões de idosos foram vacinados, o que corresponde a 90,66% deste público – índice, portanto, acima da meta pretendida pelo governo. No caso dos trabalhadores da saúde, esse segmento registrou 3,8 milhões de profissionais imunizados, o que corresponde a apenas 75,5% da meta.

Profissionais de transporte coletivo (motoristas e cobradores), caminhoneiros e portuários são os que registraram a menor procura na segunda fase da campanha. Até o momento, apenas 467 mil doses foram aplicadas, quando a estimativa era a de vacinar 2,6 milhões de profissionais.

O Ministério da Saúde informou, também, que “motoristas e cobradores, caminhoneiros e portuários devem buscar a vacinação, independente do seu estado ou município de residência, em qualquer serviço público de vacinação, fixo ou móvel, pois transitam em todo o país”.

Terceira fase

A terceira fase da campanha será iniciada na próxima segunda-feira (11). Ela será dividida em duas etapas. Entre 11 e 17 de maio terá, como público-alvo, pessoas com deficiência; crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes; e mães no pós-parto até 45 dias.

Na segunda etapa, entre 18 de maio a 5 de junho, serão incluídos professores das escolas públicas e privadas e os adultos de 55 a 59 anos de idade.

Segundo o governo, a exemplo das demais fases, a meta é vacinar pelo menos 90% de cada um desses grupos até o dia 5 de junho, quando a Campanha Nacional de Vacinação se encerra.

Influenza

Até o dia 18 de abril deste ano, foram registrados 1.696 casos de pessoas hospitalizadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave por causa da influenza (gripe) em todo o país. O Ministério da Saúde já contabiliza 163 mortes pela doença.

Do total de ocorrências cuja subtipagem foi identificada, 468 foram casos de influenza A (H1N1), com 66 óbitos; 45 casos e 10 óbitos por influenza A (H3N2), 263 de influenza A não subtipado, com 43 mortes; e 399 casos e 44 óbitos por influenza B.

Com informações da Agência Brasil / Fotos: Reproduções

Categorias
Destaque Economia

Rendimento do 1% mais rico é 33,7 vezes o que recebe metade dos pobres

Em 2019, o rendimento médio mensal do 1% mais rico da população, que recebia R$ 28.659, correspondia a 33,7 vezes o rendimento da metade da população mais pobre do Brasil, que ganhava R$ 850. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – Rendimento de Todas as Fontes 2019, divulgada hoje (6), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita alcançou R$ 294,4 bilhões em 2019. A parcela dos 10% da população com os menores rendimentos detinha 0,8% dessa massa, enquanto que os 10% com os maiores rendimentos concentravam 42,9% em 2019.

A desigualdade fica evidente também no índice de Gini de rendimento médio mensal de todos os trabalhos, que mede a concentração de uma distribuição e que varia de zero (perfeita igualdade) a 1 (desigualdade máxima). O Índice de Gini é um instrumento matemático utilizado para medir a desigualdade social.

O índice de Gini do rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos foi de 0,509 em 2019. Entre 2012 e 2015, houve uma tendência de redução deste indicador, passando de 0,508 para 0,494. Segundo o IBGE, a partir de 2016, entretanto, o indicador voltou a aumentar para 0,501, valor no qual se manteve em 2017, chegando a 0,509 nos dois últimos anos da série.

“O Brasil é historicamente conhecido como um país de grande desigualdade social e econômica. A desigualdade continua elevada e o movimento de redução é um processo que leva tempo”, disse a analista do IBGE responsável pela pesquisa, Alessandra Brito.

Rendimentos

Do total de pessoas residentes no Brasil em 2019, 131,2 milhões (62,6%) tinham algum tipo de rendimento. O rendimento médio real de todas as fontes, após subir 2,8% em 2018 (para R$ 2.247), manteve-se praticamente inalterado em 2019 (R$ 2.244). O Sudeste registrou o maior valor (R$ 2.645), seguido pelo Sul (R$ 2.499) e pelo Centro-Oeste (R$ 2.498), enquanto os menores valores estavam no Nordeste (R$ 1.510) e no Norte (R$ 1.601).

O número de pessoas com rendimento de todos os trabalhos subiu de 43,4% da população (90,1 milhões) em 2018 para 44,1% (92,5 milhões) em 2019. Já a aposentadoria ou pensão era recebida por 14,7% da população no ano passado, mantendo estabilidade em relação a 2018 (14,6%) e subindo 1,6 ponto percentual em relação a 2012 (13,1%).

O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos foi de R$ 2.308 no ano passado. O valor manteve-se praticamente estável em relação a 2018, quando ficou em R$ 2.317. O maior valor da série ocorreu em 2014, quando alcançou R$ 2.364. Após queda de 4,1% em 2015 frente a 2014, o rendimento de todos os trabalhos ficou praticamente estável nos anos de 2016 e 2017 e registrou expansão de 2,3% em 2018.

Alessandra destaca que três quartos da renda do domicílio vêm da renda do mercado de trabalho. “A gente vem observando que, a partir de 2015, 2016, o mercado de trabalho começou a ter uma mudança de característica, de redução do trabalho com carteira assinada, do aumento da informalidade, de inserções mais precárias e isso reflete no rendimento das famílias”, acentuou.

Foto: Agência Brasil

Desigualdade

Segundo o IBGE, em 2019, permanecem as grandes discrepâncias entre o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas brancas (R$ 2.999), pardas (R$ 1.719) e pretas (R$ 1.673). Também continuam as diferenças de gênero: o rendimento de todos os trabalhos dos homens (R$ 2.555) é 28,7% mais alto que o das mulheres (R$ 1.985).

A analista do IBGE destacou que a desigualdade entre homens, mulheres, pessoas brancas, pardas e negras é um fenômeno estrutural do país. “O mercado de trabalho ainda precifica de forma diferente de acordo com as características das pessoas”, afirmou.

De acordo com a pesquisa, o rendimento médio dos trabalhadores com ensino superior completo (R$ 5.108) era, aproximadamente, três vezes maior que o daqueles com somente o ensino médio completo (R$ 1.788) e cerca de seis vezes o daqueles sem instrução (R$ 918).

“Em 2019, o rendimento de todos os trabalhos compunha 72,5% do rendimento médio mensal real domiciliar per capita. Os 27,5% provenientes de outras fontes se dividiam em rendimentos de aposentadoria ou pensão (20,5%) em sua maioria, mas também em aluguel e arrendamento (2,5%), pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador (1,1%) e outros rendimentos (3,4%)”, informou o IBGE.

O percentual de domicílios atendidos pelo Bolsa Família caiu de 13,7% em 2018 para 13,5% em 2019. Em 2012, 15,9% dos domicílios do país recebiam o Bolsa Família. Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC) era recebido em 3,7% dos domicílios do país em 2019, percentual praticamente igual ao de 2018 (3,6%) e 1,1 ponto percentual acima do de 2012 (2,6%).

Com informações da Agência Brasil