Prefeito de Niterói sugere mudar o Dia das Mães para evitar aglomerações

Comércio em Niterói antes da pandemia (Foto: Reprodução)

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, pretende mudar a data do Dia das Mães deste ano na cidade, comemorada no próximo domingo (12), por conta da pandemia. De acordo com o chefe do Executivo, a ideia é que a comemoração em Niterói seja transferida para o segundo domingo de julho, ou seja, dois meses depois da data oficial. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (5), em transmissão ao vivo pelas redes sociais.

A sugestão será enviada pelo Executivo nesta quarta-feira (6) para ser analisada na Câmara de Vereadores de Niterói.

Neves ainda reforçou o pedido para que as famílias não se reúnam presencialmente no próximo domingo, mas que façam encontros virtuais para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

“Vamos fazer uma grande campanha de divulgação para que a gente tenha o Dia das Mães de Niterói. Peço para não encontrarem presencialmente suas mães e avós, porque o risco é muito grande”, declarou o prefeito.

Nesta terça, o Sindicato do Comércio Lojista de Niterói (Sindilojas) emitiu uma nota classificando como gravíssima a situação que o comércio niteroiense enfrenta. De acordo o presidente do Sindilojas, Charbel Tauil, vários segmentos não tiveram nenhum faturamento nesse período de quarentena, com exceção daqueles que puderam funcionar durante as “janelas” instituídas pela Prefeitura de Niterói.

“Agora, estamos chegando ao Dia das Mães, segunda data mais importante de vendas, ficando atrás apenas do Natal, sem termos um horizonte de vendas, uma vez que a prefeitura estendeu o isolamento social. Quanto ao delivery, ele vem funcionando bem para restaurantes e farmácias e alguns segmentos muito específicos, mas não é uma solução de uso geral: o consumidor quer ver, tocar, experimentar e comparar fisicamente as mercadorias, para ter a certeza de que está escolhendo bem o que vai comprar. A verdade é que o lojista médio que tem delivery sequer está conseguindo pagar seus custos fixos”, posicionou-se Charbel.

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