“cariocas não gostam de dias nublados”

Foto: Reprodução

A Cidade que para muitos é tida como maravilhosa, ao que tudo indica, ainda levará muito tempo para recuperar o prejuízo causado pelo atual governo do Estado.

No entanto, a população segue pacífica, aguardando a liberação para curtir uma boa praia, tomar um chopp na esquina e depois rolar aquele futebol.

Os bilhões de reais que saíram dos cofres públicos para construção e operação dos hospitais de campanha durante a pandemia, seguem por aí, na sessão de achados e perdidos do governo que resolve anarquizar com a cidade, meio a pandemia do novo coronavírus.

Difícil acreditar, que boa parte da população assiste tamanho escândalo e pacífica, caminha pelas saudosas ruas do subúrbio e do Leblon, como se tudo estivesse em pleno funcionamento.

A população parece hibernar diante da crise que só avança, levando os points tradicionais que marcaram a história da cidade, fechar as portas definitivamente.

O impeachment de Witzel, os euros, reais e libras de Edmar, somados a farra comandada pelo empresário Mário Peixoto, não conseguem acordar a turma que ainda passeia no calçadão cantarolando “que cariocas não gostam de dias nublados”, na canção “Cariocas”, de Adriana Calcanhoto.

Ate quando o carioca vai levar essa vida blasé, sem conscientização política, distraída numa era marcada pela história. Não estamos generalizando, mas nesse abundante período do “fique em casa”, o telhado caiu, ao que tudo indica, novas delações virão à tona e seguimos na expectativa da justiça continuar apurando e punindo.

pt Português
X
EDITORIAS