Beirute, quem puder sair, que vá!

Foto: Reprodução

Uma grande explosão atingiu a cidade de Beirute, capital do Líbano, na terça-feira (04). O local da tragédia, que deixou mais de 150 mortos e 6 mil feridos, passou por uma avaliação de especialistas franceses neste domingo (4). A França oferece apoio logístico ao Líbano, principalmente no que diz respeito à investigação. Para isso, enviou policiais e equipes investigativas ao local, além de oferecer ajuda médica para as vítimas.

A explosão, que devastou bairros inteiros, deixando mais de 300 mil desabrigados, ocorreu em um armazém que guardava 2.750 toneladas de nitrato de amônio por seis anos. Segundo o primeiro-ministro libanês Hassan Diab, o armazenamento era feito “sem medidas preventivas”.
O Líbano já vinha caminhando por grandes problemas econômicos e desavenças políticas. O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, anunciou na segunda-feira (10) a renúncia de seu governo, após protestos públicos contra os líderes do país.

Em pronunciamento na televisão, Diab afirmou que a detonação de material altamente explosivo que estava armazenado no porto da capital por sete anos foi “resultado de corrupção endêmica”.
O gabinete estava sob pressão para renunciar depois da explosão da semana passada que matou 163 pessoas, feriu cerca de 6 mil e deixou cerca de 300 mil sem moradias habitáveis. Vários ministros já haviam renunciado no fim de semana.

O país que buscava se reerguer da Guerra Civil e dos graves problemas econômicos, que pioraram meio a pandemia e agora com a explosão, deixa a situação do país, uma lástima.
Para que Beirute seja reconstruída, é necessária uma união mundial, visto que praticamente 75% da população, não teria como sobreviver a partir de hoje. A fome deve imperar nos próximos dias e o conselho é para quem pode deixar o país, que vá.

O presidente Jair Bolsonaro convidou o ex-presidente Michel Temer (MDB), filho de libaneses, para chefiar a missão humanitária do Brasil em Beirute. O chefe do Estado brasileiro afirmou ainda que o Brasil irá enviar medicamentos, insumos médicos e alimentos ao Líbano, além de uma equipe de perícia para ajudar nas investigações sobre o incidente na capital libanesa.

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