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Setembro Amarelo: Ação alerta jovens sobre importância do diálogo na prevenção ao suicídio

Mais de 200 mil pulseiras amarelas com a hashtag “#dêumlikenavida” serão distribuídas para alertar jovens de todo o país sobre a importância do diálogo na prevenção ao suicídio.

A ação da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), tem como foco a mobilização dos jovens durante o Setembro Amarelo – mês marcado pela campanha e pela celebração do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Para a secretária nacional da juventude, Emilly Coelho, as pulseirinhas são uma forma de conscientizar os jovens e incentivar que eles conversem com os mais próximos, amigos e família, sobre o assunto.

“Nossas pulseirinhas amarelas de cetim são um sinal de apoio. Queremos lembrar nossos jovens de que sempre é possível mudar a rota, sem desistir do caminho. Viver é uma constante mudança e os dias sombrios passam. Não desistam”, afirmou a secretária.

As fitinhas serão distribuídas para Organizações Não Governamentais (ONGs), entidades da sociedade civil e demais interessados em participar da iniciativa. Para solicitar as pulseiras, basta mandar um e-mail para [email protected]

“Parece que até a natureza, agora em setembro, decidiu nos ajudar na campanha de prevenção ao suicídio e automutilação, pintando Brasília com o amarelo dos ipês. Convidamos todos a levarem consigo nossas fitinhas”, disse a titular da SNJ.

Setembro Amarelo

Em 2003, o dia 10 de setembro foi instituído Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP). No Brasil, em apoio à iniciativa, o período do Setembro Amarelo tem sido marcado pela ampliação dos debates sobre a prevenção do suicídio no país.

A campanha, que ganha força neste mês, foi criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Brasileira de Psiquiatria. Ao longo dos próximos 30 dias, serão promovidas atividades de conscientização.

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Atendimento adiado por pandemia deve ser coberto por convênio

Em meio à apreensão das pessoas devido ao coronavírus, usuários de planos de saúde registraram dificuldades para uso dos convênios. Muitos deixaram de ir a consultas e exames e até desmarcaram cirurgias. Em outros casos, o acesso foi reduzido para dar prioridade à pandemia. Por essa dificuldade e por questão de ordens práticas, consumidores e empresas ficam em dúvida se podem pedir descontos na mensalidade pela baixa ou nenhuma demanda de uso do serviço.

De acordo com Mérces da Silva Nunes, advogada especializada em Direito Médico e Doutora em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, isso não é possível por questão contratual, mas o consumidor tem que ser atendido quando retornar às consultas. “Além de serem adiados entre os meses de março e julho pelo receio de contágio das pessoas, os procedimentos também precisaram ser adiados por determinação do Ministério da Saúde, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como uma forma de poupar leitos e evitar a contaminação pela Covid-19”, explica ela. “As chances de redução no valor das mensalidades são baixas porque esses procedimentos podem ser realizados em algum momento e os planos de saúde deverão suportar essas despesas em razão da obrigatoriedade contratual”, ressalta.

Outra dificuldade para os usuários de planos foram os reajustes nas mensalidades em plena crise sanitária que está abalando as finanças de muita gente. “Após questionamentos levantados sobre o tema desde o início da pandemia, a ANS, no dia 21 de agosto, suspendeu, por 120 dias a partir do mês de setembro a aplicação de reajustes anuais e por mudança de faixa etária aos contratos de planos de assistência médica e odontológica para todos os tipos de plano: individual/familiar e coletivos-por adesão e empresariais”, explica a advogada. Segundo a Agência, nos casos de reajustes de preço por faixa etária, os clientes com contratos aumentados este ano voltarão a pagar mensalidades com os valores sem reajuste pelos próximos quatro meses.

Mas, embora os clientes, individualmente, não possam pedir descontos, empresas que oferecem planos como benefícios aos funcionários podem pleitear abatimentos em contratos pelos períodos em que foram pouco usados. “Considero viável a tentativa das empresas de pleitear redução de preço dos planos, em razão da baixa sinistralidade das carteiras, relativamente ao período entre março e julho, do corrente ano. A negociação deve ser estabelecida diretamente entre as partes, pois não há legislação específica determinando eventual redução de preço”, afirma Mérces.

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Câmara do Rio nega abertura de impeachment contra Crivella

A Câmara Municipal do Rio negou o pedido de abertura de impeachment contra o prefeito, Marcelo Crivella. A sessão realizada nesta quinta-feira (3) terminou com um placar de 25 votos contra e 23 votos a favor. Para ser aprovado, o pedido precisava de maioria simples, de 26 votos, do total de 51 parlamentares. O pedido de impeachment se baseou em denúncias de que funcionários públicos estariam na porta dos hospitais municipais impedindo a ação de repórteres da TV Globo de entrevistarem pacientes.

Os vereadores das bancadas de oposição sustentaram que era necessário abrir o processo de impeachment a fim de investigar a participação do prefeito junto a esses grupos, que se organizavam através do Whatsapp. Já os parlamentares da base do governo argumentaram que não cabia abrir um processo do tipo às vésperas do início da campanha eleitoral deste ano, dizendo que o julgamento seria feito pelos eleitores nas urnas.

Em nota, a prefeitura do Rio alegou que os funcionários ficavam na porta dos hospitais para orientar os pacientes.

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Opositor russo foi envenenado com Novichok, diz Alemanha

O político russo Alexei Navalny, , um dos principais nomes da oposição ao presidente Vladimir Putin, foi envenenado no mês passado com uma substância do grupo de neurotoxinas Novichok.
A informação foi divulgada na quarta-feira (2) pelo governo da Alemanha, onde ele está internado desde 21 de agosto.
Em um comunicado, o porta-voz do governo alemão, Steffen Siebert, chamou de “assustadora” a descoberta de que “Navalny foi vítima de um ataque por um agente nervoso na Rússia”. Ele acrescentou que “o governo condena o ataque da maneira mais veemente possível”, além de pedir explicações urgentes do governo russo.

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Destaque Saúde

Ministério da Saúde retira covid-19 da lista de doenças de trabalho

O Diário Oficial da União publicou a revogação de uma portaria do Ministério da Saúde, publicada ontem, que incluía a covid-19 na lista de enfermidades relacionadas ao trabalho. A norma fazia parte da atualização da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT). A última versão é de setembro de 2017. Com o recuo do governo, todas as medidas ficam sem efeito.

A medida revogada pelo ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, facilitaria que trabalhadores de setores essenciais, afastados das atividades por mais de 15 dias em razão do novo coronavírus, pudessem ter acesso a benefícios como auxílio-doença.

No mês passado, o Supremo Tribunal Federal reconheceu que a contaminação pela covid-19 em ambiente de trabalho configura como doença ocupacional, podendo assim ser considerada acidente de trabalho. Na prática, o entendimento possibilita que esses trabalhadores tenham acesso a benefícios por meio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Procurada pela Agência Brasil, até o fechamento dessa reportagem, a assessoria do Ministério da Saúde não se manifestou sobre a medida.