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Colunas Marynês Meirelles | Direto ao Ponto

Guardiãos x Guardiões

Felipe dirigia tranquilamente para o trabalho enquanto escutava atentamente as notícias pelo rádio. A última notícia era sobre a abertura dos parques da sua cidade. O repórter entrevistava um profissional do parque “Lírio da Paz”.

-Estou aqui com um dos guardiãos do parque “Lírio da Paz”, Sr. Osvaldo. Sua função é proteger e cuidar do parque agora que está voltando a funcionar. O senhor acha que os guardiãos que trabalham nos parques estão prontos para receber a população?

O guardião respondeu:

– Sim. Todos os guardiões dos parques da cidade foram treinados para atender a todas as famílias dentro dos padõres necessários para este momento. Mas, desculpe a minha humilde pergunta, não seriam guardiões?

O repórter falou:

– Não foi o que eu disse? Sim, guardiões. Obrigada pela entrevista, Sr. Osvaldo.

E deu por terminada a entrevista.

Felipe decidiu que iria ao parque “Lírio da Paz” no próximo fim de semana só para conhecer o Sr. Osvaldo.

 

DIRETO AO PONTO

Errado: .Eles são  guardiãos do parque.

Correto:  Eles são os guardiões do parque.

 

O plural de guardião pode ser guardiões ou guardiães.

A grafia guardiãos está errada e não existe no dicionário de língua portuguesa.

Marynês Meirelles é pedagoga e professora de Língua Portuguesa. Pós graduada  em Educação Infantil  e com MBA em Responsabilidade Social (UFF) e Gestão Ambiental (UGF). Mestra na área de saúde e Meio Ambiente (UNIPLI). È sócia proprietária da Essencial Creche Escola na Barra da Tijuca. Trabalha como produtora cultural do programa Sábado é Show na Rádio Bandeirantes onde tem o quadro “Toque Show”, dando dicas da Língua portuguesa.

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Notícias do Jornal Vitor Chimento | Serra

VALENÇA – ANTIGA ALDEIA DOS INDIOS COROADOS

O território da atual sede do município de Valença tem sua história, ligada a seus primeiros habitantes, os índios coroados, descendentes dos Puris e Araris, que dominavam a área compreendida entre os Rios Paraíba do Sul e Preto. Viviam como nômades na região, gerando insegurança entre os proprietários da sesmarias. Eram, especialmente, temidos, pelo comportamento feroz que exibiam em batalhas entre eles e contra os portugueses.

Por motivos dos ataques constantes, dos índios, aos habitantes, que o vice-rei do Brasil D. Luis de Vasconcelos e Souza ordenou que fosse iniciada a catequese dos índios da região. Imcumbiu o fazendeiro José Rodrigues da Cruz, proprietário da Fazenda Pau Grande (localizada no município de Paty do Alferes), iniciar o “processo de civilização” e ao Capitão de Ordenanças Inácio de Souza Werneck encarregado de domesticar e aldear os índios. Isto é, de reuní-los nas matas e conduzí-los para as aldeias onde deveriam se fixar. Assim as terras foram liberadas e divididas em sesmarias, doadas aos primeiros colonizadores.

No ano de 1803 foi nomeado, pelo vice-rei Don Fernando de Portugal, o Padre Manuel Gomes Leal para o cargo de Capelão, tendo-lhe o Bispo Don José Joaquim Justiniano a jurisdição necessária para construir e benzer uma capela e cemitério. Foi, então, construída uma modesta capela dedicada à N. S. da Glória no principal aldeamento dos coroados, originando, assim, a atual cidade de Valença.

Durante esta fase de colonização foram construídas, pelo então Capitão de Ordenanças Inácio de Sousa Werneck, o Caminho da Aldeia, considerada a primeira estrada para o sertão de Valença, Ia desde a cidade de Iguaçu até o norte da Capitania do Rio de Janeiro, na ilha divisória com Minas Gerais, marcada pelo Rio Preto.

As estradas que eram construídas por Inácio ligavam à aldeia de Nossa Senhora da Glória de Valença e a aldeia de Santo Antonio do Rio Preto (atual distrito de Conservatória – Cidade da Seresta) com a Estrada Real para Minas Gerais e os caminhos auxiliares para as Freguesias de Sacra Família do Tinguá (atual Município de Paulo de Frontin), Azevedo e Pilar do Iguaçu, de onde seguiam para a Vila de Iguaçu. Um atalho que permitia seguir rumo a Itaguaí.

A Estrada da Polícia permitiu os viajantes que vinham de Minas Gerais cruzar o rio Paraíba do Sul nas proximidades de Desengano (atual distrito de Juparanã, em Valença), pela povoação de Vassouras até Sacra Família do Tinguá.

A Freguesia foi elevada a Vila de Nossa Senhora da Gloria de Valença em 17 de outubro de 1823. No ano de 1857, a Assembléia Legislativa Provincial, elevou a Vila de Valença à categoria de Cidade.

Os pioneiros povoadores, depois dos índios, do município de Valença eram todos agricultores, na maior parte moradora, das Freguesias de Paty do Alferes e Sacra Família do Tinguá. Também participaram os imigrantes de outras nacionalidades, muitos deles italianos e portugueses.

 

Foto: Reprodução Internet

Grande personalidade de destaque no desenvolvimento de Valença, entre outros, foi Custódio de Guimarães, “Visconde do Rio Preto”. Homem de grande coração, considerado um benfeitor, filantropo e que muito contribuiu para o desenvolvimento da cidade.

Em 31 de dezembro de 1943 o topônimo foi modificado para Marquês de Valença e dezesseis anos depois, por lei estadual, o nome da cidade voltou a ser, simplesmente, Valença. Um Município com um passado de glórias que passou por ciclos importantes como o Ciclo do Ouro e o Ciclo do Café e, também, por períodos de desenvolvimento industrial e social.

É uma cidade com um potencial voltado para o ecoturismo, tendo a Serra da Concórdia, situada a sudoeste da cidade entre o vale dos rios Preto e Paraíba do Sul, como seu principal ponto. É a única região que possui duas unidades de conservação: Parque Natural Municipal do Açude da Concórdia e Parque Estadual da Serra da Concórdia, o Santuário de vida Silvestre da Serra da Concórdia e a Serra dos Mascates, o Ronco D’Água – balneário com cachoeira natural. Além do contato com a natureza, Valença é, também, uma cidade histórica e de cultura.

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Destaque Rio

TRE torna Crivella inelegível até 2026 por abuso de poder político

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro tornou o prefeito Marcelo Crivella inelegível por oito anos, por abuso de poder político. A sessão realizada nesta quinta-feira (24) foi uma continuação do julgamento iniciado na segunda-feira (21), que foi interrompido por pedido de vista do desembargador Vitor Marcelo Rodrigues.

Com o voto favorável ao do relator, dado logo no início da sessão, o resultado ficou em 7 x 0 contra o prefeito do Rio, condenado pela realização de um evento político ocorrido em 2018, quando funcionários públicos foram levados em carros oficiais.

Crivella foi condenado por abuso de poder político, pela participação de funcionários da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) em um encontro de apoio a seu filho, Marcelo Hodges Crivella, que concorria a deputado federal, mas não se elegeu. O prefeito também foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 106 mil. A condenação à inelegibilidade pelos próximos oito anos conta a partir de 2018.

Nota

A prefeitura se manifestou em nota, adiantando que o prefeito vai recorrer da decisão, alegando conflito de interesse entre um dos desembargadores que participou da votação e a empresa Lamsa, concessionária da Linha Amarela.

“O prefeito Marcelo Crivella vai recorrer da decisão, e estuda um pedido de anulação da votação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), visto que um dos desembargadores, Gustavo Alves Pinto Teixeira, votou, mas é, ao mesmo tempo, advogado da Lamsa – a concessionária contra a qual o prefeito luta na Justiça para pôr fim ao preço exorbitante do pedágio na Linha Amarela. O advogado Gustavo Teixeira havia se declarado impedido de votar, mas mudou de posição, apesar do conflito de interesses entre a sua cliente, Lamsa, e o prefeito. Cabe destacar que o prefeito Crivella não está, de forma alguma, impedido de disputar as eleições, e vai concorrer à reeleição”, diz a nota.

Com Informações: Agência Brasil

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Destaque Notícias do Jornal

Eleições 2020 – 14 candidatos e até agora poucas opções

Por Alessandro Monteiro

Uma cidade que clama pelos benefícios básicos de sobrevivência tais como: Educação, Saúde e Segurança, o Rio de Janeiro vive o câncer da corrupção e o desleixo público. Abandonada, suja e cheia de mazelas, a cidade nada e morre na mesma praia que é cenário de cartão postal mundo a fora.

Setembro quase indo e na última semana, os partidos anunciaram listagem de seus candidatos. Até o fechamento desta edição, já tinham sido anunciados 14 candidatos. Diante de toda situação vivenciada nos últimos dias, é difícil acreditar de fato, numa boa vontade. Parece mesmo, é que todos querem morder um pouquinho a máquina pública.

Analisando a vida pública de cada um, dificilmente conseguimos encontrar algo positivo que venha agregar soluções práticas à cidade. Nos discursos ainda não oficiais nas redes sociais, cada qual, tenta vender seu peixe, com soluções milagrosas que irão gerar efeito zero, no caos que vivemos.

Numa retrospectiva rápida, o filme se repete e lá na frente, as legendas se misturam diante dos acordos que sempre geram algum tipo de vantagem aos envolvidos. Hoje vivemos um histórico de corrupção, que coloca cidadãos e trabalhadores da cidade quase beirando o estado de miséria.

Impossível acreditar ainda que dentre os 14, embora alguns tenham uma boa presença dentro daquilo que se comprometeram realizar em suas atividades, outros tem a ficha carimbada por crimes de responsabilidade, desvio de verba pública, corrupção, licitações e muita lavagem de dinheiro. O fato é que não temos opção de voto, de mudança e libertação para uma cidade que um dia foi chamada de maravilhosa.

Nas próximas edições, vamos trazer o perfil individual de cada um, suas trajetórias e propostas de governo, para que o leitor conseguia ter um pouco mais de conhecimento sobre que rumo tomar, nas eleições 2020, que em razão da pandemia, terá o primeiro turno em 15 de novembro, e o segundo, 29 de novembro.

Conheça os pré-candidatos à Prefeitura do Rio

 

Marcelo Crivella (Republicanos)

Engenheiro e atual prefeito do Rio. Já sofreu dois pedidos de impeachment por denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro e beneficiar políticos ligados a Igreja Universal do Reino de Deus. No último dia 20, foi julgado pelo TRE, porém o julgamento foi interrompido no final e adiado para o próximo dia 24, para que seja definido o destino de Marcelo Crivella. Cinco desembargadores acompanharam o voto do desembargador relator, Cláudio Dell’Orto na votação para tornar Crivella Inelegível pelos próximos seis anos.

Martha Rocha (PDT)

Delegada aposentada, fraca na política e teve seu nome associado aos esquemas de Sérgio Cabral, por ter sido chefe da Polícia Civil.

Renata Souza (PSOL)

Militante da esquerda, com baixa popularidade, meses atrás, realizou um abaixo-assinado pedindo que Marcelo Freixo reconsiderasse a desistência de disputar a Prefeitura do Rio.

Eduardo Paes (DEM)

Foi prefeito de 2009 até 2017 e virou réu por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e forte esquema de caixa dois.

Luiz Lima (PSL)

Outro sem expressão, bolsonarista que tenta pegar carona ao nome do presidente. Mas atualmente, vem confrontando a família de Bolsonaro.

Eduardo Bandeira de Mello (Rede)

Ex-presidente do Flamengo, com boa gestão no clube, mas teve o nome associado às mortes dos jovens no Ninho do Urubu.

Glória Heloíza (PSC)

Ex-juíza, muito ligada ao carnaval, religiosa, mas já teve seu nome comprometido pelo uso da religião ou pelo que seria desapreço à adoção, com uma tendência por manter crianças com a família biológica.

Clarissa Garotinho (PROS)

Conhecida pelo temperamento explosivo, é filha de Garotinho e Rosinha, ambos envolvidos em escândalos e corrupção, prisões, superfaturamento e forte envolvimento com a Odebrecht.

Fred Luz (Novo)

Ex-CEO do Flamengo, deve usar a máquina do Flamengo para impulsionar a campanha, apesar à inexperiência política e baixa popularidade.

Paulo Messina (MDB)

Ex-secretário da Casa Civil de Crivella, ele sustenta que tem experiência administrativa e que não há investigações contra ele no suposto esquema de corrupção na prefeitura.

Benedita da Silva (PT)

Como deputada, tem histórico de pouca atuação e tida como esquenta cadeira, apesar do apoio conquistado com o Pc do B, tem imagem desgastada por associação ao PT e a fragilidade do partido.

 Cyro Garcia (PSTU)

Bancário e professor universitário foi dirigente do Sindicato dos Bancários e presidente da entidade por dois anos.  Até o momento, não possui arranhões políticos.

Cristiane Brasil (PTB)

Ex-deputada federal, filha de Roberto Jefferson, ambos conhecidos e com trajetória política envolvida em escândalos, a candidata está presa desde o dia 11 de setembro sob acusação de receber propina em dinheiro. No último dia 21, o PTB desistiu da sua candidatura, porém, a Lei da Ficha Limpa só prevê a proibição para condenados por órgão do colegiado, o que não é o caso dela. Até o fechamento desta edição, não houve nenhum comunicado de desistência por parte, de Cristiane.

Henrique Simonard (PCO)

É integrante do Comitê Central do Partido da Causa Operária (PCO), é coordenador da Aliança da Juventude Revolucionária. Conhecido também por seu temperamento, forte, explosivo e bastante revolucionário.

Suêd Haidar (PMB)

É presidente nacional do Partido da Mulher Brasileira (PMB), maranhense de 61 anos, mudou para o Rio de Janeiro no final dos anos 1970. Nas últimas eleições, ela foi candidata à deputada federal pelo estado do Rio, obtendo 5.279.