Ary Beira Fontoura ou, simplesmente, Ary Fontoura

Foto: Estevam-Avellar_Globo

É um ator paranaense nascido em 27 de janeiro de 1933, conhecido por interpretar papéis marcantes na TV como o do prefeito Florindo Abelha na novela “Roque Santeiro” (1985). Filho de um professor e de uma dona de casa mostrava desde pequeno vocação para o meio artístico, imitando pessoas. Com 10 anos, se apresentou em uma rádio de seu estado natal como cantor.

A sua carreira marcada de excelentes personagens inesquecíveis como o professor de botânico Baltazar Câmara de O Espigão, o sinistro professor Aristóbolo Camargo de Saramandaia, o avarento Nonô Correia de Amor com Amor se Paga, o prefeito emblemático Florindo “Seu Flô” Abelha de Roque Santeiro, o ator Nero Petraglia de Bebê a Bordo, o autoritário coronel Artur da Tapitanga de Tieta, o deputado corrupto Pitágoras de A Ondomada e Porto dos Milagres, o misterioso Silveirinha de A Favorita, o prefeito falido Isaías “Zazá” Junqueira de Morde & Assopra e o seu personagem Dr. Lutero de Amor à Vida.

Antes da fama, estudou Direito e trabalhou em um circo. Nos anos 1960, começou na TV, atuando primeiro na TV Paraná. Em meados dos anos 1964, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde atuou em “Como Vencer na Vida Sem Fazer Força” com Marília Pêra e Moacyr Franco. No ano seguinte estreou na Globo em “Rua da Matriz”. Depois, foi visto no elenco do programa de humor “TV0-TV1” e da novela “Passo dos Ventos”.

No teatro, seus últimos trabalhos foram nas peças O Comediante, de Joseph Meyer e Num Lago Dourado, de Mark Rydell. Nesta última, Ary Fontoura foi indicado na categoria Melhor Ator ao Prêmio Shell de Teatro.

Em 2011, despontou na trama de Morde& Assopra como o prefeito falido Isaías “Zazá” Junqueira, casado com a fútil Minerva (Elizabeth Savalla) e pai da mimada Alice (Marina Ruy Barbosa) e do divertido homossexual.

Em 2012, interpretou o tradicional Coriolano em Gabriela. No ano seguinte, encarna mais um papel de destaque, desta vez como o solidário médico Dr. Lutero em Amor à Vida.

Em 2016, interpretou o fazendeiro Quinzinho em Êta Mundo Bom, novela das 6h da Rede Globo, escrita por Walcyr Carrasco.

Em 2018, interpretou o Barão de Ouro Verde, Afrânio Cavalcante, em Orgulho e Paixão, novela das seis da Rede Globo, escrita por Marcos Bemstein.

Também passou pelo cinema, em mais de 20 filmes, e no teatro, em peças como “A Ópera do Malandro”. Foi eleito duas vezes o Melhor Ator do Troféu Mambembe, em 1983 e 1986.

Ary nesse tempo de pandemia vem ganhando fãs mais jovens e muita visibilidade nas redes sociais, principalmente no Instagram, que diariamente faz postagens da sua rotina de vida, interage direto com os fãs e mostra que mesmo sendo um dos grandes nomes da televisão brasileira, nunca deixou a simplicidade.

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