Witzel na mira da Justiça

Foto: Antônio Cruz - Agência Brasil

 

Suspeitas de dinheiro vivo coincidiram com pagamentos aos escritórios do Governador e sua esposa. Registros da Receita Federal apontam que o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), recebeu de escritórios de advocacia cerca de R$ 980 mil antes do início da campanha eleitoral de 2018. O valor é o mesmo que o empresário Edson Torres afirmou ter pago em dinheiro vivo como propina a Witzel.

Quanto ao processo de impeachment, o deputado Waldeck Carneiro (PT) foi sorteado, no Tribunal Especial Misto, que teve sua sessão inaugural realizada na quinta-feira (01).

Participaram do sorteio os cinco desembargadores e os cinco deputados que formam o colegiado. O Tribunal Especial Misto tem até 120 dias para concluir o julgamento. Se houver empate, o presidente do TJ dará o voto de minerva sobre o impeachment.

Para cassar o mandato de Wilson Witzel serão necessários os votos de sete dos dez integrantes, ou seja, dois terços da composição. Desde o dia 28 de agosto, Witzel está afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No momento em que o Tribunal Misto receber a denúncia, o governador estará duplamente afastado no caso do processo de impeachment, por motivo de crime de responsabilidade.

O presidente do TJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, frisou que haverá imparcialidade no julgamento do impeachment e que novas diligências e acareações poderão acontecer. “Total transparência. Nós vamos buscar a verdade. Estamos reunidos aqui para isso. Buscar a verdade e fazer justiça”, disse Mello Tavares.

 

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