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Botafogo retorna com sua equipe de basquete

A equipe de basquete do Botafogo irá voltar para as quadras. O clube, que ficou de fora do Novo Basquete Brasil (NBB) por não ter quitado dívidas com o elenco, foi anunciado nesta quarta-feira (4) como um dos participantes da próxima edição do Campeonato Brasileiro.

A competição vai contar com 12 equipes e, segundo a CBB, começa em 13 de fevereiro. Os times são: Joinville Basquete, Black Star, os dois de Joinville; Brusque Basquete e Blumenau Basquete, ambos catarinenses; Ponta Grossa, do Paraná, campeão em 2019, ADRM Maringá e Londrina Basketball, também do Paraná; Vila Nova representa Goiás e o Osasco será o único time de São Paulo. O Campeonato Brasileiro é a segunda divisão nacional e dá direito ao campeão de participar do NBB, torneio organizado pela Liga Nacional de Basquete (LNB).

Botafogo irá retornar para as quadras de basquete Foto: Guilherme Faria/ Niterói Basquete Clube

Leonardo Bessa, repórter e fundador do portal @selecaoalvinegra, avalia o retorno do time de basquete do Botafogo.

Avalio como algo bem positivo. Torcedor do Botafogo se acostumou bastante com a equipe de Basquete e o término precoce do antigo time foi um baque. Agora é hora de reconstruir, recomeçar. Botafogo é campeão brasileiro e sul-americano na modalidade. Precisa ser respeitado como tal.

O jornalista da Rádio Poliesportiva, Yuri Murta, também comentou sobre a volta do Botafogo no basquete.

Sinceramente eu avalio esse retorno com certo otimismo. O Botafogo vive complicações políticas que todos conhecem, mas o movimento Juntos pelo Basquete prometeu seguir com time adulto e agora cumpre a promessa. Tudo bem que não irá disputar o NBB, mas o CBB já é um bom começo e um bom sinal. Resta saber se conseguirá manter a vaga na Champions das Américas para fazer um projeto ainda maior.

De acordo com o texto publicado no blog do jornalista do UOL, Demétrio Vecchioli, o clube que representa o Botafogo no NBB não é o Botafogo de Futebol e Regatas, mas a Associação Botafogo Olímpico, um CNPJ independente apto a receber recursos públicos incentivados. O time de basquete só não acabou de vez porque Carlos Salomão, um torcedor do alvinegro carioca, conseguiu junto à diretoria o direito de continuar tocando o projeto, desde que isso não gerasse custos ao clube.

Ele até chegou a tentar a engenharia financeira para pagar as dívidas com os jogadores e inscrever o time no NBB. Porém não conseguiu, mas manteve a equipe viva, inscrevendo-a no Campeonato Brasileiro, com um investimento bem mais baixo, na casa de R$ 500 mil.

Perguntados sobre até onde o Botafogo pode chegar no Campeonato Brasileiro de basquete, os especialistas responderam que ainda é cedo para fazer qualquer análise sobre esse aspecto.

Leonardo: “A campanha no CBB vai depender da formação do elenco a partir dos recursos que forem captados. Ainda é bem cedo, mas ao longo das próximas semanas devemos ter um panorama um pouco mais claro para projetar isso”.

Yuri: “Acredito fortemente que deva montar uma equipe para brigar pelas primeiras colocações. É muito difícil opinar agora quando os times ainda estão em formação, faltando ainda 3/4 meses para o começo do torneio”.

Leia Também: Confira como foi o 1° turno dos clubes cariocas no Campeonato Brasileiro 2020

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Auxílio Emergencial: CAIXA credita R$ 1,3 bi para 3,2 milhões de beneficiários do ciclo 4 nascidos em fevereiro

A CAIXA realiza nesta quarta-feira (04/11) o pagamento de R$ 1,3 bilhão do Auxílio Emergencial do Ciclo 4 para 3,2 milhões de brasileiros nascidos em fevereiro. Desse total, 600 mil receberão R$ 392 milhões referentes às parcelas do Auxílio. Os demais, 2,6 milhões, serão contemplados com a segunda parcela do Auxílio Emergencial Extensão, em um montante de R$ 864,6 milhões.

A partir desta data, os valores já podem ser movimentados pelo Aplicativo CAIXA Tem para pagamento de boletos, compras na internet e pelas maquininhas em mais de um milhão de estabelecimentos comerciais. O benefício criado em abril pelo Governo Federal foi estendido até 31 de dezembro por meio da Medida Provisória (MP) nº 1000. O Auxílio Emergencial Extensão será pago em até quatro parcelas de R$ 300,00 cada e, no caso das mães chefes de família monoparental, o valor é de R$ 600,00.

Não há necessidade de novo requerimento para receber a extensão do auxílio. Somente aqueles que já foram beneficiados e, a partir de agora, se enquadram nos novos requisitos estabelecidos na MP, terão direito a continuar recebendo o benefício.

A segunda parcela extra será para os beneficiários que receberam a primeira parcela do Auxílio Emergencial em maio.

Foto: Reprodução/CAIXA

Saques e transferências para quem recebe o crédito nesta quarta-feira serão liberados a partir do dia 7 de novembro.

Foto: Reprodução/CAIXA

 

Como movimentar a Poupança Social Digital

A Conta Poupança Social Digital é uma poupança simplificada, sem tarifas de manutenção, com limite mensal de movimentação de R$ 5 mil.

A movimentação do valor poderá, inicialmente, ser realizada por meio digital com o uso do aplicativo CAIXA Tem, sem custo, evitando o deslocamento das pessoas até as agências. Logo após o crédito dos valores, será possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code, por meio de mais de nove milhões de maquininhas de cartão espalhadas por todo o Brasil. O beneficiário também poderá realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas através da opção “Pagar na Lotérica” do CAIXA Tem.

Cartão de débito virtual

Com o Cartão de Débito Virtual CAIXA é possível fazer compras pela internet, aplicativos e sites de qualquer um dos estabelecimentos credenciados. Para utilizar o cartão, o beneficiário precisa gerá-lo. Depois, entrar no aplicativo e acessar o ícone Cartão de Débito Virtual. Feito isso, o usuário deverá digitar a senha do CAIXA Tem. Em seguida, aparecerão os seguintes dados: nome do cidadão, número e validade do cartão, além do código de segurança. Ao lado do código, é preciso clicar em “gerar”. Pronto. O cartão está disponível. O código de segurança vale para uma compra ou por alguns minutos. Para realizar uma nova compra é preciso gerar um novo código.

Pagamento nas maquininhas

Além da possibilidade de uso do cartão de débito virtual, disponível para compras online, o CAIXA Tem oferece a opção “Pague na maquininha”, forma de pagamento digital que pode ser utilizada nos estabelecimentos físicos habilitados. É uma funcionalidade por leitura de QR Code gerado pelas maquininhas dos estabelecimentos e que pode ser facilmente escaneado pela maioria dos telefones celulares equipados com câmera.

Quando o cliente seleciona a opção “Pague na maquininha”, no aplicativo, automaticamente a câmera do celular é aberta. O usuário deve então apontar o telefone para leitura do QR Code gerado na maquininha do estabelecimento.

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ONG leva atividade física virtual gratuita a idosos de comunidades

A Covid-19 causou uma mudança radical na vida das pessoas, e entre os idosos a ameaça da doença se fez sentir de forma mais aguda. Como estão entre aqueles que correm maiores riscos se forem contaminados pelo novo coronavírus, a necessidade de isolamento forçou desde a suspensão de tratamentos para evitar idas ao hospital até o fim de atividades ao ar livre – interrompendo exercícios físicos. A consequência disso foi não só um sedentarismo muito prejudicial como um aumento no sentimento de solidão.

Para aliviar essa condição, o Instituto Sempre Movimento (ISM) lançou o programa Envelhecer Sustentável, de promoção de saúde para idosos em ILPIs (Institutos de Longa Permanência de Idosos) e comunidades em diversos pontos do país. O programa, que leva atividades físicas on-line para esse público, foi lançado no dia 15/09, na Morada São João – no centro da capital paulista -, a maior instituição pública de acolhimento do Estado, com 210 moradores. A atividade ainda foi transmitida ao vivo para as comunidades João XXIII e Vila Nova Curuçá (regiões Oeste e Leste de São Paulo, respectivamente) e outras em Guarulhos e Itapevi (ainda em SP), Goiânia (GO) e Rio de Janeiro (RJ).

“É marcante ver como o movimento transpõe limites sociais e estruturais. Estávamos lá chegando em casebres com condições muito simples, mas absolutamente imbuídos de um propósito para entregar o melhor em saúde para todos”, diz a diretora do Instituto, Amanda Costa. Atualmente, cerca de 60 idosos acompanham as aulas on-line semanalmente. São moradores de São Paulo capital (zonas oeste e leste), Itapevi, Guarulhos, Santo André, Barueri, Caraguatatuba, Jacareí e São José dos Campos (SP), João Pessoa e Campina Grande (PB), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Nova Bassano (RS), Maringá (PR), Belém do Pará e Mosqueiro (PA).

 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O projeto conta com seis professores voluntários e a meta é oferecer as sessões on-line de atividade física de forma continuada a 100 idosos, atendendo pessoas em todos os estados do Brasil. As aulas acontecem por meio de ferramentas de conferência on-line e são ministradas duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, às 14h, com o professor orientando toda a turma remotamente. Trata-se, portanto, de um programa desenvolvido para colher frutos de uma velhice saudável e funcional.

O grupo de participantes tem conexão de internet em casa e equipamento para assistir às aulas – seja pelo computador ou celular. Daí, basta o participante clicar no link que recebe e entrar na conferência no dia e hora marcados. “Oferecemos um programa que consiste em atividades físicas de forma regular, duas vezes por semana, com professores que prestam o melhor programa de atividade física, algo a que esses idosos não teriam acesso”, diz Amanda. A ONG busca parceria ainda com operadoras de telefonia, para que mesmo idosos que hoje não contem com conexão à internet em casa possam participar.

Foto: Reprodução

A diretora do ISM destaca que os professores são profissionais que atendem algumas das principais redes de academias do país, como Cia Athletica e Competition. “Os professores se entusiasmaram tanto com a iniciativa que, por eles, daríamos aulas a cem vezes mais idosos”, conta. Os idosos são escolhidos por lideranças das comunidades, e muitos deles já eram atendidos pelo Instituto Sempre Movimento antes da pandemia. Para ingressar no programa, todos passaram por uma avaliação prévia chamada “Health Analytics”, com equipe especializada, para entender as demandas físicas e clínicas e determinar pontos para análise de evolução nos quesitos de saúde.

Amanda diz que o programa também vai oferecer palestras educacionais com médicos e professores renomados, como o obstetra e ginecologista Marco Antonio Lenci, do Hospital Israelita Albert Einstein e do renomado professor de educação física Márcio Atalla, além de doação de suplementos vitamínicos.

Cuidado para além da pandemia

Amanda afirma que o projeto não é uma iniciativa pontual: o programa de atividades físicas vai continuar mesmo depois que o isolamento social tiver acabado. O Instituto Sempre Movimento foi a primeira organização do terceiro setor a atuar na prestação de auxílio a ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos). No início da pandemia, as ações contavam com poucas doações de insumos como álcool em gel, barras de sabonete, máscaras, luvas, face shields e toucas. O material era levado para instituições tanto públicas como filantrópicas e privadas, nas periferias de São Paulo. “Das 40 iniciais, avançamos hoje para 140 em SP, na capital, no interior e no litoral, com mais de 5.800 pessoas em situação de vulnerabilidade”.

O mapeamento das ILPIs mais necessitadas foi feito com apoio da promotora do Idoso do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), Cláudia Maria Beré. “Muitas vezes, esses locais contam apenas com os recursos que levamos a eles. Não se pode tratar e cuidar de idosos em regiões carentes apenas nos momentos de urgência. A luz que se apontou para a situação dessa população por conta da pandemia precisa continuar apontada para eles, que formam uma população das mais desassistidas. Estamos falando que o envelhecimento não é apenas um fenômeno biológico, mas uma categoria social, e como tal deve ser tratada”.

O ISM ainda atua em parceria com o Hospital Samaritano e o Instituto Horas da Vida na prestação de atendimento sustentado a 20 ILPIs na periferia de São Paulo, alcançando 600 idosos. Nesse trabalho, desenvolvido há mais de seis meses, são entregues testes PCR para Covid-19 (realizados tanto nos idosos como nos cerca de 240 funcionários que trabalham nessas unidades), EPIs e álcool em gel, e é feita a desinfecção de cada local. Além disso, oferecem palestras e orientação, monitoramento periódico nos locais e mantêm centrais de enfermagem.

Costureiras

O Instituto também vem promovendo uma ação de geração de renda para costureiras idosas em Paraisópolis: a ONG custeia a produção de máscaras de tecido, que são distribuídas nas ILPIs. “Com isso, você gera renda que se reverte em atividade econômica para toda uma comunidade: elas fazem compras nas mercearias locais, que compram de fornecedores, que empregam pessoas. É um ciclo virtuoso”. O material para a confecção das máscaras é doado por outras oficinas de costura da capital paulista, então as costureiras de Paraisópolis não têm custo. A ação já produziu 4 mil máscaras. “Temos lá costureiras que ficaram absolutamente sem renda. Prontas para trabalhar, profissionais habilidosas. É preciso não deixar essa roda parar”.

Parceiros

Ela destaca o apoio conquistado desde o início da ação: “No início, tínhamos de pedir tudo. Era bater de porta em porta, e o apoio era muito pouco”. Mas o esforço encontrou reconhecimento de parceiros como BMW, que ofereceu os veículos para o transporte dos insumos às instituições. Além disso, a Droga Raia forneceu o álcool em gel e a Hypera Farma forneceu vitamina D para reforçar o sistema imunológico dos idosos.

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Entenda sobre a Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica, progressiva e autoimune. Mas, o que significa uma doença autoimune? Uma doença autoimune é aquela que em o sistema de defesa de uma pessoa resolve atacar a ela mesma ao invés de um agente externo, como um vírus ou bactéria.

Por motivos genéticos ou ambientais, na Esclerose Múltipla o sistema imunológico começa a agredir a Bainha de Mielina, conhecida como “capa que envolve todos os axônios”, que por sua vez, acaba recobrindo os neurônios, e isso leva a comprometer a função do sistema nervoso.

Os surtos – desmielinização –  ocorrem a partir do surgimento de um novo sintoma neurológico ou piora significativa de um sintoma “antigo”, com duração mínima de 24 horas.

Sobre a Esclerose Múltipla não se sabe muito, ou melhor, não são conhecidas as causas da doença. Sabe-se, porém, que a evolução difere de uma pessoa para outra e que é mais comum nas mulheres e nos indivíduos de pele branca que vivem em zonas temperadas.

Segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), a Esclerose Múltipla afeta cerca de 35 mil pessoas no Brasil,  para a qual não há cura. Como a EM é incurável e não costuma encurtar a expectativa de vida, a pessoa vive muitos anos com a doença.

O caso de Willian com a Esclerose Múltipla

Willian da Silva Alves de Melo, uma criança saudável, em seus 11 anos de idade teve sua vida mudada completamente, quando acordou estrábico e com visão dupla. Naquele mesmo instante sua mãe o levou para a emergência oftálmica do Hospital Público de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, e de lá foi encaminhado ao Hospital Miguel Couto, onde foi atendido por um neurologista que suspeitou de EM.

Então, o encaminhou ao IFF (Instituto Fernando Figueiras) para a neuropediatra Dra. Tania Saad, que imediatamente submeteu Willian ao exame “liquor”, uma punção da coluna lombar por uma agulha para a extração do líquido espinhal. Com isso, chegou ao diagnóstico final de Esclerose Múltipla em sua primeira forma (Surto-remissão).

Foto: Divulgação

Ao longo de sua vida, o jovem passou por inúmeras internações, cada dia um novo problema e uma nova deficiência surgiam em seu corpo e sistema nervoso. Diversas limitações vinham aparecendo na vida do rapaz, mas nem por isso Willian se entregou à doença. Aos 17 anos, próximo à sua formatura, ele foi convidado por sua professora do Ensino Médio a participar do programa Jovem Parlamentar, para defender e enriquecer um projeto de lei para inclusão de todos os portadores da doença na sociedade e mercado de trabalho.

O Willian venceu o concurso e foi convidado para falar do seu projeto na Câmara dos Deputados em Brasília, onde passou alguns dias conhecendo a rotina política e apresentando seu projeto.

Quando completou a maioridade, Willian se formou e não pôde mais ser atendido no Instituto Fernando Figueiras, por isso, foi encaminhado por sua médica ao Hospital dos Servidores para o especialista Dr. Marcelo Caji, médico, neurologista que deu continuidade ao tratamento com uma nova medicação recomendada para a fase aguda em que estava a doença do rapaz.

Dá para sonhar com uma carreira quando se tem EM?

Neste momento, a medicação aplicada através de infusão venosa era o TYSABRI® (natalizumabe), tratamento mensal que trouxe excelentes resultados e uma melhora substancial ao quadro do rapaz.

Willian sempre teve o sonho de estudar gastronomia e ser Chef de Cozinha, porém, com a sua doença já em fase aguda, suas funções motoras se complicavam e o impossibilitava de seguir seu sonho. Aos 19 anos, o rapaz prestou vestibular através do Enem e foi aprovado para a Universidade Federal Fluminense (UFF), para seu segundo sonho, o curso de Nutrição.

Apesar de todas as dificuldades, Willian se matriculou, se mudou com a namorada de Realengo para São Gonçalo, onde era mais próximo de sua faculdade. Poucos meses após a matricula da faculdade, Willian se deparou com novas crises motoras, mais internações e, infelizmente, teve que abandonar o sonho da faculdade para iniciar um tratamento intensivo de fisioterapia no IFRJ (Instituto Federal de Educação), recomendado por seu médico para a melhora do seu quadro e uma possível recuperação.

Willian dedicou sua vida a esse tratamento até seus 22 anos, entretanto, um dia o jovem acordou com uma nova crise motora, seu rosto paralisado e muito inchado, e imediatamente se dirigiu ao hospital. Seu médico, o Dr. Caji, o internou por 15 dias, detectando em seus exames lesões neurológicas extremamente graves.

Neste momento, diversas medicações foram aplicadas, e após 15 dias ele teve alta. Depois de um mês o rapaz retornou ao hospital para continuidade ao seu tratamento mensal e fez a aplicação normal da medicação TYSABRI® (natalizumabe), como já havia fazendo há quatro anos.

Após essa aplicação, Willian retornou para sua casa e na manhã do dia 19 de outubro de 2019, quando acordou, o jovem não conseguiu mais se levantar da cama.

O único remédio que pode ajudá-lo

Após esse fato, o médico de Willian informou a mãe de que não poderia fazer mais nada pelo jovem, pois sua doença entrou em estado gravíssimo, tendo apenas uma medicação indicada para salvar a vida do jovem e retomar suas funções motoras: o “Ocrelizumabe Ocrevus 30mg/ml”.

Diferentemente de todas as medicações que o jovem usou em seus tratamentos durante toda a vida, todas fornecidas facilmente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), o “Ocrevus”, já reconhecido e aprovado pela ANVISA em 2018, ainda não é fornecido pelo SUS.

A medicação existe na rede particular, porém, custa em média R$ 35 mil por cada dose e o tratamento consiste na aplicação de quatro doses anuais. Com todas as negativas e desilusões, a família e amigos de Willian iniciaram uma “Vaquinha Online”, pedindo o suporte financeiro para que pelo menos o jovem possa iniciar o tratamento com as duas doses mínimas necessárias, com a esperança de daqui a um ano seja tempo suficiente da justiça reconhecer a legitimidade do processo e aprovar a compra da medicação para o paciente.

A família já entrou na justiça com um processo pedindo ao Estado que pague ou forneça a medicação ao seu filho, que até agora teve seu pedido negado. Em suma, o caso do menino Willian é o mesmo de milhares de outros jovens e adultos, com Esclerose Múltipla.

A doença ganhou espaço no ano de 2000, quando a artista Cláudia Rodrigues foi diagnosticada com a doença. Claudia é um exemplo de sucesso do tratamento com o Ocrevus, mesma medicação solicitada por Willian. A atriz faz o tratamento com a medicação há alguns anos, comprando diretamente dos Estados Unidos, pois no Brasil burocracia é a mesma enfrentada por Willian.

Vamos ajudar?

Portanto, se você quiser participar da vaquinha online, clique no https://www.vakinha.com.br/vaquinha/willian-de-pepe-novamente

Ou clique em seu Instagram: https://www.instagram.com/willian_de_pe_novamente para saber mais sobre o Willian e a sua Esclerose Múltipla.