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Bienal do Livro Rio doa 15,5 mil livros aos complexos do Alemão e da Penha

Foto: Pixabay
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Com o propósito de transformar o país por meio do estímulo à leitura, a Bienal do Livro Rio, maior festival de cultura do país, doa aos moradores dos Complexos do Alemão e da Penha com 15,5 mil livros. A Bienal atendeu a um pedido feito por Rene Silva, morador do Complexo do Alemão e fundador do jornal comunitário A Voz da Comunidade, que provocou seus seguidores nas redes sociais a realizar uma ‘invasão literária’ para marcar os dez anos de ocupação da polícia e a falta de mudanças na região. A iniciativa de Rene mobilizou a organização da Bienal e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), que envolveram 22 editoras e autores nesta causa. Os livros serão entregues no Complexo neste sábado, dia 28 de novembro, ao Rene, que vai distribuir entre bibliotecas comunitárias da região.

Rene ficou conhecido por transmitir em tempo real a megaoperação policial e foi reconhecido por sua influência e atuação pela Revista Forbes Brasil e pela organização Mipad (Most Influential People Of African Descente), de Nova York, que premia pessoas afrodescendentes influentes. Segundo ele, os livros vão atualizar os acervos das bibliotecas comunitárias do entorno, colaborando para a formação de novos leitores e a educação de crianças e jovens.

Foto: Reprodução/Rene Silva

Ele lançou a meta de chegar a 10 mil livros na semana passada e tinha dúvidas se era uma quantidade ousada. Em três dias, a Bienal conseguiu reunir 15,5 mil exemplares. Rene ficou extremamente feliz com o contato da Bienal, que se consolidou como uma plataforma de cultura e vem estruturando uma presença permanente, com ações fora dos dias de evento e um hub de conteúdo na internet sobre literatura e mercado literário. Ano passado, por exemplo, a Bienal lançou o Bienal nas Escolas, projeto que leva leitores às escolas públicas do Rio, para conversar com os pequenos e jovens leitores e estimular uma experiência de troca e estímulo à leitura.

“Na verdade essa ação solidária é uma forma de protesto, pois há dez anos o Governo só entrou com a polícia. Não temos o que confraternizar neste marco da ocupação. Por isso, a iniciativa da invasão literária é mais pelo desserviço de promessas de mudança social não cumpridas ao longo desses anos todos”, afirma Rene Silva.

Para diretora da Bienal do Livro Rio, Tatiana Zaccaro, a adesão do SNEL e das editoras à atitude solidária foi entusiasta e imediata, inclusive com um cuidado na escolha do conteúdo direcionado a diferentes faixas etárias.

“A Bienal do Livro Rio acredita no direito à leitura e literatura como um meio para a construção da cidadania e de um país melhor. Em tempos difíceis como estes de pandemia, esta ação chega em boa hora trazendo esperança de um futuro melhor para estas comunidades. Que estes livros contribuam para a construção de novas e belas histórias de aprendizagem”, afirmou Tatiana.

As editoras que formam esta rede de solidariedade em defesa da democratização do acesso ao livro e à leitura nesses territórios de uma juventude tão potente e que por décadas sofre com a escassez de oportunidades são: Astral Cultural, Arole Cultural, Ediouro, Aruanda, Estrela Cultural, Máquina de Livros, Rocco, FGV, Grupo Record, Harpercollins Brasil, Intrínseca, Leya Brasil, Ler Editorial, Pallas, The Gift Box, Saber Ler, Lamparina, Valentina, Globo Livros, Sextante, Arqueiro e Companhia das Letras.

 

 

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