Bolsonaro não é diferente…

Presidente Jair Bolsonaro: mais do mesmo (Foto ABr)

Desde a retomada do sistema democrático de direito, consolidado pela Carta Constitucional de 1988, que o povo brasileiro anseia por uma política que avance na real distribuição de renda – com instrumentos governamentais voltados para saúde, educação, saneamento básico, empregabilidade -, na ética e na moralidade e na consolidação do Estado Democrático de Direito.

Ao longo desses 40 anos, após o último governo militar exercido pelo então presidente João Batista Figueiredo, tivemos um governante eleito indiretamente pelo Congresso Nacional, Tancredo Neves, que veio a falecer logo após a posse, sendo conduzido ao cargo seu vice-presidente. José Sarney (PMDB), que governou entre 15 de março de 1985 e 15 de março de 1990, foi sucedido por Fernando Collor de Melo (PRN), primeiro presidente eleito diretamente, que governou entre 15 de março de 1990 a 29 de dezembro de 1992, sendo deposto e substituído pelo seu vice-presidente, Itamar Franco (PMDB), que conduziu o país até 01 de janeiro de 1995.

O mandato seguinte foi do presidente Fernando Henrique Cardoso, que governou nosso país por dois mandatos presidenciais, entre 01 de janeiro de 1995 a 01 de janeiro de 2003.

Após os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, sucedeu-lhe na presidência o candidato popular de centro esquerda ou social democrata Luiz Inácio Lula da Silva, que governou nosso país de 01 de janeiro de 2003 a 01 de janeiro de 2011, fazendo seu sucessor a presidenta Dilma Rousseff, em dois mandatos, iniciando em 01 de janeiro de 2011 a 30 de agosto de 2016. Ela foi impedida de concluir seu segundo mandato, assumindo, então, seu vice-presidente Michel Temer, que concluiu seu governo em 01 de janeiro de 2019.

Durante esses mandatos presidenciais, o que tivemos de comum entre eles: a corrupção. Foram sete presidentes governando sob uma forte e violenta corrupção, sendo que, dos sete, dois foram impitimados, ou seja, foram longos 34 anos de governantes envolvidos até o pescoço em corrupção. Isso afetou drasticamente a vida de todos os brasileiros, principalmente a camada mais excluída, a mais pobre, a mais necessitada, a maioria.

Fomos às urnas novamente com a esperança de mudanças profundas, principalmente pelo fato de que, pela primeira vez, os corruptos de “colarinho branco” estavam sendo punidos com condenações nunca vistas antes nesse país.

Apesar de um Congresso Nacional e um sistema jurídico corrupto, o então candidato Jair Bolsonaro, hoje presidente, foi eleito apresentando uma plataforma política de apoio incondicional às operações da “Lava Jato”, às investigações da Polícia Federal, com o intuito de formar um governo altamente ético e moral, com intensa atenção às necessidades imediatas de todos os brasileiros, em particular dos mais necessitados.

Entretanto, nesses 20 meses de governança, o que vimos foi um presidente implementando ações contrárias aos interesses dos trabalhadores como nos casos da Reforma Trabalhista e da Reforma Previdenciária.

Presenciamos, nesse período de pandemia, um governo distante do povo e, em particular, do seu eleitorado, envolvido com setores mais corruptos que governaram nosso país, de braço dado com uma dos maiores políticos corruptos. Refiro-me a Fernando Collor de Melo.

Essa aproximação com esses setores mais atrasados e envolvidos na corrupção combatida por toda nossa sociedade, exceto pelos corruptos, não nos deixam outra alternativa, que não a de dizer que o presidente Jair Messias Bolsonaro é, como diria nossos avós, “farinha do mesmo saco”. Lamentável..

*CARLOS AUGUSTO (Carlão)

Sindicalista, advogado e jornalista – MTb 38577RJ

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