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Nísia Floresta, a educadora

Foto: Reprodução
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São muitas as heroínas que construíram e continuam fazendo história no país. Algumas delas moldando nossas origens, determinando o presente e formando um futuro quase palpável às gerações. Ainda hoje vivemos os resultados da brava luta de uma guerreira do ontem, uma mulher que nunca desistiu de batalhar pela liberdade de nossas meninas, através de sua formação, em mulheres preparadas para dominarem seus próprios caminhos.

Dionísia, ou, Nísia Floresta, escritora a ser lembrada por nossa sociedade igualitária, através do Colégio Augusto, no Rio de Janeiro, contribuiu para que nós, brasileiras, fôssemos valorizadas enquanto cidadãs de direitos desde 1838. Garantiu às meninas a formação em disciplinas antes estudadas apenas pelo gênero masculino, como ciências tais quais a matemática. E, assim, propiciou que mulheres ocupassem espaços limitados somente a homens.

Nísia Floresta Brasileira Augusta, escritora e educadora ( 1810-1885), precursora no Direito das Mulheres, cujos artigos orientavam a valorização do eu-feminino pela inteligência, a preservação da mulher e sua dignidade como pessoa humana, mediante incentivo à moral e ética religiosa, que a protegessem, portanto, da corrupção a destruir a vida honrada que lhe permitiria conquistar posições de poder, antes restritas aos homens.

“Dê-se ao sexo uma educação religiosamente moral, desvie-se dele todos os perniciosos exemplos que tendem a corromper-lhe, desde a infância, o espírito, em vez de formá-lo à virtude, adornem-lhe a inteligência de úteis conhecimentos, e a mulher será não somente o que ela deve ser – o modelo da família – mas ainda saberá conservar dignidade, em qualquer posição em que porventura a sorte a colocar.” (Opúsculo Humanitário; Floresta, Nísia).

Nísia combatia doutrinas e ensinamentos de objetificação da mulher, do tratamento de uso e posse a que muitas sofriam. Conservadora, valorizava o papel da mulher no casamento e na família – em que cobrava às mães o dever de serem modelos às suas filhas, e a se dedicarem  para que elas tivessem a melhor educação, para que fossem livres ao que desejassem ser.

Acreditava que a mulher, mãe de nações que somos, é quem molda a sociedade em que vivemos,  a formadora do caráter do indivíduo que se inicia a personalizar dentro de sua casa: os filhos – cidadãos do amanhã. Dionísia não era uma deusa, mas cria em Deus. E, sua fé tornou um novo mundo possível a todas nós. Aproveite! Faça a sua voz ser ouvida.

Sabrina Campos (Advogada e árbitra)

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