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Fevereiro Roxo: insônia e problemas de concentração podem ser sintomas de Alzheimer

Fonte: Divulgação
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À medida que a expectativa de vida mundial se tornou mais elevada, houve também aumento da prevalência de Alzheimer. Atualmente, a doença atinge mais de 35 milhões de idosos e é um dos principais desafios globais de saúde. Os sinais envolvem perda de memória que prejudica a vida diária, desorientação, empobrecimento de julgamento e tomada de decisão, alterações de humor e de personalidade, além de abandono do trabalho e da realização de atividades sociais.

O assunto é tão relevante que em 2020, a Doctoralia , maior plataforma de agendamento de consultas do mundo, teve mais de 74 mil pesquisas em seu site sobre o tema, sendo que a seção ” Pergunte ao Especialista ” contou com 82,4% dessas buscas. A psiquiatra membro da Doctoralia, Gabriela Giovanini Borges (https://www.doctoralia.com.br/gabriela-giovanini-borges/psiquiatra/mogi-guacu), esclarece algumas dessas dúvidas. Uma delas é se Alzheimer provoca incontinência urinária. “Não. E a incontinência só ocorre nas fases mais avançadas da demência, quando os idosos perdem o controle dos esfíncteres”, conta.

A especialista também explica que a pessoa acometida pelo Alzheimer deixa de fazer as atividades porque simplesmente começa a esquecer as suas habilidades. “É muito comum que as síndromes demenciais iniciem com alterações comportamentais, como problemas de concentração, insônia e apatia. O idoso passa a ter dificuldades em executar tarefas simples do cotidiano e pode ficar mais isolado, entristecido ou até mesmo mais agitado e com dificuldade para dormir”, conta.

Geralmente, o Alzheimer acomete pessoas com idade avançada, antecedentes familiares de demência, presença do gene APOE-e4 e de trissomia do cromossomo 21, e estima-se que 50% ou mais de pessoas com síndrome de Down desenvolverão a doença. “Há outro grupo que pode apresentar Alzheimer devido a um histórico de traumatismo craniano, hipertensão, diabetes, colesterol alto ou qualquer problema cardiovascular”, explica a médica.

A especialista também esclarece que, no envelhecimento normal, há diminuição da velocidade com que o idoso se locomove, raciocina e aprende as coisas. Já na demência, ele vai desaprendendo atividades, como resolução de problemas, e apresenta perda motora e na linguagem. “Importante salientar que nem todo idoso terá Alzheimer. Tudo vai depender dos fatores de risco, qualidade de vida que esse idoso teve e o quanto ele se mantém ativo”, ressalta.

Aqueles com queixa de memória devem procurar um médico para investigação. “São realizados diversos exames de sangue para excluir outras doenças que possam mimetizar a demência. A ressonância nuclear magnética de encéfalo pode mostrar áreas de redução volumétrica, mas não é um diagnóstico definitivo. Já o tratamento depende do estágio da doença. Para evitar o desenvolvimento de comorbidades, o ideal é que haja um acompanhamento multidisciplinar, com psiquiatra, neurologista, fisioterapeuta e nutricionista”, afirma Gabriela.

Além dos tratamentos que ajudam a atrasar a progressão da doença, algumas iniciativas também podem proporcionar mais qualidade de vida às pessoas. “Os estudos sugerem que atividades físicas, sociais e cognitivas também podem ajudar. Controlar os fatores cardiovasculares, como hipertensão e diabetes, e desenvolver novas tarefas são essenciais para prevenir a demência”, ressalta a especialista.

Gabriela também afirma que, com o progresso da doença, o cuidado exigido da família pode resultar em estresse emocional. “Alguns dados mostram que o risco de depressão aumenta para os cuidadores à medida que a demência progride. Por isso, é importante o fortalecimento de laços entre todas as partes envolvidas, com o intuito de oferecer o melhor cuidado para todos”, finaliza.
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