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Brasil Saúde

Empregados que se recusarem a tomar vacina podem ser demitidos por justa causa, alerta especialista.

 

Após a Anvisa confirmar a aprovação para uso emergencial das vacinas CoronaVac e AstraZeneca neste domingo (17), começa nesta semana o início oficial da campanha de imunização do governo federal contra a Covid-19.

Em meio a uma onda negacionista no Brasil em relação às vacinas, os brasileiros não podem ser obrigados a participar da campanha de imunização, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os cidadãos que recusarem a vacina estarão sujeitos a sanções previstas em lei, como multas e impedimentos de frequentar determinados lugares.

No âmbito da justiça trabalhista, o empregado que se recusar a tomar a vacina pode ser demitido por justa causa, já que estará trazendo riscos sanitários para os colegas. De acordo com o advogado especialista em Direito e Processo do Trabalho, Rafael Camargo Felisbino, a empresa pode demitir o funcionário em questão, mas é recomendável que haja uma tentativa de conversa antes de medidas mais definitivas.

“É possível dispensar a pessoa que se recusa a se vacinar por justa causa, já que é obrigação da empresa zelar pelo meio ambiente e pela saúde de seus empregados. A pessoa que se recusa a tomar a vacina coloca a saúde de todos os colegas em risco. Entretanto, é recomendável que a justa causa seja precedida de uma advertência ou suspensão, ainda mais se esta for a primeira recusa e o empregado em questão tiver um histórico bom na empresa”, explica.

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Brasil Educação Saúde

Diante de todo o estigma associado à saúde mental, o que fazer com questões como ansiedade e estresse no pré-vestibular?

Reta final dos estudos e provas costumam causar transtornos nos estudantes; pandemia pode agravar o quadro.

Sensações de incertezas e ansiedade são recorrentes na vida dos estudantes no período pré-vestibular. E o estigma associado a doenças mentais e a pandemia podem agravar esse quadro, pois além do estresse de se preparar para as provas e inseguranças comuns desta fase, as imposições do isolamento social, dificuldades e indefinições, por exemplo, podem levar a mente à exaustão.

“Sabemos que o estigma associado à doença mental é dos mais importantes e difíceis obstáculos para a recuperação e reabilitação do indivíduo; a discriminação pode ser um problema tão grande quanto a própria doença. Neste momento de incertezas, esse quadro pode ser agravado, porque além de lidar com esses preconceitos, os adolescentes estão vivendo um dos períodos mais desafiadores de sua vida, estão tomando uma grande decisão e em um momento sem precedentes, em que os seus sentimentos e transtornos podem estar ainda mais intensos”, afirma o médico de adolescentes e gerente médico da Apsen Farmacêutica, Williams Santos. “O olhar empático e proximidade de amigos e familiares é ainda mais fundamental”, reitera o médico.

Como é possível cuidar da saúde mental, manter a calma e o foco nos estudos finais e na prova, diante de preconceitos e de tudo pelo que estamos passando? Para ajudar os vestibulandos a enfrentar um dos primeiros grandes desafios de suas vidas, reunimos seis dicas de especialistas:

• Apoio familiar: este suporte é um dos pilares mais importantes para os estudantes, que se cobram muito nesta fase. Em vez de pressionar por resultados, os familiares precisam ser uma retaguarda, com apoio psicológico, e respeitar os momentos de estudo. “O isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19 impactou a vida e a saúde mental de todos. No caso dos jovens, o fato de precisar estudar em casa, por exemplo, com seus pais trabalhando no mesmo ambiente muitas vezes, pode prejudicar a manutenção do foco. Por isso, a compreensão, o diálogo e ajuda são essenciais, para dar mais segurança”, reforça a psicóloga e orientadora vocacional, Fabiana Luckemeyer.

• Disciplina, organização e foco: os estudantes costumam ouvir muito essas palavras de seus professores. Não à toa. Um ambiente arrumado, arejado e iluminado, horários estabelecidos de estudos e disciplina para manter a rotina diariamente farão com que os jovens se sintam mais preparados, o que ameniza boa parte do estresse. “Buscar recursos e mecanismos para se organizar pedagogicamente e encontrar qual é a forma de estudar que funciona melhor pode ser um diferencial para bons resultados nas provas e no futuro”, orienta Fabiana Luckemeyer.

• Cuide da mente e do corpo: aplicativos de mindfulness ajudam a manter a atenção e ganharam ainda mais adeptos durante a pandemia. Para os estudantes, que precisam se organizar para as provas e diminuir sensações de ansiedade e estresse, é recomendado, pois ajuda a trabalhar a respiração, abaixar a agitação mental, acalmar os batimentos cardíacos, além de relaxar todo o corpo e soltar o peso dos ombros, por exemplo.

• Alimente-se bem e faça exercícios: buscar uma alimentação saudável, evitando excessos, pode ajudar tanto nos estudos quanto nos vestibulares. “E não se esquecer de beber água com frequência, inclusive durante as provas, pois a desidratação, principalmente antes das provas, pode levar à alteração na memória e falta de atenção. Já as atividades físicas, respeitando as medidas de distanciamento necessárias, devem fazer parte da rotina do estudante, pois ajudam na redução de níveis de ansiedade e estresse e aumentam a sensação de bem-estar. No entanto, é preciso ter cuidado para não se esforçar muito antes das provas”, aconselha o gerente médico da Apsen Farmacêutica, Williams Santos.

• Não dá para fazer tudo, mas faça tudo o que puder: a autoestima e autoconfiança neste momento são importantes aliados, acredite e confie que você terá os frutos daquilo que plantou, de seus esforços… “Busque seus próprios recursos para a véspera e dia da prova, como: massagem, banho gostoso, roupas confortáveis, alimentação leve, muita hidratação como dito anteriormente, ouça uma música bacana para você, enfim, aquilo que trará conforto e tranquilidade para elevar sua confiança e fazer uma boa prova”, finaliza a psicóloga Fabiana Luckemeyer.

• Procure ajuda médica, em caso de necessidade: além do estresse e ansiedade comuns dessa fase, com a pandemia há um maior impacto na saúde mental dos jovens. E um dos fatores que podem contribuir com isso é a conexão do eixo cérebro-intestino. Uma das opções é uma novidade no mercado brasileiro, o uso de psicobióticos, que atuam na microbiota intestinal e auxiliam na melhora destes quadros. “Vale lembrar que cerca de 90% da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar, é produzida pelo intestino. Então, os pais precisam ficar alertas e, se necessário, buscarem ajuda de um profissional de saúde, para indicar a melhor terapia”, explica o médico Williams Santos.
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Brasil Tecnologia

99 lança “Assistente de Segurança” em todo Brasil

99 lança “Assistente de Segurança” para facilitar acesso aos recursos de proteção no app.

• Tecnologia incorporada ao app facilita a utilização de todas as ferramentas de segurança antes, durante e depois das corridas

• Sistema sugere ativação das funções através de análise da inteligência artificial

O Assistente de Segurança da 99 é o novo recurso de proteção lançado pela empresa em todo Brasil, nesta semana. Segundo a plataforma, a tecnologia foi desenvolvida para melhorar a experiência e ativação de recursos de segurança antes, durante e depois das corridas para passageiros.

Assistente de Segurança 99

Localizada no escudo azul, o aplicativo reúne nesta área todas as informações e recursos disponíveis sobre segurança, permitindo consultar informações do motorista antes da chamada, ou ativar algum recurso de proteção quando um comportamento anormal é identificado durante ou depois da corrida.

O usuário pode, por exemplo, consultar as verificações de segurança do motorista, compartilhar trajeto com contatos de confiança, gravar o áudio da viagem, acionar monitoramento de corrida via GPS pela central de emergência da 99 ou ligar para a polícia.

A tecnologia é coordenada por Inteligência Artificial, que analisa as corridas individualmente e consegue identificar possíveis alterações. “Todos os recursos de segurança foram agrupados e com apenas um toque o usuário pode acessar todas as ferramentas disponíveis”, comenta Thiago Hipólito, Diretor de Segurança da 99. “O objetivo é melhorar essa experiência e facilitar a ativação das funcionalidades em caso de necessidade”, finaliza o diretor.

Como funciona o Assistente de Segurança 99?

Quando o passageiro abre o aplicativo da 99, uma mensagem convida o usuário a conhecer o “Assistente de Segurança” da 99. Ao clicar, o aplicativo mostra quais são as funcionalidades de segurança, como o botão de Ligar para Polícia, Compartilhamento de rota, Gravação de Áudio e o Monitoramento em tempo real. A opção Central de segurança 24h permite ainda que o usuário adicione contatos de confiança e saiba mais sobre as iniciativas de proteção da plataforma.
Após chamar a corrida, o passageiro pode acompanhar a verificação de dados do motorista, como a confirmação de identidade, CNH e documentação do carro. No mesmo campo, pode acionar o compartilhamento de rota para os contatos de confiança.
Através do monitoramento da corrida via GPS em tempo real, o Assistente de Segurança enviará avisos ao passageiro, caso aconteçam grandes paradas ou alteração no trajeto durante a corrida.
Quando a corrida termina, a ferramenta avisa o passageiro que a corrida foi finalizada pelo motorista. E abre uma opção de ajuda e comentários. Para os motoristas, a tecnologia está em fase de implementação e estará disponível para todos os condutores nos próximos meses.
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Brasil Economia

CAIXA INICIA PAGAMENTO DO ABONO SALARIAL PARA TRABALHADORES NASCIDOS EM JANEIRO E FEVEREIRO

Beneficiários que não possuem conta convencional recebem pela conta Poupança Social Digital

 

A CAIXA inicia nesta terça-feira (19/01) o pagamento do Abono Salarial calendário 2020/2021 para os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro. Os beneficiários que não possuem nenhum outro tipo de conta corrente ou poupança na CAIXA receberão pela Conta Poupança Social Digital.

Mais de 3,4 milhões trabalhadores aniversariantes em janeiro e fevereiro têm direito ao saque do benefício, totalizando mais de R$ 2,75 bilhões em recursos disponibilizados.

Formas de recebimento

As contas digitais foram abertas de forma automática e gratuita pela CAIXA para os trabalhadores receberem o benefício, sem a necessidade de apresentação de documentos e comparecimento à agência, permitindo a movimentação dos recursos por meio do aplicativo CAIXA Tem.

Para quem já tem conta na CAIXA, nada muda. Os créditos serão realizados nas contas existentes e os valores poderão ser movimentados com a utilização do cartão da conta ou ainda pelo Internet Banking CAIXA e pelo App da CAIXA.

Nos casos em que o valor do Abono Salarial não possa ser creditado em conta existente ou em Conta Poupança Social Digital, o trabalhador poderá realizar o saque com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e nos Correspondentes CAIXA Aqui, bem como nas agências.

Novos valores:

O valor do Abono Salarial foi atualizado em função do ajuste do salário mínimo, que passou a ser de R$ 1.100, conforme a Medida Provisória 1021/2020, de 30 de dezembro de 2020. No ano-base 2019, o valor do benefício variava de R$ 88 a R$ 1.045, de acordo com a quantidade de meses trabalhados. Agora, a quantia vai de R$ 92 a R$ 1.100:

Beneficiários correntistas da CAIXA nascidos entre julho e dezembro já receberam o benefício por meio de crédito em conta no último dia 30 de junho. Os demais irão receber de acordo com o calendário:

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O saque pode ser realizado até 30 de junho de 2021. Em todo o calendário, a CAIXA irá disponibilizar R$ 17,4 bilhões para 22,2 milhões trabalhadores.

Quem tem direito:

Podem receber o Abono Salarial 2020/2021 os trabalhadores inscritos no PIS há pelo menos cinco anos e que tenham trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2019, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou eSocial, conforme categoria da empresa.

Recebem o benefício na CAIXA os trabalhadores vinculados a entidades e empresas privadas. As pessoas que trabalham no setor público tem inscrição PASEP e recebem o benefício no Banco do Brasil.

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A consulta do direito ao benefício, bem como do valor disponibilizado, pode ser realizada por meio do app CAIXA Trabalhador, pelo atendimento CAIXA ao Cidadão – 0800 726 0207 e no site http://www.caixa.gov.br/abonosalarial/.

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Brasil Social

Em 2020 quase 400 mil cestas de alimentos são distribuídas aos povos e comunidades tradicionais

Mais de 222 mil famílias são beneficiadas. Recursos para a ação superam os R$ 45 milhões

Com uma gestão humanizada, voltada para boa execução das políticas públicas, o Governo Federal encerrou o ano de 2020 investindo cerca de R$ 45 milhões para distribuição de cestas de alimentos aos povos tradicionais. O recurso permitiu direcionar os 401,6 mil mantimentos a mais de 222 mil famílias em todo o país.

O recurso vem do orçamento extraordinário, que é 100% destinado para o combate a insegurança alimentar e nutricional causado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Com esse aporte, Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (SNPIR/MMFDH) adquiriu cestas básicas para garantir que índios e quilombolas não saíssem dos locais onde vivem para buscar comida, evitando dessa forma, a proliferação do vírus.

Para a compra, armazenamento e distribuição de cestas de alimentos para os povos e comunidades tradicionais, especificamente indígenas e quilombolas, a SNPIR contou com o apoio de outros órgãos. Termos de Execução Descentralizada (TEDs) foram assinados com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Fundação Nacional do Índio (Funai). Também foram celebrados Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com a Fundação Cultural Palmares (FCP) além da Conab e Funai.

Segundo dados consolidados pela SNPIR, o gasto com a execução de políticas públicas destinadas aos povos e comunidades tradicionais, além do valor do orçamento extraordinário, soma um montante superior a R$ 9,4 milhões. Com isso, a secretaria executou 95% do previsto para o ano de 2020.

Esse orçamento ordinário foi investido da seguinte forma: aproximadamente R$ 2,9 milhões foram destinados para aquisição de cestas básicas. Foram adquiridas e distribuídas 22,9 mil cestas para famílias quilombolas da Bahia. Os outros R$ 2,5 milhões foram utilizados para pagar indenizações de terras e regularizações fundiárias das comunidades quilombolas.

Outra importante política desenvolvida pela SNPIR é a equipagem dos Conselhos de Promoção da Igualdade Racial. Os kits de equipagem, como são chamados, contém veículos, computadores, smart tvs, bebedouros, caixas acústicas e refrigeradores. A iniciativa contemplou os estados de São Paulo (SP), Mato Grosso (MT), Acre (AC), Pará (PA), Alagoas (AL), Pernambuco (PE), Goiás (GO), Paraná (PR) e Santa Catarina (SC). O investimento foi de cerca de R$ 2 milhões. Também foram realizadas formalizações de convênios e termos de fomento para políticas afirmativas. O investimento foi também em torno de R$ 2 milhões.

“Com as ações realizadas pela SNPIR no ano de 2020, o compromisso com os Povos e as Comunidades Tradicionais foi reafirmado, mostrando que este Governo valoriza a vida e não deixa ninguém para trás em suas dificuldades e necessidades”, pontuou o recém nomeado titular da SNPIR, Paulo Roberto. “Pretendo trabalhar para que todos os brasileiros possam ter pelo menos o mínimo, para viver dignamente. Também para que as populações que não têm visibilidade possam ser contempladas com políticas específicas. O preconceito, a meu juízo, decorre da falta de conceito, ou seja, por vezes você discrimina por não conhecer. Vamos trabalhar no sentido de cumprir o mandamento constitucional de reduzir as desigualdades e combater o preconceito.”, disse.

Regularização de terras

Em 2019, a SNPIR investiu cerca de R$ 1,9 milhões em indenizações que beneficiaram cerca de 848 famílias quilombolas com 3.790 pessoas em 7 comunidades quilombolas nos estados do Ceará, Paraíba e Bahia.

Com os recursos destinados em 2020 (R$ 2,5 milhões), significa que houve um aumento de 36% em relação ao ano passado.

Esses recursos beneficiaram cerca de 994 famílias quilombolas e aproximadamente 4.980 pessoas, em 3 Comunidades Quilombolas nos estados do Maranhão (MA), Tocantins (TO) e Mato Grosso (MT), que com a regularização dos territórios quilombolas de Santa Rosa dos Pretos, na cidade de Itapecuru Mirim (MA), Kalunga do Mimoso, em Arraias (TO) e Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento (MT), terão acesso a todas as políticas públicas. Serão 3,6 mil hectares.

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Brasil Saúde

O Conselho Federal de Química (CFQ) responde as principais dúvidas da população na pandemia da Covid-19.

O Conselho Federal de Química (CFQ) produziu um Verdade x Mentira a partir das principais dúvidas da população na pandemia da Covid-19. A ideia é esclarecer, orientar e reforçar o lembrete: a pandemia não acabou, fique alerta! É hora de redobrar a atenção.

O CFQ trabalha para combater a desinformação e orientar sobre as medidas eficazes de prevenção, como lavar sempre as mãos com água e sabonete, escolher corretamente o álcool em gel, saber utilizar a água sanitária para desinfecção de objetos e superfícies, e manter o distanciamento social.

Confira:

Se o álcool em gel for melequento demais, a eficácia diminui

MENTIRA – O que vai definir se o álcool em gel é mais ou menos pegajoso é a composição química da fórmula, que pode sofrer algumas alterações a depender dos compostos usados.

Veja o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=dS5WHCDOhWY&list=PLZEox91Omgx1SLHmvTR_0d-8SShLAJXCm&index=19

Qualquer álcool é eficaz contra o coronavírus

MENTIRA – O álcool 70% é o mais recomendado. Em soluções de graduação alcoólica muito superiores, a eficácia é menor, pois a evaporação é mais rápida, o que diminui o tempo de contato do álcool com o patógeno.

Não devo higienizar meu celular com álcool em gel

VERDADE – O mais recomendado para equipamentos eletrônicos seria o álcool isopropílico. Por possuir um carbono a mais que o etanol na cadeia carbônica, é menos miscível em água, dificultando a oxidação das peças.

O álcool em gel queima sem que possamos enxergar

VERDADE – O álcool em gel é inflamável, porém a sua chama é invisível. Isso traz uma necessidade de maior atenção do álcool junto à fonte de calor. Veja o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=wKt4auvJD2E&list=PLZEox91Omgx1SLHmvTR_0d-8SShLAJXCm&index=10

É possível produzir álcool em gel em casa

MENTIRA – Apesar de existir receitas caseiras circulando na internet, o CFQ não recomenda essa prática tanto pelos riscos associados quanto por confrontar a legislação brasileira.
Se não tiver álcool em gel, posso usar etanol de combustível ou de bebidas alcóolicas?

MENTIRA – Apesar do combustível e das bebidas alcoólicas possuírem álcool etílico em suas composições, cada produto apresenta graduação alcoólica própria e é pensado para uma finalidade específica e suas formulações contém outras substâncias.

Água sanitária pura não funciona contra o coronavírus

VERDADE – A substância que melhor age como germicida não é o hipoclorito de sódio, mas sim o ácido hipocloroso. A água sanitária pura apresenta um pH alto e, por isso, contém apenas hipoclorito. É preciso baixar o pH, o que é feito com a adição de água, que tem pH levemente ácido.
É recomendável pulverizar ou borrifar soluções de hipoclorito de sódio sobre pessoas, em áreas públicas de grande circulação

MENTIRA – O hipoclorito de sódio é corrosivo e pode causar irritação na pele e nos olhos. O CFQ não recomenda que soluções sejam pulverizadas sobre pessoas, pelo menos até que sejam apresentadas pesquisas científicas que comprovem eficácia.

Não se pode usar água sanitária para desinfetar as mãos

MENTIRA – A água sanitária pode ser usada para higiene das mãos quando não houver água e sabonete ou álcool, desde que esteja diluída, na concentração de 0,05% – 1 litro de água para 25 ml de água sanitária. Acesse a cartilha do CFQ:

https://cfq.org.br/wp-content/uploads/2020/05/020-05-04_cartilha-perguntas-e-respostas-CFQ-V2-baixa-3.pdf
Se misturar água sanitária com outros produtos de limpeza ou com vinagre, pode gerar até explosão

VERDADE – a mistura pode gerar substâncias perigosas e que liberem vapores tóxicos, já que muitos produtos contêm substâncias como hipoclorito de sódio, amônia e até mesmo nitrogênio.
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Brasil Educação Rio

Espaço 4.0 será implementado em Belford Roxo

Com investimento de R$ 300 mil do Governo Federal, unidade deve capacitar mais de 400 jovens por ano

A implementação de 23 unidades do Espaço 4.0 foi firmada pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) em 2020. Com investimento de R$ 6,9 milhões, o Governo Federal vai levar o projeto para 10 estados brasileiros. Os municípios que recebem as unidades são equipados com tecnologia de última geração para a capacitação de jovens em vulnerabilidade social.

As unidades serão efetivadas em Alagoas, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Os espaços poderão atender 6,5 mil jovens por ano com cursos de curta duração, isto é, com cronograma de 20 a 40 horas. Todos os jovens são previamente selecionados e recebem certificado após a conclusão da carga horária.

Nos espaços podem ser ofertados cursos de desenho 2D, desenho e impressão 3D, introdução à programação web, desenvolvimento de aplicativos, montagem e manutenção de computadores e análise e interpretação de esquemas elétricos de notebook, por exemplo. Além disso, os jovens podem ser capacitados em instalação e configuração de redes de computadores, eletrônica básica e robótica educacional.

O projeto é desenvolvido por meio da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), que integra a estrutura do MMFDH. Para a titular da Pasta, Emilly Coelho, a iniciativa mostra a preocupação da gestão com o futuro dos jovens, já que muitos vão trabalhar com profissões que ainda não existem. “Esse é o nosso trabalho chegando na ponta para qualificar os jovens para o mercado que irão entrar nos próximos anos”, afirma.

De acordo com ela, os cursos foram definidos com base em material prático e pensados para serem rápidos, promovendo rotatividade no atendimento à juventude brasileira. “Assim, os jovens terão acesso ao conhecimento tecnológico e vivenciarão experiências que facilitem sua inserção no mercado”, ressalta.

O programa da SNJ leva em consideração os desafios e oportunidades da Agenda 4.0 por meio da capacitação profissional, acesso ao conhecimento e desenvolvimento de habilidades que sejam capazes de aumentar a empregabilidade dos jovens no atual mercado de trabalho. Os recursos para implementação dos espaços são aplicados por meio alocação de emendas parlamentares.

Unidades

O estado de Santa Catarina foi contemplado com seis unidades, sendo que duas serão entregues no município de Itapema, uma em Garuva, uma em Guaramirim, uma em Lages e uma em São Miguel D’Oeste. Outros quatro espaços serão montados em João Pessoa (PB).

O Rio Grande do Sul vai contar com três unidades, uma em Cachoeira do Sul, uma em Esteio e uma em Lajeado. Já os municípios de Boca da Mata (AL), Belford Roxo (RJ), Arujá (SP), Boquim (SE) e Palmas (TO) também terão uma unidade em cada cidade.

Além disso, serão implementadas duas unidades em campi do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), um no campus de Luziânia do Instituto Federal de Goiás (IFG), uma no campus de Betim do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) e uma na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Além dos recursos do Governo Federal, as unidades contam com o investimento de contrapartida de estados e municípios. Cerca R$ 162 mil serão destinados por essas unidades da federação para os espaços conforme convênios celebrados com a secretaria. As unidades implementadas em institutos e universidades são montadas por meio de Termos de Execução Descentralizada (TEDs) e não possuem contrapartida.

Com os recursos repassados pelo Governo Federal, cada localidade ou instituição segue um cronograma de entrega previsto em plano de trabalho específico dos convênios e TEDs formalizados.

O Espaço

A estrutura dos Espaço 4.0 tem formato de contêiner. A ideia surgiu para que a população e o Governo Federal apostem na economia, rapidez, sustentabilidade, qualidade, inovação e versatilidade.

O Espaço é equipado com modernos recursos tecnológicos, como computadores de última geração, impressoras 3D e máquinas de cortea laser.

A proposta também é permitir a oferta de cursos, oficinas e atividades que promovam a capacitação profissional, a inclusão digital e o desenvolvimento de habilidades específicas.

Para dúvidas e mais informações:

[email protected]

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Brasil Educação

Enem 2020: segurança e saúde também devem ser prioridades no dia da prova

No próximo domingo, 17, mais de 5 milhões de estudantes vão às salas de aulas de todo o país para participar da primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM.
Às vésperas desta primeira fase, com provas impressas, alunos vivem a expectativa de ter um bom desempenho, e, para isso, dedicam horas do dia para encarar a jornada de testes, com calendário que inclui ainda um segundo dia de provas, marcado para o dia 24. Existe também a prova digital, aplicadas nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro, para outros 96 mil inscritos. Candidatos que apresentarem recurso por problemas estruturais ou casos de covid-19 e pedirem reaplicação da prova, serão avaliados nos dias 24 e 25 de fevereiro.

A poucos dias das provas, o especialista em educação, professor e gerente pedagógico da Inspira Rede de Educadores, Jonas Stanley, reitera que é fundamental dedicar atenção especial aos estudos e manter uma rotina de leituras dos noticiários para garantir melhor preparo. “O processo gera muita ansiedade entre os estudantes, mas esta semana é importante focar nos detalhes: determinar em que disciplinas há mais dificuldades. Nesta reta final, outra dica fundamental é dedicar atenção redobrada às temáticas que são recorrentes no certame e, como exame é pautado por conteúdos contemporâneos, é bom também incluir no cotidiano ler os noticiários porque os assuntos atuais estarão em muitas questões e, podem ser tema da Redação”, explica Stanley.

O professor, que todos os anos faz o exame como candidato e está contribuindo significativamente nesta jornada do conhecimento dentro da Inspira, explica ainda que um cronograma de simulados foi realizado para preparar os alunos para o grande dia. “Mesmo diante de todas as adversidades da pandemia, promovemos em 2020 mais de 12 simulados online, estilo ENEM e estamos certos de que nossa missão de fazer com que eles não percam o pique na véspera do concurso terá saldo positivo”, alerta.
Saúde e as medidas de segurança nos locais de prova

Polêmicos e questionados, os protocolos de saúde dentro das instituições em que as provas serão realizadas têm sido alvo de debates em todo o país. Para tranquilizar candidatos e colaboradores que vão atuar no certame, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), anunciou algumas medidas que serão adotadas nos locais de prova, como redução de estudantes por sala, mantendo o distanciamento entre os participantes; uso obrigatório de máscaras de proteção da forma correta, (sob pena de eliminação caso o candidato descumpra a determinação), além da disponibilização de álcool em gel em todos os locais de prova.

O Instituto informou ainda que pessoas com casos diagnosticados de Covid-19 ou com sintomas desta ou de outras doenças infectocontagiosas até o dia da prova, não deverão comparecer ao local e devem entrar em contato com o INEP, pela Página do Participante, ou pelo telefone 0800-616161, para pedir reaplicação do exame.

“As regras sanitárias apresentadas pela instituição reforçam os cuidados que devem ser tomados por todos os envolvidos neste processo”, explica a médica do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica, Maria do Carmo Favarin. De acordo com a especialista, tanto os colaboradores, quanto os estudantes precisam redobrar o alerta e seguir as medidas para evitar qualquer forma de contágio. “Uma boa estratégia para o momento do exame é estar munido de opções de canetas, para não correr o risco de ter de pegar emprestado, por exemplo”, destaca.

“No próximo dia 17, nos locais de prova, evite qualquer tipo de contato mais próximo e tente ficar a pelo menos 2 metros de distância das outras pessoas. Evite tocar em superfícies que podem estar contaminadas e tenha em mãos uma máscara extra. Ah! Não esqueça do álcool em gel”, conclui Favarin.
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Brasil Economia

Inflação oficial de 4,52 não representa realidade dos brasileiros – veja o que fazer

Os dados referentes à inflação oficial de 2020 no Brasil foram acima da expectativa, fechando o ano em 4,52%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um grande aumento, sendo a maior alta desde 2016, quando ficou em 6,29%.

O percentual é apontado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Contudo, é fácil constatar em qualquer ida ao supermercado, feira ou varejão que esse aumento não representam a realidade no bolso dos brasileiros, que tem sofrido muito mais com a inflação real, que é outra em relação à inflação oficial.

Sempre afirmo que o principal vilão das finanças da população é a inflação real. Ela causa a perda do poder aquisitivo do dinheiro. Mesmo os poupadores perdem dinheiro com o vilão da inflação verdadeira. Praticamente nenhuma aplicação consegue repor a perda desse valor.” Diz o PHD em Educação Financeira, Reinaldo Domingos.

A inflação real sempre existirá e será diferente da oficial, ela está relacionada aos produtos que realmente adquirimos e nas contas que realmente pagamos, sendo que na definição da inflação oficial são utilizados outros fatores. O que precisamos fazer é ficar atentos com o dinheiro que se ganha e, principalmente, como se gasta.

Digo isso por ter claro que o impacto da alta dos preços para população é muito maior do que os números oficiais apontam. E para que uma família tenha essa certeza disso é muito simples, basta fazer uma comparação de seus gastos cotidianos de três anos para cá.
Quanto era possível comprar antes com uma simples nota de R﹩ 100,00 e quanto é possível comprar agora? A resposta o próprio Governo Federal deu, com o lançamento de uma nova nota de R﹩ 200,00. Em uma análise simples se observa que foram muitos os produtos de consumo básico que subiram muito acima da inflação, exemplos recentes foram arroz e o óleo de cozinha. 
Por isso, antes de tomar qualquer decisão com base no índice oficial de inflação é preciso uma análise aprofundada dos gastos. Isso pode ser realizado por meio de um apontamento de despesas ou uma planilha, no qual se anota todos os gastos diários por itens. Recomendo como ideal fazer isso apenas um mês durante o ano se tiver renda fixa e até três vezes se for variável.

Esse cuidado é importante para que perceba aonde vão todos os valores e também o que está apresentando um efetivo aumento no decorrer dos anos. Por fim, haverá o benefício de eliminar gastos desnecessários que minimizam a capacidade de poupar e realizar sonhos.

Ao perceber o real impacto da inflação em sua vida, o consumidor poderá também observar que o aumento de seu salário não arcará com o aumento do custo de vida, não responderem mesmo as perdas inflacionárias oficiais, sendo necessário repensar o consumo.

Já em relação ao aumento dos alimentos, a única orientação possível é realizar uma melhor pesquisa de preço e que repense seu cardápio diário constantemente, pensando em produtos que possam se adequar a uma refeição saudável e mais barata. Acredite, é possível, mas demanda um pouco de tempo, pesquisa e criatividade.
Sobre Reinaldo Domingos
Reinaldo Domingos está à frente do canal Dinheiro à Vista. É PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – https://www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (https://www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira .
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Brasil Educação

Educação pode retroceder até quatro anos devido à pandemia, aponta estudo da FGV EESP Clear encomendado pela Fundação Lemann

Simulação considerou aprendizado de estudantes nos anos finais do Ensino Fundamental (5º ao 9º) e no Ensino Médio, em língua portuguesa e matemática, em três cenários: otimista, em que os alunos aprendem por meio do ensino remoto tanto quanto aprendem no presencial, desde que realizassem as atividades escolares; intermediário, em que os alunos aprendem por meio do ensino remoto proporcionalmente às horas dedicadas a atividades escolares; e pessimista, em que os alunos não aprendem com o ensino remoto;

No cenário pessimista, os números apontam uma perda equivalente ao retorno à proficiência brasileira no Saeb de quatro anos atrás (entre os resultados de 2015 e 2017) em língua portuguesa e de três em matemática (2017), nos anos finais do Ensino Fundamental;

No intermediário, a queda é equivalente ao retorno para o resultado de proficiência do Saeb de 2017 em ambos os componentes curriculares;

Crianças e adolescentes em vulnerabilidade social são os mais prejudicados;

Aumento das desigualdades de gênero, raça/cor, escolaridade da mãe e entre territórios também foi apontada: alunos das regiões Norte e Nordeste deixaram de aprender mais que alunos do Sul e Sudeste;

Metodologia foi baseada em estudo do Banco Mundial sobre estimativas de impactos do fechamento das escolas pela Covid-19.

Em 2020, a educação foi atingida profundamente pela pandemia da Covid-19. Com o fechamento das escolas, milhões de crianças e adolescentes brasileiros tiveram as aulas presenciais interrompidas há mais de oito meses, um dos períodos mais longos em comparação com os outros países. Para entender as consequências dessa crise, a Fundação Lemann encomendou um estudo ao Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados para o Brasil e a África Lusófona (FGV EESP Clear), vinculado à Fundação Getúlio Vargas (FGV), para simular a perda de aprendizado que os estudantes podem ter sofrido com a pandemia do novo coronavírus. O resultado mostra que, este ano, os alunos deixaram de aprender mais em matemática em comparação com língua portuguesa e, na maioria dos casos, os mais prejudicados são aqueles do Ensino Fundamental.

A partir de dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), foi possível simular uma perda equivalente ao retorno à proficiência brasileira na avaliação de quatro anos atrás (entre 2015 e 2017) em língua portuguesa e de três em matemática (2017) no Ensino Fundamental Anos Finais, considerando o pior dos cenários. Numa estimativa intermediária, ambos os componentes curriculares teriam uma queda equivalente ao retorno à proficiência brasileira de três anos atrás. Mesmo em uma situação otimista, a educação também pode ter perdido três anos em língua portuguesa.

 

O número de horas dedicadas às atividades não presenciais podem fazer a diferença: quando falamos de um cenário intermediário, em que se considera que os alunos aprendem no ensino não presencial proporcionalmente às horas dedicadas a atividades escolares, estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental têm uma perda de 34%, enquanto os estudantes do Ensino Médio, de 33%. Se for considerado um cenário pessimista, em que os alunos não aprenderiam nada com o ensino remoto, ambos os ciclos perdem o equivalente a 72% no aprendizado.

“A simulação mostra a importância da aposta que foi feita no ensino remoto, mesmo com todas as suas limitações. A tecnologia se mostrou uma aliada do processo de ensino e aprendizagem durante a pandemia, e o ensino híbrido continuará fundamental em 2021, inclusive nos processos de superação das defasagens”, afirma Daniel de Bonis, Diretor de Políticas Educacionais na Fundação Lemann.

Para chegar nesses resultados, o estudo da FGV EESP Clear levou em consideração o nível de aprendizado em um ano típico (usando dados do Saeb de 2015 a 2019), o tempo de interrupção das aulas (estimado em 72% do ano letivo) e o eventual aprendizado com o ensino remoto (explorado nos cenários otimista, intermediário e pessimista). A metodologia foi baseada no estudo do Banco Mundial “Simulating the potential impacts of covid-19 school closures on schooling and learning outcome: a set of global estimates” (“Simulando os potenciais impactos do fechamento das escolas pela Covid-19 na educação e nos resultados de aprendizagem: um conjunto de estimativas globais”, em tradução livre).

“O objetivo do nosso trabalho foi entender e estabelecer algumas conjecturas razoáveis de como a pandemia do Covid-19 poderia afetar o aprendizado dos estudantes brasileiros. Primeiro, ao revisar sistematicamente a literatura internacional, concluímos que a interrupção das aulas leva a uma redução significativa no aprendizado dos alunos. Em segundo lugar, entendemos que, em um cenário de interrupção das aulas presenciais, o aprendizado dos alunos depende do acesso ao ensino remoto e esse acesso é desigual no Brasil como evidenciado pelos dados da Pnad Covid-19. Por fim, analisando dados do Saeb, concluímos que, em 2020, o crescimento do aprendizado dos alunos brasileiros poderá desacelerar ou mesmo retroceder. Esse resultado ocorre de maneira desigual no país, afetando mais fortemente os menos favorecidos. Assim, esforços para mitigar essa perda e garantir o acesso a um ensino remoto de qualidade a todos são urgentes, de modo a evitar a perda de aprendizado e o aumento das desigualdades educacionais”, afirma André Portela, pesquisador líder do estudo e Professor Titular de Políticas Públicas da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV EESP).

Desigualdade
Foram realizadas simulações também levando em conta características pessoais dos estudantes: sexo, raça/cor e escolaridade da mãe. A partir desses subgrupos, analisando apenas o cenário intermediário, foi estimado que os meninos aprenderam menos que as meninas, especialmente em matemática nos anos finais do Ensino Fundamental.

Os grupos populacionais mais prejudicados, para os anos finais do Ensino Fundamental (5º ao 9º ano) e Ensino Médio, em ambos os componentes, são os do sexo masculino, pardos, negros e indígenas, com mães que não finalizaram o Ensino Fundamental. Já os menos prejudicados são, na maioria dos casos, do sexo feminino, que se declararam brancas, com mães com pelo menos ensino médio completo.

A desigualdade aparece também nos cálculos feitos para cada um dos estados brasileiros. Em ambas as etapas de ensino, os alunos das regiões Norte e Nordeste deixaram de aprender mais que alunos do Sul e Sudeste.

Avaliação diagnóstica e flexibilização curricular
A desigualdade entre grupos de estudantes, componentes curriculares, ciclos escolares e territórios, apontada na pesquisa, indica um desafio para as redes no planejamento das aulas presenciais. “Mensurar o nível em que se encontra cada aluno, a partir de avaliações diagnósticas, será necessário nesse contexto de incerteza, pois o acesso dos estudantes ao ensino remoto foi bastante desigual”, afirma De Bonis. “Identificar essas defasagens possibilitará uma abordagem flexível de conteúdo, focada no que cada estudante precisa para recuperar o aprendizado perdido”, completa.

Para apoiar as redes de ensino de todo o Brasil nessa etapa, foi lançada a Plataforma de Apoio à Aprendizagem, que fornece ferramentas para aplicação de avaliações diagnósticas. As atividades de verificação de aprendizagem são disponibilizadas gratuitamente para professores e gestores escolares. A partir dessa avaliação, a plataforma auxilia na construção de planos de aula efetivos, ancorados na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e em um conjunto de orientações para que todos os estudantes possam avançar no conteúdo pedagógico. A iniciativa é do Consed e da Undime, por meio da Frente de Avaliação, com apoio do BID, CAEd/UFJF, Fundação Lemann, Fundação Roberto Marinho, Instituto Ayrton Senna, Instituto Reúna e Itaú Social.