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Jaqueline Goes a brasileira que mapeou o coronavírus

 

A biomédica Jaqueline Goes foi uma das pesquisadoras brasileiras a sequenciar o genoma da Covid-19. Ela coordenou, ao lado de Claudio Tavares Sacchi, a equipe de cientistas que publicou a sequência do vírus dois dias após o primeiro caso do novo coronavirus ter sido confirmado no país. O processo ajuda no acesso a mais informações sobre o vírus e é uma contribuição importantíssima para os estudos sobre o novo coronavírus.

Filha da pedagoga Edna e do Engenheiro Civil Jarandi, Jaqueline Goes de Jesus, 30 anos, cresceu na região do Vasco da Gama, em Salvador, na Bahia, e agradece aos pais terem investido tudo o que podiam na educação dos filhos. “Tanto eu quanto meu irmão fomos muito bem instruídos. Não tínhamos luxo em casa, mas meus pais não mediram esforços na educação”, declarou ao site Alma Preta.

Graduada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e doutora em Patologia Humana, Jaqueline também atuou na vigilância genômica do surto de Febre Amarela no Brasil, além da cobertura de chikungunya. Ela é integrante do ZIBRA project – Zika in Brazil Real Time Analisys, grupo de estudos que percorreu todo o nordeste em um trailer adaptado para fazer diagnósticos e sequenciamento do Zika.  Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (FAPESP), também faz parte do  Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE)

 “Já trabalho há um certo tempo com estudos de vírus em grandes surtos, como dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Mas essa repercussão toda (por conta do mapeamento)  foi uma surpresa enorme. Fiquei feliz pelo fato de as pessoas, principalmente mulheres negras e nordestinos, se sentirem representados”, conta, ela, que defende ser o acesso democrático à educação  como modo fundamental de corrigir as imensas diferenças sociais no país.

Jaqueline com a sua equipe Foto: Reprodução

Quando sobra um tempinho entre uma pesquisa e outra, Jaqueline gosta de estar em contato com a natureza e caminha acompanhada de sua cadelinha de estimação. Apreciadora das artes, frequenta museus e exposições. A cientista também é boa de ritmo e revela um quedinha toda especial pelo forró. “Gosto de dançar”, contou.

A imensa repercussão do estudo desenvolvido pela equipe de Jaqueline aconteceu porque  a identificação precoce é um dos caminhos mais eficientes para direcionar as ações que ajudam a conter surtos de contágio, reconhecer os focos de transmissão e para que os órgãos públicos tomem as medidas de precaução. “O genoma de qualquer organismo é como se fosse um molde. Nele constam as informações que vão determinar a estrutura e a função daquele organismo. Quanto mais rápido conhecemos os genomas virais, em particular, mais rápido entendemos como esses vírus estão circulando na sociedade”.

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Conceição Evaristo: dama das letras e do ativismo

No mês em que celebramos o Dia da Consciência Negra, é importante voltar nossos olhares para brasileiros que se destacam por sua bagagem e sua luta pela causa negra. Conceição Evaristo é uma delas. E as armas com que essa escritora, ativíssima aos 73 anos, encara essa batalha são as palavras. Ou seja, não há tiros, nem mortes, apenas ensinamento, cultura e uma trajetória de vida que só tem a engrandecer a história brasileira.

Conceição Evaristo nasceu em 29 de dezembro de 1946 na favela Pendura Saia, da zona sul de Belo Horizonte, Minas Gerais. Filha de uma lavadeira que, assim como Carolina Maria de Jesus, matinha um diário em que anotava as dificuldades de um cotidiano sofrido, Conceição cresceu rodeada pela escrita. “’A nossa casa vazia de bens materiais era habitada por palavras. Mamãe contava, minha tia contava, meu tio velhinho contava, os vizinhos e amigos contavam. Tudo era narrado, tudo era motivo de prosa-poesia, afirmo sempre”, contou ela, que precisou conciliar os estudos com o trabalho como empregada doméstica, até concluir o curso Normal, em 1971, já aos 25 anos. E não parou mais. Tornou-se Mestre em Literatura Brasileira pela PUC/Rio e Doutora em Literatura Comparada pela UFF.

Seu primeiro poema foi publicado em 1990, no décimo terceiro volume da série Cadernos Negros, editado pelo grupo Quilombhoje, de São Paulo. Seu primeiro livro foi Ponciá Vicencio (2003), de um total de sete já publicados, entre eles o vencedor do prêmio Jabuti, Olhos D’água (2015), Cinco deles foram traduzidos para o inglês, o francês, espanhol e árabe. Ou seja, uma das principais expoentes da literatura Brasileira e Afro-brasileira atualmente, Conceição o tornou-se também uma escritora negra de projeção internacional.

Famosa por suas “escrevivências”, conceito que se refere à experiência vivida como motor da produção literária, tendo a memória e a contação de histórias como fontes primordiais. E traz em sua literatura profundas reflexões acerca das questões de raça e de gênero, com o objetivo claro de revelar a desigualdade velada em nossa sociedade, de recuperar uma memória sofrida da população afro-brasileira em toda sua riqueza e sua potencialidade de ação.

“O racismo que permeia as instituições brasileiras é muito cruel. Estão no imaginário do brasileiro algumas competências para o sujeito negro. Acredita-se que ele saiba dançar, cantar, e principalmente no caso das mulheres, cozinhar. Mas as competências intelectuais, principalmente as literárias, não. Quando se trata da literatura, talvez porque ela use o maior bem simbólico da nação, que é a língua, essa escrita negra não é acreditada”, declarou em entrevista.

Conceição tem cuidado de abrir espaços para outras mulheres negras se apresentarem no mundo da literatura e esta sempre atuante, além de em sua escrita, por meio de lives, seminários e encontros, como o Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros, evento online realizado em 9 de novembro pela ABPN. Sabedoria e ativismo em uma admirável trajetória.

Foto: Reprodução da Internet

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Edson Arantes do Nascimento – Pelé

Mundialmente conhecido como Pelé, nasceu em 23 de outubro de 1940 em Três Corações, Minas Gerais, Brasil e ex- futebolista brasileiro que atuava como atacante. Ele é amplamente considerado como um dos maiores atletas de todos os tempos.

Em 1999, ele foi eleito Jogador do Século pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS) e foi um dos dois vencedores conjuntos do prêmio Melhor Jogador do Século da Fifa. Nesse mesmo ano, Pelé foi eleito Atleta do Século pelo Comitê Olímpico Internacional. Segundo a IFFHS, Pelé é o maior goleador da história do futebol, marcando 650 gols em 694 partidas da liga, e no total 1281 gols em 1363 jogos, que incluem amistosos não oficiais, um recorde mundial do Guinness. Durante sua carreira, chegou a ser por um período o atleta mais bem pago do mundo.

Pelé começou a jogar pelo Santos Futebol Clube aos quinze anos e pela Seleção Brasileira de Futebol aos dezesseis. Durante sua carreira na seleção, ele ganhou três Copas do Mundo da Fifa: 1958,1962 e 1970, sendo o único jogador a fazê-lo. Ele também é o maior goleador da história da seleção brasileira, com 77 gols em 92 jogos. Em clubes, ele é o maior artilheiro do Santos e os levou à conquista da Copa Libertadores da América de 1962 e 1963.

Conhecido por conectar a frase ” ogo bonito” ao futebol, a “ação eletrizante e a propensão a objetivos espetaculares” de Pelé fizeram dele uma estrela rapidamente, e sua equipe fez turnês internacionais, a fim de aproveitar ao máximo sua popularidade. Desde que se aposentou em 1977, é embaixador mundial do futebol e fez muitos trabalhos de atuação e comerciais. Em janeiro de 1995 foi nomeado ministro do esporte no governo Fernando Henrique Cardoso. Em 2010, foi nomeado Presidente Honorário do New York Cosmos.

Com média de quase um gol por jogo ao longo de sua carreira, Pelé era especialista em chutar a bola com qualquer dos pés, além de antecipar os movimentos de seus oponentes em campo. Embora predominantemente atacante, ele também podia se aprofundar e assumir um papel de playmaker, fornecendo assistências com sua visão e habilidade de passe; ele também usava suas habilidades de drible para ultrapassar os adversários. No Brasil, é aclamado como herói nacional por suas realizações no futebol e por seu apoio franco a políticas que melhoram as condições sociais dos pobres. Ao longo de sua carreira e aposentadoria, Pelé recebeu vários prêmios individuais e de equipe por seu desempenho em campo, suas conquistas recordes e seu legado no esporte.

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Ruy Castro – Jornalista e Escritor

A capacidade investigativa aliada a um criterioso interesse por temas nacionais são características marcantes de seus livros. A qualidade do texto, aprimorado pela experiência como jornalista, também é aspecto de realce em sua obra. Considerado um dos mais importantes biógrafos do Brasil, tem uma longa trajetória jornalística em renomados veículos de comunicação das cidades de Rio de Janeiro e São Paulo.

Aos 4 anos, aprende a ler sozinho, sentado no colo da mãe enquanto ela lia em voz alta a coluna do autor Nelson Rodrigues no jornal Última Hora. Autodidata, Ruy persegue o caminho da escrita como objetivo de vida. Aos 17 anos, muda-se com a família para o Rio de Janeiro para continuar os estudos.

Em 1967, então com 19 anos, é contratado para o primeiro emprego como jornalista no periódico Correio da Manhã. O ofício é exercido durante mais de duas décadas em redações de importantes jornais e revistas do país como O Pasquim, Jornal do Brasil e Manchete.

No início da década de 1990, resolve se afastar das redações e passa a se dedicar à literatura. Alimentado pelo vínculo afetivo com a obra de Nelson Rodrigues, escreve O Anjo Pornográfico: A Vida de Nelson Rodrigues (1992). Vencedor do prêmio Esso de Literatura (1994), é uma obra seminal do estilo pessoal que Ruy Castro constrói como escritor.

O tom literário dramático, exagerado, encontrado na biografia, não é casual, mas uma escolha consciente do autor, um jogo literário deliberado que busca retratar a vida de Nelson Rodrigues em seu particular e real tragicidade, aspecto definitivo da famosa obra do dramaturgo pernambucano.

Escreve algumas obras ficcionais, a primeira delas é o romance Bilac Vê Estrelas (2000), trama que envolve ficção e personagens reais – como o escritor Olavo Bilac – no cenário de um Rio de Janeiro modernizado à moda parisiense do início do século XX.

Em 2007, publica Era no Tempo do Rei, também um romance de ficção histórica, em que narra as peripécias do imperador menino, Dom Pedro I, e seu amigo plebeu Leonardo, em meio às disputas políticas que ocorrem no Brasil colônia após o desembarque da família real em terras brasileiras.

Muito embora publique obras de ficção, crônicas e livros de reconstituição histórica, como Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova (1990), debruça-se, em especial, sobre as biografias, que o tornam célebre. Os temas que norteiam a escolha das obras biográficas e de reconstituição histórica não são apenas as histórias de vida dos biografados, mas também assuntos de interesse pessoal do escritor, como futebol, a vida boêmia, a sociedade carioca e o alcoolismo.

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Ary Beira Fontoura ou, simplesmente, Ary Fontoura

É um ator paranaense nascido em 27 de janeiro de 1933, conhecido por interpretar papéis marcantes na TV como o do prefeito Florindo Abelha na novela “Roque Santeiro” (1985). Filho de um professor e de uma dona de casa mostrava desde pequeno vocação para o meio artístico, imitando pessoas. Com 10 anos, se apresentou em uma rádio de seu estado natal como cantor.

A sua carreira marcada de excelentes personagens inesquecíveis como o professor de botânico Baltazar Câmara de O Espigão, o sinistro professor Aristóbolo Camargo de Saramandaia, o avarento Nonô Correia de Amor com Amor se Paga, o prefeito emblemático Florindo “Seu Flô” Abelha de Roque Santeiro, o ator Nero Petraglia de Bebê a Bordo, o autoritário coronel Artur da Tapitanga de Tieta, o deputado corrupto Pitágoras de A Ondomada e Porto dos Milagres, o misterioso Silveirinha de A Favorita, o prefeito falido Isaías “Zazá” Junqueira de Morde & Assopra e o seu personagem Dr. Lutero de Amor à Vida.

Antes da fama, estudou Direito e trabalhou em um circo. Nos anos 1960, começou na TV, atuando primeiro na TV Paraná. Em meados dos anos 1964, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde atuou em “Como Vencer na Vida Sem Fazer Força” com Marília Pêra e Moacyr Franco. No ano seguinte estreou na Globo em “Rua da Matriz”. Depois, foi visto no elenco do programa de humor “TV0-TV1” e da novela “Passo dos Ventos”.

No teatro, seus últimos trabalhos foram nas peças O Comediante, de Joseph Meyer e Num Lago Dourado, de Mark Rydell. Nesta última, Ary Fontoura foi indicado na categoria Melhor Ator ao Prêmio Shell de Teatro.

Em 2011, despontou na trama de Morde& Assopra como o prefeito falido Isaías “Zazá” Junqueira, casado com a fútil Minerva (Elizabeth Savalla) e pai da mimada Alice (Marina Ruy Barbosa) e do divertido homossexual.

Em 2012, interpretou o tradicional Coriolano em Gabriela. No ano seguinte, encarna mais um papel de destaque, desta vez como o solidário médico Dr. Lutero em Amor à Vida.

Em 2016, interpretou o fazendeiro Quinzinho em Êta Mundo Bom, novela das 6h da Rede Globo, escrita por Walcyr Carrasco.

Em 2018, interpretou o Barão de Ouro Verde, Afrânio Cavalcante, em Orgulho e Paixão, novela das seis da Rede Globo, escrita por Marcos Bemstein.

Também passou pelo cinema, em mais de 20 filmes, e no teatro, em peças como “A Ópera do Malandro”. Foi eleito duas vezes o Melhor Ator do Troféu Mambembe, em 1983 e 1986.

Ary nesse tempo de pandemia vem ganhando fãs mais jovens e muita visibilidade nas redes sociais, principalmente no Instagram, que diariamente faz postagens da sua rotina de vida, interage direto com os fãs e mostra que mesmo sendo um dos grandes nomes da televisão brasileira, nunca deixou a simplicidade.

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Mauro Marcondes – Uma alma musical

Mauro Marcondes nasceu em 1 de outubro de 1953, no Rio de Janeiro. Compositor e cantor criado em Copacabana na época da bossa-nova foi influenciado por este estilo e também por compositores da MPB que surgiam nos anos 60 e 70 – Edu Lobo, Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Ivan Lins, Dori Caymmi entre outros.

No apartamento da rua Raimundo Correia a música corria solta e o violão era o instrumento que ali reinava. Nesse clima, os primeiros acordes foram ensinados pelo velho amigo da família, Vicente Saboya, posteriormente aperfeiçoados por outro amigo, Luiz Roberto, vocalista e baixista do conjunto de bossa-nova “Os Cariocas” e grande violonista.

As primeiras composições surgiram da parceria com o poeta e letrista Caito Spina. Nessa época foram feitas músicas que levaram a participações nos festivais estudantis que proliferavam naqueles anos de muita criatividade para a MPB.

Em 1971, foi o compositor mais jovem a participar do IV Festival Universitário da Canção Popular, realizado pela antiga TV TUPI, no qual também concorreram, Belchior, vencedor com “Hora do Almoço”, Alceu Valença e muitos outros. No verão de 1971/72 participou de um festival de música internacional, o VI Festival de “Costa a Costa”, em Piriápolis, no Uruguai.

Com arranjos e o apoio de Antonio Adolfo participou de um show para revelação de novos talentos, no teatro do MAM. Posteriormente, pelas mãos da produtora, Solange Böeke, começava a ver algumas de suas músicas gravadas por novas cantoras da MPB, entre elas Sandra de Sá (“Receio de Errar”) e Fhernanda Fernandes (“Palavras Perdidas”). Nessa fase teve a música “Como se fosse” classificada no Festival MPB-80 da TV GLOBO.

Segue compondo com seu parceiro de sempre, Caito, e outros parceiros e amigos, como Guto Marques, Paulo César Feital, Éle Semog, Eliza Maciel, Marcia Toledo e Arnoldo Medeiros. Conhece, em Washington-DC, o músico brasileiro Leonardo Lucini. No início de 2009, decide gravar nos EUA um novo CD autoral “Mar Azul” e convida Leonardo para fazer os arranjos e a direção musical. O álbum fica pronto em dezembro de 2009.

Depois de um período de pouca produção musical, retorna ao Brasil e reencontra, em 2014, um amigo e parceiro bissexto, Zéjorge, autor de várias e belas músicas em parceria com Ruy Maurity, entre elas “Serafim e seus filhos” e “Nem ouro nem prata”, que fizeram muito sucesso. Foi uma enxurrada de novas composições em estilos os mais diversos da nossa MPB.

Em 2017, Mauro Marcondes grava um novo álbum, “Cantoria de Bazar”, só com músicas dessa parceria revigorada. Com arranjos e direção musical do Maestro Leandro Braga, o CD é lançado no final daquele ano no “Blue Note Rio” e passa a estar disponível, também, nas plataformas digitais.

 

Foto: Reprodução

Um caminho interessante trilhado nessa fase foi o de realizar vídeos com outros artistas. O clipe do blues “Love Forecast”, parceria de Mauro Marcondes com Guto Marques, foi gravado na casa de espetáculos Manouche, no Rio de Janeiro, em um dueto com a cantora Leila Maria e com a participação do Leandro Braga Trio e do saxofonista Marcelo Martins.

Gerar conteúdo de qualidade para as mídias sociais tem sido a base da agenda de trabalho do cantor e compositor Mauro Marcondes, nos últimos anos, e é parte fundamental da estratégia de divulgação de sua obra e de seus parceiros.

Neste sentido, foram gerados mais dois vídeos aproveitando as gravações realizadas em estúdio de duas de suas composições em parceria com o Zéjorge: “Caça ao Tesouro” e “Além do Cais”. De todas as suas atividades a mais prazerosa é compor e manter viva a vontade de compor. E vai seguindo em frente com o projeto que sua alma lhe confiou.

https://www.facebook.com/MAUROMARCONDESCOMPOSITOR

https://www.instagram.com/mauromarcondes.compositor/

https://www.youtube.com/channel/UCMDCQSyCLnI8rzf3OuaRAeQ?view_as=subscriber

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Mayana Zatz, geneticista premiada no Brasil e no exterior

Por Sandro Barros

Mayana Zatz é uma cientista respeitada, com a descoberta de alguns genes importantes assinalada em seu currículo, premiada no Brasil e no exterior, e declara com todas as letras que adora o que faz. Mais: considera uma sorte muito grande poder trabalhar naquilo que gosta. É também uma mulher capaz de se engajar com paixão nas causas em que acredita e lutar com muita garra por seus pontos de vista.

Nascida em 1947, desde a infância interessou-se por Biologia e começou a dirigir preferencialmente sua atenção para este campo ainda no curso primário. Em 1967 teve seu primeiro contato com a genética humana durante um estágio de dois meses. O incentivo que recebeu do seu mestre, o doutor Oswaldo Frota-Pessoa, que lhe mostrou as perspectivas de pesquisa neste campo, levaram-na a optar por esta especialidade.

Em julho de 1968, ainda como aluna de graduação, iniciou seu trabalho de pesquisas no Laboratório de Genética Humana do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). Em 1970, defendeu seu Mestrado em distrofias musculares progressivas. Na fase de doutoramento, defendido em 1974, ampliou este projeto, abrangendo estudos de ligação do gene da distrofia com outros marcadores do cromossomo X.

De 1975 a 1977 realizou seu pós-doutoramento na Universidade da Califórnia (UCLA), em genética de doenças neuromusculares. De volta ao Brasil, em fins de 1977, implantou aqui as novas técnicas aprendidas nos Estados Unidos, montou um laboratório de pesquisas em miopatias hereditárias e começou a orientar alunos de Mestrado e Doutorado.

Em 1981, Mayana fundou a Associação Brasileira de Distrofia Muscular (Abdim), com a finalidade de lutar para melhorar a qualidade de vida dos pacientes afetados por distrofias musculares e seus familiares. Atualmente, a Abdim atende mais de 100 crianças afetadas por distrofias, a maioria de baixa renda.

Prêmios e trabalhos científicos

Em 1989, implantou a tecnologia de Biologia Molecular no Centro de Miopatias, o que permitiu um salto qualitativo no estudo das miopatias hereditárias. Com a implantação destas novas técnicas, tem sido possível realizar pesquisas correlacionando o genótipo e o fenótipo ─ em nível molecular, proteico e quadro clínico ─, o que é fundamental na compreensão dos mecanismos moleculares responsáveis pelas doenças genéticas.

Em 1995 tornou-se pioneira ao localizar um dos genes ligados a um tipo de distrofia dos membros, junto com Maria Rita Passos-Bueno e Eloísa de Sá Moreira. Juntas, também foram responsáveis pelo mapeamento do gene responsável pela síndrome de Knobloch. Em 1996 ingressou na Academia Brasileira de Ciências.

Em agosto de 2000 foi condecorada com a grã-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. No mesmo ano, recebeu a Medalha de Mérito Científico e Tecnológico do Governo do Estado de São Paulo. Em 28 de fevereiro de 2001, em Paris, recebeu o prêmio latino-americano dos Prêmios L’Oréal-Unesco para mulheres em ciência. Em 2009, ganhou o Prêmio México de Ciência e Tecnologia 2008. Em setembro do mesmo ano, Mayana ganhou o Prêmio Walter Schmidt, conferido pela empresa Fanem para destacar personalidades que promoveram o desenvolvimento do setor da saúde brasileira. E, em 2011, recebeu o Prêmio Conte Gaetano por trabalhos sociais.

Além da publicação de algumas dezenas de trabalhos científicos, esses achados têm sido fundamentais na prevenção de novos casos através da identificação de casais em risco e diagnóstico pré-natal. Desde o início da carreira, Mayana publicou quase 400 trabalhos científicos e atendeu mais de 11 mil pessoas pertencentes a famílias afetadas por neuropatias hereditárias.

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O nosso Gilberto Gil

Por Alessandro Monteiro

Nasceu em Salvador, Bahia, no dia 2 de junho de 1942. Filho de médico e de professora primária com vinte dias de vida mudou-se com a família para Ituaçu, na região da caatinga baiana. Desde cedo mostrou interesse por música. Cresceu ouvindo os intérpretes da época, entre eles, Sílvio Caldas, Orlando Silva e Francisco Alves.

Em 1966, Gil começa a apresentar-se no programa Fino da Bossa, de Elis Regina na TV Record. Nesse mesmo ano, lança seu primeiro disco “Louvação”. Nesse mesmo ano, sua música “Ensaio Geral”, interpretada por Elis Regina, ficou em 5.º lugar no II Festival de Música Popular Brasileira (FMPB), realizado pela TV Record.

Em 1967, a música “Domingo no Parque”, que Gilberto Gil cantou com a participação dos Mutantes, ficou em 2.º lugar no III FMPB. O festival foi o ponto de partida para o movimento artístico chamado “Tropicalismo”, que Gilberto Gil participou junto com Caetano Veloso, Torquato Neto, Tom Zé, Rogério Duprat, entre outros.

A ideia do movimento tropicalista era a fusão de elementos da música inglesa e americana junto com as músicas de João Gilberto e Luiz Gonzaga. O movimento causou polêmica, porém, abriu portas para uma nova etapa na música popular brasileira, sendo considerado subversivo pela ditadura militar e Gilberto Gil foi preso, junto com Caetano Veloso.

Exilado na Inglaterra. Nesse mesmo ano foi lançado “Gilberto Gil” (1969), onde se destacou a música “Aquele Abraço”. Em 1968, lançou o disco “Gilberto Gil” com 14 músicas, entre elas, “Procissão” e “Domingo no Parque”. Lançou também um disco manifesto, intitulado “Tropicália” do qual participaram, além de Gilberto Gil, Caetano, Gal Costa, Os Mutantes, Tom Zé e Torquato Neto.

Entre 1989 e 1992, Gilberto Gil foi vereador na Câmara Municipal de Salvador, pelo Partido Verde. Em 2003, Gilberto Gil foi nomeado Ministro da Cultura, se desligando em janeiro de 2008, para se dedicar à carreira musical.

Entre suas músicas mais famosas destacam-se ainda: “Não Chore Mais” (1979), “Andar com Fé” (1982), “Se Eu Quiser Falar Com Deus” (1981), “Vamos Fugir” (1984) e “Esperando na Janela” (2000), que recebeu o Grammy Latino: Melhor Canção Brasileira.

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Milton Hatoum – O descendente de libanês que já vendeu mais de 200 mil livros

Descendente de libaneses, nasceu na cidade de Manaus, no Amazonas. Depois dos estudos secundários na capital, mudou-se para São Paulo. Três anos depois ingressou na Universidade de São Paulo e foi perseguido ainda na FAU pelo DOPS da ditadura, por envolvimento com o DCE da USP.

Em 1978, passou a lecionar História da Arquitetura na Universidade de Taubaté, onde permaneceu até pedir o afastamento devido a uma bolsa de estudos que lhe havia sido concedida na Europa.

Em 1980, viajou para a Espanha como bolsista do instituto Iberoamericano de Cooperación. Nesta década, viveu entre Madri e Barcelona. Logo depois, mudou-se para a França, onde cursou pós-graduação na Universidade de Paris III.

Milton escreveu quatro romances: Relato de um Certo Oriente, Dois Irmãos, Cinzas do Norte, que venceu o Prêmio Portugal Telecom de Literatura e todos os três primeiros ganhadores do Prêmio Jaboti e Órfãos do Eldorado.

Aos 68 anos, já vendeu mais de 200 mil exemplares no Brasil e já traduziu para doze países, como a Itália, França, Espanha. Em suas obras, costuma falar de lares desestruturados com uma leve tendência política.

Em suas duas últimas obras, Dois Irmãos e Cinzas do Norte, Milton Hatoum fez uma sutil crítica ao Regime Militar Brasileiro. Hatoum publicou também ensaios e artigos sobre literatura brasileira e latino-americana em revistas e jornais do Brasil, da Espanha, França e Itália.

Alguns de seus contos foram publicados nas revistas Europe, Nouvelle Revue Française (França), Grand Stree (Nova York) e Quimera (México). Participou de várias antologias de contos brasileiros publicados na Alemanha e no México, e da Oxford Anthology of the Brazilian Short Story.

 

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Vilma Nascimento – O eterno Cisne da “Passarela”

Considerada a maior porta-bandeira da história de todos os tempos, Vilma Nascimento, aos 82 anos de vida e 74 de carnaval, entrou para anais do carnaval, intitulada o “Cisne da Passarela”.

Na década de 60 foi um dos principais nomes da agremiação e mantém seu reconhecimento até hoje, não somente pelos componentes da escola, mais também, pelo reconhecimento de patrimônio da Cultura Brasileira.

Desfilou pela primeira vez, ainda criança, no bloco Unidos de Dona Clara. Estreou como porta-bandeira defendendo a União de Vaz Lobo, escola de sua mãe.  Vilma na época trabalhava como dançarina da boate Night and Day, na Cinelândia, e a partir daí, começou então a chamar a atenção do Sr. Natal da Portela, que a convidou para a Portela.

Inicialmente, recusou os primeiros convites, mas acabou cedendo pouco antes de se casar com Mazinho, filho de Natal. Em 1957, assumiu a bandeira azul e branca, substituindo Dodô, que passou a atuar como segundo porta-bandeira.

Defendida por Vilma, a Portela conquistou quatro campeonatos seguidos, de 1957 a 1960. Também ganhou do jornalista Valdinar Ranulfo o apelido de Cisne da Passarela devido à elegância com que mudou o estilo de dança das porta-bandeiras, que nessa época passaram a ser um dos quesitos julgados no desfile.

Em 1969, Vilma passou o posto de primeira porta-bandeira para Irene e passou a desfilar como destaque. Retomou a função de 1977 a 1979.

Em 80, fez parte do grupo que se afastou da escola para fundar a Tradição, e só retornou a azul e branco em 2007. A Porto da Pedra lhe rendeu homenagem como uma das “Majestades do Samba”, no desfile de 2014.

Vilma, também ganhou o “Estandarte de Ouro” três vezes seguidas, no período de 1977 a 1979, e mais um pela Tradição em 1989.

Hoje, Vilma é sem dúvida, parte fundamental da história da Portela, estando sempre presente nos eventos e desfiles da escola. O legado construído segue com a Danielle, que foi porta-bandeira da escola até o carnaval 2017 e, neste ano, foi nota máxima no Paraíso do Tuiuti.

A neta Camylinha é a segunda porta-bandeira da Portela e será a primeira da Unidos da Ponte no próximo carnaval. A bisneta, Clarice, de 10 anos, já faz aulas para seguir o nome, e a raiz da ancestralidade.

 

Foto : Reprodução