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Cidade Cultura Rio

Cia Livre de Dança, da Rocinha, promove colônia de férias para crianças da comunidade

Cia Livre de Dança, da Rocinha, promove até 29 de janeiro a colônia de férias “Fazendo Arte nas Férias” para 20 crianças e adolescentes (de 5 a 15 anos) da comunidade localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. As atividades são gratuitas e acontecem de segunda a sexta-feira, das 15h às 18h, na sede da Cia, localizada na Via Ápia 44/301. Todas as aulas – Hip Hop, Mix Dance, Jazz, Tiktok, Now United, Circo, Artesanato, Oficina Teatral, Danças Urbanas, Musicalização, Percussão e Dança Afro – são voltadas para a linguagem da dança, ministradas pelos professores, coreógrafos e dançarinos Ana Lúcia Silva, Mikael David, Hanna Guimarães, Alexandre Pires, Gleyce Lima e Yara Batista.

É uma colônia de férias com foco na dança, em que as crianças vivenciam diversas atividades artísticas, criativas e lúdicas que contribuem para a formação de um dançarino”, explica a professora e coreógrafa Ana Lúcia Silva, idealizadora da Cia Livre de Dança, escola e Ponto de Cultura criado por ela na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em 1999.

Todas as medidas de prevenção ao novo coronavírus estão sendo seguidas na colônia de férias. Além de as atividades serem simultâneas e restritas a três crianças por vez, cada participante fica em uma área limitada por uma marcação no piso que restringe o espaço. Além disso, não é permitida a entrada com calçados da rua e todos devem levar sua própria garrafa de água, além de máscara e álcool gel.

 

1 - Colônia Fazendo Arte nas Férias - Cia. Livre de Dança - crédito da foto_Nara Raboredo.jpg

Ana Lúcia e a Cia Livre de Dança

Nascida e criada na Rocinha, Ana Lúcia Silva está à frente da Cia Livre de Dança, escola e Ponto de Cultura que criou na comunidade em 1999. Graduada em Licenciatura Plena em Dança pela Universidade Cândido Mendes e pós-graduada em Psicomotricidade Clínica e Relacional, ela acredita na dança como veículo transformador, e por isso a importância de sempre estudar. Valorizando suas origens, Ana Lúcia Silva tem orgulho de  ter representado a Rocinha em eventos nacionais e internacionais, como também ter sua biografia apresentada em uma exposição para mulheres negras nos Estados Unidos.

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Cultura Fica a Dica Rio

Peça literária NA SALA COM CLARICE, com Odilon Esteves, encerra temporada (online e de graça) pelo CCBB

O projeto patrocinado pelo Banco do Brasil segue os moldes de um acontecimento gastronômico, oferecendo ao público um “cardápio literário” com entrada, prato principal e sobremesa, representados pelos contos e crônicas da autora. Serão oferecidas 15 opções para cinco serem escolhidas e apresentadas na sequência. A peça tem duração de 60 a 90 minutos, variando em função das escolhas do dia.

A cada rodada da apresentação, que é gratuita, alternam os elementos oferecidos ao público para estimular sua escolha: leitura de pequenos trechos; apresentação das sinopsesexposição de objetos relacionados aos textos, sem que o público conheça sequer seus títulos.

O critério de seleção das obras seguiu uma linha afetiva “Escolhi primeiramente textos que me atravessam, que me intrigam, alguns que me divertem, muitos que me emocionam, outros que me questionam, uns que me colocam diante do espelho ou à beira do mistério indizível. Depois tive que abrir mão de muitos contos, porque queria quase tudo. Meu critério era muito amplo, quase uma falta de critério. Então cortei da lista, primeiro, os contos mais extensos que, sozinhos, já dariam uma peça. Mas fui me dando conta de que a seleção estava diversa, uma espécie de panorama de muitas das facetas de Clarice e achei bom que assim fosse. Primeiro porque a obra dela é mesmo multifacetada e sempre me chegou de formas igualmente diversas. E porque todos nós somos mesmo muito vastos, cheios de nuances e contradições. E especialmente Clarice nunca se furtou de procurar conhecê-las, de mostrá-las, de mergulhar nelas”, conta Odilon.

Esse caráter interativo possibilita que o público se posicione subjetivamente diante do leque de opções que lhe é oferecido, contribuindo para que haja um entrelace dos imaginários comuns dos espectadores reunidos naquela sessão. Um formato que visa aproximar ainda mais o público do acontecimento cênico-literário, implicando-lhes em sua construção e considerando cada dia como um percurso único.

A proposta deste projeto é apresentar alguns de seus textos na íntegra, oralizando a palavra escrita com vistas a potencializar o encontro desta com o público. Um trabalho que pretende ser acessível e convidativo, mas sem simplificações. O espectador será munido de ferramentas para acessar outras camadas da obra de Clarice, praticamente sem cortes no seu original.

A aplicação do método das Ações Vocais (de Constantin Stanislavski), que Odilon Esteves vem estudando desde 2002, aproxima o espectador do texto e das imagens propostas pela autora. O minimalismo da encenação visa concentrar-se no essencial, descartando tudo o que seja supérfluo no cenário e figurino, ou redundante e ilustrativo no movimento e na ação física, para dar espaço à imaginação do espectador e jogar com ela. A escuta como lugar de potência.

Clarice aos olhos do ator

“A escrita de Clarice já reverberou em mim de muitas formas. A primeira obra que conheci foi “A hora da estrela”, na adolescência. E Macabéa me doía, porque eu conheci várias Macabéas no norte de Minas Gerais, onde nasci. Porque eu amo várias Macabéas que cuidaram de mim quando criança ou trabalharam para minha família, e muitas morreram antes de eu saber o que fazer por elas.

Quantas vezes as contradições humanas nos textos de Clarice me convidaram a encarar as minhas próprias! Quantas vezes me senti estrangeiro, mesmo na cidade onde nasci! Tenho fotos em que pareço triste, mas na lembrança tenho certeza de que estava alegre, a despeito de não estar sorrindo. Em seus livros, encontro mundos onde caibo. E onde cabem meus amigos, minha família, e todo o mundo que desconheço.

Além do mais, seu dia a dia ordinário tem aura de realidade mítica. Clarice teve algum convívio, foi lida e admirada por muitos dos meus ídolos: Chico Buarque, Fernanda Montenegro, Carlos Drummond de Andrade.

E junto do seu amor por Recife, tem também uma relação forte com Minas. A proximidade com tantos mineiros, a admiração profunda por Lúcio Cardoso, a amizade com Fernando Sabino, a carta em que fala sobre “Grande Sertão: Veredas” de Guimarães Rosa… Na crônica “Das vantagens de ser bobo”, que é um estandarte contra a cultura da esperteza, essa doença do “levar-vantagem-em-tudo-e-a-qualquer-custo” tão recorrente  no Brasil, ela descreve o bobo como a antítese do esperto, e afirma que há lugares que facilitam ser bobo, e Minas Gerais é um exemplo disso. Enfim… queria ter sido contemporâneo dela, mas só nasci onze meses após sua morte. E no entanto, abraçado a seus livros, atravessei a pandemia na companhia de Clarice.”

| CCBB, CENTENÁRIO DE CLARICE e TEATRO ON-LINE|

O CCBB começou as comemorações do centenário de Clarice em março de 2020 com a estreia, no Rio de Janeiro, do musical “A HORA DA ESTRELA – O Canto de Macabéa”, protagonizado por Laila Garin. Uma semana depois, a temporada teve que ser suspensa em função do isolamento físico. Para não dar uma pausa a essa comemoração tão importante, NA SALA COM CLARICE chega para uma celebração via streaming.

“O CCBB sempre fomentou novos formatos, sabe da importância disso. Como espectador e frequentador deste espaço vi a renovação acontecer muitas vezes. Além disso a celebração do centenário de Clarice Lispector não podia parar. “NA SALA COM CLARICE” continua a festa começada com “O CANTO DE MACABÉA” e, segundo o próprio CCBB, este musical volta à cena em 2021, quando as condições sanitárias permitirem”, comenta Odilon.

Atualmente os 4 CCBBs reabriram, mas continuam ofertando programação digital, como forma de permitir às pessoas uma alternativa cultural aos eventos presenciais.

| SINOPSE |

NA SALA COM CLARICE – peça literária on-line, em celebração ao centenário de Clarice Lispector, em que o público escolhe, a partir de um cardápio de textos da autora, quais gostaria de ouvir naquela sessão. Obras que compõem um panorama de suas múltiplas facetas, incluindo narrativas em que podemos perceber a própria Clarice em diferentes fases da vida.

| FICHA TÉCNICA |

Textos: Clarice Lispector. Concepção e atuação: Odilon Esteves. Codireção e direção de arte: Fernando Badharó. Trilha sonora: Barulhista. Iluminação:Lucas Pradino. Intérprete de Libras: Marcella Alves de Sousa. Produção Executiva: Ricelli Piva. Direção de produção: Juliana Sevaybricker. Produção: Agentz Produções

Duração: de 60 a 90 minutos (dependendo das escolhas do público)

Classificação etária: 12 anos

Ingressos gratuitos pelo sitehttps://www.sympla.com.br/nasalacomclarice

Lotação: 995 pessoas

| TEMPORADA + PALESTRAS|

Apresentações: 06 a 20 de dezembro | 09 a 31 de janeiro | sábados às 20h e domingos às 19h

Sessão especial “Centenário de Clarice”: 10/12 (quinta-feira) às 20h

Sessões com intérprete de LIBRAS: 18/12 e 29/01 (sextas-feiras) às 20h

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Brasil Cultura Fica a Dica

Primeiro single do álbum de Zélia Duncan cantando “Beijos Longos”, chega amanhã, sexta, 22/01, nas plataformas digitais

ZÉLIA DUNCAN LANÇA O SINGLE “BEIJOS LONGOS” DO ÁLBUM MINHA VOZ FICA” QUE SAIRÁ EM FEVEREIRO.

Veja o clipe aqui: https://we.tl/t-nDLTVJGhIm

Capa RED Single Beijos Longos - Zélia Duncan - álbum Minha Voz Fica

Zélia Duncan, que este ano está comemorando seus 40 anos de carreira, lança no início de fevereiro o álbum “Minha Voz Fica”, ao lado do violonista Pedro Franco, apenas com canções de Alzira E., compositora mato-grossense, radicada há décadas em São Paulo. Para abrir os trabalhos, chega às plataformas digitais nesta sexta, dia 22/01, o primeiro single “Beijos Longos” (Alzira E./Arruda/Jerry Espíndola).

O álbum ganhou o título de um verso da canção “Fica”, uma parceria inédita entre Zélia e a homenageada Alzira, e estará disponível em todas as plataformas digitais a partir de 05 de fevereiro. “Minha Voz Fica”, álbum essencialmente de voz e violão, foi gravado com Pedro Franco, músico gaúcho da nova geração, ao vivo dentro do estúdio, durante a pandemia, com todos os cuidados, e produção musical de Ana Costa. O disco sai dentro do projeto Joia ao Vivo, com curadoria de Marcio Debellian e DJ Zé Pedro. Este será o 4º disco do projeto, que tem patrocínio da Oi e foi gravado no estúdio Lab Oi Futuro, no Rio de Janeiro.

“A obra de Alzira sempre esteve na minha lista de desejos. E eu também já tinha combinado com Pedro, que iríamos fazer uma dupla por aí, um dia, antes da pandemia. Já tinha até mostrado Alzira pra ele, um músico tão jovem, que já sabe tanto sobre tocar. Então, este álbum é fruto de dois sonhos que consegui juntar. Cantar Alzira e cantar com Pedro”.

Na véspera do lançamento do disco, 04 de fevereiro, será exibido um especial com a apresentação do repertório e imagens dos bastidores da criação do disco. O link para assistir será divulgado nas redes do projeto e da artista. A filmagem tem direção de Marcio Debellian.

No segundo semestre, Zélia lança um disco apenas com repertório autoral e prepara outras novidades para celebrar o aniversário de carreira.

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Cultura Fica a Dica Rio

Chega às plataformas digitais o projeto audiovisual “Samba de Verão – Sol” de Diogo Nogueira

Gravado no dia 26 de novembro, dentro de uma balsa no mar da Baía da Guanabara, num palco de 500 m², numa Marina em Niterói, com a vista privilegiada do Rio de Janeiro e a silhueta das montanhas da cidade ao fundo, Diogo Nogueira apresenta seu novo projeto: “Samba de Verão.

O projeto terá lançamento de não um, mas três álbuns diferentes: “Sol” – que está saindo agora “Céu” e “Lua”, com as participações especiais de Zeca PagodinhoGrupo Fundo de Quintal e ainda um momento especial do Diogo apresentando cinco partideiros da nova geração do samba.

Todo o projeto audiovisual foi gravado em um único dia, sendo o álbum “Sol”, do início da tarde até o pôr do sol; o álbum “Céu pegando o final da tarde e início da noite, e o álbum “Lua” gravado totalmente na parte da noite.

Produzido por Rafael dos Anjos e Alessandro Cardozo, cenografia de Zé Carratu, Direção de imagem de Bruno Murtinho, e com uma big band formada por 15 músicos, o primeiro álbum “Samba de Verão – Sol” chega trazendo oito faixas. Diogo vem com músicas inéditas, algumas de sua própria autoria, além de sambas garimpados a dedo por ele nas rodas de samba e uma homenagem especial para a querida Beth Carvalho.

O álbum abre com um convite para todo mundo sambar no contagiante pot-pourri das músicas ”Divino e Natural”(Adriano Ribeiro, Saulinho e Marquinho PQD), ”Hoje tem Samba” (Sombrinha, Arlindo Cruz e Maurição) e ”Bom Ambiente” (Jairo e Luis Carlos do Cavaco), importantes sambas das décadas de 80 e 90. Na sequência, a inédita ”Ouro da Mina” (Claudemir, Rafael Delgado, Rodrigo Leite e Cauíque), forte concorrente a ser uma das músicas de trabalho do projeto.

Os momentos emocionantes ficam a cargo da versão de Diogo Nogueira para o clássico ”Andança” (Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós), que lançou a cantora Beth Carvalho, e da participação especialíssima do Grupo Fundo de Quintal nos sambas ”Fada” (Mário Sergio e Luiz Carlos da Vila) e ”Cheiro de Saudade” (Sereno e Mauro Diniz), um dos últimos registros do querido Ubirany, com seu repique e sua caixinha, ambos inventados por ele.

Outro destaque do álbum “Sol” é a contagiante “Bota pra Tocar Tim Maia”, de autoria do Diogo Nogueira com seus parceiros Rodrigo Leite, Cauíque, Marcio Alexandre e Marcelinho Moreira, que já está tocando nas rádios de todo o Brasil.

O álbum conta ainda com a participação de cinco partideiros da nova geração do samba: Juninho ThybauGabrielzinho do IrajáMosquitoMingo e Baiaco, no medley ”Pretas, Brancas e Morenas” (João Martins, Juninho Thybau, Luciano Bom Cabelo e Paulo Henrique/PH Mocidade), ”É Lenha” (Nego Álvaro, Mingo Silva e Mosquito) e “Amor Verde e Rosa” (Mingo Silva).

No final do DVD destaque para mais uma inédita ”Fera Destemida” (Inácio Rios e Ramon Ramos) e para o medley com ”Verdadeira Chama” (André Rocha e Flávio Cardoso), “Nos pagodes da vida” (Roberto Serrão e Guilherme Nascimento) e ”Sorriso Aberto” (Guará), gravado originalmente por Jovelina Pérola Negra.

Em fevereiro será a vez do lançamentodo álbum “Céu”, também com inéditas e sambas antológicos, e o destaque é para a participação especial de Zeca Pagodinho, cantando a primeira música que compôs e foi gravada pelo Fundo de Quintal, chamada“Amarguras”. E em março, o lançamento do álbum “Lua”, integralmente gravado na parte da noite, completa a trilogia.

“Samba de Verão – Sol” você assiste no canal do Diogo no YouTube (diogo.no/youtube) e o áudio você ouve em todas as plataformas digitais.

Músicas:

1 – “Divino e Natural” (Adriano Ribeiro, Saulinho, Marquinho PQD), “Hoje tem Samba” (Sombrinha, Arlindo Cruz, Maurição) e “Bom Ambiente” (Jairo e Luis Carlos do Cavaco)

2 – “Ouro da Mina” (Claudemir, Rafael Delgado, Rodrigo Leite e Cauíque)

3 –“Pretas, Brancas e Morenas” (João Martins, Juninho Thybau, Luciano Bom Cabelo e Paulo Henrique/PH Mocidade), “É Lenha” (Nego Álvaro, Mingo Silva, Mosquito) e “Amor Verde e Rosa” (Mingo Silva) – participação de Juninho Thybau, Gabrielzinho do Irajá, Mosquito, Mingo e Baiaco

4 – “Fada” (Mário Sergio e Luiz Carlos da Vila)e“Cheiro dSaudade” (Sereno e Mauro Diniz) –participação do Fundo de Quintal

5 – “Bota Pra Tocar Tim Maia” (Diogo Nogueira, Rodrigo Leite, Cauíque, Marcio Alexandre e Marcelinho Moreira)

6 – “Andança” (Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós)

7 – “Fera Destemida”(Inácio Rios e Ramon Ramos)

8 – “Verdadeira Chama” (André Rocha e Flávio Cardoso), Nos Pagodes da Vida” (Roberto Serrão e Guilherme Nascimento) e “Sorriso Aberto” (Guará)

Banda:

Voz – Diogo Nogueira

Violão e direção musical – Rafael dos Anjos

Cavaco – Henrique Garcia

Contrabaixo – Marquinhos dos Santos

Teclado – Pedro Santos

Bateria – Gordo Batera

Surdo – Alison Maninho

Percussão – Wilsinho Baltazar

Percussão – J. Chiclete

Percussão – Marechal

Coro – Andrea Beat

Coro – Alan Soulza

Trompete – Vander Nascimento

Trombone – Fabiano Segalote

Sax tenor – Edu Neves

Sax tenor e Flauta – Dudu Oliveira

Ficha Técnica:

Direção geral – Afonso Carvalho e Diogo Nogueira

Direção de vídeo – Bruno Murtinho

Direção musical – Rafael dos Anjos e Alessandro Cardozo

Direção de fotografia e lighting designer: Arthur Farinon

Cenário: Zé Carratu

Mixagem e mastertização: Roberto Junior

Engenheiro de gravação de áudio – Luiz Carlos T.Reis

Direção de marketing – Anita Carvalho

Figurinos – Rogério S.

Edição de imagens e color grading – Humberto Junior

Direção de produção – Fernando Campos

Coordenação de Produção – Clarisse Nogueira

Realização – Música e Mídia

Distribuição digital – Altafonte

Equipe de Marketing

Direção de Marketing: Anita Carvalho

Coordenação de marketing – Eduardo Machado

Assistente de marketing – Bianca Mansur

Branding – Roberta Senna

Gravado no Espaço Froes, Niterói, RJ, em 26 de novembro de 2020.

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Cultura Rio

Inscrições gratuitas para o Laboratório Corpo Palavra, com Aline Bernardi, estão abertas até sexta-feira

O “Laboratório Corpo Palavra – Coreografias e dramaturgias cartográficas”, 

com a artista e pesquisadora de dança Aline Bernardi, 

está com inscrições abertas e gratuitas até sexta-feira

 

Durante sete semanas, a coreógrafa, bailarina e professora vai ministrar curso virtual de formação e criação artística que investiga a relação entre corpo e palavra. 

Com início em 25 de janeiro, as aulas contarão com a presença de convidados e especialistas na área. Uma mostra artística vai ser organizada no fim do processo, em março.

 

Qual a implicação do corpo no ato de escrever? É possível escrever enquanto nos movemos? Quais são os afetos percebidos entre razão e sensibilidade? Como a poesia do corpo pode interferir no ato criativo? Essas são algumas das perguntas que guiam o Laboratório Corpo Palavra – Coreografias e dramaturgias cartográficas, trabalho artístico-pedagógico desenvolvido pela bailarina, coreógrafa e professora de dança Aline Bernardi há seis anos. Estão abertas até sexta-feira, dia 22 de janeiro (no link https://bit.ly/2XseblL), as inscrições gratuitas para uma nova etapa do laboratório, com início no dia 25, que vai investigar também os novos hábitos que nosso corpo está vivenciando durante a pandemia com quarentena estendida. As aulas virtuais serão oferecidas a 35 participantes, a partir da seguinte divisão: 3 vagas para mulheres, 3 vagas para pessoas negras, 3 vagas para indígenas, 3 vagas para lgbtqia+, 3 vagas para pessoas com deficiência, 5 vagas para estudantes de Ensino Médio e Técnico, 5 vagas para estudantes de graduação e pós-graduação em Artes e 10 vagas para ampla concorrência — 70% das vagas serão destinadas ao município do Rio de Janeiro e 30% destinadas ao Brasil e América Latina. O projeto tem patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e do Governo Federal através do Prêmio Fomento a Todas as Artes.

O intuito do projeto é oferecer um ambiente de experimentação para investigar as coreografias e dramaturgias do movimento, compreendidas como escritas do corpo no espaço em uma perspectiva cartográfica. A cartografia parte do pressuposto e do reconhecimento de que estamos continuamente em processo. Serão organizadas dinâmicas somáticas e de consciência corporal para o reconhecimento da estrutura do corpo físico e seus aspectos sensoriais, e jogos criativos de escritas cartográficas “As dinâmicas do laboratório vão oferecer um campo de experimentação entre práticas somáticas corporais junto a leituras, conversas e escritas. Queremos experimentar coletivamente gestos integrados entre corpos e palavras que possam nos impulsionar aos processos de criação artística”, explica Aline. “Construir um corpo cartográfico pressupõe que a gente se permita estar disponível para se relacionar com o que vai aparecer no processo, afetar e ser afetado pela presença de cada pessoa que vai compor esse coletivo”, acrescenta.

As aulas começam no dia 25 de janeiro e terão duração de sete semanas. No final do processo, será organizada uma mostra artística a partir do trabalho desenvolvido. O laboratório será dividido em dois módulos teóricos e práticos junto aos encontros criativos sob o comando de Aline Bernardi (diretora artística do Celeiro Moebius e propositora do Lab Corpo Palavra), com acompanhamento dramatúrgico de Lígia Tourinho (artista da dança e do teatro e Professora do Departamento de Arte Corporal da UFRJ).

Haverá também palestras e vivências com convidados como Hélia Borges (psicanalista, professora da graduação e da pós-graduação da Faculdade Angel Vianna. Pesquisadora de arte, psicanálise e processos de subjetivação); Ondjaki (poeta e escritor angolano); Sandra Benites (antropóloga indígena da etnia guarani, curadora do Museu de Arte de São Paulo, arte-educadora e artesã); Soraya Jorge (Pesquisadora, artista do movimento e do gesto palavra. Introdutora do Movimento Autêntico no Brasil); Maria Alice Poppe (Bailarina, pesquisadora e professora dos cursos de dança da UFRJ); Ciane Fernandes (Performer e professora da Escola de Teatro da UFBA, uma das fundadoras do PPGAC/UFBA e diretora do Coletivo A-FETO); Ana Paula Bouzas (atriz, bailarina, diretora de movimento e pesquisadora das artes do corpo em cena); Ana Kfouri (diretora teatral, atriz, professora de Artes Cênicas e coordenadora da Pós-Graduação Relações entre Corpo e Palavra nas Artes da Cena da PUC-Rio); Katya Gualter (artista da dança, Professora do Departamento de Arte Corporal e Diretora da Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ); Ruth Torralba (professora da Graduação e Mestrado em Dança da UFRJ, coordena o Núcleo de Pesquisa, Estudos e Encontros em Dança) e Lídia Laranjeira (Artista do corpo, pesquisadora, coordenadora do Núcleo de Pesquisa, Estudo e Encontro em Dança e professora da graduação em dança da UFRJ) e Pedro Sá Moraes (cantor, compositor e ator).

Uma aula introdutória sobre o projeto pode ser vista no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=9G89pDxvwqw&t=2s.

Sobre Aline Bernardi

 

Performer, bailarina, coreógrafa, preparadora corporal, professora e pesquisadora das artes do corpo, Aline Bernardi investiga os trânsitos entre dança e escrita no processo de criação, além de atuar com ênfase nos estudos da improvisação e contato improvisação. Mestranda em Dança no Programa PPGDan/UFRJ e Pós-Graduada no Programa de Especialização PCA (Preparação Corporal nas Artes Cênicas) da Faculdade Angel Vianna, ambos com a pesquisa LAB CORPO PALAVRA. Aperfeiçoamento em Performance através do Programa F.I.A. (Formação Intensiva Acompanhada) do c.e.m. (centro em movimento), de Lisboa. Graduada em Licenciatura Plena em Dança na Faculdade Angel Vianna e Formada em Técnica de Dança Contemporânea pela Escola Angel Vianna. Criadora e propositora do LAB CORPO PALAVRA, atuando desde 2015 em diversos espaços privados e públicos. Autora do Livro-performance “Decopulagem”, que teve circulação nacional e internacional em 2019 e 2020. Em 2020 inicia um novo processo de criação autoral, assinando direção e atuando como performer, sobre o gesto da escrita feminina a partir de escritas com a tinta do sangue da menstruação das artistas envolvidas no projeto, no desenvolvimento de videoarte, performances e instalações; e abre o selo editorial Cadernos Sensórios Corpo Palavra, lançando nacional e internacionalmente o e-book “Vertigem Infinita”.

Ficha técnica

Direção Artística e Concepção: Aline Bernardi

Dramaturgia: Ligia Tourinho

Direção de Arte, Assistência de Direção e Ilustrações: Lia Petrelli

Direção de Produção: Aline Bernardi

Produção Executiva: Laura Addor

Assessoria de Imprensa: Racca Comunicação

Direção de Comunicação: Rachel Almeida

Podcast: Lia Petrelli

Direção de Fotografia e Montagem Audiovisual: Julio Stotz

Palestrantes: Hélia Borges, Ciane Fernandes, Sandra Benites, Maria Alice Poppe, Katya Gualter, Ana Kfouri e Ondjaki

Professores Convidados: Soraya Jorge, Ruth Torralba, Lidia Laranjeira, Ana Paula Bouzas e Pedro Sá Moraes

Projeto Gráfico: Emerson Ferreira e Nativu Design

Site: Pedro Sá Moraes

Fotos: Helena Cooper

Mediação do Lançamento Oficial: Richard Riguetti

Tradutores de Libras: Atanael Weber e Cíntia Santos

Patrocínio: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e do Governo Federal

Realização: Celeiro Moebius e Lab Corpo Palavra

Apoio Institucional: Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, Faculdade Angel Vianna, PPGPDAN/FAV, EEFD/UFRJ, PPGDan/UFRJ, Sindicato de Dança, ETEAB – Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch

Parcerias: CIMA, ESLIPA, Nativu Design, Racca Comunicação, Zingareio, Clipes

 

Serviço:

Laboratório Corpo Palavra – Coreografias e dramaturgias cartográficas

Período de inscrições: de 13 a 22 de janeiro de 2021, no link https://bit.ly/2XseblL

Serão 35 vagas, divididas da seguinte maneira: 3 vagas para mulheres; 3 vagas para pessoas negras, 3 vagas para indígenas, 3 vagas para lgbtqia+, 3 vagas para pessoas com deficiência, 5 vagas para estudantes de Ensino Médio e Técnico, 5 vagas para estudantes de graduação e pós-graduação em Artes e 10 vagas para ampla concorrência — 70% das vagas serão destinadas ao município do Rio de Janeiro e 30% destinadas ao Brasil e América Latina.

Divulgação dos selecionados e dos suplentes: 23 de janeiro de 2021.

Início do laboratório: 25 de janeiro de 2021

Duração do projeto: de janeiro a março de 2021

Mostra artística: 17 a 20 de março

Redes Sociais do Projeto:

Youtube: https://bit.ly/3q9zULp

Facebook: https://bit.ly/2JWhdeQ

Instagram: @celeiromoebius

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Cia Livre de Dança, da Rocinha, realiza audição para selecionar bailarinos para espetáculo de dança afro brasileira

“Brasileirices” será apresentado em março no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro

Hoje (15 de janeiro), a professora dança e coreógrafa Ana Lúcia Silva realizará uma audição para selecionar cinco dançarinos para o espetáculo “Brasileirices”, da Cia Livre de Dança, que será apresentado em março no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro. A seleção, que acontecerá a partir das 18h na sede da Cia., na Rocinha, está aberta para dançarinos maiores de 18 anos que tenham base de jazz, dança afro e teatro musical. A Cia Livre de dança foi contemplada pela Lei Aldir Blanc.

Com coreografia de Ana Lúcia Silva, “Brasileirices” é um espetáculo de dança afro brasileira que reúne canto, dança, interpretação e percussão ao vivo para contar a história de um jovem que descobre de nasceu no dia em que a Lei do Ventre Livre foi promulgada, mas que passou a vida inteira como escravo.

“A audição será uma aula de dança afro brasileira, com percussão ao vivo; portanto descansem na véspera”, recomenda a professora e coreógrafa Ana Lúcia Silva. “É para levantar a poeira do chão!”, adianta.

Para a audição, os interessados devem comparecer à sede da Cia Livre de Dança (Via Ápia 44, sala 301 – Rocinha) às 18h desta sexta-feira. Devido a medidas de prevenção ao novo corona vírus, não será permitida a entrada com calçados da rua e todos dançarinos devem levar sua própria garrafa de água, além de máscara e de álcool gel.

Ana Lúcia e a Cia Livre de Dança

Nascida e criada na Rocinha, Ana Lúcia Silva está à frente da Cia Livre de Dança, escola e Ponto de Cultura que criou na comunidade em 1999. Ela desenvolve uma série de produtos sociais com o objetivo de lecionar danças para crianças e jovens da comunidade. Graduada em Licenciatura Plena em Dança pela Universidade Cândido Mendes e pós-graduada em Psicomotricidade Clínica e Relacional, ela acredita na dança como veículo transformador, e por isso a importância de sempre estudar. Valorizando sempre suas origens, Ana Lúcia Silva tem orgulho de  ter representado a Rocinha em eventos nacionais e internacionais, como também ter sua biografia apresentada em uma exposição para mulheres negras nos Estados Unidos.

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O projeto Férias no Teatro apresenta o espetáculo ‘Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças’ e atividades de recreação, de 14 a 31 de janeiro, no Teatro Multiplan

Fábula baseada na vida do Rei do Baião já foi vista por mais de 100 mil pessoas e recebeu indicações para os prêmios CBTIJ e Zilka Salaberry

O projeto “Férias no Teatro”, que une recreação, música, diversão e espetáculo para toda a família, vai ocupar o palco e o foyer do Teatro Multiplan VillageMall, na Barra da Tijuca, de 14 a 31 de janeiro, com atividades de quinta a domingo. No foyer do teatro, a partir das 15h, haverá recreação com monitores e muitas brincadeiras. Às 17h, no palco do teatro, as famílias poderão se divertir com o espetáculo “Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças”, do projeto Grandes Músicos para Pequenos, que conta passagens da infância de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, no interior do Nordeste. Visto por mais de 100 mil pessoas, o musical acompanha a descoberta do amor do jovem Luizinho, que se apaixona por Nazarena, filha de um coronel que não permite o namoro deles. O resultado é uma fábula inocente, voltada para todas as idades, e embalada por grandes sucessos do músico, como “Asa Branca”, “Que Nem Jiló”, “Baião”, “O Xote das Meninas”, “Olha Pro Céu”, entre outros.

“As crianças se divertem e os adultos sempre se emocionam. E o que buscamos é exatamente isso: um espetáculo que, ao mesmo tempo, aproxime as gerações, valorize a cultura brasileira, e que desperte a curiosidade. Muitas crianças pedem aos pais para escutarem as canções de Luiz Gonzaga depois de assistirem ao musical”, conta o diretor Diego Morais.

Todos os protocolos de segurança, distanciamento e combate ao Covid-19 serão adotados no evento, de acordo com as instruções das secretarias municipais e estaduais de saúde

FICHA TÉCNICA – LUIZ E NAZINHA:

 

Direção: Diego Morais

Direção Musical: Guilherme Borges

Texto: Pedro Henrique Lopes

Elenco: Pedro Henrique Lopes (Luizinho), Aline Carrocino (Nazinha), Martina Blink (Santana / Elvira) e Sergio Somene (Januário / Raimundo)

Cenário: José Claudio Ferreira

Figurino e adereços: Wanderley Nascimento

Iluminação: Pedro Henrique Lopes

Produção e realização: Entre Entretenimento

 

 

SERVIÇO:

Teatro Multiplan (VillageMall)

Av. das Américas, 3900 – Piso SS1, Barra da Tijuca – Rio de Janeiro – RJ

Temporada: 14 a 31 de janeiro de 2021

Horário: Quinta a Domingo, 15h (recreação no Foyer) e 17h (Espetáculo)

Duração do espetáculo: 60 minutos

Telefone: (21) 3030-9970

Ingressos na Bilheteria do Teatro o no site Sympla

Valor dos Ingressos: 

Plateia VIP: R$ 100 / R$ 50 (meia)

Camarotes e Frisas: R$ 90 / R$ 45 (meia)

Plateia: R$ 80 / R$ 40 (meia)

Plateia Superior: R$ 60 / R$ 30 (meia)

Link para Ingressoshttps://bileto.sympla.com.br/event/67258/d/93542

Funcionamento da Bilheteria: Todos os dias de 13h às 21h

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Cultura Destaque

Conheça mais um pouco sobre o projeto “Movimento Ocupa Fazenda Engenho Novo”

 

O “Movimento Ocupa Fazenda do Engenho Novo” é uma ação popular voltada para o resgate histórico, humanitário e cultural deste que é, inegavelmente, um dos maiores monumentos material e imaterial da história de São Gonçalo. A Fazenda do Engenho Novo está localizada no bairro de Monjolos, cidade de São Gonçalo, Estado do Rio de Janeiro, cujo acesso se dá a partir da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104), seguindo pela Estrada José de Souza Porto, Largo da Ideia e Estrada Rio Frio.

Também nomeada como Fazenda Engenho Novo Retiro e Fazenda do Serrado ao longo do tempo, esse espaço, contendo as ruínas em estilo de casa rural dos séculos XVII e XVIII, foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural (INEPAC) em 1998. O local é conhecido como lote 32, e em 1993 teve suas terras desapropriadas pelo Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (ITERJ), órgão do Governo do Estado, dando origem ao Assentamento Rural Fazenda Engenho Novo.

O “Movimento Ocupa” tem como objetivo construir uma nova identidade para a cidade de São Gonçalo, transformando ruínas em relíquias, histórias esquecidas em memórias vivas, lembranças da cultura passada em atividades culturais de grande diversidade e interesse, enfim, realizar resgates em vários segmentos, tanto materiais quanto imateriais, essenciais para a preservação da memória. Desde setembro de 2019 as atividades educativas e sociais estão acontecendo no espaço da Fazenda Engenho Novo. A idealizadora do projeto, Daniele Gonçalves, comenta um pouco sobre a sensação de participar do Movimento.

“A sensação é da certeza de estar no caminho certo em relação a nossa historia/ancestralidade na construção da historia de São Gonçalo”

Com a crise sanitária as tarefas de pesquisa estão funcionando de maneira remota. Nesse momento, nosso objetivo central é desenvolver parcerias com as agências de fomento para transformar o espaço em local de conhecimento, tornando-o útil para a comunidade gonçalense. Dessa forma, a Fazenda Engenho Novo proporcionará cursos de capacitação nas modalidades Ead e presencial para a comunidade em diversos níveis. Em termos econômicos, a reconstrução e criação do museu atrairão muitos turistas para São Gonçalo, e aumentará a demanda de serviços e vendas de produtos na região de Monjolos e arredores. O funcionamento do espaço revitalizado possibilitará a oferta de emprego e crescimento para os comerciantes residentes. Daniele falou um pouco também sobre os projetos para este ano.

“A ideia para este ano é nos instrumentalizar em relação a Fazenda, oferecendo cursos online sobre a história da Fazenda e após a vacina atuar de maneira presencial no espaço,  oferecendo visitas guiadas e futuramente cursos para a comunidade local”

Atualmente, a Fazenda Engenho Novo, apesar de catalogada e tombada como patrimônio cultural brasileiro está abandonada e necessita urgentemente de uma intervenção em sua estrutura material. O projeto “Museu Histórico e Cultural da Fazenda Engenho Novo” tem o propósito de preservar a cultura histórica material e imaterial na cidade de São Gonçalo. A ação do “Movimento Ocupa” consiste na revitalização do espaço com a oferta de práticas educacionais para os moradores da comunidade, estudantes, e turistas. Com a revitalização da Fazenda Engenho Novo a população gonçalense terá os seguintes benefícios:

  • Aproximação dos alunos, professores e a comunidade em geral da história da fazenda e dos pesquisadores, auxiliando-os na construção da história oral e da memória local.
  • Visitas guiadas gratuitas as ruínas da Fazenda, destinada aos estudantes das redes públicas estaduais e municipais da cidade de São Gonçalo e região.
  • Promover de fato o turismo em São Gonçalo com visitas mediadas ao público em geral, trazendo a construção sociohistórica da cidade de São Gonçalo e as conexões com a diáspora africana.
  • Recuperar a história do local para além da história do Barão Belarmino Ricardo de Siqueira, visando colocar em destaque os sujeitos da história que foram esquecidos das narrativas oficiais e ressaltar a importância de se recuperar, uma vez que todos têm direito de usufruir de um meio ambiente cultural.
  • Resgatar a história e formação da população gonçalense no sentido de realizar a educação das relações étnico-raciais.
  • Investigar e resgatar junto aos sitiantes e antigos donos da fazenda, possíveis objetos históricos que fizeram parte do local para um futuro acervo do museu.
O Movimento Ocupa Fazenda Engenho Novo conta com um Podcast no Spotify Foto: Reprodução

O “Movimento Ocupa” tem o incentivo da UNEGRO e de coletivos organizados dentro do município de São Gonçalo, assim como o apoio dos residentes locais de Monjolos. As atividades serão realizadas por um grupo de moradores de São Gonçalo. Os integrantes do “Movimento Ocupa Fazenda Novo” possuem vasta experiência em educação museal, pesquisa e ações sócio assistenciais, além disso, todos são residentes do município de São Gonçalo, unânimes na consciência da importância da construção do museu para o acesso e desenvolvimento da cultura histórica da cidade.

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Documentário sobre o cineasta Ivan Cardoso fecha o ano com prêmios

 

Foi um ano de conquistas para a equipe responsável pelo documentário “Ivan, o TerríRirvel” (de Mário Abbade), sobre vida e obra de Ivan Cardoso.. É o filme brasileiro com mais premiações internacionais este ano e acabou de ganhar o Prêmio Especial do Júri do Festival de Brasília (mostra competitiva de longa-metragem). Em outubro,  a obra levou o prêmio de melhor documentário no Festival de Sitges (Barcelona, Espanha), principal premiação de cinema Fantástico do mundo.

O filme foi selecionado em 11 festivais internacionais e ganhou também os prêmios Award of Recognition, por documentário em longa-metragem e direção, no Impact Docs 2020 (La Jolla, Califórnia, EUA), e Lonely Wolf London International Film Festival (Londres, Inglaterra) como a Melhor Edição, Uso de Material de Arquivo e Montagem.

Ivan Cardoso – ativo e a mil por hora com novos projetos –  assina obras em que se evidencia a sua  genialidade, como “As Sete Vampiras” (fenômeno de bilheteiras dirigido por ele em 1986). O crítico de cinema Mario Abbade resgatou esse brilhantismo que atravessou a década de 1980, conquistando fãs até chegar aos anos 1990, com “O Escorpião Escarlate”, e aos anos 2000, com “Um Lobisomem na Amazónia” (2005). “Eu tenho muito medo de morrer, por isso, faço comédias de terror: é para enganar a morte. Faço um tipo de cinema que dava 5 mil espectadores por dia num tempo em que as grandes salas de exibição do meu país não haviam se tornado tempos religioso”, disse Ivan em uma entrevista ao Jornal do Brasil, em 2018.

Foto: Divulgação

Em  “Ivan , o TerríRirvel”, Abbade , autor do obrigatório livro “A Primeira e Única New York City – A Discoteca Que Iniciou A Era Disco No Brasil” (em parceria com Celso Rodrigues Ferreira Júnior),  promove um resgate da obra de Ivan. Ele mescla material de arquivo, cenas documentais, animações e reconstruções ficcionais, de modo a refletir sobre sua importância no mundo do cinema.

O documentário enfoca também a parceria de Ivan com o artista plástico Hélio Oiticica, com o poeta Torquato Neto e os cineastas Glauber Rocha e José Mojica Marins (Zé do Caixão). Um belo perfil  e uma necessária homenagem a essa personalidade única  na história do cinema brasileiro.

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Cultura Notícias do Jornal

Grupo Pique Novo lança turnê adiada pela pandemia

 

Cartão postal mais famoso do país, a Cidade Maravilhosa abraça o lançamento da turnê “Roda de Samba do Pique Novo”. O espetáculo, que já estava pronto para começar antes do anúncio do isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, tem inspiração no novo DVD do grupo, que reuniu cerca de 22 mil pessoas no Samba da Feira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Apresentando canções como “Dom de Sonhar”, samba gravado em parceria com o cantor Tiee, e “Menina de Rua”, música com Príncipe. Além da romântica “Ligando os fatos”, um dos clássicos mais tocados do país.

“Foi difícil segurar a ansiedade, porque na verdade nós esperamos um ano para lançar o DVD e dar início à turnê. Nós demos uma segurada para entender como estava toda a questão da pandemia, do isolamento social e tudo mais. Esperamos o melhor momento para ser lançado, porque queríamos que fosse num momento especial”, revela o grupo que acharam na quarentena uma excelente oportunidade de ficar em casa cuidando da família, achando um ponto de equilíbrio e pensando sobre tudo o que estava acontecendo no mundo.

E é justamente pensando na pandemia, que ou convite vem acompanhado de um pedido especial. “É importante lembrar que apesar da liberação dos shows e eventos, ainda não existe uma vacina e o risco de se contaminar ainda é muito grande. Então é importante ainda seguir todos os protocolos de segurança. Usar máscaras, manter o distanciamento, usar álcool em gel e se divertir muito com a gente!”, ressaltam.

O repertório do show, a exemplo do que já foi feito no DVD, também trará músicas queridas do público que não são cantadas pelo grupo há um tempo, alternando com sucessos como ‘Uma estrela’, ‘No meu olhar’ e outras que não podem faltar. “São músicas que já foram apresentadas em diversas rádios e programas de TV durante anos, mas que continuam sendo muito atuais. E sempre são pedidas pelo público, que é o mais importante para a gente”, ressalta o grupo.

O espetáculo, “Roda de Samba do Pique Novo” pretende rodar os quatro cantos do Brasil, o interior do país e o exterior também. No palco Liomar (vocal), Cesinha (cavaco), Nego Binho e Binho Percussão (percussão), Edson Cigano (pandeiro) e Renato (bateria). “Vamos levar com a gente toda energia, vibração acumulado pelo Brasil e #Soltar O Pique.

Do subúrbio para o sucesso

Formado por Liomar (vocal), Cesinha (cavaco), Nego Binho e Binho Percussão (percussão), Edson Cigano (pandeiro) e Renato (bateria) essa galera do subúrbio do Rio conseguiu, depois de 30 anos de luta, o reconhecimento que buscava desde o início. Eles começaram a carreira tocando em festas de rua, bares e pequenas casas de show.  E lá se vão 10 CDs lançados, 3 DVDs, sendo esse “Roda de Samba do Pique Novo”, o 4º, que está sendo lançado agora pelo grupo, mantendo mais uma vez o seu estilo de não descaracterizar o verdadeiro pagode romântico e contagiante, marca principal do grupo.

O grupo que começou a tocar em festas de rua, bares e pequenas casas de show. Lançaram dois discos pela Paradoxx e mais três pela Sony Music. A ascensão do grupo se deu principalmente depois do segundo álbum pela Sony, o primeiro CD ao vivo, onde comemoravam 10 anos de carreira. CD qual chegou a ganhar disco de Ouro pelas mais de 100 mil cópias vendidas.