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Diante de todo o estigma associado à saúde mental, o que fazer com questões como ansiedade e estresse no pré-vestibular?

Reta final dos estudos e provas costumam causar transtornos nos estudantes; pandemia pode agravar o quadro.

Sensações de incertezas e ansiedade são recorrentes na vida dos estudantes no período pré-vestibular. E o estigma associado a doenças mentais e a pandemia podem agravar esse quadro, pois além do estresse de se preparar para as provas e inseguranças comuns desta fase, as imposições do isolamento social, dificuldades e indefinições, por exemplo, podem levar a mente à exaustão.

“Sabemos que o estigma associado à doença mental é dos mais importantes e difíceis obstáculos para a recuperação e reabilitação do indivíduo; a discriminação pode ser um problema tão grande quanto a própria doença. Neste momento de incertezas, esse quadro pode ser agravado, porque além de lidar com esses preconceitos, os adolescentes estão vivendo um dos períodos mais desafiadores de sua vida, estão tomando uma grande decisão e em um momento sem precedentes, em que os seus sentimentos e transtornos podem estar ainda mais intensos”, afirma o médico de adolescentes e gerente médico da Apsen Farmacêutica, Williams Santos. “O olhar empático e proximidade de amigos e familiares é ainda mais fundamental”, reitera o médico.

Como é possível cuidar da saúde mental, manter a calma e o foco nos estudos finais e na prova, diante de preconceitos e de tudo pelo que estamos passando? Para ajudar os vestibulandos a enfrentar um dos primeiros grandes desafios de suas vidas, reunimos seis dicas de especialistas:

• Apoio familiar: este suporte é um dos pilares mais importantes para os estudantes, que se cobram muito nesta fase. Em vez de pressionar por resultados, os familiares precisam ser uma retaguarda, com apoio psicológico, e respeitar os momentos de estudo. “O isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19 impactou a vida e a saúde mental de todos. No caso dos jovens, o fato de precisar estudar em casa, por exemplo, com seus pais trabalhando no mesmo ambiente muitas vezes, pode prejudicar a manutenção do foco. Por isso, a compreensão, o diálogo e ajuda são essenciais, para dar mais segurança”, reforça a psicóloga e orientadora vocacional, Fabiana Luckemeyer.

• Disciplina, organização e foco: os estudantes costumam ouvir muito essas palavras de seus professores. Não à toa. Um ambiente arrumado, arejado e iluminado, horários estabelecidos de estudos e disciplina para manter a rotina diariamente farão com que os jovens se sintam mais preparados, o que ameniza boa parte do estresse. “Buscar recursos e mecanismos para se organizar pedagogicamente e encontrar qual é a forma de estudar que funciona melhor pode ser um diferencial para bons resultados nas provas e no futuro”, orienta Fabiana Luckemeyer.

• Cuide da mente e do corpo: aplicativos de mindfulness ajudam a manter a atenção e ganharam ainda mais adeptos durante a pandemia. Para os estudantes, que precisam se organizar para as provas e diminuir sensações de ansiedade e estresse, é recomendado, pois ajuda a trabalhar a respiração, abaixar a agitação mental, acalmar os batimentos cardíacos, além de relaxar todo o corpo e soltar o peso dos ombros, por exemplo.

• Alimente-se bem e faça exercícios: buscar uma alimentação saudável, evitando excessos, pode ajudar tanto nos estudos quanto nos vestibulares. “E não se esquecer de beber água com frequência, inclusive durante as provas, pois a desidratação, principalmente antes das provas, pode levar à alteração na memória e falta de atenção. Já as atividades físicas, respeitando as medidas de distanciamento necessárias, devem fazer parte da rotina do estudante, pois ajudam na redução de níveis de ansiedade e estresse e aumentam a sensação de bem-estar. No entanto, é preciso ter cuidado para não se esforçar muito antes das provas”, aconselha o gerente médico da Apsen Farmacêutica, Williams Santos.

• Não dá para fazer tudo, mas faça tudo o que puder: a autoestima e autoconfiança neste momento são importantes aliados, acredite e confie que você terá os frutos daquilo que plantou, de seus esforços… “Busque seus próprios recursos para a véspera e dia da prova, como: massagem, banho gostoso, roupas confortáveis, alimentação leve, muita hidratação como dito anteriormente, ouça uma música bacana para você, enfim, aquilo que trará conforto e tranquilidade para elevar sua confiança e fazer uma boa prova”, finaliza a psicóloga Fabiana Luckemeyer.

• Procure ajuda médica, em caso de necessidade: além do estresse e ansiedade comuns dessa fase, com a pandemia há um maior impacto na saúde mental dos jovens. E um dos fatores que podem contribuir com isso é a conexão do eixo cérebro-intestino. Uma das opções é uma novidade no mercado brasileiro, o uso de psicobióticos, que atuam na microbiota intestinal e auxiliam na melhora destes quadros. “Vale lembrar que cerca de 90% da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar, é produzida pelo intestino. Então, os pais precisam ficar alertas e, se necessário, buscarem ajuda de um profissional de saúde, para indicar a melhor terapia”, explica o médico Williams Santos.
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Espaço 4.0 será implementado em Belford Roxo

Com investimento de R$ 300 mil do Governo Federal, unidade deve capacitar mais de 400 jovens por ano

A implementação de 23 unidades do Espaço 4.0 foi firmada pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) em 2020. Com investimento de R$ 6,9 milhões, o Governo Federal vai levar o projeto para 10 estados brasileiros. Os municípios que recebem as unidades são equipados com tecnologia de última geração para a capacitação de jovens em vulnerabilidade social.

As unidades serão efetivadas em Alagoas, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Os espaços poderão atender 6,5 mil jovens por ano com cursos de curta duração, isto é, com cronograma de 20 a 40 horas. Todos os jovens são previamente selecionados e recebem certificado após a conclusão da carga horária.

Nos espaços podem ser ofertados cursos de desenho 2D, desenho e impressão 3D, introdução à programação web, desenvolvimento de aplicativos, montagem e manutenção de computadores e análise e interpretação de esquemas elétricos de notebook, por exemplo. Além disso, os jovens podem ser capacitados em instalação e configuração de redes de computadores, eletrônica básica e robótica educacional.

O projeto é desenvolvido por meio da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), que integra a estrutura do MMFDH. Para a titular da Pasta, Emilly Coelho, a iniciativa mostra a preocupação da gestão com o futuro dos jovens, já que muitos vão trabalhar com profissões que ainda não existem. “Esse é o nosso trabalho chegando na ponta para qualificar os jovens para o mercado que irão entrar nos próximos anos”, afirma.

De acordo com ela, os cursos foram definidos com base em material prático e pensados para serem rápidos, promovendo rotatividade no atendimento à juventude brasileira. “Assim, os jovens terão acesso ao conhecimento tecnológico e vivenciarão experiências que facilitem sua inserção no mercado”, ressalta.

O programa da SNJ leva em consideração os desafios e oportunidades da Agenda 4.0 por meio da capacitação profissional, acesso ao conhecimento e desenvolvimento de habilidades que sejam capazes de aumentar a empregabilidade dos jovens no atual mercado de trabalho. Os recursos para implementação dos espaços são aplicados por meio alocação de emendas parlamentares.

Unidades

O estado de Santa Catarina foi contemplado com seis unidades, sendo que duas serão entregues no município de Itapema, uma em Garuva, uma em Guaramirim, uma em Lages e uma em São Miguel D’Oeste. Outros quatro espaços serão montados em João Pessoa (PB).

O Rio Grande do Sul vai contar com três unidades, uma em Cachoeira do Sul, uma em Esteio e uma em Lajeado. Já os municípios de Boca da Mata (AL), Belford Roxo (RJ), Arujá (SP), Boquim (SE) e Palmas (TO) também terão uma unidade em cada cidade.

Além disso, serão implementadas duas unidades em campi do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), um no campus de Luziânia do Instituto Federal de Goiás (IFG), uma no campus de Betim do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) e uma na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Além dos recursos do Governo Federal, as unidades contam com o investimento de contrapartida de estados e municípios. Cerca R$ 162 mil serão destinados por essas unidades da federação para os espaços conforme convênios celebrados com a secretaria. As unidades implementadas em institutos e universidades são montadas por meio de Termos de Execução Descentralizada (TEDs) e não possuem contrapartida.

Com os recursos repassados pelo Governo Federal, cada localidade ou instituição segue um cronograma de entrega previsto em plano de trabalho específico dos convênios e TEDs formalizados.

O Espaço

A estrutura dos Espaço 4.0 tem formato de contêiner. A ideia surgiu para que a população e o Governo Federal apostem na economia, rapidez, sustentabilidade, qualidade, inovação e versatilidade.

O Espaço é equipado com modernos recursos tecnológicos, como computadores de última geração, impressoras 3D e máquinas de cortea laser.

A proposta também é permitir a oferta de cursos, oficinas e atividades que promovam a capacitação profissional, a inclusão digital e o desenvolvimento de habilidades específicas.

Para dúvidas e mais informações:

[email protected]

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Brasil Educação

Enem 2020: segurança e saúde também devem ser prioridades no dia da prova

No próximo domingo, 17, mais de 5 milhões de estudantes vão às salas de aulas de todo o país para participar da primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM.
Às vésperas desta primeira fase, com provas impressas, alunos vivem a expectativa de ter um bom desempenho, e, para isso, dedicam horas do dia para encarar a jornada de testes, com calendário que inclui ainda um segundo dia de provas, marcado para o dia 24. Existe também a prova digital, aplicadas nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro, para outros 96 mil inscritos. Candidatos que apresentarem recurso por problemas estruturais ou casos de covid-19 e pedirem reaplicação da prova, serão avaliados nos dias 24 e 25 de fevereiro.

A poucos dias das provas, o especialista em educação, professor e gerente pedagógico da Inspira Rede de Educadores, Jonas Stanley, reitera que é fundamental dedicar atenção especial aos estudos e manter uma rotina de leituras dos noticiários para garantir melhor preparo. “O processo gera muita ansiedade entre os estudantes, mas esta semana é importante focar nos detalhes: determinar em que disciplinas há mais dificuldades. Nesta reta final, outra dica fundamental é dedicar atenção redobrada às temáticas que são recorrentes no certame e, como exame é pautado por conteúdos contemporâneos, é bom também incluir no cotidiano ler os noticiários porque os assuntos atuais estarão em muitas questões e, podem ser tema da Redação”, explica Stanley.

O professor, que todos os anos faz o exame como candidato e está contribuindo significativamente nesta jornada do conhecimento dentro da Inspira, explica ainda que um cronograma de simulados foi realizado para preparar os alunos para o grande dia. “Mesmo diante de todas as adversidades da pandemia, promovemos em 2020 mais de 12 simulados online, estilo ENEM e estamos certos de que nossa missão de fazer com que eles não percam o pique na véspera do concurso terá saldo positivo”, alerta.
Saúde e as medidas de segurança nos locais de prova

Polêmicos e questionados, os protocolos de saúde dentro das instituições em que as provas serão realizadas têm sido alvo de debates em todo o país. Para tranquilizar candidatos e colaboradores que vão atuar no certame, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), anunciou algumas medidas que serão adotadas nos locais de prova, como redução de estudantes por sala, mantendo o distanciamento entre os participantes; uso obrigatório de máscaras de proteção da forma correta, (sob pena de eliminação caso o candidato descumpra a determinação), além da disponibilização de álcool em gel em todos os locais de prova.

O Instituto informou ainda que pessoas com casos diagnosticados de Covid-19 ou com sintomas desta ou de outras doenças infectocontagiosas até o dia da prova, não deverão comparecer ao local e devem entrar em contato com o INEP, pela Página do Participante, ou pelo telefone 0800-616161, para pedir reaplicação do exame.

“As regras sanitárias apresentadas pela instituição reforçam os cuidados que devem ser tomados por todos os envolvidos neste processo”, explica a médica do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica, Maria do Carmo Favarin. De acordo com a especialista, tanto os colaboradores, quanto os estudantes precisam redobrar o alerta e seguir as medidas para evitar qualquer forma de contágio. “Uma boa estratégia para o momento do exame é estar munido de opções de canetas, para não correr o risco de ter de pegar emprestado, por exemplo”, destaca.

“No próximo dia 17, nos locais de prova, evite qualquer tipo de contato mais próximo e tente ficar a pelo menos 2 metros de distância das outras pessoas. Evite tocar em superfícies que podem estar contaminadas e tenha em mãos uma máscara extra. Ah! Não esqueça do álcool em gel”, conclui Favarin.
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Educação pode retroceder até quatro anos devido à pandemia, aponta estudo da FGV EESP Clear encomendado pela Fundação Lemann

Simulação considerou aprendizado de estudantes nos anos finais do Ensino Fundamental (5º ao 9º) e no Ensino Médio, em língua portuguesa e matemática, em três cenários: otimista, em que os alunos aprendem por meio do ensino remoto tanto quanto aprendem no presencial, desde que realizassem as atividades escolares; intermediário, em que os alunos aprendem por meio do ensino remoto proporcionalmente às horas dedicadas a atividades escolares; e pessimista, em que os alunos não aprendem com o ensino remoto;

No cenário pessimista, os números apontam uma perda equivalente ao retorno à proficiência brasileira no Saeb de quatro anos atrás (entre os resultados de 2015 e 2017) em língua portuguesa e de três em matemática (2017), nos anos finais do Ensino Fundamental;

No intermediário, a queda é equivalente ao retorno para o resultado de proficiência do Saeb de 2017 em ambos os componentes curriculares;

Crianças e adolescentes em vulnerabilidade social são os mais prejudicados;

Aumento das desigualdades de gênero, raça/cor, escolaridade da mãe e entre territórios também foi apontada: alunos das regiões Norte e Nordeste deixaram de aprender mais que alunos do Sul e Sudeste;

Metodologia foi baseada em estudo do Banco Mundial sobre estimativas de impactos do fechamento das escolas pela Covid-19.

Em 2020, a educação foi atingida profundamente pela pandemia da Covid-19. Com o fechamento das escolas, milhões de crianças e adolescentes brasileiros tiveram as aulas presenciais interrompidas há mais de oito meses, um dos períodos mais longos em comparação com os outros países. Para entender as consequências dessa crise, a Fundação Lemann encomendou um estudo ao Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados para o Brasil e a África Lusófona (FGV EESP Clear), vinculado à Fundação Getúlio Vargas (FGV), para simular a perda de aprendizado que os estudantes podem ter sofrido com a pandemia do novo coronavírus. O resultado mostra que, este ano, os alunos deixaram de aprender mais em matemática em comparação com língua portuguesa e, na maioria dos casos, os mais prejudicados são aqueles do Ensino Fundamental.

A partir de dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), foi possível simular uma perda equivalente ao retorno à proficiência brasileira na avaliação de quatro anos atrás (entre 2015 e 2017) em língua portuguesa e de três em matemática (2017) no Ensino Fundamental Anos Finais, considerando o pior dos cenários. Numa estimativa intermediária, ambos os componentes curriculares teriam uma queda equivalente ao retorno à proficiência brasileira de três anos atrás. Mesmo em uma situação otimista, a educação também pode ter perdido três anos em língua portuguesa.

 

O número de horas dedicadas às atividades não presenciais podem fazer a diferença: quando falamos de um cenário intermediário, em que se considera que os alunos aprendem no ensino não presencial proporcionalmente às horas dedicadas a atividades escolares, estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental têm uma perda de 34%, enquanto os estudantes do Ensino Médio, de 33%. Se for considerado um cenário pessimista, em que os alunos não aprenderiam nada com o ensino remoto, ambos os ciclos perdem o equivalente a 72% no aprendizado.

“A simulação mostra a importância da aposta que foi feita no ensino remoto, mesmo com todas as suas limitações. A tecnologia se mostrou uma aliada do processo de ensino e aprendizagem durante a pandemia, e o ensino híbrido continuará fundamental em 2021, inclusive nos processos de superação das defasagens”, afirma Daniel de Bonis, Diretor de Políticas Educacionais na Fundação Lemann.

Para chegar nesses resultados, o estudo da FGV EESP Clear levou em consideração o nível de aprendizado em um ano típico (usando dados do Saeb de 2015 a 2019), o tempo de interrupção das aulas (estimado em 72% do ano letivo) e o eventual aprendizado com o ensino remoto (explorado nos cenários otimista, intermediário e pessimista). A metodologia foi baseada no estudo do Banco Mundial “Simulating the potential impacts of covid-19 school closures on schooling and learning outcome: a set of global estimates” (“Simulando os potenciais impactos do fechamento das escolas pela Covid-19 na educação e nos resultados de aprendizagem: um conjunto de estimativas globais”, em tradução livre).

“O objetivo do nosso trabalho foi entender e estabelecer algumas conjecturas razoáveis de como a pandemia do Covid-19 poderia afetar o aprendizado dos estudantes brasileiros. Primeiro, ao revisar sistematicamente a literatura internacional, concluímos que a interrupção das aulas leva a uma redução significativa no aprendizado dos alunos. Em segundo lugar, entendemos que, em um cenário de interrupção das aulas presenciais, o aprendizado dos alunos depende do acesso ao ensino remoto e esse acesso é desigual no Brasil como evidenciado pelos dados da Pnad Covid-19. Por fim, analisando dados do Saeb, concluímos que, em 2020, o crescimento do aprendizado dos alunos brasileiros poderá desacelerar ou mesmo retroceder. Esse resultado ocorre de maneira desigual no país, afetando mais fortemente os menos favorecidos. Assim, esforços para mitigar essa perda e garantir o acesso a um ensino remoto de qualidade a todos são urgentes, de modo a evitar a perda de aprendizado e o aumento das desigualdades educacionais”, afirma André Portela, pesquisador líder do estudo e Professor Titular de Políticas Públicas da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV EESP).

Desigualdade
Foram realizadas simulações também levando em conta características pessoais dos estudantes: sexo, raça/cor e escolaridade da mãe. A partir desses subgrupos, analisando apenas o cenário intermediário, foi estimado que os meninos aprenderam menos que as meninas, especialmente em matemática nos anos finais do Ensino Fundamental.

Os grupos populacionais mais prejudicados, para os anos finais do Ensino Fundamental (5º ao 9º ano) e Ensino Médio, em ambos os componentes, são os do sexo masculino, pardos, negros e indígenas, com mães que não finalizaram o Ensino Fundamental. Já os menos prejudicados são, na maioria dos casos, do sexo feminino, que se declararam brancas, com mães com pelo menos ensino médio completo.

A desigualdade aparece também nos cálculos feitos para cada um dos estados brasileiros. Em ambas as etapas de ensino, os alunos das regiões Norte e Nordeste deixaram de aprender mais que alunos do Sul e Sudeste.

Avaliação diagnóstica e flexibilização curricular
A desigualdade entre grupos de estudantes, componentes curriculares, ciclos escolares e territórios, apontada na pesquisa, indica um desafio para as redes no planejamento das aulas presenciais. “Mensurar o nível em que se encontra cada aluno, a partir de avaliações diagnósticas, será necessário nesse contexto de incerteza, pois o acesso dos estudantes ao ensino remoto foi bastante desigual”, afirma De Bonis. “Identificar essas defasagens possibilitará uma abordagem flexível de conteúdo, focada no que cada estudante precisa para recuperar o aprendizado perdido”, completa.

Para apoiar as redes de ensino de todo o Brasil nessa etapa, foi lançada a Plataforma de Apoio à Aprendizagem, que fornece ferramentas para aplicação de avaliações diagnósticas. As atividades de verificação de aprendizagem são disponibilizadas gratuitamente para professores e gestores escolares. A partir dessa avaliação, a plataforma auxilia na construção de planos de aula efetivos, ancorados na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e em um conjunto de orientações para que todos os estudantes possam avançar no conteúdo pedagógico. A iniciativa é do Consed e da Undime, por meio da Frente de Avaliação, com apoio do BID, CAEd/UFJF, Fundação Lemann, Fundação Roberto Marinho, Instituto Ayrton Senna, Instituto Reúna e Itaú Social.
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Destaque Educação Notícias do Jornal

Contagem regressiva para o Enem

 

Faltam poucos dias para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas os estudantes ainda têm um tempinho para tirar aquelas dúvidas pendentes e reforçar os estudos. E eles podem recorrer a diversos conteúdos online disponibilizados gratuitamente para isso. Nessas plataformas é possível realizar cursos de reforço, assistir videoaulas, fazer simulados, aprender por meio de jogos educativos e também acessar as provas anteriores do exame.

Em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), as provas do Enem 2020 foram adiadas serão realizadas nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021 (versão impressa) e em 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 (versão digital).

Ao todo, 5.783.357 inscrições foram confirmadas. Além da redação, o exame tem 45 questões em cada prova das quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, disponibilizou, a partir de cinco de janeiro, o Cartão de Confirmação de Inscrição para o exame, contendo número de inscrição, data, hora e local do exame. O documento poderá ser acessado na Página do Participante.

O cartão também registra se o participante deve contar com atendimento especializado, e se deve ser tratado pelo nome social, caso essas solicitações tenham sido feitas e aprovadas. Apesar de não ser obrigatório, o Inep recomenda que o participante leve o cartão nos dias de aplicação das provas.

 

Uso de máscara e máscara extra

Os estudantes que vão participar do Enem também devem prestar atenção às medidas de prevenção para garantir a segurança sanitária e evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

Será obrigatório o uso de máscara durante toda a aplicação do exame. A recomendação é que os candidatos levem outra máscara para trocá-la durante o exame, seguindo as orientações do Ministério da Saúde. Os participantes devem também manter distância uns dos outros.

Além disso, os que forem diagnosticados com covid-19 ou com outra doença infectocontagiosa, como sarampo, rubéola, varíola e influenza humana A e B, terão outra chance de fazer as provas, na reaplicação. O atestado médico poderá ser enviado ao Inep pela página do participante até um dia antes da aplicação. Caso a doença seja confirmada no dia do exame, o estudante deverá entrar em contato pelo telefone 0800 616161.

 

Plataformas gratuitas

Confira abaixo algumas sugestões de plataformas online gratuitas para auxiliar os estudantes a se preparar para a prova.

 

Aplicativo do Enem

É uma ferramenta que transforma qualquer smartphone em uma opção para obter mais informações sobre o exame. O aplicativo tem o simulado oficial do exame.

Lá também é possível visualizar o cronograma da prova, acompanhar a inscrição, acompanhar pedido de isenção de taxa de inscrição, ter acesso aos avisos e às notícias, verificar as perguntas frequentes e as orientações e visualizar a nota e redação de provas anteriores do Enem. O aplicativo está disponível para usuários dos sistemas Android e IOS.

 

Banco de provas do Inep

O Inep disponibiliza todas as provas e os gabaritos do Enem para você estudar pelas questões de edições anteriores, além de um simulado oficial no aplicativo do exame.

Também disponibiliza a Cartilha do Participante – Redação no Enem que traz para o participantes dicas de como estruturar seu texto e explicações sobre a correção e os critérios usados na distribuição dos pontos.

O Inep também possui plataformas para estudantes que utilizam a Língua Brasileira de Sinais (Libras), onde é possível acessar todas as questões das provas passadas em Língua Brasileira de Sinais. O canal do Youtube do Inep também possui outros conteúdos em Libras..

A Cartilha do Participante, com orientações sobre a redação, também possui uma versão direcionada à comunidade surda que tem Libras como primeira língua.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) também disponibiliza uma página com diversas questões do exame.

 

Blog do Enem

O site traz conteúdos dedicados ao Enem, com simulados, apostilas, dicas para redações, aulas gratuitas, entre outros conteúdos.

 

Cursos Aperfeiçoamento da Capes

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) disponibiliza cursos de aperfeiçoamento, em ambiente virtual, nas áreas de Matemática, Português, Tecnologia e Comunicação.O objetivo é complementar ou aperfeiçoar a formação do participante. Quem se inscrever e cumprir as 60 horas de carga horária, receberá um certificado de conclusão do curso de aperfeiçoamento.

Além destas plataformas, outros sites também disponibilizam conteúdos de maneira gratuita. Como o site Super Vestibular, Fundação Getúlio Vargas, Sistema Positivo de Ensino (YouTube) e plataforma Resolve Sim, elaborada pela Estácio e a Eleva Educação).

 

Sabedoria e calma na preparação final

Leonardo Chucrute

Professor de matemática e diretor-geral do Colégio e Curso Progressão

Estamos a poucos dias da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e nesse momento, o candidato deve estar atento aos sentimentos como insegurança, medo e ansiedade. É natural se sentir assim, até porque a pandemia trouxe novos desafios.

Alguns estudantes estão desanimados por conta de alguma dificuldade encontrada nos estudos ou pela falta de ritmo dos anos anteriores. Porém, lamentar-se não irá ajudar. É fundamental que possa focar no que conseguiu aprender, apesar das adversidades. Busque ainda ser positivo e tenha certeza de que dará o seu melhor na prova.

Professor Leonardo Chucrute Foto: Arquivo Pessoal

Pais, seus filhos necessitam de compreensão. Então, cobranças exageradas só pioram a situação. Devemos cobrar de nossos filhos, mas isso deve ser feito com sabedoria. Sempre aconselho que devemos repreender e ao mesmo tempo dar carinho. Sejam parceiros e estejam prontos para ouvir.

Observem se seus filhos estão dormindo bem. Os médicos orientam ter oito horas de sono por dia. É essencial ter qualidade de sono. Atentem-se também à alimentação, pois ela influencia no bom rendimento. Incentivem que comam alimentos saudáveis e que não sejam pesados, até para não correr o risco de passar mal no dia da prova.

Candidato, nessa reta final treine a redação, interpretação de textos e faça uma revisão rápida, tendo em mente os conceitos básicos de cada matéria. Lembre-se: o Enem é diferente de outros exames  e 80% da prova é leitura e interpretação. Também indico que tenham calma e tranquilidade para fazer o exame.

Na hora da prova, tente esquecer as dificuldades e foque nesse momento. Mentalize-se aprovado e sinta essa sensação. Acredite em você e perceba que o exame é uma oportunidade para mudar o seu futuro. O pensamento positivo tem poder. Acredite e você vai chegar lá.

Por: Claudia Mastrange

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Estudantes da UFRJ conquistam título em campeonato mundial de debates em inglês

Sociedade de Debates da UFRJ é reconhecida entre as melhores do país

O movimento brasileiro de debates, ainda pouco conhecido fora do ambiente acadêmico, está crescendo e se tornando um dos mais importantes do mundo. Na última semana, os universitários Isabella Refkalefsky e Gabriel Guia, membros da Sociedade de Debates da Universidade Federal do Rio de Janeiro (SDUFRJ), conquistaram juntos o título de vice-campeões do Doxbridge Worlds 2021, campeonato mundial de debates em língua inglesa, organizado por estudantes das universidades de Durham, Oxford e Cambridge, todas da Inglaterra.

Disputando na categoria “EFL” (Inglês como Língua Estrangeira), Gabriel e Isabella competiram com mais de 500 equipes de todo o mundo em nove rodadas classificatórias. O título é inédito para a Sociedade de Debates da UFRJ porque é a primeira final de um grande campeonato em língua inglesa.

Gabriel Guia, estudante da Faculdade Nacional de Direito (FND), de 26 anos, considerado um dos melhores debatedores competitivos do Brasil, afirma que a conquista do título representa o esforço e dedicação para o movimento de debates.

“É extremamente satisfatório ver que o tempo que dedicamos ao movimento teve frutos. Conhecemos muitas pessoas, algumas delas consideradas as melhores debates do mundo, e de universidades de elite, como Harvard, Yale, Cornell, entre outras, e tivemos um ótimo desempenho contra elas. Vemos, hoje, que o movimento brasileiro quer dar um novo passo, quer se internacionalizar cada vez mais e participar do circuito internacional em língua inglesa, que é onde acontecem os maiores campeonatos do mundo. O movimento brasileiro tem um potencial imenso e precisamos trabalhar nisso”, diz.

Isabella Refkalefsky, de 23 anos, é estudante de Engenharia Civil e uma das fundadoras da SDUFRJ. Com diversos títulos nacionais e internacionais de melhor debatedora, ela afirma que uma das principais vantagens de participar do debate competitivo é a oportunidade de aprender a debater e argumentar de forma proveitosa.

 “O debate competitivo ajuda muito em relação a falar em público e criar mais confiança em si próprio. Quando você tem os seus sete minutos para discursar na frente de uma plateia ou dos outros participantes, você precisa quebrar a inibição, coisa que a maior parte das pessoas tem. Isso acaba por melhorar a comunicação. Além disso, faz com que a gente precise pensar criticamente sobre vários assuntos. No debate competitivo eu consegui aprender sobre temas que provavelmente eu não abordaria na faculdade, como economia, relações internacionais, culturas diferentes, artes… Por último, uma das grandes vantagens é o aprendizado de saber argumentar e saber debater. Isso é extremamente relevante numa época em que temos cada vez mais debates rasos nas redes sociais e na política”, afirma.

A Sociedade de Debates da Universidade Federal do Rio de Janeiro (SDUFRJ) detém o título de Melhor Sociedade de Debates do Brasil, conferido pelo Instituto Brasileiro de Debates (IBD), além de ser a primeira sociedade de debates da cidade do Rio de Janeiro. Semestralmente são realizados processos seletivos abertos à comunidade acadêmica e ao público externo, assim como cursos de oratória e argumentação. Conheça mais sobre a SDUFRJ: https://www.facebook.com/debatesufrj

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Plataforma gratuita ajuda estudantes a revisar conteúdo para o Enem pelo WhatsApp

A menos de um mês para a prova, jovens recorrem a recursos digitais, como o chatbot AprendiZap Enem, para rever as matérias que caem no exame.
Na reta final de estudos para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sem os aulões e cursinhos presenciais para revisão de todas as matérias, os vestibulandos passaram a recorrer a plataformas online gratuitas para reforçar o conteúdo estudado ao longo do ano e rever as matérias que geram mais dúvidas. Uma das plataformas indicadas para essa revisão é o AprendiZap, um chatbot de conteúdos e exercícios gratuitos no WhatsApp desenvolvido pela Fundação 1Bi, em parceria com o Descomplica, plataforma online de cursinho pré-vestibular.

Com uma trilha de estudo específica sobre o Enem para alunos do Ensino Médio, a ferramenta é prática e acessível para os planos mais básicos de internet. Débora Nunes, Analista de Produtos da Fundação 1Bi e responsável pelo AprendiZap, reforça que a ferramenta mostra o caminho de revisão para os alunos e é de fácil acesso e utilização. “A partir dos conteúdos do bot, eles conseguirão aprofundar nos temas que sentirem a necessidade. Além disso, os alunos não precisam carregar sites pesados, que nem sempre abrem e podem demandar uma internet que o aluno não tem – basta usar o WhatsApp. A plataforma é fácil de usar e totalmente gratuita. No segundo semestre de 2020, cerca de 18 mil alunos interagiram com o AprendiZap Enem, e o número está em crescimento”, comenta Débora.

Para utilizar, basta o aluno enviar um “oi” para o número (11) 97450-6763 ou acessar o site: https://www.fundacao1bi.com.br/aprendizap. Em seguida, o bot manda as instruções diretamente pela conversa do WhatsApp e pergunta o ano do aluno, que deve optar pela opção Ensino Médio. Assim, o estudante receberá uma trilha de conteúdo totalmente focada na revisão e preparação para o Enem, com material desenvolvido em parceria com o Descomplica.

Bianca Dantas, professora de Geografia e analista de conteúdos do AprendiZap, ressalta que o AprendiZap Enem é uma ótima ferramenta para ajudar os alunos e alunas durante a revisão. “Como os conteúdos são organizados em pílulas de conhecimentos, as informações são concisas e dinâmicas, possibilitando que os estudantes acessem conteúdos de qualidade pelo WhatsApp, o que torna o processo de aprendizagem ainda mais próximo de seu cotidiano”.

A curadoria da plataforma contempla os conteúdos que mais caem no Enem, com vídeos, exercícios e mapas mentais dos assuntos mais importantes das 4 áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas; além de dicas para a redação.

Junto aos estudos e a uma revisão estruturada das matérias para a prova, a professora Bianca Dantas recomenda que os estudantes respirem fundo e estejam seguros de terem estudado tudo o que precisavam. “Agora é o momento de esquematizar seus estudos para revisar tudo o que aprendeu. Faça mapas mentais, eles costumam ajudar bastante a sintetizar as principais ideias”, reforça.

Sobre a Fundação 1Bi
O Grupo Movile apoia a Fundação 1Bi, com o objetivo de fomentar projetos de tecnologia para impacto social. Lançada em agosto de 2019, ela tem sua atuação baseada em três pilares: ensinar por meio da tecnologia; ensinar a tecnologia em si e apoiar organizações que tenham propostas semelhantes. Tais frentes completam ações de educação por meios digitais, treinamentos e parcerias com outras instituições, cursos para formação de jovens em áreas de tecnologia e programação, hackathons sociais, consultoria para ONGs, dentre outras iniciativas.
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Prefeitura abre matrícula para creches na Rede Municipal de Ensino

 

A Secretaria Municipal de Educação do Rio abriu nesta terça-feira,  cinco de janeiro, a partir das 8h, as matrículas para os candidatos às vagas nas creches da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro. A inscrição será recebida somente pela internet, no endereço eletrônico www.matricula.rio até o dia 10 de janeiro. Os alunos que já estudam nas unidades escolares do município, inclusive nas creches e Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDI), e não desejam se transferir, terão a matrícula renovada automaticamente com vaga garantida e não necessitam acessar o site. Estudam nas creches crianças com idade de 6 meses a 3 anos e 11 meses.

Nesse mesmo período, será possível também fazer transferência para outra unidade da Rede Municipal de crianças já atendidas nas Creches/EDIs da Prefeitura do Rio.

Como realizar a inscrição

Para fazer a inscrição, os pais e responsáveis precisam acessar o site e clicar em “Faça sua inscrição” e selecionar a origem do candidato: estuda ou estudou em escola/creche/EDI da Rede Municipal ou nunca estudou em uma unidade da Prefeitura do Rio, por exemplo.

O responsável poderá selecionar, no mínimo, uma e, no máximo, cinco opções de unidades escolares de sua preferência. Caso precise comprovar algum critério classificatório que foi sinalizado no momento da inscrição, o responsável deverá comparecer quando for convocado pela direção da creche para entrega dos documentos e confirmação de documentos pertinentes à prioridade que diz ter.

Caso não apresente, a inscrição será invalidada, e o mesmo deverá fazer nova inscrição.

Nesse período, o responsável que deseja realizar a transferência de matrícula entre creches deve acessar o site www.matricula.rio e indicar o bairro no qual deseja a vaga e grupamento pertencente (Berçário ou Maternal). O site o conduzirá para onde, no bairro, há vaga disponível. Assim, a criança ocupa esta vaga escolhida e é liberada a vaga ocupada anteriormente pela criança.

Para as inscrições de transferência não é necessária a comprovação de critérios classificatórios. Ao finalizar o preenchimento da ficha, é preciso imprimir, anotar ou fotografar o número da inscrição gerado pelo site. Este número servirá para identificar em qual Creche/EDI a vaga foi reservada. A consulta para obtenção da vaga deverá ser feita no endereço eletrônico www.matricula.rio na data indicada no comprovante da inscrição. O site irá indicar o dia em que o responsável deverá comparecer à Creche ou EDI para confirmar a matrícula.

Critérios classificatórios para ingresso nas creches municipais

Diversos critérios classificatórios influenciam na prioridade da vaga para os futuros alunos das creches da Prefeitura, como crianças cuja família seja beneficiária do Bolsa Família; crianças com deficiência; crianças e/ou familiares de seu convívio diário vítimas de violência doméstica; crianças e/ou alguém com déficit nutricional ou crianças ou pessoas do núcleo familiar acometidos por doenças crônicas graves; crianças com alguém do núcleo familiar que seja presidiário ou ex-presidiário nos últimos 5 anos; criança tem pais ou responsáveis deficientes, entre outros, conforme legislação municipal.

Calendário de matrícula para o ano letivo de 2021:

18 a 21/12/2020 – Educação Especial – alunos a partir de 4 anos com deficiência.
05 a 10/01/2021 – Creche – crianças de 6 meses a 3 anos e 11 meses.
08 a 13/01/2021 – Pré-escola/Ensino Fundamental e EJA (transferência interna) – alunos de 4 anos em diante.
19 a 24/01/2021 – Pré-escola/Ensino Fundamental e EJA (alunos novos) – alunos de 4 anos em diante.

Foto: Prefeitura do Rio

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Colégio do interior do Rio de Janeiro se torna primeira escola do Brasil com ensino 100% digital

Centro de Ensino Vila Isabel aproveitou a pandemia para aderir ao seu modelo pedagógico o conceito smart escola como pioneirismo no ensino 100% digital

Fundado a trinta e dois anos, o Centro de Ensino Vila Isabel fica localizado em um prédio com cerca de 1250m², na cidade de Três Rios, interior do Rio de Janeiro e assim como outros colégios, precisou se adaptar ao modelo de ensino online imposto pela pandemia do novo coronavírus, mas, diferente das outras instituições, o CEVI, como é conhecida a escola, enxergou que todas essas mudanças poderiam trazer efeitos positivos para os seus alunos.

Depois de muitas reuniões de planejamento estratégico, surgiu a ideia de transformar o CEVI em um colégio 100% digital, “Nossas crianças são nativas da era digital e por algum motivo, ainda utilizam um método de ensino centenário. Tudo à nossa volta evoluiu tecnologicamente, mas os colégios ficaram estagnados. Precisamos começar essa transformação o quanto antes” – afirmam as professoras Hélida Siqueira e Josibeli Coutinho, que fundaram a escola.

A ideia do projeto é trazer ao ambiente escolar um mundo totalmente digital e não excluí-lo, como é o caso de escolas tradicionais, onde o uso do celular é proibido em sala de aula, “Caneta, lápis, papel e borracha, ensinam os nativos digitais, da mesma forma que ensinaram seus pais, avós e bisavós. Para o aluno de hoje, aprender com esta metodologia, seria o mesmo que apostar uma corrida de charrete contra um carro superesportivo nos dias atuais, devemos estimular nossos alunos a utilizar essas ferramentas a seu favor.” – afirmam as educadoras. Com a tecnologia, as listas de presença, por exemplo, serão realizadas por meio de QR Code. Os pais receberão uma mensagem em tempo real avisando se o filho está ou não presente na aula e todas as provas serão realizadas pelos smartphones, tudo isso, através de uma plataforma desenvolvida exclusivamente para essa finalidade.

Dessa maneira, toda a aprendizagem do aluno será disponibilizada em um App com acesso aos conteúdos dos mais diversos formatos, como por exemplo, a gamificação. Conhecida como PediGames, essa será uma área de acesso do aluno, onde o mesmo aprenderá seu conteúdo jogando virtualmente. Assim como este, ainda haverá o PediPlay, uma navegação de conteúdo, semelhante a usabilidade do NetFlix e o PediCast, sendo um conteúdo feito por Podcast, semelhante ao Spotify.

Cerca de 300 mil reais serão investidos para ampliar a infraestrutura do colégio, onde 100 mil já foram gastos para o ano de 2021, esse aporte só foi possível graças à parceria realizada entre a Startup Pedi Brasil e o CEVI, possibilitando com que as salas de aula se tornem multimídia e todo o material 100% digital, inclusive apostilas, biblioteca e atividades. A parceria visa ainda investir na compra de televisores, computadores, datashow, kits de ensino para cada professor, entre outros, com objetivo de diminuir a utilização de papel em até dois anos e incentivar o apelo sustentável aos alunos.

Vale salientar que, todas essas adaptações são completamente regulares, autorizadas pelo MEC e já entram em vigor no começo de 2021. Para os alunos que não possuem smartphone, o Centro de Ensino já está providenciando parcerias com lojas especializadas, podendo assim, disponibilizar descontos exclusivos para os estudantes.

Durante a pandemia

Enquanto durar os dias de pandemia, o colégio terá o modelo de ensino online e presencial, porém agora, os alunos que optarem por ficar em casa, poderão interagir em tempo real com os professores, pois a aula será a mesma para ambos os formatos.
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Governo regulamenta renegociação de dívidas com o Fies

O governo federal regulamentou o programa que permite a renegociação de dívidas de financiamentos concedidos com recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A medida estava prevista na Lei nº 14.024/2020, sancionada em julho, que suspendeu o pagamento de parcelas do Fies até 31 de dezembro, em razão da pandemia de covid-19.

A resolução do Comitê Gestor do Fundo de Financiamento Estudantil, com as regras do programa, foi publicada hoje (22) no Diário Oficial da UniãoA medida vale para os contratos assinados até o segundo semestre de 2017 e para os débitos vencidos e não pagos até o dia 10 de julho deste ano, na fase de amortização, quando o estudante já concluiu o curso.

A resolução entra em vigor em 3 de novembro e a adesão ao programa poderá ser solicitada ao banco até 31 de dezembro e será efetuada mediante termo aditivo ao contrato de financiamento, podendo ser assinado eletronicamente pelos financiados e seus fiadores.

No caso de quitação, em parcela única, do débito vencido ou saldo devedor total, haverá redução de 100% dos encargos moratórios, desde que o pagamento seja feito até 31 de dezembro. Também poderá ser feita a liquidação do saldo devedor em quatro parcelas semestrais, até 31 de dezembro de 2022, ou 24 parcelas mensais, com redução de 60% dos encargos e pagamento a partir de 31 de março de 2021.

Já os parcelamentos do saldo devedor feitos em 145 ou 175 parcelas mensais receberão redução de 40% e 25%, respectivamente, e os pagamentos começam a partir de janeiro de 2021. Em caso de prorrogação do estado de calamidade pública em razão da pandemia, ficará suspensa automaticamente a obrigação do pagamento da primeira parcela em janeiro, exceto no caso da liquidação total em parcela única.

O valor da parcela mensal resultante da renegociação não poderá ser inferior a R$ 200, mesmo que isso implique redução do prazo máximo de parcelamento. Os descontos concedidos no programa são referentes apenas aos encargos moratórios, permanecendo a cobrança dos débitos contratuais.

Será permitida apenas uma renegociação no âmbito do programa. Em caso de não pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas do saldo devedor renegociado, o cidadão perderá o direito ao desconto concedido sobre os encargos, e o valor correspondente será reincorporado ao saldo devedor do financiamento.

As pessoas que têm dívidas em discussão judicial e queiram aderir ao programa de regularização deverão renunciar em juízo à ação. Nesse caso, a renúncia sobre quaisquer alegações de direito é irretratável e não exime o autor da ação do pagamento de custas e honorários advocatícios.

O Fies é o programa do governo federal que tem o objetivo de facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. Criado em 1999, ele é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).

O primeiro é operado pelo governo federal, sem incidência de juros, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros.

Com informações: Agência Brasil