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“cariocas não gostam de dias nublados”

A Cidade que para muitos é tida como maravilhosa, ao que tudo indica, ainda levará muito tempo para recuperar o prejuízo causado pelo atual governo do Estado.

No entanto, a população segue pacífica, aguardando a liberação para curtir uma boa praia, tomar um chopp na esquina e depois rolar aquele futebol.

Os bilhões de reais que saíram dos cofres públicos para construção e operação dos hospitais de campanha durante a pandemia, seguem por aí, na sessão de achados e perdidos do governo que resolve anarquizar com a cidade, meio a pandemia do novo coronavírus.

Difícil acreditar, que boa parte da população assiste tamanho escândalo e pacífica, caminha pelas saudosas ruas do subúrbio e do Leblon, como se tudo estivesse em pleno funcionamento.

A população parece hibernar diante da crise que só avança, levando os points tradicionais que marcaram a história da cidade, fechar as portas definitivamente.

O impeachment de Witzel, os euros, reais e libras de Edmar, somados a farra comandada pelo empresário Mário Peixoto, não conseguem acordar a turma que ainda passeia no calçadão cantarolando “que cariocas não gostam de dias nublados”, na canção “Cariocas”, de Adriana Calcanhoto.

Ate quando o carioca vai levar essa vida blasé, sem conscientização política, distraída numa era marcada pela história. Não estamos generalizando, mas nesse abundante período do “fique em casa”, o telhado caiu, ao que tudo indica, novas delações virão à tona e seguimos na expectativa da justiça continuar apurando e punindo.

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Nuvem de gafanhotos é um castigo do capitalismo

Editorial

Uma nuvem de gafanhotos, que devastou plantações no Paraguai e atualmente se concentra na Argentina, pode chegar a regiões agrícolas do Sul do Brasil. A nuvem tem cerca de um km² de área, podendo chegar a 40 milhões de insetos, conforme estimativas de especialistas. De acordo com o governo argentino, eles podem percorrer até 150 km por dia, dependendo da direção dos ventos.

Os insetos têm dizimado plantações de mandioca, milho e cana-de-açúcar nos dois países vizinhos, consumindo diariamente o equivalente ao que um rebanho de duas mil vacas ou 350 mil pessoas comeriam. Apesar da destruição nas plantações e áreas vegetais selvagens, as autoridades argentinas afirmam que os animais não transmitem doenças nem causam lesões aos humanos.

Em janeiro, agricultores do Quênia, Somália e Etiópia também enfrentaram a maior infestação de gafanhotos dos últimos 70 anos. Em maio, foi a vez da praga também atingir regiões na Índia. Segundo o professor Wagner Ribeiro, do Departamento de Geografia e do programa de pós-graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (USP), a incidência em diversas partes indica que o fenômeno pode ter relação com a elevação das temperaturas em todo o planeta. Resumindo, seria uma consequência do aquecimento global.

Vivemos um momento de muita dor, sofrimento e mortes devido à pandemia da covid-19, onde a humanidade encontra-se encurralada por um inimigo invisível, porém altamente destruidor. Perplexos quanto a isso, não é difícil imaginar o motivo pelo qual muitos estejam buscando uma explicação religiosa para a atual nuvem de gafanhotos, como se fosse a bíblica Dez Pragas do Egito se repetindo. Assim, seria a mão de Deus a nos castigar novamente.

No entanto, a praga de gafanhotos de agora não é um ato divino, uma punição. Trata-se simplesmente de mais uma consequência do modo predador de exploração capitalista, que destrói o meio ambiente. Somos castigados sim, mas por um sistema econômico que privilegia o lucro em detrimento das esperanças de vida de um povo inteiro e da existência do próprio planeta.

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Democracia em crise?

O Brasil, país mundialmente conhecido pela sua genialidade e diversidade cultural, também é marcado por escândalos de corrupção, desigualdade e uma grande crise, capaz de colocar em risco, até a própria democracia.

Um regime político, em que todos os cidadãos elegíveis participam igualmente, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo o poder da governação através do poder do voto, do debate e da manifestação.

No entanto, a pandemia do novo coronavírus só fez insuflar a crise anteriormente instalada no país. Além de escândalos de corrupção, homicídios e incompetência na gestão pública, atravessamos também uma forte crise política.

A falta de entendimento entre os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), novas disputas políticas visando interesse próprio camufladas dentro do sistema democrático, acabam destruindo ideais, projetos e a força de uma nação que ainda defendem as cores verde e amarelo da nação.

Hoje, o cenário de instabilidade política é grave e merece atenção. As manifestações contra isso ou aquilo, a falta de postura política de autoridades e a briga pela cadeira do poder, criam mais distanciamento e dificuldade na resolução das questões públicas de fato, agravadas pelos insultos de violência e manifestações contrapondo questões sérias de negligência, desrespeito e afronta.

A crise traz como ela uma forte recessão, que pode ser ainda mais longa, em meio a moeda fraca e um ambiente de inflação e taxas de juros mais altas. É importante que o governo garanta a sustentabilidade da dívida pública nos próximos anos, os gastos extras das contas provocadas pela pandemia.

Outro ponto que agrava a crise econômica a ser observado, são as acusações ao atual presidente, os acordos políticos no Congresso que favorecem interesses pessoais e tantos outros caprichos divulgados.

Na cidade do Rio de Janeiro, quem necessita também de respirador é o próprio Estado, que sufocado por tanta corrupção e incompetência administrativa, também não consegue sobreviver imune à pandemia.

2020 é ano de eleições municipais, seria um bom começo que a população entendesse mais sobre as questões políticas e talvez uma utopia que as respostas para tantas sequelas viessem através das urnas, no entanto, especificamente esse assunto, seria um capítulo à parte.

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Corrupção, uma velha doença que nos persegue

Editorial

Guarde bem esses nomes: André Corrêa (DEM), Marcos Abrahão (Avante), Luiz Martins (PDT), Chiquinho da Mangueira (PSC) e Marcus Vinicius Neskau (PTB). Todos eles são deputados estaduais do Rio de Janeiro e foram presos preventivamente em outubro de 2018 na Operação Furna da Onça, a mesma que investigou a corrupção entre parlamentares e empresas privadas, além do loteamento de cargos em órgãos públicos.

Segundo as investigações, o esquema teria movimentado R$ 54,5 milhões em propinas, entre 2011 e 2014, no segundo mandato do então governador Sérgio Cabral.

Os cinco deputados chegaram a ser empossados na prisão e os suplentes assumiram o cargo. Um ano depois, no dia 22 de outubro, a Assembleia Legislativa (Alerj) decidiu livrar os parlamentares da cadeia, depois que a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia entendeu que era responsabilidade da casa legislativa soltar ou manter os políticos presos.

A denúncia da soltura dos deputados foi matéria de capa do Diário do Rio (veja reprodução), somando-se, como de costume, à imensa indignação popular.

A posse dos deputados, no entanto, estava suspensa por decisão do Tribunal de Justiça do Rio, mas recentemente foi derrubada pelo STF. Então a Alerj recebeu a ordem para que os parlamentares reassumissem os mandatos no dia 27 de maio. E, escandalosamente, eles retomaram os seus mandatos um dia depois.

Quem vive do suor honesto do trabalho, trabalho esse que se torna cada vez mais difícil em tempos de pandemia, e não goza das mordomias pagas com o dinheiro público, tem todos os motivos para lamentar mais esse triste e vergonhoso episódio no legislativo fluminense. O que estamos assistindo é outra vitória da impunidade de criminosos.

Enquanto nos preocupamos em como conter o novo coronavírus, temos também muito que aprender em como combater uma velha doença brasileira, tão enraizada em nossa sociedade: a corrupção!

 

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‘Invisíveis’ apenas para quem não queria vê-los

Editorial

Membros do governo se disseram surpresos. Os grandes meios de comunicação tiveram que exibi-los como se fossem um furo de reportagem. Nada mais cínico, seja por parte do Palácio do Planalto ou pela mídia comercial. Estamos falando daqueles que foram pejorativamente rotulados de ‘invisíveis’.

Diante da crise econômica, acirrada pela pandemia da covid-19, mais de 50 milhões de brasileiros buscaram o atendimento da Caixa Econômica para terem direito ao pagamento do auxílio emergencial. São jovens e idosos, homens e mulheres, desempregados e informais, todos no mesmo barco de um país onde o trabalho formal, com direitos assegurados, torna-se cada vez mais um artigo de luxo.

Considerada uma das maiores economias do mundo, a nossa caminha a passos largos para ser uma ‘república de camelôs’. E isso não se trata de desmerecer esses trabalhadores honestos, mas apenas para ressaltar o quanto é precário o ato de sustentar famílias daqueles que batalham para isso. Praticamente uma verdadeira ‘Odisseia de Ulisses’.

São milhões de brasileiros que constam nas pesquisas oficiais sobre desemprego, vivem em sua maioria nas periferias, que andam de trem e ônibus lotados todos os dias. São nossos amigos, parentes, vizinhos. Mas agora são taxados de ‘invisíveis’ justamente por quem não queria vê-los. Mas essa numerosa população está aí, mesmo que incomode muita gente, e vai continuar caso não haja uma verdadeira distribuição de renda.

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O nosso admirável ‘exército de Brancaleone’

Editorial

Para quem não sabe, ‘O Incrível Exército de Brancaleone’ foi um dos filmes mais marcantes dos anos 60. O longa-metragem italiano, dirigido por Mario Monicelli, nos traz um encontro de maltrapilhos e estropiados, reunidos para a reconquista de um feudo, na Idade Média. Desde então, a expressão “exército de Brancaleone” virou sinônimo de grupo improvisado e debilitado tentando alcançar algum objetivo. Inicialmente uma comédia, passou a ter conotação mais dramática.

Na atualidade, em que a humanidade luta pela vida diante do novo coronavírus, costuma-se dizer que os profissionais de saúde estão na linha de frente dessa guerra, atuando perigosamente no ‘front’. Infelizmente, o aumento do número de mortes e contaminações dos mesmos confirma isso.

Com unidades hospitalares lotadas de infectados, falta de material de proteção adequado e com o esgotamento físico, o profissional ainda precisa lidar com sua própria saúde mental, pois o estresse e a pressão de trabalhar com o risco de adoecer provocam severos problemas. Dessa forma, são sim o “exército de Brancaleone” da atual realidade, desprovidos inúmeras vezes de armas capazes para sua própria defesa.

Reconhecemos nesses profissionais a prestação de serviço admirável, pois no propósito de ajudar a salvar vidas estão na ponta da ameaça de perderem as suas. Apesar de todas as adversidades, eles seguem seu ofício, mesmo estando em grande vulnerabilidade. Mais que imprescindíveis, são também exemplos de dedicação e amor ao próximo, apesar de não serem valorizados por muitos governantes e empresários do setor.

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A intensa dança das cadeiras da vereança

Editorial do Diário do Rio

A princípio, os partidos são associações que representam convicções políticas e que organizam plano de governo de acordo com suas ideologias. Mas, salvo raríssimas exceções, no Brasil isso nunca se deu dessa forma. Açoitado pelo tradicional populismo, onde se acredita que existem indivíduos salvadores da pátria, os partidos são apenas uma necessidade legal para que o candidato possa concorrer à eleição.

Essa visão fútil foi elevada ao extremo recentemente na Câmera Municipal do Rio de Janeiro. No dia 4 de abril, data limite para que os vereadores pudessem mudar de partido sem perder seus mandatos, vimos uma configuração completamente distinta da que foi eleita em 2016. Alguns partidos sumiram, como o NOVO e PHS. Outro que quase desapareceu foi o MDB ─ dos dez eleitos, restou-lhe apenas um. Alguns cresceram, como o Democratas, que subiu de quatro para sete vereadores ─ agora a maior bancada ─, e o PSC, que pulou de dois para seis.

Dos 51 vereadores da Casa, 28 entraram nessa dança das cadeiras. Até Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, entrou nessa, deixando o PCS e indo parar no Republicanos do prefeito Marcello Crivella. Somente o PSOL e o PT não tiveram baixas ou adesões. Nos demais, o troca-troca foi intenso. Nesse troca-troca, inicialmente fica nítido a tentativa de reeleger Crivella e a busca de uma possível bancada forte na Câmara para um pretendido segundo mandato. Quanto ao sucesso dessa estratégia, só mesmo o tempo poderá dizer.

O que mais chama atenção, entretanto, é como os eleitos pelo povo tratam suas legendas: as usam e depois se livram delas tal qual uma peça de roupa. Afinal, não há necessidade de se ter fidelidade partidária já que os partidos são apenas legendas de aluguel. E a Câmara do Rio de Janeiro, que já foi apelidada de “Gaiola de Ouro” e “Gaiola das Loucas” no passado, segue em seu triste caminho de clientelismo. Fica então a pergunta: ainda é possível confiar nesse tipo de político? Cabe a você, caro eleitor, escolher melhor o seu candidato na hora de ir à urna!

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Vai passar, mas que a Humanidade aprenda a lição

Editorial

Bastou um microscópico ser vivo, o Covid-19 ─ que se alastra aos milhões pelos quatro cantos ─, para que a humanidade se colocasse de joelhos enquanto aguarda da comunidade médica uma cura para a doença. Cenários econômicos são derrubados um a um, inclusive os das grandes potências comerciais. Incertezas políticas surgem vertiginosamente e disputas mesquinhas perdem espaço. Até mesmo as fronteiras territoriais dos países, essas linhas imaginárias que separam homens e mulheres do planeta, são abolidas nos corações e mentes diante da pandemia. De fato, a dor uniu aquilo que jamais deveria ser apartado: a Humanidade.

O Diário do Rio se soma à esperança que a atual triste página da História vai passar. Acreditamos que conseguiremos, como raça humana, superar esse sofrimento. Mas, quando isso acontecer, vamos precisar de dedicação para reconstruir nossas vidas e, talvez o mais importante, nossa própria concepção sobre o que é viver. A enorme solidariedade que se revela nesse momento tão difícil é algo de valor incalculável, pois revela que conviver em sociedade é ajudarmos uns aos outros, dividindo o que se tem com quem não tem nada ou quase nada.

Vamos aproveitar os bons exemplos de agora, onde saltam aos olhos de muitos a multiplicação de boas ações, de altruísmo e do conforto emocional que isso nos traz. Mais que uma foto legal para ser postada nas redes sociais, essa solidariedade precisa ser uma prática comum no mundo pós-coronavírus.

Foi preciso um microscópico ser vivo para mostrar que desprezar o coletivo é algo por demais perigoso, inclusive para a sobrevivência de todos. Mas isso pode ser revertido, cada um saindo dessa crise como um ser humano melhor. Como já cantou Beto Guedes em ‘Sol de Primavera’, “a lição sabemos de cor, só nos resta aprender”.

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Economia Nossa Ideia é

Nem tudo é culpa do novo coronavírus

Editorial

O novo coronavírus (Covid-19) está fazendo estragos para além das fronteiras da saúde. Também em escala mundial, o vírus traz graves impactos na área econômica, que vem sofrendo perdas significativas. Um exemplo: a Associação Internacional de Transporte Aéreo estima que as perdas de receita do setor devem ficar entre US$ 63 bilhões e US$ 113 bilhões.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a economia global desse ano pode crescer na taxa mais baixa desde 2009: 2,4%, uma queda em relação à previsão de 2,9% feita em novembro do ano passado. Para a OCDE, se o surto for mais duradouro e intenso, ele pode derrubar essa taxa para 1,5% em 2020, em meio a fábricas fechadas e trabalhadores em casa para evitar a disseminação do vírus. Com essa situação, investidores estão preocupados e grandes mudanças nas bolsas de valores podem afetar investimentos de fundos de pensão e de poupanças individuais.

Certamente a epidemia do Covid-19 é um fator negativo em todos os aspectos. Isso não se discute. Mas, se aproveitando dessa situação, vários governos estão ‘mascarando’ seus péssimos resultados econômicos. É certo que a economia mundial já mostrava sinais claros de fragilidade antes do coronavírus. O crescimento vinha lento em boa parte do planeta, com principais exceções por conta dos EUA e China. O mercado preocupado com a guerra comercial entre a Casa Branca e Pequim e as incertezas decorrentes dos conflitos no Oriente Médio, que afetam diretamente o preço do petróleo.

E o Brasil está nesse mapa de dissimulação. Apesar de Bolsonaro ter dito recentemente que a nossa economia está “muito bem”, sabemos que isso não é assim. Basta usarmos como referência o próprio PIB (a soma monetária de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país), que de 2019 foi de 1,1% − o menor dos últimos três anos – para a realidade vir à tona.

Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, a melhor resposta à desaceleração da economia mundial a partir do Covid-19 é levar adiante as reformas administrativa (para expurgar servidores) e tributária (para arrecadar mais).

Não se prioriza investimentos em produção ou obras públicas, por exemplo, que significariam mais consumo e empregos. Assim, com a atual política econômica gerando mais recessão, fica fácil botar toda a culpa no coronavírus e torcer para que os desavisados acreditem nisso.

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Destaque Nossa Ideia é

Meio ambiente não Vale nada?

Editorial

O Brasil está novamente atordoado com a possibilidade de mais um crime ambiental de enormes proporções. A cerca de 100 quilômetros da costa maranhense encontra-se encalhado o navio graneleiro MV Stellar Banner, com 3.640 toneladas de óleo destilado e 294,8 mil toneladas de minério de ferro em seu interior.

A embarcação, da empresa sul-coreana Polaris Shipping, foi contratada pela Vale para levar os produtos até a cidade de Qingdao, na China. A tripulação saiu do terminal marítimo da Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão, mas, por volta das 21h30 de 24 de fevereiro, detectou a entrada de água em compartimentos de carga logo após que o navio tocou o fundo do mar. Caso o material de dentro do navio venha a vazar no mar, estaremos diante do terceiro crime ambiental envolvendo a mineradora Vale em menos de cinco anos, ao lado dos crimes de Brumadinho, em 2019, e Mariana, em 2015.

E o pior já está em andamento: de acordo com o Ibama, o óleo que vaza do navio já se espalha por quase um quilômetro ao redor da embarcação, quantidade que deve aumentar no decorrer dos dias. Inicialmente, o mesmo Ibama havia questionado a Vale sobre a quantidade de minério que carrega o barco, mas a empresa não se manifestou a respeito.

Ambientalistas explicam que o óleo que vaza fica sobre a água, impedindo a entrada de luz solar. Consequentemente, isso gera impactos para a flora aquática e também para os peixes, porque a luz solar não entra e isso acaba prejudicando o desenvolvimento dos animais. E outros animais, como pássaros, vão acabar bebendo esse material e morrer.

É trágico vermos a mesma empresa envolvida em um novo episódio de destruição do meio ambiente. Isso afetará a imagem da Vale e poderá lhe custar multa por crime ambiental. Mas, certamente, o prejuízo mesmo é do povo brasileiro e da natureza.