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Secretaria de Saúde finaliza hoje distribuição da segunda dose da CoronaVac

 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) conclui, nesta segunda-feira (22.02), a entrega de um lote de vacinas CoronaVac que será destinado a pessoas que já receberam a primeira dose. A partir das 7h, quatro helicópteros decolaram do 12º Batalhão de Polícia Militar, em Niterói, levando o imunizante para 88 municípios. Na última sexta-feira (19.02), Rio de Janeiro, Niterói, Maricá e São Gonçalo retiraram os lotes.

Desta vez, serão distribuídas 173.500 segundas doses do imunizante, além de outras 20 mil para utilização como primeira dose – que estavam armazenadas como reserva técnica. A ação contará com helicópteros do Corpo de Bombeiros e do Governo do Estado e apoio da Polícia Civil.

“Conforme programado, estamos fazendo a entrega das vacinas para a aplicação da segunda dose das remessas enviadas nos dias 3 e 11 de fevereiro. Esta estratégia garante o cumprimento de uma etapa do calendário vacinal. Além disso, mais 20 mil doses serão entregues, possibilitando a vacinação de novas pessoas. Estamos aguardando confirmação de envio de remessas pelo Ministério da Saúde, que serão distribuídas de acordo com o proposto pelo Programa Nacional de Imunizações”, explicou o secretário estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves.

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS) reforçou, por meio de ofício enviado aos 92 municípios, a importância de os responsáveis técnicos e gestores municipais organizarem suas ações de vacinação priorizando os grupos elencados no Programa Nacional de Imunização (PNI). A SVS ressalta ainda que a programação deve ser organizada de acordo com o número de doses que serão aplicadas no dia, para que o frasco multidose seja totalmente utilizado. Denúncias de irregularidades na vacinação são encaminhadas imediatamente aos órgãos de controle.

A SVS informa ainda que todo cidadão pode e deve acompanhar o processo de vacinação, verificando qual imunizante está recebendo, o uso de seringas descartáveis, a aspiração do produto e a correta anotação na carteira de vacinação. No caso de pessoas incapacitadas, esse acompanhamento deve ser feito por um responsável.

Público prioritário – A SES esclarece que a definição dos grupos prioritários para a primeira fase da vacinação contra a Covid-19 foi estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), por meio de decisões tomadas por comissão tripartite. O Estado segue a recomendação do Ministério da Saúde, repassando as orientações aos municípios. Neste primeiro momento, foi definido um grupo prioritário composto por:

– profissionais da saúde que atuam na linha de frente no combate à Covid-19 e na vacinação;
– pessoas com 60 anos ou mais vivendo em abrigos ou asilos;
– pessoas maiores de 18 anos com deficiência institucionalizadas;
– trabalhadores dessas instituições;
– povos indígenas vivendo em terras indígenas;
– idosos com mais de 90 anos.

Enfrentamento à Covid-19 – A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informa que, até o momento, recebeu do Ministério da Saúde (MS) 1.040.320 doses da vacina contra a Covid-19, sendo 855.320 da CorovaVac e 185 mil da Oxford/AstraZeneca. Com a operação realizada nesta segunda-feira (22.02), o total distribuído é 1.036.390 doses. Uma reserva técnica fica armazenada na Coordenação Geral de Armazenamento (CGA) para repor possíveis perdas.

Balanço vacinação – Até as 9h deste domingo (21.02), 92 municípios registraram 427.482 pessoas vacinadas com a primeira dose. Destas, 80.876  já imunizadas com a segunda dose da vacina contra Covid-19 no estado. O balanço foi realizado por meio de busca ativa, a partir da gerência de Imunização da Vigilância Epidemiológica da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, junto às coordenações/gerências de imunização dos 92 municípios do estado. O vacinômetro pode ser acessado pelo site: https://vacinacaocovid19.saude.rj.gov.br/

Nova variante – Foram confirmados cinco casos de pessoas no estado do Rio contaminadas com as novas variantes do coronavírus, sendo um com a mutação britânica (VOC 202012/01, linhagem B.1.1.7), e os outros quatro com a variante de Manaus (Variante P.1, linhagem B.1.1.28). Dois pacientes registrados com a cepa brasileira foram a óbito, sendo um morador de Belford Roxo e outro paciente oriundo de Manaus. A SES reforça que, em ambos os casos, não é possível afirmar que houve agravamento dos quadros devido à mutação do vírus.

As outras duas pessoas contaminadas pela variante brasileira são moradoras da capital, já se recuperaram e tiveram sintomas leves. Estudos apontam que a variante brasileira do coronavírus tem maior capacidade de transmissão, mas a letalidade não difere da linhagem inicial. A SES reforça a necessidade de que sejam intensificadas as medidas de prevenção de contágio: uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social.

Casos em investigação – Até este sábado (20.02), há 13 casos notificados no estado do Rio de Janeiro, em investigação. O critério para notificação de caso suspeito está previsto na Nota Técnica elaborada pela Secretaria de Estado de Saúde: pacientes com sinais e sintomas de Covid-19 que tenham histórico de viagem ou contato com pessoas oriundas de outros estados e/ou países com circulação de novas variantes.

Cabe à Vigilância Epidemiológica dos municípios o preenchimento de um formulário eletrônico para notificação imediata à SVS/SES, que vai orientar e apoiar os municípios na investigação epidemiológica. As amostras coletadas serão encaminhadas e processadas para testagem molecular e selecionadas para sequenciamento viral pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-RJ).

A SVS ressalta que a chegada de variantes da Covid-19 ao estado era prevista, inclusive, uma Nota Técnica sobre o tema já havia sido enviada aos municípios no início do mês, com recomendações.

É importante destacar que o sequenciamento genético não é um método de diagnóstico para Covid-19, tampouco é indicado para ser feito em 100% dos casos positivos, contudo a análise do seu resultado permite quantificar e qualificar a diversidade genética viral circulante no país. Este é o propósito do monitoramento articulado pela SVS com os municípios na Nota Técnica SVS/SES n. 09/2021.

 Foto: Governo do Estado do RJ

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Rio confirma segunda morte em decorrência da nova variante do coronavírus

 

A prefeitura do Rio confirmou hoje a morte, no Rio, do segundo paciente infectado com a nova variante do coronavírus.  Trata-se do primeiro caso de nova variante (P1) identificado na cidade: um homem de 46 anos, residente em Manaus. Trata-se, portanto, de um caso importado. O paciente veio transferido para o Rio de Janeiro em 3 de fevereiro e foi internado em estado grave na UTI do Hospital Federal dos Servidores do Estado. Mas não resistiu ao tratamento e morreu, na noite desta quinta-feira (18). Na terça (16), um homem de 55 anos também morreu após testar positivo para a variante brasileira do coronavírus no estado.

Os outros três casos, segundo a SMS, são mais brandos e classificados como síndromes gripais. Os pacientes já foram curados ou estão no fim do período de quarentena. Foram considerados casos autóctones, ou seja, de transmissão local.

Uma mulher de 36 anos, moradora da Freguesia, que começou a sentir os sintomas em 21 de janeiro, foi identificada com a B.1.1.7. Outros dois homens de 30 e de 40 anos, moradores, respectivamente, de Copacabana e Laranjeiras, também apresentaram a variante de Manaus. Os sintomas do primeiro começaram em 25 de janeiro e os do outro, em 1º de fevereiro.

Em nota conjunta divulgada nesta sexta-feira (19), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio)  informara que concluíram, nesta quinta-feira (18), a análise do histórico de em quatro das cinco pessoas contaminadas pelas novas variantes do coronavírus. Foi registrado um caso com a cepa do Reino Unido (VOC 202012/01, linhagem B.1.1.7) e outros quatro com a mutação de Manaus (VOC P.1, linhagem B.1.1.28).

Cm exceção do paciente oriundo de Manaus, os demais são autóctones, ou seja, a contaminação aconteceu dentro do próprio estado. “Desta forma, a avaliação confirmou que as novas cepas já estão circulando em pelo menos um município do estado, o Rio de Janeiro, e provavelmente, Nova Iguaçu”, diz a nota.

Cuidados básicos e fiscalizações

Diante do novo cenário, a Secretaria Municipal de Saúde intensificou as ações de rastreamento de contatos e de testagem, para bloquear as cadeias de contágio dos casos de Covid-19, com o objetivo de prevenir a possível proliferação do vírus, incluindo as novas variantes. A autonotificação continua pelo aplicativo Rio Covid-19, nas plataformas iOS e Android, e pela Central 1746, com acompanhamento dos casos pelas equipes de saúde. Mais de 70 mil testes já foram realizados.

O órgão ressalta que é imprescindível que a população colabore com os esforços para evitar a proliferação do coronavírus, seguindo os cuidados básicos de prevenção: uso de máscara, higienização das mãos com álcool 70% e distanciamento social. Além de respeitar as medidas restritivas de proteção à vida para a faixa de risco alto. Todas as informações e orientações estão disponíveis no site https://coronavirus.rio, onde pode ser baixado o “Guia de medidas de proteção à vida”.

As ações de fiscalização na cidade também foram intensificadas para garantir que as normas restritivas de proteção à vida sejam cumpridas. Ações integradas desde o dia 15 de janeiro entre a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), o Instituto de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio), a Guarda Municipal e a Defesa Civil já passaram por 56 bairros, contabilizando 573 inspeções em estabelecimentos, 329 infrações sanitárias e 74 interdições.

A fila por leitos Covid-19 segue zerada no município, com nenhum paciente aguardando vaga especializada para internação. No momento, há 885 pacientes internados nos leitos da rede SUS na cidade, que mantêm uma taxa de ocupação de 72%. Na noite desta quinta-feira (18), não havia qualquer caso pendente à espera de regulação para leitos Covid-19 em nenhuma unidade da rede municipal.

Foto: ABr

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Começa a distribuição da segunda dose de vacinas contra Covid-19 no Rio

 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) começa, nesta sexta-feira (19.02), a distribuição de uma nova remessa de 173.500 segundas doses da vacina CoronaVac contra a Covid-19 para os 92 municípios do estado. Também serão entregues outras 20 mil doses, sendo 10 mil para primeira aplicação e 10 mil para segunda, que estavam armazenadas na Coordenadoria Geral de Armazenamento (CGA), em Niterói, como reserva técnica para casos de reposição.

Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Maricá serão os primeiros a retirar na CGA os lotes do imunizante, nesta sexta-feira (19.02), com escolta da Polícia Militar.  Para os outros 88 municípios, a entrega será realizada, a partir das 7h da próxima segunda-feira (22/02) por quatro aeronaves. A ação contará com helicópteros do Corpo de Bombeiros e do Governo do Estado e apoio da Polícia Civil.

“Vamos realizar a entrega da segunda dose das vacinas CoronaVac que foram disponibilizadas aos municípios em 03.02 e 11.02. Conforme programamos desde o início, distribuímos a primeira dose e armazenamos a segunda. Desta forma, estamos garantindo que os municípios cumpram o esquema vacinal”,  afirmou o secretário estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves.

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS) atualizou o ofício enviado aos 92 municípios, reforçando a importância de os responsáveis técnicos e gestores municipais organizarem suas ações de vacinação priorizando os grupos elencados no Programa Nacional de Imunização (PNI). A SVS ressalta ainda que a programação deve ser organizada de acordo com o número de doses que serão aplicadas no dia, para que o frasco multidoses seja totalmente utilizado. Denúncias de irregularidades na vacinação são encaminhadas imediatamente aos órgãos de controle.

Público prioritário – A SES esclarece que a definição dos grupos prioritários para a primeira fase da vacinação contra a Covid-19 foi estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), por meio de decisões tomadas por comissão tripartite. O Estado segue a recomendação do Ministério da Saúde, repassando as orientações aos municípios. Neste primeiro momento, foi definido um grupo prioritário composto por:

📌 profissionais da saúde que atuam na linha de frente no combate à Covid-19 e na vacinação;
📌pessoas com 60 anos ou mais vivendo em abrigos ou asilos;
📌pessoas maiores de 18 anos com deficiência institucionalizadas;
📌trabalhadores dessas instituições;
📌povos indígenas vivendo em terras indígenas;
📌 idosos com mais de 90 anos.

Doses recebidas e entregues – A Secretaria já recebeu do Ministério da Saúde (MS) 1.040.320 doses de vacina contra a Covid-19, sendo 855.320 da CorovaVac e 185 mil da Oxford/AstraZeneca.  Até o último dia 11, haviam sido entregues 842.890 doses aos 92 municípios. Dessas, 242.060 eram destinadas à segunda dose da CoronaVac, para atender à população que recebeu o imunizante enviado no primeiro lote, do dia 20 de janeiro.

Balanço vacinação – Até as 9h desta quarta-feira (17.02), 92 municípios registraram 418.419 pessoas imunizadas com a primeira dose e 49.407 com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 no estado. O balanço foi realizado por meio de busca ativa, a partir da gerência de Imunização da Vigilância Epidemiológica da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, junto às coordenações/gerências de imunização dos 92 municípios do estado. O vacinômetro pode ser acessado pelo site: https://vacinacaocovid19.saude.rj.gov.br/

Foto: Carlos Magno/Governo do Estado do RJ

 

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Rio tem cinco casos de infectados com novas variantes da Covid-19

 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou entrevista coletiva, nesta quarta-feira (17), para esclarecer o que se sabe, até o momento, das novas variantes do coronavírus identificadas por exames realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em pacientes atendidos no Estado do Rio de Janeiro. São cinco casos confirmados, sendo um com a variante oriunda do Reino Unido e os outros quatro, com a variante de Manaus.

O secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves, o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, e a equipe da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da SES esclareceram que a chegada dessas mutações do vírus ao estado já era esperada e as investigações epidemiológicas dos cinco casos estão em andamento. Após a conclusão desse estudo, será possível afirmar se essas variantes estão ou não em circulação no Rio de Janeiro.

“ Fomos surpreendidos, na tarde desta terça-feira (16), com a informação na imprensa. O ideal é que uma nota técnica tivesse sido elaborada, envolvendo os três entes federativos, para o melhor esclarecimento a todos, e o repasse de informações precisas sobre a investigação epidemiológica destes casos. Contudo, o que importa é que a SES está trabalhando, de forma ética e técnica, e mantendo contato direto com os 92 municípios para intensificar as medidas preventivas e de rastreio de contágio. E reforço que a população deve manter os cuidados recomendados, como o uso de máscara e álcool 70, assim como o distanciamento social “, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves.

Até o momento, foram identificadas no estado do Rio de Janeiro duas variantes: a VOC 202012/01, linhagem B.1.1.7, notificada pelas autoridades do Reino Unido à Organização Mundial da Saúde; e a Variante P.1, linhagem B.1.1.28, considerada um tipo de mutação brasileira. Mundialmente, há outra variante em investigação, sem casos confirmados no estado.

“A chegada de variantes da Covid-19 já era esperada, inclusive, uma Nota Técnica sobre o tema já havia sido enviada aos municípios, no início do mês, com recomendações. O que precisa ser destacado é que não se pode ainda afirmar que os casos são autóctones (contraídos no próprio município) ou importados. Sendo assim, a identificação dessas mutações não pode ser associada com a transferência de pacientes de outros estados”, esclareceu o superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Mário Sérgio Ribeiro.

Estudos apontam que, neste momento, não há evidência científica de que as novas cepas identificadas no estado do Rio de Janeiro provoquem casos mais graves de Covid-19. No entanto, já se sabe que essas variantes se disseminam com maior facilidade.

“A avaliação de cada um dos casos de forma específica, abrangendo histórico de viagem e outras informações, vai possibilitar definir se temos a efetiva circulação do vírus no estado ou se são casos isolados. A partir disso, poderemos avaliar a adequação das ações, caso haja necessidade. A princípio, a mutação que deu origem à nova linhagem não interfere na eficácia das vacinas que estão sendo aplicadas na população, o que está sendo monitorado pelos fabricantes “, pontuou o médico da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS) Alexandre Chieppe.

Em paralelo, o estado do Rio de Janeiro já participa de um programa de monitoramento de variantes da Covid-19, organizado pelo Ministério da Saúde. Há quatro semanas, tem sido feito o envio de amostras para análise – das 12 enviadas até o momento para o laboratório contratado em Minas Gerais, ainda não há resultados.

“ Também está em andamento o sequenciamento genético das amostras colhidas nos 58 pacientes oriundos do Amazonas e dos cinco vindos de Rondônia com Covid-19. Estamos atuando para que seja dada a esses pacientes a melhor assistência, minimizando riscos aos profissionais da saúde e à população fluminense”, disse a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES, Cláudia Mello.

Vacinação – Questionados sobre a campanha de vacinação, os secretários Carlos Alberto Chaves e Daniel Soranz confirmaram que as vacinas disponíveis para a segunda dose estão reservadas para serem utilizadas no tempo oportuno, completando o calendário vacinal das pessoas que já receberam a primeira dose do imunizante. Na sexta-feira (19.02), esses lotes começam a ser enviados aos 92 municípios do estado.

Não há notificação oficial do Ministério da Saúde quanto ao envio de nova remessa de vacinas para o Rio de Janeiro.

Fotos: Maurício Bazílio / SES GovRJ

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Fiocruz confirma presença de variante brasileira da Covid-19 no Rio

Foi confirmada pela primeira vez nesta terça-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) o primeiro caso da variante brasileira da covid-19 no Rio de Janeiro.

Chamada de P.1., a variante foi identificada primeiro em Manaus e, segundo os especialistas, tem uma maior capacidade de transmissão. A mutação acontece quando ocorre uma alteração, de forma aleatória,  no material genético do vírus.

A Fiocruz informou que a variante foi identificada no Rio mediante análise laboratorial, por meio de sequenciamento genético de uma amostra.

O laudo da Fiocruz não aponta se há transmissão local dessa variante ou se a amostra é de alguém que pegou a mutação em outro lugar do país — também não foram divulgadas informações sobre o paciente. Mas o Ministério da Saúde informou que se trata de um caso importado.

Pesquisadores da Fiocruz já encontraram a variante P.1 do novo coronavírus também no Pará, Paraíba, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Além disso, os governos da Bahia, Ceará e de Pernambuco também já confirmaram presença da variante nos seus respectivos estados.

Além variante identificada em Manaus, outras duas têm causado preocupação em todo mundo: a B.1.1.7, identificada pela primeira vez no Reino Unido, e a 501Y.V2, descoberta na África do Sul.

A Organização Mundial da Saúde alerta que as mutações estão se espalhando rapidamente pelo mundo: a britânica já foi identificada em 80 países, a sul-africana em 41 países e a brasileira em 10 países.

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Retiro dos Artistas recebe a segunda dose da vacina contra a covid-19

 

Os residentes do Retiro dos Artistas receberam,  nesta segunda-feira, 15 de fevereiro, a segunda dose da vacina contra a covid-19. Ao todo, 101 pessoas, entre residentes da instituição, em Jacarepaguá, e funcionários, receberam a imunização.

A letrista, escritora e produtora Ana Terra ( na foto) foi a primeira a ser vacinada no Retiro dos Artistas e também a primeira a receber a segunda dose na instituição. A residente celebrou a oportunidade: “Eu me sinto privilegiada e desejo que todo mundo tenha esse momento de felicidade e alegria. Quero agradecer muito aos profissionais de saúde. Passamos todo esse tempo com muitos cuidados e sem visitas. Valeu o sacrifício”.

Stepan Nercessian, ator que é o atual presidente da instituição, falou sobre o alívio que a vacina trouxe para todos: “Esse complemento é o segundo instante de felicidade. É fundamental para o Retiro, que seguiu radicalmente todo o protocolo desde o início da pandemia. Não tivemos nenhum caso de infecção. Mas é uma alegria triste, fazendo uma referência ao Roberto Carlos, porque não podemos esquecer tudo que está acontecendo. Vamos manter toda a precaução necessária”.

A vice-presidente do Retiro, a atriz Zezé Motta, se comoveu ao contar como foram os momentos antes da vacina: “É uma emoção muito grande e um alívio saber que nossos residentes vão estar imunizados. E por nós, que ficamos todo esse tempo sem o mesmo convívio. Há momentos em que são imprescindíveis as nossas presenças. É muito emocionante saber que poderemos dar continuidade ao nosso trabalho, que eu chamo de missão”.

Foto: Edu Kapps

 

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No mês da Luta Contra o Câncer Infantil surge o alerta sobre os desafios para aumentar as chances de cura da doença

No Brasil, o câncer é a enfermidade que mais mata crianças e adolescentes de 01 a 19 anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca)

De Fortaleza, no Ceará, Juan Yure Carneiro das Chagas, com apenas 13 anos, já enfrentou obstáculos que poderiam desestruturar qualquer pessoa adulta. Depois de uma inocente brincadeira entre amigos, Juan descobriu uma alteração no osso femoral e foi diagnosticado com Osteosarcoma – câncer ósseo que começa nas células formadoras dos ossos. O pequeno, como parte do tratamento, precisou passar por uma amputação. Juan encontrou no esporte a chance de um recomeço e foi no surfe que o pequeno manobrou a doença. “A cura foi a melhor alegria da minha vida. Hoje eu sou um vencedor”.

Tendo em vista o desafio de mudar a vida de crianças e adolescentes com câncer como o Juan, o mês de fevereiro celebra o dia Internacional da Luta contra o Câncer Infantil (15/02), com objetivo de alertar sobre a doença e promover a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura aos mesmos patamares dos países com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que podem chegar a 80%. Atualmente, no Brasil, as chances de cura são de 64%.

De acordo com pesquisa realizada pelo INCA – Instituto Nacional de Câncer, no Brasil, a cada hora, surge um novo registro de câncer em crianças e adolescentes. Esta é a doença que mais mata crianças e adolescentes de 01 a 19 anos no país. Ainda conforme o estudo, entre os anos 2020 e 2022, o Brasil terá cerca de 625 mil novos casos de câncer diagnosticados entre crianças e adultos.

Para aumentar as chances de cura no cenário no Brasil, o Instituto Ronald McDonald, instituição sem fins lucrativos, há quase 22 anos atua para aproximar famílias da cura do câncer infantojuvenil. A organização tem como missão promover saúde e qualidade de vida para crianças e adolescentes antes, durante e após o tratamento da doença através de diversos projetos pelo Brasil.

Como é o caso do Juan Carlo Moreira, que aos 10 anos foi diagnosticado com 10 tumores malignos e uma metástase no pulmão. Ele passou pelo tratamento oncológico e contou com o auxílio da Casa Ronald McDonald do Rio de Janeiro, um dos programas coordenados pelo Instituto Ronald McDonald. “Eu não acreditava em doações, e ali, na Casa, vi realmente a importância delas para quem atravessa a doença. Sou a prova de que o preconceito existe e de que cada doação conta, e conta muito. Guardo isso no meu coração, é um peso de ter, um dia, duvidado da ajuda dessas doações”, afirma Alessandra Araújo de Souza, mãe de Juan.

Sua jornada não foi fácil, mas hoje, aos 18 anos, ele está curado, é estudante técnico de informática, está no seu primeiro emprego e tem o sonho de estudar fora do país.

Apenas em 2019, a organização sem fins lucrativos, que depende exclusivamente de doações de pessoas físicas e empresas, realizou cerca de 95 mil atendimentos a crianças e adolescentes com câncer em tratamento e seus familiares. Só pelo programa Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil, o Instituto Ronald já capacitou mais de 27 mil profissionais e estudantes da área de saúde, sensibilizando os participantes sobre a importância dos sinais e sintomas da doença em crianças e adolescentes como auxílio para o aumento das chances de cura.

Em 2020, o programa Diagnóstico Precoce, em versão totalmente digital, capacitou 742 estudantes de enfermagem e medicina e residentes em pediatria. Ainda em 2020, o Instituto Ronald McDonald, por meio de suas ações e campanhas, beneficiou 68 projetos, de 59 instituições em 43 municípios de 21 estados mais o Distrito Federal.

No Brasil, o tempo entre a percepção de sintomas e a confirmação diagnóstica do câncer infantojuvenil é longo e por isso muitos pacientes chegam ao tratamento em fase avançada da doença. “Identificar precocemente o câncer infantojuvenil é fundamental para aumentar as chances de cura e resultados positivos de tratamento. Os sinais do câncer na infância muitas vezes são imprecisos e por isso é importante estarmos sempre em alerta.”, reforça o superintendente do Instituto Ronald McDonald, Francisco Neves.

Principais sinais e sintomas do Câncer infantojuvenil

Em sua fase inicial, os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil podem se assemelhar aos de doenças comuns da infância, o que muitas vezes dificulta a suspeita e o diagnóstico correto do câncer em crianças e adolescentes.

• Aumento do abdômen;

• Dores de cabeça – especialmente se incomum, persistente ou grave, acompanhada de vômito (normalmente pela manhã ou com piora ao longo dos dias);

• Sangramentos no nariz ou gengiva;

• Tontura;

• Palidez e hematomas;

• Emagrecimento – quando a criança não ganha peso, perde peso ou ganha peso de forma insuficiente;

• Alterações oculares – pupila branca, estrabismo de início recente, perda visual, hematomas ou inchaço ao redor dos olhos;

• Fadiga, letargia ou mudanças de comportamento – como isolamento;

• Dor em membro ou dor óssea;

• Caroços ou inchaços – especialmente se forem indolores e sem febre ou outros sinais de infecção;

• Febre e tosse persistente – ou falta de ar e sudorese noturna.
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Brasil Saúde

Fevereiro Roxo: insônia e problemas de concentração podem ser sintomas de Alzheimer

À medida que a expectativa de vida mundial se tornou mais elevada, houve também aumento da prevalência de Alzheimer. Atualmente, a doença atinge mais de 35 milhões de idosos e é um dos principais desafios globais de saúde. Os sinais envolvem perda de memória que prejudica a vida diária, desorientação, empobrecimento de julgamento e tomada de decisão, alterações de humor e de personalidade, além de abandono do trabalho e da realização de atividades sociais.

O assunto é tão relevante que em 2020, a Doctoralia , maior plataforma de agendamento de consultas do mundo, teve mais de 74 mil pesquisas em seu site sobre o tema, sendo que a seção ” Pergunte ao Especialista ” contou com 82,4% dessas buscas. A psiquiatra membro da Doctoralia, Gabriela Giovanini Borges (https://www.doctoralia.com.br/gabriela-giovanini-borges/psiquiatra/mogi-guacu), esclarece algumas dessas dúvidas. Uma delas é se Alzheimer provoca incontinência urinária. “Não. E a incontinência só ocorre nas fases mais avançadas da demência, quando os idosos perdem o controle dos esfíncteres”, conta.

A especialista também explica que a pessoa acometida pelo Alzheimer deixa de fazer as atividades porque simplesmente começa a esquecer as suas habilidades. “É muito comum que as síndromes demenciais iniciem com alterações comportamentais, como problemas de concentração, insônia e apatia. O idoso passa a ter dificuldades em executar tarefas simples do cotidiano e pode ficar mais isolado, entristecido ou até mesmo mais agitado e com dificuldade para dormir”, conta.

Geralmente, o Alzheimer acomete pessoas com idade avançada, antecedentes familiares de demência, presença do gene APOE-e4 e de trissomia do cromossomo 21, e estima-se que 50% ou mais de pessoas com síndrome de Down desenvolverão a doença. “Há outro grupo que pode apresentar Alzheimer devido a um histórico de traumatismo craniano, hipertensão, diabetes, colesterol alto ou qualquer problema cardiovascular”, explica a médica.

A especialista também esclarece que, no envelhecimento normal, há diminuição da velocidade com que o idoso se locomove, raciocina e aprende as coisas. Já na demência, ele vai desaprendendo atividades, como resolução de problemas, e apresenta perda motora e na linguagem. “Importante salientar que nem todo idoso terá Alzheimer. Tudo vai depender dos fatores de risco, qualidade de vida que esse idoso teve e o quanto ele se mantém ativo”, ressalta.

Aqueles com queixa de memória devem procurar um médico para investigação. “São realizados diversos exames de sangue para excluir outras doenças que possam mimetizar a demência. A ressonância nuclear magnética de encéfalo pode mostrar áreas de redução volumétrica, mas não é um diagnóstico definitivo. Já o tratamento depende do estágio da doença. Para evitar o desenvolvimento de comorbidades, o ideal é que haja um acompanhamento multidisciplinar, com psiquiatra, neurologista, fisioterapeuta e nutricionista”, afirma Gabriela.

Além dos tratamentos que ajudam a atrasar a progressão da doença, algumas iniciativas também podem proporcionar mais qualidade de vida às pessoas. “Os estudos sugerem que atividades físicas, sociais e cognitivas também podem ajudar. Controlar os fatores cardiovasculares, como hipertensão e diabetes, e desenvolver novas tarefas são essenciais para prevenir a demência”, ressalta a especialista.

Gabriela também afirma que, com o progresso da doença, o cuidado exigido da família pode resultar em estresse emocional. “Alguns dados mostram que o risco de depressão aumenta para os cuidadores à medida que a demência progride. Por isso, é importante o fortalecimento de laços entre todas as partes envolvidas, com o intuito de oferecer o melhor cuidado para todos”, finaliza.
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Saúde Sociedade

Acolhimento humanizado e multiprofissional complementa tratamento e preserva qualidade de vida do paciente com câncer

O acompanhamento por uma equipe de profissionais se mostra essencial para fugir de embates com a doença. Mais do que lutar, o paciente oncológico deve viver
Existe hoje um conhecimento coletivo de que o tratamento oncológico depende muito da tecnologia. De fato, houve importantes avanços tecnológicos nas últimas década, que permitem não só o tratamento, mas o diagnóstico precoce do tumor. No entanto, com o desenvolvimento do conhecimento, o câncer caminha para se tornar um problema de saúde crônico, com o qual é possível viver por muitos anos e com qualidade. “Essa mudança de paradigmas reforça a necessidade de ter um olhar completo sobre os cuidados com a saúde do paciente. Dessa forma, é essencial contar com uma equipe multiprofissional que tem como objetivo maior a preservação da autonomia e felicidade do indivíduo com câncer”, explica Dr. Olavo Feher, oncologista clínico do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês. Somente em 2020 o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou mais de 600 mil novos casos no país.

Enfermagem, psicologia, odontologia, farmácia, nutrição, fisioterapia, consultoria de imagem, além de outras especialidades como a estomatologia e a fonoaudiologia, compõem a equipe multiprofissional. “Nós consideramos esse time de profissionais como o ponto de partida, mas em casos específicos, em que a doença afeta outras funcionalidades, podemos contar com outros especialistas”, esclarece o oncologista. Confira abaixo como a equipe multiprofissional atua e os benefícios que promovem.

Novas forma de cuidar
Ao passo em que oncologistas e o time de profissionais estabelecem novos protocolos de tratamento e cuidado, a ciência busca entender seus impactos na qualidade de vida, condição de saúde, adesão ao tratamento e até no desfecho clínico. A psicologia, por exemplo, é uma das áreas cujos efeitos têm sido amplamente estudados.

Diversos estudos indicam os benefícios que a abordagem multiprofissional pode oferecer ao paciente, bem como o impacto de sua ausência. Os efeitos fisiológicos diretos da doença e do tratamento associados a carga psicológica, por exemplo, afetam o corpo e eventualmente o cérebro, levando a mudanças no sistema neuroendócrino e imunológico com consequências abrangentes na saúde mental e comportamento.

Cerca de 11% dos pacientes oncológicos têm depressão, 10,2% convivem com a ansiedade e 12,5% tem algum transtorno para se ajustar a nova realidade. Essas comorbidades psiquiátricas levam a uma redução significativa na qualidade de vida em pacientes com câncer, e podem ser associadas a um aumento da dor. Estudos sugerem que a terapia de comportamento cognitivo, psicoeducação, hipnose, técnicas de relaxamento, ioga e exercícios podem ser indicados em diferentes estágios da doença pois visam melhorar o enfrentamento e aceitação por meio da modulação de atividades e mudando o foco de atenção.

“A assistência multiprofissional e integrada pode auxiliar no tratamento específico do tumor, seja imunoterapia, quimioterapia, radioterapia ou até a cirurgia. A prevenção e o cuidado com as condições físicas e psicológicas que acompanham o diagnóstico favorecem o fortalecimento do indivíduo, tornando-o mais preparado para lidar com o momento delicado e aumentando a adesão ao protocolo”, finaliza o especialista.
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Zagallo é vacinado contra a Covid-19 aos 89 anos no Rio

O ex-técnico da Seleção Brasileira Mario Jorge Lobo Zagallo, de 89 anos, tomou a vacina contra a covid-19 nesta segunda-feira (8) no Rio de Janeiro. Ele foi imunizado com a primeira dose da Coronavac no drive-thru do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e deverá tomar a segunda dose em 28 dias.

Em suas redes sociais, Zagallo comemorou a imunização. “Hoje foi dia de ir tomar a vacina do COVID. A primeira dose ja foi!”, postou ele no Instagram, como legenda da foto em que aparece sendo vacinado dentro de um carro.

Um dos ícones do futebol brasileiro, Zagallo tem quatro títulos mundiais pela Seleção: dois como jogador, nas Copas de 1958 e 1962, um como treinador, em 1970, e outro como coordenador técnico, em 1994.

Vacinação de idosos

A vacinação para idosos com idades a partir de 85 anos começou nesta segunda-feira no Rio, de forma escalonada.

A imunização foi iniciada hoje pelas pessoas com 89 anos. Na terça-feira (9), será a vez das pessoas com 88 anos, e assim sucessivamente, reduzindo a idade por ano a cada dia, conforme foi feito na semana passada. No sábado, 13, será o dia de vacinar quem não puder ir durante a semana.

Pontos de vacinação

Segundo a prefeitura, além das 236 clínicas da família e centros municipais de saúde, a vacinação está sendo realizada no sistema drive-thru, durante a semana nos postos da Uerj e Parque Olímpico, das 9h às 15h (o posto também faz vacinação tradicional para pedestres).

Aos sábados, acontece, de 8h ao meio-dia, nas policlínicas Lincoln de Freitas Filho (Santa Cruz) e Guilherme Manoel da Silveira (Bangu); no CMS Belizário Penna (Campo Grande); no Sambódromo, na Cidade Universitária e no campus da UFRJ, em Botafogo; no Parque Madureira; no Estádio do Engenhão; e no Parque Olímpico.

A Uerj é o único posto que só funciona durante semana. É importante que os idosos levem documentos de identidade e, se possível, cadernetas de vacinação.

A recomendação para vacinação de idosos restritos ao leito (acamados) é procurar no serviço “Onde Ser Atendido” a unidade de referência e entrar em contato. É possível ainda solicitar o agendamento pelo e-mail: [email protected]