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Entrevistas

“O mundo precisa mudar”

 

Por Claudia Mastrange

Não é à toa que o ator Deo Garcez tem orgulho de sua trajetória. O menino que viveu uma infância pobre em São Luiz do maranhão viu seu sonho virar realidade ao tornar-se um ator nacionalmente reconhecido.  Nada foi fácil: ele fez acontecer. Começou a fazer teatro ainda menino e lá se vão mais de 40 anos e muita história para contar. Representatividade também o define, já que  procura sempre abordar a temática do racismo em seus trabalhos e há 5 anos  encena  ‘Luiz Gama ─ Uma Voz pela Liberdade’. O espetáculo conta a trajetória do ex-escravo, jornalista, poeta, político, advogado autodidata, que foi responsável pela libertação de mais de 500 escravos. Deo está em cartaz  também com o espetáculo online “Anjo Negro”, baseado no texto de Nelson Rodrigues. Em entrevista ao Diário do Rio, ele fala de como se reinventou na pandemia e o que espera para o país e o mundo em 2021.

Diário do Rio-  Quando iniciou o trabalho com Luiz Gama, imaginava esse estrondoso sucesso e essa longevidade do espetáculo?

Deo Garcez – Não imaginava não. Mas de imediato vimos que a aceitação era muito grande e que iríamos fazer esse espetáculo por um bom tempo. Não que fosse vir até aqui, são 5 anos. Sei que continuará a ser feito. Me vejo velhinho de bengala interpretando Luiz Gama (risos). Porque sempre haverá necessidade de se contar a história dele. A importância dele para o Brasil e para o  mundo.

– Qual a importância de abordar esse tema para o país e os negros?

Deo Garcez – A peça recupera a importância fundamental, na construção desse país, da luta por direitos, da luta em especial pela libertação dos escravos no Brasil. Espetáculos como esse trazem pra hoje e faz ecoar a voz dos nossos ancestrais negros e negras que foram invisiblizados ao longo da história brasileira. História que é sempre manipulada do ponto de visa do opressor, do colonizador, dos poderosos…. Há tantos heróis e heroínas que precisam ser recuperados, como Esperança Garcia, no Piauí; Negro Cosme, no Maranhão…. Líderes que tiveram importância fundamental na luta pela abolição. Quem os conhece? Quase ninguém.

– O racismo é um mal que nunca se acabará?

Deo Garcez – Não sei se acabará. Mas torço que minimize. O mal sempre vai existir, mas nós, do bem, estamos aí para combatê-lo.. Me sinto péssimo diante de tantos acontecimentos relacionados ao racismo.a matança da população negra dentro e fora do país. É traumático ser negro no Brasil porque as mazelas da escravidão continuam até hoje. Cada 23 minutos um jovem brasileiro entre 12 e 19 anos é assassinado. Nos presídios, mais de 70% da população é negra. As muheres negras são duplamente marginalizadas., discriminadas. É urgente que esse genocídio acabe. É preciso que falarmos uma revolução, no melhor dos sentidos, para acabar com essa crueldade que é o racismo.

– Porque decidiu encarnar o “Anjo Negro”? 

Deo Garcez – Decidi encarnar  Ismael porque é uma forma diferente de abordar o racismo, na linguagem de Nelson Rodrigues. Fala do auto- preconceito, é bastante polêmico.  Meu personagem é capitão do mato de si mesmo. Remete as pessoas que, diante de tanta crueldade, se sentem inferiores e renegam sua própria etnia. Sabemos que existem os “Sérgios camargos” (atual presidente da Fundação Palmares) da vida que renegam sua ancestralidade, seus heróis negros. É atual. Nelson bota o dedo na ferida, não tem meias palavras, fala do pior dos sentimentos e da maldade humana.

– Qual a função do artista na sociedade e no Brasil  atual?

Deo Garcez – Além de levar entretenimento, o artista tem uma função educativa muito grande. No sentido de desalienar, politizar as pessoas e a sociedade. No Brasil, além da pandemia e da vulnerabilidade que vivemos, há um momento de negação de direitos, da saúde, da educação, da cultura, das relações exteriores… Nós artistas temos que fomentar esse debate e ver que atitudes políticas  possam ser implementadas para que possamos ter direitos iguais, direito à vida.

– São mais de 40 anos de carreira… Como avalia sua trajetória ?

Deo Garcez – Avalio com orgulho, uma felicidade muito grande por ter realizado meu sonho e ter essa trajetória, essa representatividade. Eu que venho de um subúrbio, negro, com dificuldades, que nunca deixei  que fossem obstáculos para realizar meu sonho. Ser artista não é fácil, ainda mais no Brasil. Sempre  procurei, nos meus trabalhos, abordar a temática afrobrasileira , a luta antiracismo. Isso me dá grande reconhecimento, como a medalha Pedro Ernesto, que recebi na Câmara de Vereadores do Rio, por conta de Luiz Gama.

– Como lidou com a pandemia?  O que reavaliou com tudo que o mundo esta enfrentando?

Deo Garcez – Tenho conseguido produzir de forma  proveitosa, através de leituras, reflexões, experimentações artísticas –  como os dois espetáculos em formato online. Estamos nos adequando a tudo. Nesse momento, chega-se à conclusão que o mundo precisa mudar. Cuidar da natureza, da própria vida, da saúde, sermos menos individualistas, pensarmos no bem comum. Deixar o capitalismo um pouco de lado e pensar no bem coletivo.

– Quais os planos e o que espera para 2021, para você, o nosso país e o mundo?

Deo Garcez – Continuarei Luiz Gama, claro. Anjo Negro continua em janeiro, terceiro ato. Tenho outro texto, que é um monólogo, de Ricardo Torres, diretor de Luiz Gama, para o qual já procuro patrocinador. Fala das minorias, da luta pelos direitos, o preconceito de diversas formas; temática necessária. Tem dois curtas e ainda uma outra peça de cunho histórico…. Muitos planos !( risos). Em janeiro também volta ao ar a novela Salve-se que Puder, em que vivo o médico Emir.

Para o Brasil, espero, que nossos governantes pensem e coloquem em prática políticas públicas que favoreçam aqueles que estão à margem e são uma grandíssima maioria. E também combater o racismo que mata nossa população negra. Que nas nossas escolas se conte a verdadeira História do Brasil, que a Lei 10.639  (que obriga o ensino da história da África e a importância dos negros na formação do Brasil) seja colocada em prática. Que se pense realmente num Brasil para todos, com saúde e educação de qualidade, moradia digna e igualdade de direitos de modo geral.

Foto: Vivian Fernandez 

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Notícias do Jornal

DJ Diego Fábio dos Santos de Jesus, o Zulu Tec Nykko – Uma história de superação, amor pela dança e bons projetos

Antes de se tornar um jovem rebelde, segundo sua própria definição, Zulu passou parte da infância preso à cama. Durante três longos anos conviveu com uma bronquite asmática seguida de sopro cardíaco (uma anormalidade do fluxo sanguíneo que passa pelo coração).

Com o passar do tempo, Zulu frequentou outros grupos de dança até descobrir o movimento hip hop. A passagem por ONGs e projetos sociais fez com que criasse uma metodologia própria de ensino a ser aplicada a crianças, o que o qualificou como educador.

Em pouco tempo já estava ministrando aulas no projeto que ajudou a criar, o Cypher da Rua. Na linguagem do hip hop, “cypher” é a roda de amigos que se forma nas batalhas de MC’s ou em outras atividades ligadas ao movimento. Funcionando desde 2015, hoje o projeto atende cerca de 40 crianças de várias classes sociais e acumula inúmeras histórias de superação.

Zulu, também é ganhador de 6  grandes prêmios, incluindo o de melhor gestor de Cultura do Estado Rio de Janeiro em 2017 e 2019, melhor evento da Baixada projeto Cypher Na Rua,  ministrou  vários workshop de Dança    Urbanas em Vários Estados do Brasil, participou de show e programa Tv , hoje é membro Representante da Zulu Nation INSTITUIÇÃO Organizadora do Hiphop Mundo ,(internacional) e membro do Conselho internacional de Dança o CID- UNESCO.

Ele também é…

Dançarino (Danças urbanas-breaking) , Coreógrafo, Art -Educador , Pesquisador de danças Urbanas ,Treinador de Breaking , DJ, Beat Maker (formado pela RedBull Favela Beat) , Presidente do Centro de Desenvolvimento de Atributos Urbanos (URBANOS BF), instituição com  atuação nacional e internacional. Diretor do curso de dança do Teatro Municipal de Duque de Caxias, Conselheiro Municipal de Juventude de Duque de Caxias , Conselheiro Municipal de Cultura de Duque de Caxias ,  criador do kit de mobilização de jovem negro periféricos o (Quilombox) da Anistia Internacional campanha Jovem negro Vivo ,  Produziu e coordenou diversos eventos e projetos artísticos dentro e fora da cidade de Duque de Caxias.

Atualmente participa da Comissão Técnica da (CNDDS – Conselho Nacional de Dança Desportiva e de Salão), organizando diretrizes da Dança Breaking no seu possível enquadramento no território braseiro.

Em 2019, Cypher foi contemplado com o Diploma Heloneida Studart, uma forma de reconhecimento e estímulo às boas práticas culturais promovida pela Comissão de Cultura da Alerj. Também esteve entre os sete vencedores do edital ” Apoio a Ações Locais Enfrentamento ao Racismo com Enfoque na Segurança Pública”. A chamada pública visa fornecer suporte para iniciativas, coletivos e organizações sediadas na Baixada Fluminense.

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Cultura Destaque

GRUPO AWURÊ FAZ CROWNDFUNDING PARA LANÇAR EP E CLIPE

O grupo Awurê lança entre o dia 16 de Outubro e 08 de Dezembro uma vaquinha virtual (https://benfeitoria.com/awure)  para arrecadar fundos e preparar o seu primeiro EP com seis músicas inéditas e videoclipe. Tocando ritmos africanos e brasileiros, o grupo formado por Fabíola MachadoArifran Jr., Anderson Quack e Pedro Oliveira resgata a ancestralidade e combate a intolerância com arte. Homônima ao nome do grupo e do EP, a música de trabalho é composição da cantora e compositora Teresa Cristina em parceria com Raul di Caprio. A estreia do grupo na indústria fonográfica conta ainda com uma canção inédita de Altay Veloso.

“Este EP será a consolidação de todo o nosso trabalho, desenvolvido ao longo desses quase três anos. É a convergência de toda forma de amor, emoção e a alegria gerada em nossos encontros, e um canto de luta e autoafirmação”, adianta Arifran. “Pretendemos levar para o nosso público a festa, os tambores, a celebração da beleza e da importante influência africana na construção da identidade cultural do nosso país”, pontua.

Contando com nomes de peso já no primeiro EP, o grupo entende essa sinergia como algo ancestral. “O reconhecimento pelo nosso trabalho nasce do alinhamento das energias ancestrais que nos trouxeram até aqui, resultando nesta linda arte do encontro e identificação. O grande Altay Veloso tem sido uma bússola pra gente. Um grande mestre que, além de apostar, acredita no nosso som e com isso nos têm dado o carinho necessário e todo o suporte profissional. Um padrinho!”, celebra.

O termo ioruba Àwúré faz menção e desejo de boa sorte, bênçãos e prosperidade. Constituído na pluralização oriunda por diversos estilos musicais como Samba, Ijexá, Jongo, samba de roda e toques de candomblé, o Awurê nasceu em janeiro de 2017, em Madureira, de um encontro despretensioso entre amigos músicos de diferentes influências, cuja trajetória se estabelece forjada na importância e na beleza de todo legado africano, onde o povo negro se sente pertencente a todo o processo. Desde então, além de uma roda de samba mensal no Quintal de Madureira, o grupo já se apresentou em espaços como Teatro Oi Casagrande, Teatro Rival, Teatro da UFF, Solar dos Abacaxis, Museu Capixaba do Negro, Prêmio Atabaque de Ouro, entre outros.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Colunas Destaque

“Os Balés Russos e as Transformações na Visualidade da Cena” é o tema da Campanha #AulaEmCasa do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Na próxima segunda-feira, dia 19 de outubro, a Campanha #AulaEmCasa vai receber, com o patrocínio Ouro Vale e Petrobras, a cenógrafa e figurinista Desirée Bastos. Mestre em Artes Visuais pelo Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e professora do curso de Artes Cênicas da Escola de Belas Artes/UFRJ, Desirée vai abordar os conceitos de visualidade da cena desenvolvidos na participação das vanguardas artísticas do século XX através dos Balés Russos. Também vai falar sobre os desdobramentos desses movimentos no Brasil e na obra de outros artistas da cena. A live começa às 14h, no Instagram (@theatromunicipalrj). Amplie o seu conhecimento assistindo a Campanha # AulaEmCasa.

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Cultura Destaque

No mês da criança, projeto “Que História Contar?” oferece entretenimento educativo em plataforma online

Estreia em 12 de outubro o projeto “Que História Contar”, uma série de sessões de contação de histórias infantis apresentadas por atores, músicos e palhaços, que vai oferecer entretenimento educativo no mês da criança. Entre os dias 12 e 31 de outubro, às 10h, uma obra diferente será contada, seguida de um bate-papo ou de uma oficina interativa com os artistas na plataforma Zoom. A classificação etária é livre – indicado para crianças a partir de 3 anos. Os ingressos vão de R$ 7,50 a R$ 15 e podem ser adquiridos no site http://sympla.com.br e o conteúdo ficará disponível até 12 de dezembro. O projeto “Que História Contar” tem coordenação da pedagoga e contadora de histórias Fernanda Faria e direção geral do produtor Bruno Mariozz.

Baseadas em obras clássicas como “Rapunzel”, dos Irmãos Grimm, “A festa no céu”, de Ângela Lago, “A pequena vendedora de fósforos”, de Hans Christian Andersen, e no conto chinês “O pote vazio”, as histórias foram adaptadas para abordarem questões como diversidade de gênero, étnico-raciais e acessibilidade. Há também textos contemporâneos como “Sinto o que sinto – A incrível história de Asta e Jaser”, de Lázaro Ramos, “O pequeno príncipe das ruas”, de Allex Miranda e “Ventanera – A cidade das flautas”, de Moira Braga.

Além de ser uma opção de entretenimento educativo para a criançada durante o período de isolamento social, “Que História Contar” tem como objetivo despertar o gosto pela leitura e, principalmente, democratizar e diversificar o universo das contações de histórias e da literatura infantojuvenil. O elenco de 22 contadores é formado por: Alexa Velásquez, Alexandre Moreno, Allex Miranda, Clara Santhana, Danielle Fritzen, Dayse Pozzato, Diego de Abreu, Fábio França, Fernanda Fari, Jorge Oliveira, Leandro Castilho, Lu Fogaça, Luan Oliveira, Matt Trindade, Milton Filho, Moira Braga, Patrícia Costa, Raquel Penner, Thaianne Moreira,Vilma Melo, Viviane Netto e Wladimir Pinheiro.

“Quando eu era criança, negra e de baixa renda, não me recordo de nenhuma história em que o corpo negro fosse protagonista. Por que sempre um castelo e uma casa grande? Cadê a periferia? A casa pequena? Muitas pessoas também não se sentiram pertencentes ou representadas no universo literário”, lembra a pedagoga e contadora de histórias Fernanda Faria, coordenadora do projeto.

“Somos frutos das histórias que lemos, aprendemos, ouvimos e vemos. As histórias formam, se movem e nos movimenta. Acredito que se tivéssemos tido acesso às histórias de gênero, com questões raciais e de inclusão, não seríamos o país que mais mata com o racismo, machismo, homofobia, sem nenhuma inclusão para as pessoas com deficiência”, questiona Fernanda.

Diretor geral do projeto, Bruno Mariozz, da Palavra Z Produções Culturais, enxerga também uma oportunidade de movimentar e apoiar a economia criativa do segmento cultural, que foi duramente atingida com a pandemia. “Reunimos diversos profissionais para que possamos fortalecer a criação artística e proporcionar momentos lúdicos em um momento tão delicado que estamos passando”, diz.

Que História Contar – Luan Vieira – Divulgação

HISTÓRIAS

Abrindo a programação em 12 de outubro, está “Minhas contas”, de Luiz Antonio, interpretada pela atriz Fernanda Faria. A história fala sobre tolerância religiosa ao contar sobre uma amizade de duas crianças abalada pelo preconceito dos pais. O conto tradicional chinês “O pote vazio” ganha interpretação do artista cadeirante Matt Trindade. No conto, um imperador distribuiu sementes de flores para que as crianças de seu reino as cultivassem e lhe trouxessem o resultado d0 trabalho. Ao final de um ano, o menino Ping só conseguiu apresentar um pote vazio. Mas o que parecia um fracasso tornou-se um grande triunfo.

Em “Sinto o que sinto – A incrível história de Asta e Jaser”, de Lázaro Ramos, a atriz Vilma Melo mostra que mesmo para os adultos, lidar com os sentimentos nem sempre é fácil. Isso é o que Dan percebe ao longo de seu dia, enfrentando diferentes situações que o fazem ter que encarar uma mistura bastante diversa de sentimentos. Escrito e contado pelo ator Allex Miranda, “O pequeno príncipe das ruas” narra a história de um homem de negócios que, atrasado para uma reunião, muda o trajeto e tem seu carro enguiçado em uma cidade remota.

“Ventanera – A cidade das flautas” é um texto escrito pela bailarina e atriz cega Moira Braga. Ventaneira é uma cidade fantástica onde flautas voam amarradas em pipas coloridas e só o sopro dos ventos pode tocar esses instrumentos musicais. Um dia amanhece silencioso, sem ventos e sem música. Até que o menino Rudin, o único habitante de Ventaneira que não sabia nem fazer flautas, nem empinar pipas e que só consegue ver o que suas mãos podem alcançar, descobre como trazer a música e a alegria de volta à cidade.

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Destaque Notícias

Com números se estabilizando, estados retomam atividades culturais

Apesar de os números da pandemia de covid-19 no Brasil indicarem a estabilização dos casos e das mortes ainda em patamares altos, segundo dados do Ministério da Saúde e da Fiocruz, o processo de reabertura econômica e flexibilização do isolamento social segue em todo o país, com a liberação de eventos e atividades de lazer. Desde o último levantamento quinzenal feito pela Agência Brasil, a Bahia autorizou parcialmente a permanência em praias e parques.

No Sul do país, Santa Catarina modificou as regras de hospedagem de hotéis e permitiu a reabertura de casas noturnas, boates, pubs, casas de shows e afins nas regiões que estiverem na classificação de risco potencial moderado.

No Rio de Janeiro foram autorizados os parques de diversões e casas de shows, com restrição de ocupação, mas as rodas de samba e a permanência nas praias seguem proibidas. Alagoas liberou eventos em ambientes abertos, no Ceará podem retornar os circos e parques infantis, os shoppings e, em Pernambuco, os eventos sociais para até 100 pessoas e cinemas e teatros com ocupação de 30%.
Em Minas Gerais, as regiões classificadas na onda verde podem reabrir cinemas e teatros, e Mato Grosso liberou bares, casas noturnas, cinemas e competições esportivas.

Eventos culturais continuam proibidos no Piauí e em Sergipe. O Rio Grande do Sul está todo em Bandeira Laranja e se a situação permanecer assim, pode começar a planejar o retorno presencial de aulas, eventos sociais e atividades culturais. Em São Paulo, atividades culturais e eventos são liberados para regiões que passarem ao menos 28 dias na fase amarela.

Na educação, poucos estados liberaram o retorno do ensino regular às aulas presenciais, como o Ceará fez para o ensino médio e a educação infantil, mas com capacidade reduzida das turmas. O Piauí e Pernambuco autorizaram a volta do 3º ano às salas de aula. Outros definiram os protocolos de retorno, mas não marcaram data, como o Rio de Janeiro, Paraná e a Paraíba. No Rio, apenas o 3º ano do ensino médio poderá voltar este ano. Em São Paulo, a previsão é que as aulas presenciais na rede pública voltem no dia 3 de novembro e no Espírito Santo, a partir do dia 13 de outubro.

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Bruna Pazinato lança single Toda Noite

Bruna Pazinato está com música e clipe novo. A cantora lançou na última sexta-feira (25/09) o single Toda Noite e o clipe da canção foi toda gravado durante a quarentena. A música foi escrita por Bruna em parceria com Rapha Lucas, finalizada em 2019 e muito bem guardada pela cantora que só agora sentiu a necessidade de lançar a canção esse ano, a canção faz parte do EP “Afrodisíaca”.

 Todas as músicas do EP foram inspiradas em mulheres que passaram pela vida da cantora. “Minhas músicas falam de amor e não seria justo eu ‘esconder’ o meu”, argumenta Bruna. Pazinato assumiu a homossexualidade há pouco tempo e está aprendendo diariamente com essa nova situação.  “Ser mulher, artista e lésbica em uma sociedade majoritariamente machista é uma luta diária. A gente tem que se provar todos os dias”, declarou.

A cantora que, também, é atriz e já atuou em muitas novelas da Record foi convidada para ser jurada do programa  “Canta Comigo Teen” da mesma emissora e fala um pouco do seu primeiro contato com a música. “Tive contato com a música desde a infância, meu avô tocava sanfona e meus pais amam música. Fui criada em meio a cultura gaúcha, cheia de sons e tradições. Trago essas raízes como inspiração e sempre faço questão de colocar essas referências nas minhas músicas. Toda Noite por exemplo tem uma sanfona linda. E ainda tem o R&B pelo qual sou apaixonada! Minha música é a fusão de tudo isso com uma coleção de boas histórias nas composições. Todo o EP Afrodisíaca e Toda Noite tem como base amores que passaram pela minha vida”, finaliza Bruna.

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Morre, aos 87 anos, Zuza Homem de Mello

Morreu na madrugada de ontem (4), aos 87 anos, o crítico, musicólogo e jornalista Zuza Homem de Mello. Em uma breve nota postada Instagram de Zuza, a esposa do crítico, Ercília Lobo, informou que ele sofreu um infarto dormindo. Companheira de 35 anos de Zuza, ela disse que os dois tinham passado uma noite agradável. “Ele morreu dormindo, após termo brindado, na noite de ontem, todos os projetos bem-sucedidos”, disse.

Em razão da pandemia de coronavírus, o velório será apenas para a família e amigos próximos. Não foi informado o local.

Zuza teve uma carreira em que acompanhou importantes movimentos da música. Chegou a ser músico profissional e a tocar com o trio de Dick Farney na década de 1950. Mas ficou reconhecido pelo trabalho de pesquisa e crítica que desenvolveu nos anos seguintes. Na sua trajetória, conheceu grandes nomes da música. Entrevistou por diversas vezes Elis Regina e viu no palco Billy Holiday Miles Davis, John Coltrane e Thelonious Monk.

Em 1956 começou uma coluna sobre jazz para a Folha da Noite. Trabalhou ainda, por dez anos, como engenheiro de som na TV Record e como responsável pelos contatos para contratações de artistas internacionais. Em 1977 começou o Programa do Zuza na Rádio Jovem Pan, que durou até 1988.

Publicou diversos livros, como Música Popular Brasileira Cantada e Contada (1976)A Era dos Festivais (2003); e Copacabana: a trajetória do samba-canção (2017).

Parte de sua história foi recontada no documentário Zuza Homem de Jazz, dirigido por Janaína Dalri e lançado no ano passado.

Com informações: Agência Brasil

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Cineasta carioca dirigiu série durante isolamento social

As produções audiovisuais em sets de filmagem pararam durante a pandemia, mas o Cineasta Wagner Novais, mesmo confinado, dirigiu e produziu de forma  virtual a série documental “Único na Quarentena. O projeto, que trata-se de uma web série com 5 episódios, onde Wagner Novais  entrevista seus vizinhos também isolados em seus apartamentos. Este projeto foi contemplado com o Prêmio Edital Cultura nas Redes da Secretaria de Cultura e Economia criativa do Estado do Rio de Janeiro.

Wagner Novais é diretor, roteirista e professor de cinema. Wavá, como é conhecido dirigiu alguns curtas-metragens que colecionam prêmios de realização como “Fonte de Renda”um dos episódios do longa 5x Favela – Agora por Nós Mesmos e “Tempo de Criança”. Já lecionou nas escolas Darcy Ribeiro e Criative Film School. Também assinou assistência de direção em séries  “O mecanismo” “Imagem e Vinil” e na novela global “Bom Sucesso”.

Os episódios já estão disponíveis:

Instagram: https://www.instagram.com/wava.novais/
Youtube: https://www.youtube.com/user/respeito83
Facebook: https://www.facebook.com/wavanovaiss

Direção, roteiro e produção: Wagner Novais
Elenco: Patrick Sonata
Comunicação: Juliana Portella

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Notícias do Jornal

Um dos artistas mais talentosos da nova geração, Muato lança série de singles e clipes

Em todo e qualquer contexto, beco e viela, a arte não para, não cala e segue em conexão com os desafios da vida. É um organismo que pulsa resistência, capaz de encantar com seu lirismo e esmurrar com um sopro de realidade. Essa marca percorre a obra de um dos artistas mais talentosos da nova geração da MPB, Muato, que acaba de lançar o projeto “AfroLove Songs ou A Canção Urbana de Amor Político”. Com uma linguagem própria que dialoga com o universo do Hip hop e da música brasileira, ele apresenta sua música urbana através de canções de amor dentro do contexto social vivido pelas pessoas pretas, numa série com três singles e clipes que serão divulgados até dezembro. 

 

“Disputa” é a música de abertura dessa série de “AfroLove Songs“. É uma resultante do amor pós-tragédias que se tornaram cotidianas. A conexão com o público se dá por meio da poesia urbana carregada de elementos da contemporaneidade e da sonoridade que mescla desenhos melódicos da canção brasileira e do R&B com a mensagem direta e sagaz da linguagem do Rap em um mesmo universo criativo. 

 

– Como os aspectos sociais atravessam os relacionamentos? ‘Disputa’ é o dia a dia interferindo de uma forma violenta na capacidade de amar. O joelho no pescoço, o pescoço no asfalto. Como não transportar todas essas dores para o coração, para a pele, para a cama? – indaga Muato.   

  

Cantor, ator, diretor e produtor musical, Muato iniciou sua trajetória no estudo da música de concerto e tem se destacado pela sua atuação em diversas funções artísticas. Diretor musical de espetáculos teatrais, recentemente recebeu o prêmio APTR pela música de “OBORÓ, Masculinidades Negras”, ao lado Cesar Lira. Marca sua linguagem pela utilização de recursos expressivos, como percussão vocal e corporal e arranjos vocais com sonoridades não convencionais. Fundou a Orquestra de Pretxs Novxs, que estreou em 2019 com o espetáculo “Reza”, realizando as composições, arranjos e direção musical da peça, dirigida por Carmen Luz, além de estar em cena como ator. Atuou em produções aclamadas por público e crítica, como “Andança – Beth Carvalho”, “Cartola – O Mundo é um Moinho”, “Rio Mais Brasil – O Nosso Musical”, “Dona Ivone Lara – Um Sorriso Negro” e “Quando a Gente Ama”. Como produtor musical, foi premiado na Europa pelo Awards Deutscher Rock & Pop Preis 2019, ganhando em sete categorias, entre elas, “Melhor Disco de World Music”, “Melhor Disco de Pop Latino” e “Melhor Arranjo”.