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Duque de Caxias tem até o dia 8 para abrir novos leitos de hospital

A Justiça determinou que o estado do Rio de Janeiro e o município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, têm até o dia 8 de junho para abrir 73 novos leitos hospitalares na cidade e até o dia 21 para implantar mais 91. Segundo a decisão do desembargador Wagner Cinelli, da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), foi considerada a alta taxa de mortalidade no município por covid-19.

Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que ontem (2) Duque de Caxias ocupava a quinta posição entre as cidades com mais casos de covid-19 no estado, com 1.584 confirmados, e o segundo lugar em número de mortes, com 254, atrás apenas da capital, que tinha registrado 3.828 óbitos.

A determinação ampliou os prazos da liminar concedida em primeira instância pela juíza Amélia Regina Pinto, da 7ª Vara Cível de Duque de Caxias, que se baseou no número de leitos previstos no Plano Estadual de Emergência para o novo coronavírus.

Segundo a decisão, a secretaria previu, até 30 de abril, um hospital de campanha em Duque de Caxias, com 160 leitos gerais e 40 leitos de CTI. “A hipótese, portanto, é de descumprimento pelo estado do Rio de Janeiro de uma política pública por ele mesmo traçada para o enfrentamento da epidemia na Baixada Fluminense”, diz o texto do desembargador.

A juíza Amélia Regina Pinto determinou também que o município de Duque de Caxias informe, no prazo de dois dias, quantos leitos de CTI e de enfermaria estão disponíveis para ocupação por pacientes com covid-19 e atualize diariamente o cadastro dos pacientes que esperam por um leito hospitalar.

O hospital de campanha de Duque de Caxias é um dos que sofreram atrasos na entrega e teve a gestão assumida pelo governo do estado, em decreto publicado hoje (3).

A prefeitura de Duque de Caxias anunciou ontem que fez uma parceria com o governo do estado para abrir 56 leitos dedicados a pacientes de covid-19 no quarto andar do Hospital Municipal Dr. Moacyr do Carmo. A ala será administrada pela SES.

No início de maio, a prefeitura inaugurou o Hospital Municipal São José, exclusivo para pacientes de covid-19, com 128 leitos.

Com informações da Agência Brasil

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Jovem de 17 anos que morreu de Covid-19 foi tratada com cloroquina

A Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, informou nesta sexta-feira (17) que a estudante Kamilly Ribeiro, de 17 anos, foi tratada com cloroquina enquanto esteve internada. Kamilly morreu na última terça-feira (14) de complicações decorrentes do Covid-19. Mais jovem pessoa no estado do Rio de Janeiro a falecer após contrair o coronavírus, a estudante passou 20 dias internada na UTI do hospital Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias.

Segundo um boletim médico do hospital, a cloroquina foi administrada na dosagem recomendada pelo Ministério da Saúde. A hidroxicloroquina não tem eficácia comprovada para curar o Covid-19 ─ ainda está em fase de testes e sua prescrição é desaconselhada por especialistas da área, inclusive pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A mãe de Kamilly, a dona de casa Germaine Ribeiro dos Santos, de 43 anos, também está internada. Ela e a filha apresentaram sintomas no mesmo dia e foram internadas no dia 22 de março em uma unidade de saúde de Xerém, na Baixada. Dois dias depois, Germaine e Kamylle foram transferidas para Caxias e permaneceram em isolamento.

Hospital Moacyr do Carmo / Foto: Google Maps

Quarentena tardia

O município de Duque de Caxias foi o último a decretar a quarentena para a população e o fechamento de estabelecimentos comerciais, mesmo quando o já registrava cinco mortes pela covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde. Até a tarde da última quinta-feira (16), o boletim epidemiológico contabilizava 30 mortes, 405 casos suspeitos notificados, 103 casos descartados e 129 casos confirmados.

O prefeito Washington Reis (MDB) chegou a se negar a decretar o fechamento das igrejas pelo período da quarentena, afirmando em vídeo que “a cura virá de lá”. Dias depois, ele teve resultado de teste positivo para a covid-19 e se internou em um hospital particular da zona sul do Rio.

Baixada vulnerável

Um estudo elaborado pela Fundação Perseu Abramo que combina índices como densidade demográfica, mercado de trabalho, infraestrutura sanitária e serviços de saúde concluiu que São João de Meriti, também na Baixada Fluminense, é a cidade brasileira mais vulnerável ao alastramento do coronavírus.

“Apesar de possuir subíndice de saúde da população e de infraestrutura sanitária acima da média brasileira, seus indicadores de alta densidade demográfica e de precárias condições no mercado de trabalho local a colocaram nesta situação de maior risco”, informa um trecho do documento.

Entre os 10 municípios com maior risco na lista, estão ainda Nilópolis e Belford Roxo, também na região. São Gonçalo e Mesquita aparecem na lista dos 30 municípios mais vulneráveis em todo o Brasil, na 15º e a 21º posição, respectivamente.

Com informações do Brasil de Fato

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Grupo Servidone e Diário do Rio: parceria em doações de alimentos

Por Franciane Miranda

Dois caminhos que talvez não se cruzassem se não fosse uma das atitudes mais nobres produzidas pelo ser humano: a generosidade. Um, atuando na maior metrópole do país, São Paulo, e o outro em Queimados, na Baixada Fluminense. Brasileiros separados pela distância, mas interligadas por um sistema globalizado de informações. A tecnologia fez a ponte de comunicação entre o ‘pedido’ e a ‘ajuda’, ambos conectados na mesma sintonia: ajudar ao próximo.

De um lado, o Grupo Servidone. Com um olhar social, tem ajudado há anos institutos de apoio sócio cultural a crianças, adolescentes e famílias de baixa renda, com responsabilidade e comprometimento. A empresa, que atua no segmento de assessoria e consultoria empresarial, está no mercado brasileiro desde 1996.

Do outro, a jovem Louraine Rodrigues. Ela, que sempre esteve ligada à ação social, lembra que iniciou com trabalhos solidários na igreja que frequenta, quando começou a ajudar aos mais necessitados que moram próximos de sua casa. Um dia viu uma amiga publicar que havia pessoas precisando de alimentos e logo começou a republicar o pedido. O retorno foi positivo e imediato: os produtos recolhidos das doações foram entregues às famílias das comunidades de Nova Iguaçu e Queimados. “A gente tenta levar essa cesta até ela”, destaca Louraine quando se trata de alguém que mora em outra cidade.

Seu vizinho José também foi um dos contemplados

A solicitação recente feita nas redes sociais pela Louraine, de forma simples, mas verdadeira, foi o suficiente para que o Grupo Servidone se solidarizasse. Mesmo sem a conhecer, a empresa percebeu que a causa era nobre e decidiu entrar em contato com ela. “Uma mensagem direta e nobre e que mereceu nossa atenção, fazendo com que a empresa se prontificasse a ajudar”, destaca a empresa. Ela, além de doar 45 cestas aqui no Rio, em parceria com o Instituto Impactando Gerações, também doou cestas básicas e caixas de bombons nesta Páscoa para 100 famílias na capital paulista.

Louraine conta que várias pessoas participam da ação voluntária e fica comovida como todos se dispõe a ajudar e contribuir. A técnica em contabilidade afirma que durante a pandemia já distribuiu cerca de trezentas cestas e ajudou quase quinhentas famílias. Ela confia que a caridade e o amor ao próximo são fundamentais para o crescimento de todos. “A solidariedade é fundamental para o desenvolvimento de uma comunidade”, disse Louraine. “Estamos aceitando doações, pois doar é um ato de amor”. Ela aproveita para deixar o seu contato aos interessados em compartilhar desse mesmo caminho de solidariedade. Anote aí o seu telefone: (21) 96524-4843.

Servidone e Diário do Rio

O Grupo Servidone e o Diário do Rio se uniram para que os alimentos chegassem ao projeto social da jovem Louraine. O jornal, que também apoia outras ações sociais, reconhece a importância da colaboração das empresas no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Mesmo o momento sendo complexo para muitos empresários, alguns seguem ao lado da população, prestando assistência e tornando este período menos trágico.

O Grupo Servidone é um bom exemplo disso. O grupo também contribuiu para a compra de matéria-prima usada na confecção de máscaras que serão distribuídas nas comunidades carentes em Guarulhos, região metropolitana paulistana. Para esta ação eles contaram com ajuda de voluntários. Outras 100 cestas básicas foram entregues no Estado mais afetado pela pandemia.

Foto: Divulgação

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Washington Reis, Prefeito de Duque de Caxias é internado

O prefeito da cidade da Baixada Fluminense apresenta sintomas de um forte resfriado desde a última quarta-feira, e já havia testado negativo para covid-19 em dois exames.

“Com a continuidade dos sintomas respiratórios, por recomendação da equipe médica que o acompanha rotineiramente, Washington Reis procurou o hospital para realizar uma série de exames”, diz a nota da prefeitura, segundo a qual o estado de saúde do prefeito é estável.

Duque de Caxias é uma das maiores cidades da Baixada Fluminense e também um dos municípios que mais confirmaram casos de infecção pelo novo coronavírus.

Segundo balanço de ontem da Secretaria Estadual de Saúde, a cidade é a quarta em número de casos, com 62 diagnósticos confirmados. Somente ontem Duque de Caxias registrou sete mortes pela doença e o total de óbitos praticamente dobrou, chegando a 15. Apenas a capital tem um número maior de mortes confirmadas, com 92.