Categorias
Cidade Destaque Rio

Bilhete Único passa a valer para 3 viagens no Rio em caso de paralisação do BRT

O Bilhete Único passará a valer para três viagens em caso de nova paralisação do BRT na cidade do Rio de Janeiro. A mudança na regra foi publicada nesta terça-feira (9) no Diário Oficial, em decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes.

A partir de agora, conforme a prefeitura, o usuário poderá viajar em até três ônibus convencionais ou qualquer outro meio do modal de transporte (vans, VLT, etc), no intervalo de 2h30, caso haja greve ou paralisação no serviço do BRT, como ocorreu no dia 1º de fevereiro.

Na ocasião, colaboradores do sistema cruzaram os braços por um dia, relatando atraso de salários, e a paralisação gerou muitos transtornos para usuários do transporte público da cidade.

A mudança na regra do Bilhete Único, segundo a prefeitura, “visa manter a mobilidade urbana da cidade”

Para a implementação da medida, a gestão municipal teve de alterar, por meio do decreto nº 48.506, o artigo 5º do decreto nº 44.728, que regulamenta a lei que instituiu o Bilhete Único no município.

A prefeitura alerta que as três viagens no período de 2h30 somente serão permitidas em casos de greve no BRT, legitimamente amparada pela legislação vigente. No dia a dia, sem que haja paralisação do modal, fica mantida a regra de duas viagens no mesmo intervalo de tempo.

Outro alerta é que a utilização do Bilhete Único, caso o BRT pare, fica limitada a duas viagens unidirecionais por dia.

Confira aqui a íntegra do decreto nº 48.506.

Categorias
Notícias do Jornal Rio

Paralisação do BRT expõe colapso no transporte

 

O primeiro dia de fevereiro mostrou-se um caos para o  cidadão do Rio de janeiro que depende do serviço do BRT para chegar ao trabalho, Por conta da paralisação dos rodoviários do serviço os ônibus saíram de circulação e todas as estações estão fechadas. Os passageiros se aglomeraram nos pontos de ônibus por toda a cidade, buscado a opção dos transportes alternativos ou dos frescões, muito mais caros.

Nos pontos atendidos pelos  os ônibus articulados, os ônibus regulares saíam superlotados, com muita gente se aglomerando e sem máscara, na tentativa desesperada de não faltar ao trabalho. Guardas municipais tentam em vão organizar o embarque.

Além da saúde em risco, foi um prejuízo absurdo no bolso do cidadão: os ônibus executivos, a R$14 a R$17,00, quatro vezes mais a tarifa básica do BRT, que é de R$ 4,05. Há vans cobrando R$ 10,00, enquanto mototaxistas cobram até R$ 30 por um trajeto entre Guaratiba e Barra da Tijuca. Carro de aplicativo  estava cobrando R150 de Santa Cruz à Barra. Aos passageiros que moram em Campo Grande, por exemplo, que só tem a opção do BRT para chegar à Barra, restou a única alternativa: gastar mais.

Os problemas com o BRT não vêm de hoje: superloatação, sucateamento da frota e a população sempre com um péssimo serviço prestado O prefeito Eduardo Paes, em sua campanha eleitoral, prometeu moralizar o serviço. No dia da paralisação, declarou que está em negociações com o BRT , mas que “não há soluções mágicas”.  E fez um apelo: “Faço um apelo aos motoristas do BRT para que retornem ao trabalho e não prejudiquem a população. Sabemos que o sistema passa por um momento difícil, mas estamos trabalhando firme para reequilibrar a situação. São anos de abandono e queremos olhar para a frente, encontrando soluções”, disse.