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Notícias do Jornal

A superação do câncer de mama da designer Clau Cicala

O câncer de mama é um dos tipos de tumor mais frequente em mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não-melanoma, e corresponde a 28% dos novos casos da doença. Em 2018, foram estimados 2,1 milhões de novos diagnósticos e 627 mil mortes em decorrência do câncer de mama no mundo.

Essa doença deixa marcas na vida de todas as mulheres que o desenvolvem.  Clau Cicala, designer de estampas e empreendedora, descobriu o câncer dez meses após o nascimento do filho, Luca. Naquela época ela trabalhava dia e noite, criando estampas, fechando parcerias com marcas famosas e fazendo workshops que impactavam designers não apenas com sua arte, mas também com seus conhecimentos na área de venda.

Ao invés de se entregar, decidiu se erguer e não ficar parada e mesmo fazendo a quimioterapia, que deixa uma fadiga corporal e mental enorme em quem faz, não deixou de trabalhar. “Não podia mais trabalhar naquele pique todo, estava com filho pequeno, fazendo quimioterapia, enfim, tive que dar um tempo dos workshops e diminuir drasticamente os trabalhos com meus clientes. Mas uma coisa eu não precisei parar: o meu desenvolvimento nas redes sociais.” afirma a designer.

Clau teve então a ideia de fazer diversos cursos online sobre Marketing e Empreendedorismo, e começou a produzir conteúdo massivo para as redes sociais, e assim transformou seus workshops em cursos online. Durante esse tempo ela utilizou peruca pois tinha vergonha de aparecer careca, algo que preocupa a maioria das pessoas que desenvolvem o câncer.

Mas então ela se viu totalmente recuperada da doença, fisicamente e psicologicamente, sem precisar mais ir toda semana fazer a quimioterapia. “Feliz com toda minha trajetória de superação, e visualizando muitas oportunidades, decidi voltar para o mercado, e anunciei que estava disponível nas redes sociais e para alguns contatos. Em poucos dias fechei um trabalho de mais de 30 mil reais.”. comenta.

Falar de Câncer de Mama hoje, para Clau, é falar de superação e não doença. Apesar de tudo o que passou, dos altos e baixos, surpresas e revoltas, ela tinha, sobretudo, determinação e vontade de viver, sem deixar o câncer a suprimisse. “Olho para trás com compaixão e ternura”.

O décimo mês do ano é utilizado como campanha preventiva contra o câncer de mama, Outubro Rosa! No mundo inteiro, é compartilhado informações sobre essa doença, conscientizando, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico e contribuindo para a redução da mortalidade. É necessário fazer o teste do toque, na própria casa, checar se não existe algum caroço.

Prevenir é uma das melhores formas de lutar.

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Destaque Rio

Cristo Redentor recebe a iluminação cor de rosa – cor universal da luta contra o câncer de mama

Estamos vivendo um ano atípico, mas a causa do câncer de mama não pode ser esquecida. Para lembrar aos brasileiros que essa é uma doença que não faz quarentena e não espera, a Fundação Laço Rosa iluminou, na noite desta quinta-feira, o dia 1º de outubro, o Cristo Redentor, abrindo a programação do Outubro Rosa 2020. A instituição é reconhecida nacionalmente pelo seu empenho contínuo para diminuir as desigualdades de acesso e tratamento do câncer. Como nesta edição não será possível reunir presencialmente no monumento as pacientes em tratamento, o evento contará com uma ação online pelas plataformas da Laço, cujo tema este ano é #DoarSalva! Além de uma cerimônia que teve por objetivo celebrar a vida e renovar a fé, a apresentadora Ana Furtado, que recentemente venceu a doença e passou pelo tratamento, esteve presente no monumento e foi a madrinha da campanha pela Fundação Laço Rosa neste ano.

Adriane Galisteu Foto: Mariama Prieto

Uma live musical pós-iluminação aconteceu logo em seguida diretamente do terraço do hotel Fasano, em Ipanema – de lá é possível avistar o Cristo -, com um show da cantora Maria Rita e apresentação de Adriane Galisteu. Foi uma noite calorosa. Maria Rita cantou músicas do repertório de sua mãe, Elis Regina. A cantora também contou que uma de suas melhores amigas teve câncer de mama e dividiu ali momentos que emocionaram a todos. Foi a primeira vez na história do hotel Fasano, que a icônica piscina de borda infinita deles ficou totalmente rosa, e permanecerá durante todo o mês de outubro. A live contou ainda com a participação em depoimento de famosas como Adriana Esteves, Cláudia Raia, Fernanda Motta, Ingrid Guimarães, Flávia Alessandra, Maria Fernanda Cândido, Sheron Menezzes e Heloísa Périssé. Vinícius Belo foi o relações públicas responsável pelo evento.

Daniela Oscar (Vice Presidente Laço Rosa), Ana Furtado (Madrinha), Marcelle Medeiros (Presidente Laço Rosa). Credito Daniel Enbending

“A pandemia escancarou a fratura exposta que vivemos diariamente na saúde brasileira e acordou a sociedade para a importância do terceiro setor no dia a dia do país. Nunca antes na história do Brasil tivemos tantas doações financeiras ajudando as pontas mais vulneráveis e esse é um movimento que não tem mais volta. Doar precisa estar na cultura da população porque vimos que #doarsalva. Por isso lançamos esse movimento e convidamos todos que puderem para doar e arrastar outras pessoas pelo exemplo. Também lançamos o “selo rosa” para as empresas comprometidas com a Laço Rosa. O câncer não vai esperar a COVID passar e os números que já eram feios, agora são mais alarmantes. Mais do que nunca, é necessário e urgente que todos ajudem a salvar vidas!”, alerta Marcelle Medeiros, presidente da Fundação Laço Rosa.

Maria Rita. Credito Mariama Prieto
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Colunas Notícias do Jornal Sabrina Campos | A vida como ela é

O INCENTIVO REPOUSA NA IMPUNIDADE

Por Sabrina Campos

Este é o mês “Setembro Amarelo”: campanha nacional de prevenção ao suicídio. Um período de debate sobre ansiedade, depressão, síndrome do pânico, que podem acometer qualquer pessoa, e, também resultam de estresse pós-traumático em vítimas de violência.

A violência de gênero, por exemplo, continua alcançando altos índices, inclusive o feminicídio, cujas legislações em vigor, protetivas à mulher, crianças e adolescentes, não têm tido o êxito esperado.

Tendo em vista os crescentes casos, especialmente de violência sexual contra meninas e mulheres, em busca de mudança a garantir verdadeira punição que iniba o agressor da prática de crimes desta natureza, segue em tramitação Projeto de Lei de número 3.780/2020, para alterar o Código Penal Brasileiro, e, assim, o Código de Processo Penal.

Tal PL visa impor medidas mais duras aos crimes contra a dignidade sexual, contra a liberdade sexual, e os crimes sexuais praticados contra vulneráveis. Esta legislação foi criada para coibir os atos criminosos através da exemplaridade, determina aumento de mais metade da pena quando os agentes são profissionais das áreas de saúde, educação, ministros religiosos, parentes, vizinhos, amigos da família etc., isto é, quaisquer pessoas que se beneficiem da confiança da vítima e/ou de seus familiares para praticar tais crimes.

Ainda, o PL em questão aumenta a idade máxima limite para a redução da prescrição, que, passará de setenta para oitenta anos. Ou seja, oportuna às vítimas maiores chances de verem processados e punidos eficazmente seus agressores, ao invés do criminoso vir a ser beneficiado com eventual prisão domiciliar ou até ser mantido livre por mera tecnicalidade.

Além disso, a legislação mencionada pretende proteger a vítima de possíveis situações vexatórias, constrangimento, eventuais manifestações que atentem contra a sua dignidade como pessoa, exigindo-lhe o máximo de respeito durante qualquer momento em que faça parte da investigação e do processo judicial.

Importa esclarecer que, para que este PL possa se tornar Lei e, portanto, passar a vigorar em favor das vítimas de crimes sexuais, faz-se necessária tramitação, que, por ora, segue para votação pelo Congresso Nacional. Todo cidadão pode acompanhar este PL através do site da Câmara dos Deputados e do Congresso Nacional, inclusive, opinando a respeito e enviando mensagens aos representantes do estado nas Casas Legislativas. Faça a sua voz ser ouvida!

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Destaque Notícias do Jornal

Dia Nacional de Combate ao Fumo

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, foi celebrado no último sábado (29). A campanha tem como objetivo reforçar ações antifumo e sensibilizar a população para os danos causados pelo consumo de tabaco. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, os fumantes passivos podem ser os mais prejudicados, pois inalam até 50 vezes mais substâncias cancerígenas devido à fumaça.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte em todo o mundo, ocasionando doenças pulmonares crônicas como bronquite, enfisema, câncer de pulmão, doença coronariana (infarto e angina) e doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral). Além de ser prejudicial aos fumantes ativos, o tabaco também ocasiona problemas de saúde aos fumantes passivos, que são aqueles que convivem em ambientes fechados com os fumantes e estão expostos aos componentes cancerígenos e tóxicos contidos na fumaça do cigarro.

A médica Myrna Campagnoli, explica que os fumantes passivos correm os mesmos riscos de apresentarem quadros clínicos respiratórios graves devido à fumaça que inalam. “Os fumantes passivos têm os mesmos riscos de desenvolver doenças respiratórias. Basta que a fumaça do cigarro seja inalada frequentemente e vá direto para os pulmões, causando o agravamento ou surgimento de doenças respiratórias como bronquite, rinite, sinusite, asma e outras”, comenta.

A doutora explica ainda as alterações e danos pulmonares que podem ser considerados fatores de risco para evoluções mais graves da COVID-19. “Os fumantes passivos, por estarem mais propensos ao desenvolvimento de doenças pulmonares podem fazer parte do grupo de risco para infecções virais, como o coronavírus. O fumo passivo pode causar danos semelhantes ao tabagismo ativo. Se um fumante passivo for contaminado com a Covid-19, corre riscos de ter problemas pulmonares em função dos níveis de fumaça já inalados”, finaliza Myrna.

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Destaque Saúde

Agosto Branco: como a medicina mudou a perspectiva do câncer de pulmão

Agosto é o mês da campanha de prevenção e conscientização do câncer de pulmão. Desde 1985, a doença é considerada a mais incidente e com a maior taxa de mortalidade em todo o mundo. Entretanto, essas taxas vêm diminuindo, especialmente, pelas iniciativas contra o tabagismo e o investimento em pesquisa e desenvolvimento, que trouxeram importantes descobertas sobre subtipos do câncer e novas perspectivas de diagnóstico e tratamento.

Como a doença é de difícil prevenção e rastreamento, uma vez que os sintomas geralmente não ocorrem até que o câncer esteja avançado, na última década, o grande passo da ciência para o câncer de pulmão foi entender que, além dos tipos definidos pelas células presentes no tumor, há ainda os subtipos definidos por mutações que predizem a agressividade e a evolução da doença.

“Essas informações moleculares são essenciais para nós que combatemos não apenas o câncer, mas também a falta de tempo e as necessidades não atendidas pelos protocolos de tratamento atuam. Muitos pacientes chegam em estágios avançados e ficam sem resposta ou saem do consultório sem perspectivas médicas. A medicina personalizada traz uma opção de tratamento mais preciso, com mais chances de sobrevida para o paciente, além do conhecimento clínico que é aplicado na prevenção e no diagnóstico”, explica Dr. Luiz Henrique Araújo, médico oncologista e pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (INCA), do Instituto COI e assessor médico do laboratório Progenética.

O avanço deste tipo de abordagem trouxe uma nova perspectiva de diagnóstico para pacientes que não encontravam na medicina uma resposta para seu tipo e subtipo de câncer de pulmão. Um exemplo é a pesquisa clínica do primeiro inibidor de molécula do KRAS G12C, que está sendo investigado como tratamento para uma variedade de tumores sólidos com a mutação KRAS G12C, especialmente no câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC).

“A medicina personalizada está sendo aplicada no câncer há pouco mais de uma década, e a maior evolução deste período foi entender que o que achávamos que eram casos “raros” ou “específicos”, são situações relacionadas a mutações ainda não reconhecidas no diagnóstico. Isso demonstra a importância de estudarmos os subtipos e tratar cada paciente como único para mudar o curso da doença, especialmente no Brasil, onde estamos avançando cada vez mais no combate ao câncer de pulmão”, esclarece o especialista.

Para entender o impacto desta potencial descoberta para os pacientes brasileiros, pesquisadores estão analisando os dados nacionais do KRAS G12C e identificaram que, de um total de 4.842 pacientes com CPNPC que passaram pelo teste genético de KRAS, assim como outras mutações como BRAF, EGFR, NRAS, entre 2017 e 2019, 20,9% dos casos tinham KRAS mutado, sendo 6,9% KRAS G12C.

 

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Saúde

Prefeitura do Rio segue com vacinação contra gripe até o dia 30

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), segue com a campanha de vacinação contra a gripe na cidade. As 233 unidades da Atenção Primária – clínicas da família e centros municipais de saúde – e algumas farmácias que fizeram parceria com a SMS vão imunizar a população até o dia 30 de junho.

Entre os grupos que precisam se vacinar estão as crianças de 6 meses a 6 anos incompletos, gestantes, puérperas (mulheres em pós parto com até 45 dias do nascimento do bebê), pessoas com deficiência, professores de escolas públicas e privadas, e adultos de 55 a 59 anos de idade.

Já foram vacinadas mais de 1,48 milhão de pessoas desde o início da campanha, em 23 de março. A meta é imunizar 1,8 milhão de moradores do município.

Até o momento, mais da metade das grávidas, puérperas e crianças ainda não foram vacinadas. Por isso a SMS faz um apelo para que esses grupos prioritários compareçam aos postos. A vacinação é de extrema importância em um momento de pandemia e, também, nesta época do ano, quando é maior a circulação de vírus da gripe na cidade.

A superintendente da vigilância em Saúde, Nadja Greffe, reforça a necessidade de os pais levarem os filhos para tomar vacinas de rotina e contra a gripe. Durante a pandemia, a SMS percebeu uma redução média de 20% na cobertura vacinal e explica que todas as 233 unidades de saúde oferecem segurança, com a adoção de fluxo diferenciado para a sala de vacinação. Além disso, os profissionais de saúde usam os equipamentos de proteção necessários para evitar o risco de contaminação nesses locais.

Locais de vacinação

Unidade de Saúde: 233 clínicas da família e centros municipais de saúde. Até 30/06, das 8h às 17h, de segunda a sexta. Nas unidades que funcionam aos sábados, até 12h.

Farmácias: A Nossa Drogaria, Drogarias Pacheco, Venâncio e Farmácia do Leme, das 10h às 16h.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca

Sérgio Marone convida coletivo Resenha das Pretas para ocupar seu perfil no Instagram

Sérgio Marone decidiu abrir sua rede social para dar visibilidade ao movimento negro e periférico. O ator convidou o movimento formado por 12 mulheres periféricas, com trabalho dedicado à periferia e suas necessidades, o Resenha das Pretas.

Uma corrente virtual vem se avolumando nas redes sociais, artistas e figuras públicas, como parte de seu processo de aprendizado e compartilhamento com sua audiência se unem a personalidades negras que já vem fazendo trabalhos on e offline.

Quando?

Todas as quartas-feiras, no perfil @sergiomarone no Instagram

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca

Antenada

A maquiadora Ísis Rezende lançou uma campanha de conscientização em suas mídias sociais, com o intuito de promover a saúde e o bem-estar com a ação ‘O batom é meu e eu não empresto!’.

A proposta é conscientizar a todos, principalmente as mulheres, de que o compartilhamento de objetos também pode transferir o vírus Covid-19 para outras pessoas.

Foto: Reprodução

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Saúde

Cristo Redentor receberá iluminação especial em homenagem ao Dia Mundial do Rim

Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN), o Dia Mundial do Rim (DMR) tem como objetivo reduzir o impacto da doença renal em todo o mundo, sendo comemorado na segunda quinta- feira do mês de março. Esse ano, a data será celebrada no dia 12 de março.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia coordena a campanha no Brasil, desenvolvendo material informativo e educativo sobre os fatores de risco para a Doença Renal Crônica (DRC) para todas as regiões do país visando estimular os cuidados com a saúde dos rins.

“Consideramos que o Dia Mundial do Rim 2020 repetirá o grande sucesso dos anos anteriores, sucesso esse que se reflete no número progressivamente maior de atividades, sendo o Brasil o atual campeão em ações em todo o mundo. Para isto, há o engajamento de diversos profissionais de saúde, assim como da maioria dos associados da Sociedade. Este ano, inclusive, o engajamento por parte dos associados começou antecipadamente, com grande participação na campanha lançada pela SBN para a definição da melhor frase envolvendo a palavra creatinina no tema oficial, o que proporcionou a escolha de duas frases ‘Ame seus rins, dose sua creatinina!’ e ‘É exame de rotina? peça a creatinina!’. Com essas frases, a SBN acredita que grande parte da população será orientada quanto ao rastreio para a DRC, o que pode causar grande impacto em termos de saúde pública”, comenta Dr. Marcelo Mazza, presidente da SBN.

Com o tema ‘Saúde dos rins para todos. Ame seus rins. Dose sua creatinina!’, diversas atividades serão realizadas no Brasil visando ressaltar a importância da saúde renal e conscientizar as pessoas sobre a necessidade da prevenção e diagnóstico precoce da DRC. No Rio de Janeiro, no dia 12 de março, com o pôr do sol, em homenagem a data, o monumento do Cristo Redentor ficará iluminado nas cores azul e vermelho. Além disso, na ocasião, o Alto do Corcovado será palco para um lindo concerto de piano, violão e voz.

Sobre a Doença Renal Crônica

A doença renal crônica se caracteriza por lesão nos rins que se mantém por três meses ou mais, com diversas consequências, pois os rins têm muitas funções, dentre elas: regular a pressão arterial, filtrar o sangue, eliminar as toxinas do corpo, controlar a quantidade de sal e água do organismo, produzir hormônios que evitam a anemia e as doenças ósseas, entre outras.

Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa, ou seja, não há sintomas ou são poucos e inespecíficos. Por isso, o diagnóstico pode ocorrer tardiamente, quando o funcionamento dos rins já está bastante comprometido, muitas vezes em estágio muito avançado, sendo necessário o tratamento de diálise ou transplante renal. Assim, são fundamentais a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, com exames de baixo custo, como a creatinina no sangue e o exame de urina simples.

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Destaque Rio

Metrô Rio disponibiliza postos de vacinação contra o sarampo

Por: Claudia Mastrange

Com o objetivo de ampliar o número de pessoas imunizadas contra o sarampo, a Secretaria de Estado de Saúde mantém, em parceria com a concessionária Metrô Rio, postos de vacinação nas estações de Metrô. No Largo da Carioca, quem passava para ir para o trabalho na manhã desta terça-feira, 18 de fevereiro, muitas vezes desacelerava o passo e reservava um tempinho para garantir a imunização. O posto fica localizado no mezanino inferior, próximo à academia Smart Fit e vai funcionar até a quinta-feira (20), das 8 às 14 h.

“Estamos aplicando a dupla viral, que imuniza contra o sarampo e a rubéola. Pessoas de seis meses a 59 anos, conforme tem sido divulgado na campanha”, declarou uma funcionária da SES, que preferiu não se identificar. O procedimento é simples: as pessoas fazem um pequeno cadastro e logo recebem um folheto explicativo e, a seguir, a vacina e sem muita demora ou burocracia.

Além desse, há ainda outros postos de vacinação no Metrô: estação Maracanã (dias 18 e 19/02 – das 9h às 14h, no corredor próximo às catracas) e estação Siqueira Campos (dia 20/02 – das 9h às 14h, no corredor próximo ao acesso B – Rua Figueiredo Magalhães).

Estação da Carioca do Metrô atende a população que busca imunização contra o sarampo

O objetivo da SES, ao disponibilizar postos fixos e móveis de vacinação em locais de grande circulação de pessoas é incentivar a imunização, em um momento em que os casos de sarampo voltaram a assustar. Em 2020 o Rio já registrou 189 casos da doença. Em 14 de fevereiro foi confirmada a primeira morte, causada pela doença, em 20 anos: o menino David Gabriel, de 8 meses, que morreu em um abrigo, em Nova Iguaçu.

PONTOS FIXOS

Central do Brasil
Metrô Carioca
Barcas (Praça XV)
Aeroporto Santos Dumont
Rodoviária do Rio
Hemorio (R. Frei Caneca, 8)* 7h às 18h
Iaserj Maracanã (R. Jaceguai S/N)* 8h às 16h

PONTOS MÓVEIS

18 a 20 de fevereiro – 8h às 14h

Jacarepaguá – Praça Roberto V Pequeno – Cidade de Deus – Em frente a UPA
Japeri – Bairro Chacrinha – R. São José S/N
Maricá – Campo do Verdão – R. Leonardo José Antunes S/N – Inoã* (8h às 17h)
Cabo Frio – Praça do Moinho – Peró

Campanha continua até 13 de março

Vacina é o único recurso para combater o sarampo (Foto SES)

No Dia D de vacinação contra o sarampo, que aconteceu no sábado (15 de fevereiro), 174.797 mil pessoas foram imunizadas no estado do Rio de Janeiro. Desde o dia 13 de janeiro, quando a campanha foi lançada, 370.743 pessoas foram vacinadas contra a doença. Após a campanha, que termina em 13 de março, a rede pública de saúde continuará a vacinar normalmente,durante todo o ano..

Para o médico da Secretaria de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe, a vacina, além de garantir a proteção individual, atua também na coletividade.“O ato de vacinar envolve duas vertentes de proteção. A primeira consiste na imunização de um indivíduo e, no segundo momento, o que chamamos de proteção de rebanho, quando há uma proteção de toda a comunidade”, declarou Chieppe.

Sintomas

Os principais sintomas do sarampo são mal-estar geral, febre, tosse, coriza e manchas brancas na mucosa oral. A doença também provoca conjuntivite e se caracteriza por apresentar manchas vermelhas que aparecem no rosto e se espalham por todo o corpo. O sarampo é uma doença que passa com facilidade de uma pessoa para outra por meio da fala, tosse e espirro.

Casos em que a vacina não deve ser administrada

Pessoas que apresentarem doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até modificação do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença. Também não é indicado o imunizante a quem recebeu imunoglobulina, sangue e derivados, transplantados de medula óssea, quem apresenta alergia ao ovo e gestantes.

Fotos:Diário do Rio

Com informações da SES/RJ