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No mês da Luta Contra o Câncer Infantil surge o alerta sobre os desafios para aumentar as chances de cura da doença

No Brasil, o câncer é a enfermidade que mais mata crianças e adolescentes de 01 a 19 anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca)

De Fortaleza, no Ceará, Juan Yure Carneiro das Chagas, com apenas 13 anos, já enfrentou obstáculos que poderiam desestruturar qualquer pessoa adulta. Depois de uma inocente brincadeira entre amigos, Juan descobriu uma alteração no osso femoral e foi diagnosticado com Osteosarcoma – câncer ósseo que começa nas células formadoras dos ossos. O pequeno, como parte do tratamento, precisou passar por uma amputação. Juan encontrou no esporte a chance de um recomeço e foi no surfe que o pequeno manobrou a doença. “A cura foi a melhor alegria da minha vida. Hoje eu sou um vencedor”.

Tendo em vista o desafio de mudar a vida de crianças e adolescentes com câncer como o Juan, o mês de fevereiro celebra o dia Internacional da Luta contra o Câncer Infantil (15/02), com objetivo de alertar sobre a doença e promover a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura aos mesmos patamares dos países com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que podem chegar a 80%. Atualmente, no Brasil, as chances de cura são de 64%.

De acordo com pesquisa realizada pelo INCA – Instituto Nacional de Câncer, no Brasil, a cada hora, surge um novo registro de câncer em crianças e adolescentes. Esta é a doença que mais mata crianças e adolescentes de 01 a 19 anos no país. Ainda conforme o estudo, entre os anos 2020 e 2022, o Brasil terá cerca de 625 mil novos casos de câncer diagnosticados entre crianças e adultos.

Para aumentar as chances de cura no cenário no Brasil, o Instituto Ronald McDonald, instituição sem fins lucrativos, há quase 22 anos atua para aproximar famílias da cura do câncer infantojuvenil. A organização tem como missão promover saúde e qualidade de vida para crianças e adolescentes antes, durante e após o tratamento da doença através de diversos projetos pelo Brasil.

Como é o caso do Juan Carlo Moreira, que aos 10 anos foi diagnosticado com 10 tumores malignos e uma metástase no pulmão. Ele passou pelo tratamento oncológico e contou com o auxílio da Casa Ronald McDonald do Rio de Janeiro, um dos programas coordenados pelo Instituto Ronald McDonald. “Eu não acreditava em doações, e ali, na Casa, vi realmente a importância delas para quem atravessa a doença. Sou a prova de que o preconceito existe e de que cada doação conta, e conta muito. Guardo isso no meu coração, é um peso de ter, um dia, duvidado da ajuda dessas doações”, afirma Alessandra Araújo de Souza, mãe de Juan.

Sua jornada não foi fácil, mas hoje, aos 18 anos, ele está curado, é estudante técnico de informática, está no seu primeiro emprego e tem o sonho de estudar fora do país.

Apenas em 2019, a organização sem fins lucrativos, que depende exclusivamente de doações de pessoas físicas e empresas, realizou cerca de 95 mil atendimentos a crianças e adolescentes com câncer em tratamento e seus familiares. Só pelo programa Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil, o Instituto Ronald já capacitou mais de 27 mil profissionais e estudantes da área de saúde, sensibilizando os participantes sobre a importância dos sinais e sintomas da doença em crianças e adolescentes como auxílio para o aumento das chances de cura.

Em 2020, o programa Diagnóstico Precoce, em versão totalmente digital, capacitou 742 estudantes de enfermagem e medicina e residentes em pediatria. Ainda em 2020, o Instituto Ronald McDonald, por meio de suas ações e campanhas, beneficiou 68 projetos, de 59 instituições em 43 municípios de 21 estados mais o Distrito Federal.

No Brasil, o tempo entre a percepção de sintomas e a confirmação diagnóstica do câncer infantojuvenil é longo e por isso muitos pacientes chegam ao tratamento em fase avançada da doença. “Identificar precocemente o câncer infantojuvenil é fundamental para aumentar as chances de cura e resultados positivos de tratamento. Os sinais do câncer na infância muitas vezes são imprecisos e por isso é importante estarmos sempre em alerta.”, reforça o superintendente do Instituto Ronald McDonald, Francisco Neves.

Principais sinais e sintomas do Câncer infantojuvenil

Em sua fase inicial, os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil podem se assemelhar aos de doenças comuns da infância, o que muitas vezes dificulta a suspeita e o diagnóstico correto do câncer em crianças e adolescentes.

• Aumento do abdômen;

• Dores de cabeça – especialmente se incomum, persistente ou grave, acompanhada de vômito (normalmente pela manhã ou com piora ao longo dos dias);

• Sangramentos no nariz ou gengiva;

• Tontura;

• Palidez e hematomas;

• Emagrecimento – quando a criança não ganha peso, perde peso ou ganha peso de forma insuficiente;

• Alterações oculares – pupila branca, estrabismo de início recente, perda visual, hematomas ou inchaço ao redor dos olhos;

• Fadiga, letargia ou mudanças de comportamento – como isolamento;

• Dor em membro ou dor óssea;

• Caroços ou inchaços – especialmente se forem indolores e sem febre ou outros sinais de infecção;

• Febre e tosse persistente – ou falta de ar e sudorese noturna.
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Saúde Sociedade

Acolhimento humanizado e multiprofissional complementa tratamento e preserva qualidade de vida do paciente com câncer

O acompanhamento por uma equipe de profissionais se mostra essencial para fugir de embates com a doença. Mais do que lutar, o paciente oncológico deve viver
Existe hoje um conhecimento coletivo de que o tratamento oncológico depende muito da tecnologia. De fato, houve importantes avanços tecnológicos nas últimas década, que permitem não só o tratamento, mas o diagnóstico precoce do tumor. No entanto, com o desenvolvimento do conhecimento, o câncer caminha para se tornar um problema de saúde crônico, com o qual é possível viver por muitos anos e com qualidade. “Essa mudança de paradigmas reforça a necessidade de ter um olhar completo sobre os cuidados com a saúde do paciente. Dessa forma, é essencial contar com uma equipe multiprofissional que tem como objetivo maior a preservação da autonomia e felicidade do indivíduo com câncer”, explica Dr. Olavo Feher, oncologista clínico do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês. Somente em 2020 o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou mais de 600 mil novos casos no país.

Enfermagem, psicologia, odontologia, farmácia, nutrição, fisioterapia, consultoria de imagem, além de outras especialidades como a estomatologia e a fonoaudiologia, compõem a equipe multiprofissional. “Nós consideramos esse time de profissionais como o ponto de partida, mas em casos específicos, em que a doença afeta outras funcionalidades, podemos contar com outros especialistas”, esclarece o oncologista. Confira abaixo como a equipe multiprofissional atua e os benefícios que promovem.

Novas forma de cuidar
Ao passo em que oncologistas e o time de profissionais estabelecem novos protocolos de tratamento e cuidado, a ciência busca entender seus impactos na qualidade de vida, condição de saúde, adesão ao tratamento e até no desfecho clínico. A psicologia, por exemplo, é uma das áreas cujos efeitos têm sido amplamente estudados.

Diversos estudos indicam os benefícios que a abordagem multiprofissional pode oferecer ao paciente, bem como o impacto de sua ausência. Os efeitos fisiológicos diretos da doença e do tratamento associados a carga psicológica, por exemplo, afetam o corpo e eventualmente o cérebro, levando a mudanças no sistema neuroendócrino e imunológico com consequências abrangentes na saúde mental e comportamento.

Cerca de 11% dos pacientes oncológicos têm depressão, 10,2% convivem com a ansiedade e 12,5% tem algum transtorno para se ajustar a nova realidade. Essas comorbidades psiquiátricas levam a uma redução significativa na qualidade de vida em pacientes com câncer, e podem ser associadas a um aumento da dor. Estudos sugerem que a terapia de comportamento cognitivo, psicoeducação, hipnose, técnicas de relaxamento, ioga e exercícios podem ser indicados em diferentes estágios da doença pois visam melhorar o enfrentamento e aceitação por meio da modulação de atividades e mudando o foco de atenção.

“A assistência multiprofissional e integrada pode auxiliar no tratamento específico do tumor, seja imunoterapia, quimioterapia, radioterapia ou até a cirurgia. A prevenção e o cuidado com as condições físicas e psicológicas que acompanham o diagnóstico favorecem o fortalecimento do indivíduo, tornando-o mais preparado para lidar com o momento delicado e aumentando a adesão ao protocolo”, finaliza o especialista.
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Brasil Saúde

Novas técnicas destacam eficácia dos tratamentos de câncer.

O aumento anual do número de casos de câncer em todo o mundo chama a atenção para as estratégias de prevenção, incluindo o diagnóstico precoce da doença, como preconiza as comemorações do Dia Mundial do Câncer, nesta quinta-feira (4/2). Somente no Brasil, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de ter havido cerca de 450 mil novos casos de neoplasias – nome dado à multiplicação anormal de células do corpo – até o final de 2020. Contudo, a velocidade do avanço tecnológico e farmacêutico dos tratamentos de câncer não é acompanhada pelo atendimento no sistema de saúde, um dos principais motivos da judicialização relacionada aos casos de câncer.

De acordo com o relatório Justiça em Números, mais de 2,5 milhões de ações relativas ao direito à saúde deram entrada no Judiciário brasileiro nos últimos seis anos. Os novos medicamentos para tratamento das neoplasias malignas estão entre os principais objetos dos processos judiciais.

Neste cenário, a conselheira Candice Lavocat Galvão Jobim, supervisora do Fórum Nacional de Saúde do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explica que o trabalho dos Núcleos de Apoio Técnico do Poder Judiciário (Nat-Jus) é importante para produzir subsídios que permitam decisões baseadas em evidências científicas. Além disso, a conselheira lembra que as notas técnicas são personalizadas.

Quando o usuário vai ao Judiciário antes mesmo do medicamento ser incorporado e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o magistrado tem acesso a esses pareceres, para saber a respeito da eficácia daquele tratamento. Elas são feitas para aquele caso concreto, aquele CID (Código Internacional de Doenças), aquele paciente. Então, o magistrado tem uma informação rápida, segura, customizada a respeito do caso e consegue dar celeridade às ações judiciais.

Disponíveis no Banco Nacional de Pareceres, o e-NatJus, as notas e pareceres técnicos registram o pedido, se há reconhecimento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), se foi incorporado ao SUS e se a tecnologia será efetiva para o caso específico, entre outros dados. O professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Fórum, Gonzalo Vecina explica:

O Fórum tem um papel importante de tornar a judicialização mais inteligente, com uma ação positiva do Judiciário. As notas técnicas contornam a diferença de pensamentos entre médicos e juízes.

Por exemplo, em setembro de 2020, foi solicitada uma nota técnica em relação ao medicamento Azacitidina para um paciente de Santa Catarina, de 88 anos, com diagnóstico de síndrome mielodisplásica – distúrbio em que células formadoras do sangue anormais se desenvolvem na medula óssea. Mesmo que o componente não esteja disponível pelo SUS, foi considerado efetivo para o tratamento desse paciente, conforme a evidência científica para o caso.

O mesmo medicamento foi pedido em janeiro de 2021, para uma mulher de Brasília, de 62 anos, com o mesmo diagnóstico. Contudo, nesse caso, a condição da paciente não seria beneficiada pelo remédio, podendo ser administradas outras opções disponíveis no SUS, que seriam mais adequadas ao quadro específico.

// Acesse os pareceres e as notas técnicas no e-NatJus

Os pareceres e notas técnicas tratam da eficácia das drogas, por ser uma das áreas que tem maior índice de judicialização. “O parecer é importante para relatar a eficácia para os casos específicos.” O membro do Fórum e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Giovanni Guido Cerri ressalta:

Se já existe um medicamento disponível e protocolo adequado, com um custo menor para o SUS, vale a pena indicar a posologia, se é eficaz para o problema.

Estrutura

O Fórum Nacional de Saúde também está levantando informações sobre a estrutura, a gestão, a demanda e o tempo de atendimento, entre outros, dos serviços de Atenção Primária e Secundária da saúde. A pesquisa nacional, que está sendo finalizada pelo CNJ, vai dimensionar a rede de atendimento disponível, incluindo os serviços oncológicos, bem como a judicialização do setor. Os resultados devem ser divulgados pelo CNJ ainda neste primeiro semestre.

Candice Jobim ressalta que o levantamento pretende mapear o funcionamento, a estrutura e os cuidados na atenção primária para compreender a interlocução interinstitucional entre o sistema de justiça e a administração pública. “Os dados da pesquisa vão nos ajudar a construir um Plano Nacional com indicadores de melhorias na prestação dos serviços de saúde e redução da judicialização.”

A conselheira do CNJ informa que o plano terá impacto na gestão da saúde pública. “O plano nacional será construído com a participação de gestores estaduais e municipais de saúde para a elaboração de políticas que não sejam apenas impostas por decisões judiciais.”

Para o professor Giovanni Cerri, na maioria das vezes, a judicialização é causada pela falta de estrutura para atender os pacientes, enquanto outra parte se refere a medicamentos e procedimentos que ainda não foram incorporados ao sistema de saúde. “Ter acesso à saúde é uma questão fundamental. Que tipo de tratamento receber já é uma questão mais controversa, pois tem um fluxo de incorporação que talvez não siga a urgência do paciente. Mas tendo esse mapeamento da rede, será possível agir para corrigir deficiências e gargalos.”

Pandemia

Há uma expectativa que haja aumento no número de pacientes em busca de diagnóstico e tratamento para o câncer com o retorno às atividades cotidianas, após os picos da pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19). Em 2020, 43% dos pacientes em tratamento foram afetados pela pandemia, segundo dados do Instituto Oncoguia, que trabalha com direito dos pacientes com câncer. O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), também registrou queda de 30% no número de pacientes novos. Dados das Sociedades Brasileiras de Patologia e de Cirurgia Oncológica apontam ainda queda de 70% das cirurgias. O professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Gonzalo Vecina destaca:

Tivemos um problema dos dois lados: o sistema de saúde não conseguiu se estruturar para atender os pacientes com Covid-19 e o paciente crônico; e, do outro, o paciente se manteve afastado para não se contaminar. É preciso trabalhar para lidar com essa situação, para que não haja um desastre maior, com um aumento no índice de mortalidade dos pacientes crônicos, como é o caso do câncer. Sem esquecer que essa demanda reprimida também poderá parar na Justiça.

Diretor de advocacia do Oncoguia, Tiago Farina Matos também tem a percepção de ter uma maior judicialização na fase pós-pandemia. “A Lei dos 60 Dias (Lei nº 12.732/2012), que já sofre com o descumprimento normalmente, pode ser ainda mais prejudicada neste momento”, explica. A lei estabelece que o paciente com diagnóstico de câncer tem direito a dar início ao tratamento pelo SUS no prazo de 60 dias ou em tempo menor, conforme a necessidade terapêutica. Ele defende que todos os Poderes se mobilizem para pensar no impacto que o tratamento da doença em estágios mais avançados terá sobre o gasto público.

É preciso pensar políticas públicas que reduzam os efeitos de outras patologias em casos como uma pandemia. Resgatar as pessoas que suspenderam seus tratamentos de câncer vai representar um grande aumento na demanda do sistema de saúde, impossibilitando, talvez, até o cumprimento das decisões judiciais nesse sentido.

Dia Mundial do Câncer

Criado há 21 anos pela entidade internacional Union for International Cancer Control (UICC), o Dia Mundial do Câncer tem o objetivo de difundir a concepção de que os indivíduos podem reduzir o impacto da doença em sua vida, na das pessoas que ama e no mundo. Para 2021, a UICC propõe um “Desafio 21 dias para a mudança”, que mostrará como é possível alcançar um futuro mais saudável, por meio de hábitos de vida melhores. A prevenção primária deve ser associada ao diagnóstico precoce, que traz chances maiores de cura.

Segundo uma pesquisa divulgada em dezembro do ano passado pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc, na sigla em inglês), que faz parte da Organização Mundial de Saúde (OMS), a previsão para 2040 é que haja 28,4 milhões de novos casos de câncer em todo o mundo, o que significaria um aumento de 47% em comparação com os números atuais. Países com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo ou médio devem ser mais atingidos, com alta de 95% de incidência. Atualmente, essa taxa é de 64%. A maioria dos casos de câncer é causada por uso de tabaco, dietas prejudiciais à saúde, excesso de peso e falta de atividade física, segundo a entidade.

A entidade internacional listou, ainda, os 10 tipos de cânceres mais comuns, isto é, que concentram mais de 60% dos novos diagnósticos e mais de 70% dos óbitos pela doença. O de mama foi o mais comum, responsável por 11,7% dos casos em todo o mundo. O de pulmão ficou em segundo lugar, com 11,4% dos casos, seguido do câncer de colorretal (10%), de próstata (7,3%) e de estômago (5,6%).

Com relação aos cânceres de mama e pulmão, a agência estima que o número total de sobreviventes nos primeiros cinco anos após receberem o diagnóstico seja de 50,6 milhões.

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Destaque Rio

Cristo Redentor recebe a iluminação cor de rosa – cor universal da luta contra o câncer de mama

Estamos vivendo um ano atípico, mas a causa do câncer de mama não pode ser esquecida. Para lembrar aos brasileiros que essa é uma doença que não faz quarentena e não espera, a Fundação Laço Rosa iluminou, na noite desta quinta-feira, o dia 1º de outubro, o Cristo Redentor, abrindo a programação do Outubro Rosa 2020. A instituição é reconhecida nacionalmente pelo seu empenho contínuo para diminuir as desigualdades de acesso e tratamento do câncer. Como nesta edição não será possível reunir presencialmente no monumento as pacientes em tratamento, o evento contará com uma ação online pelas plataformas da Laço, cujo tema este ano é #DoarSalva! Além de uma cerimônia que teve por objetivo celebrar a vida e renovar a fé, a apresentadora Ana Furtado, que recentemente venceu a doença e passou pelo tratamento, esteve presente no monumento e foi a madrinha da campanha pela Fundação Laço Rosa neste ano.

Adriane Galisteu Foto: Mariama Prieto

Uma live musical pós-iluminação aconteceu logo em seguida diretamente do terraço do hotel Fasano, em Ipanema – de lá é possível avistar o Cristo -, com um show da cantora Maria Rita e apresentação de Adriane Galisteu. Foi uma noite calorosa. Maria Rita cantou músicas do repertório de sua mãe, Elis Regina. A cantora também contou que uma de suas melhores amigas teve câncer de mama e dividiu ali momentos que emocionaram a todos. Foi a primeira vez na história do hotel Fasano, que a icônica piscina de borda infinita deles ficou totalmente rosa, e permanecerá durante todo o mês de outubro. A live contou ainda com a participação em depoimento de famosas como Adriana Esteves, Cláudia Raia, Fernanda Motta, Ingrid Guimarães, Flávia Alessandra, Maria Fernanda Cândido, Sheron Menezzes e Heloísa Périssé. Vinícius Belo foi o relações públicas responsável pelo evento.

Daniela Oscar (Vice Presidente Laço Rosa), Ana Furtado (Madrinha), Marcelle Medeiros (Presidente Laço Rosa). Credito Daniel Enbending

“A pandemia escancarou a fratura exposta que vivemos diariamente na saúde brasileira e acordou a sociedade para a importância do terceiro setor no dia a dia do país. Nunca antes na história do Brasil tivemos tantas doações financeiras ajudando as pontas mais vulneráveis e esse é um movimento que não tem mais volta. Doar precisa estar na cultura da população porque vimos que #doarsalva. Por isso lançamos esse movimento e convidamos todos que puderem para doar e arrastar outras pessoas pelo exemplo. Também lançamos o “selo rosa” para as empresas comprometidas com a Laço Rosa. O câncer não vai esperar a COVID passar e os números que já eram feios, agora são mais alarmantes. Mais do que nunca, é necessário e urgente que todos ajudem a salvar vidas!”, alerta Marcelle Medeiros, presidente da Fundação Laço Rosa.

Maria Rita. Credito Mariama Prieto
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Destaque Saúde

Agosto Branco: como a medicina mudou a perspectiva do câncer de pulmão

Agosto é o mês da campanha de prevenção e conscientização do câncer de pulmão. Desde 1985, a doença é considerada a mais incidente e com a maior taxa de mortalidade em todo o mundo. Entretanto, essas taxas vêm diminuindo, especialmente, pelas iniciativas contra o tabagismo e o investimento em pesquisa e desenvolvimento, que trouxeram importantes descobertas sobre subtipos do câncer e novas perspectivas de diagnóstico e tratamento.

Como a doença é de difícil prevenção e rastreamento, uma vez que os sintomas geralmente não ocorrem até que o câncer esteja avançado, na última década, o grande passo da ciência para o câncer de pulmão foi entender que, além dos tipos definidos pelas células presentes no tumor, há ainda os subtipos definidos por mutações que predizem a agressividade e a evolução da doença.

“Essas informações moleculares são essenciais para nós que combatemos não apenas o câncer, mas também a falta de tempo e as necessidades não atendidas pelos protocolos de tratamento atuam. Muitos pacientes chegam em estágios avançados e ficam sem resposta ou saem do consultório sem perspectivas médicas. A medicina personalizada traz uma opção de tratamento mais preciso, com mais chances de sobrevida para o paciente, além do conhecimento clínico que é aplicado na prevenção e no diagnóstico”, explica Dr. Luiz Henrique Araújo, médico oncologista e pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (INCA), do Instituto COI e assessor médico do laboratório Progenética.

O avanço deste tipo de abordagem trouxe uma nova perspectiva de diagnóstico para pacientes que não encontravam na medicina uma resposta para seu tipo e subtipo de câncer de pulmão. Um exemplo é a pesquisa clínica do primeiro inibidor de molécula do KRAS G12C, que está sendo investigado como tratamento para uma variedade de tumores sólidos com a mutação KRAS G12C, especialmente no câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC).

“A medicina personalizada está sendo aplicada no câncer há pouco mais de uma década, e a maior evolução deste período foi entender que o que achávamos que eram casos “raros” ou “específicos”, são situações relacionadas a mutações ainda não reconhecidas no diagnóstico. Isso demonstra a importância de estudarmos os subtipos e tratar cada paciente como único para mudar o curso da doença, especialmente no Brasil, onde estamos avançando cada vez mais no combate ao câncer de pulmão”, esclarece o especialista.

Para entender o impacto desta potencial descoberta para os pacientes brasileiros, pesquisadores estão analisando os dados nacionais do KRAS G12C e identificaram que, de um total de 4.842 pacientes com CPNPC que passaram pelo teste genético de KRAS, assim como outras mutações como BRAF, EGFR, NRAS, entre 2017 e 2019, 20,9% dos casos tinham KRAS mutado, sendo 6,9% KRAS G12C.

 

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Sarah Zaad | Horóscopo

Momento de reavaliar seu valores monetários

Salve sua estrela!

Momento de reavaliar seu valores monetários, de como você tem administrado sua vida financeira. Pare faça uma análise completa e veja o precisa ser mudado, para que você possa alcançar êxito e estabilidade naquilo que você almeja.

Áries – 23/03 a 20/04
Nesta semana você tem tudo para alcançar o que deseja, mas tudo depende da sua colaboração! Não descuide da saúde e, no trabalho, fique longe de brigas. Nos relacionamentos, pode haver uma conversa difícil com alguém querido. No amor, sua comunicação volta a ser um grande trunfo.

Touro – 21/04 a 20/05
Momento ideal para ter mais disciplina para dar conta de tudo que tem para fazer. Sorte em assuntos judiciais e a recomendação é que você deixe a teimosia de lado e ouça conselhos de pessoas mais experientes. No amor, com Vênus no seu signo, sua energia amorosa cresce de forma brutal.

Gêmeos –  21/03 a 20/06
No campo profissional, esta semana promete: podem rolar mudanças positivas no emprego! Mas tome cuidado com os gastos nas comemorações – afinal, os boletos não desaparecem com as boas notícias, infelizmente. No amor, sua maneira de se expressar vai estar tinindo.

Câncer – 21/06 a 21/07
Boa semana para resolver pendências. No trabalho, o segredo é estimular a troca de ideias. Se tem negócios em família, melhor ser flexível para evitar desentendimentos. No amor, seu astral, momento onde os Astros estão dando a maior força para você se encontrar e encontrar a pessoa com que sempre sonhou.

Leão –  22/07 a 22/08
Se você precisasse escolher entre dinheiro no bolso ou muito amor no relacionamento, o que escolheria? Difícil, né? Mas calma porque, para sua sorte, nesta semana você vai ter os dois! Grana extra pode vir de sua determinação no trabalho ou ainda de sorte em jogos. Já no amor, haverá mais compreensão entre você e a pessoa amada.

Virgem – 23/08 a 22/09
Os nativos de virgem estarão super focados e dedicados ao trabalho nesta semana. Mas, ainda assim, podem surgir alguns problemas nas finanças. No amor, possibilidade de desentendimentos, principalmente se as suas ideias e os seus desejos não baterem direitinho com os da pessoa amada.

Libra – 23/09 a 22/10
Semana pede um pouco mais de reclusão, ficar no seu cantinho pode ser a melhor opção. E se precisar de conselhos, peça a alguém mais velho. Nas finanças, a recomendação é segurar os gastos. No amor, a semana pode ser espetacular, aumentando os seus encantos e a sua capacidade de atrair quem deseja.

Escorpião – 23/10 a 21/11
Semana de belas perspectivas astrais para você! No trabalho, os nativos desse signo terão ideias inovadoras e saberão convencer. No amor, tirando o que tá ruim, tá bom! Mercúrio pode aumentar a sua possessividade, o seu saudosismo e até criar situação tensa com a família.

Sagitário 22/11 a 21/12
esta semana, o dinheiro pode interferir direta ou indiretamente na vida amorosa , redobre a atenção, porque quando mistura amor e dinheiro, a coisa complica mesmo, né? Haverá agitação na sua forma de comunicação, que favorece o papo e aproximação com um crush Use todo seu potencial para se destacar no trabalho.

Capricórnio  22/12 a 20/01
Talvez você esteja muito preocupado com o trabalho e os boletos que não param de chegar, e tenha pouca energia para dar carinho e atenção a quem ama. No mais, será uma boa semana para resolver assuntos de justiça e para tomar atitudes que contribuam com seu crescimento profissional.

Aquário –  21/01 a 19/02
Período onde você pode falar mais que a boca! No amor, Vênus aumenta o seu poder de sedução, mas Marte não quer colaborar muito. Agora, no trabalho, os astros pedem que você confie na sua intuição, ela vai ser super importante também para buscar soluções para seus problemas.

Peixes –  20/02 a 20/03
Momento a sua graciosidade, o seu lado meigo e carinhoso pode ser afetados e isso vai prejudicar tanto a convivência com seu amor, quanto ofuscar o seu brilho e atrapalhar a conquista. Busque forças em pessoas mais velhas ou fatos antigos. Ba semana para promover mudanças em sua vida.

 

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Sarah Zaad | Horóscopo

Acredite que as reviravoltas podem acontecer

Acredite que as reviravoltas podem acontecer. Quando você menos esperar, as surpresas chegam trazendo felicidade! SALVE SUA ESTRELA!

 

Áries – 23/03 a 20/04
Hora de colocar seus planos em prática.  Na família, tome cuidado com o que fala, para não magoar o próximo.  Momento de manter os pés no chão. Possibilidades que reencontre ex-paixão, mas as coisas podem ser diferentes agora.

TOURO – 21/04 a 20/05
Ótima semana para resolver as pendências, os astros vão dar a forcinha para acabar com dívidas. Conselho da cigana:  antes de ajudar os outros, pense primeiro em você. No amor, seja menos exigente na vida a dois. E quem está só, eu vejo que poderá viver novas experiências.

GÊMEOS – 21/03 a 20/06
Pique de sobra para finalizar as coisas no trabalho e buscar novas metas. Esta semana você pode ficar com vontade de gastar além do que pode, melhor evitar. No amor, chance de conhecer alguém especial. E quem já tem um par, procure não repetir os erros do passado.

CÂNCER – 21/06 a 21/07
Para cancerianos que lidam com vendas, semana de sorte. Bom momento para assuntos ligado à construção ou reforma em casa. Haverá possibilidades de alguém próximo te dar um conselho importante, ouça com sabedoria. No amor, valorize mais a pessoa amada e tome cuidado com o ciúme.

LEÃO – 22/07 a 22/08
Pense bem antes de tomar suas decisões. Em casa, eu vejo risco de desavenças, se puder evitar, melhor. No amor, é possível que sua alma gêmea se mostre ciumenta. Para novos relacionamentos, não apresse as coisas no jogo da sedução.

VIRGEM – 23/08 a 22/09
Momento em que alguns obstáculos podem aparecer no seu emprego, mas com foco você saberá vencê-los, ultrapassar as barreiras e ir além. Mas não desanime, porque é provável que esta semana você receba uma boa notícia! No amor, a dica é ser mais flexível. E para quem está só, pode conhecer o crush por meio dos amigos!

LIBRA – 23/09 a 22/10
Indecisão é uma das características mais marcantes do seu signo, mas ficar em cima do muro no trabalho pode ser ruim.  Mas a semana será boa para fazer consertos no seu lar e ajustar o que precisa. No campo da amizade, pode rolar troca de favores. No amor, clima de romance.

ESCORPIÃO – 23/10 a 21/11
Notícias boas a caminho, mas tem ruim também. Para quem tá lutando pra se dar bem na carreira, tem tudo para se realizar. Agora, para quem quer dinheiro, pode enfrentar problemas financeiros. Agora, o amor salva, quem já tem par, união bem estável. Quem não tem, vai conseguir se destacar na conquista.

SAGITÁRIO – 22/11 a 21/12
Esta semana, é possível que você se enrole com prazos no seu emprego. A dica é  cuidar das prioridades. Se precisar de conselho, busque ajuda de gente experiente. No amor, a paquera vai estar protegida. A dois, a intimidade vai pegar fogo.

CAPRICÓRNIO – 22/12 a 20/01
Momentos de tensão na carreira, tenha paciência para contornar a situação que tudo vai se resolver. Nas finanças, que tal rever sua relação com suas finanças? Falando em amor, bom momento para renovar os laços com seu bem. Na paquera, a regra é clara: cuidado com promessas vazias.

AQUÁRIO – 21/01 a 19/02
Aquela esperada oportunidade profissional pode surgir esta semana. A fase é propícia para negociações. Dê mais atenção à saúde, fique atenta com problema de circulação. No amor, aproveite a semana para se dedicar mais a quem ama.

PEIXES – 20/02 a 20/03
Quer render no trabalho e progredir? Então, desapegue e aja com praticidade. Momento de sorte em jogos de azar. Vai valer a pena fazer uma fezinha! Fique longe de amizade interesseira e dos falsos. No amor, com calma, conseguirá recolocar a vida amorosa nos eixos. de longe. Para casais, está na hora de sair da rotina.

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Destaque Saúde

Dor de reviver e otimismo para vencer o câncer

Recentemente famosas como a apresentadora Ana Maria Braga e a jornalista Susana Naspolini comentaram que enfrentam novamente o câncer e que se submeterão ao tratamento. Apesar de ser um momento difícil, é  extremamente importante, que elas e quem recebe esse diagnóstico a primeira vez ou em reincidência, que se mantenham positivos para que fique tudo bem e o tratamento funcione da melhor maneira possível.

O diagnóstico do  câncer traz uma pressão muito grande, tanto para o paciente quanto para a família, pois sabemos que o tratamento geralmente é muito agressivo e ataca o sistema imunológico, além de muita gente já associar diretamente com a possibilidade de morte. Então, é muito comum que o paciente desenvolva quadros depressivos ou de crises de ansiedade. Alguns ainda passam pela fase da negação da doença.

Nesse momento, a família precisa se unir, para que possa prestar o suporte emocional e suporte presencial, levando o paciente aos tratamentos e acompanhando em consultas médicas.

Em relação à parte psicológica, tanto o paciente como a família precisam ter acompanhamento, levando em consideração a gravidade da doença. Quanto mais grave for, mais agressivo o câncer é, como também o tratamento. Tudo isso reflete na família. O tratamento mexe com o humor, com toda a dinâmica familiar e com o emocional de todos. Geralmente, os grandes centros que tratam câncer têm psicólogos de plantão que prestam suporte tanto para o paciente, quanto para o familiar.

Há alguns estudos que afirmam que muitos pacientes começam a definhar ao receber o diagnóstico do câncer. E isso não é pelo câncer em si, e, sim, pelo diagnóstico e o pessimismo. As pessoas o associam à morte, então o diagnóstico às vezes soa como uma sentença, mesmo quando sabemos que muitos têm tratamentos, podem ser curados – alguns não, mas outros, sim. Por isso, é extremamente importante que se mantenham positivos para que fique tudo bem e o tratamento funcione da melhor maneira possível.

Sobre a recuperação, salvo em casos que é um tipo de câncer incurável, em que os médicos deixam tudo bem claro aos pacientes, as pessoas devem acreditar que podem se recuperar mais de uma vez. Elas devem acreditar na cura. Tanto a Ana Maria Braga como a Susana Naspolini já se curaram de outros. Então, quando um câncer é tratável, as pessoas devem acreditar na cura, não importa quantas vezes haja reincidência da doença.

Em casos como da apresentadora e da repórter, por serem pessoas públicas, era importante para a imagem profissional que elas explicassem sobre isso para o público que as acompanham. Dessa forma, elas passam positividade para outros ao contar par ao grande público. Isso pode motivar pessoas que estão passando por quadro semelhante a ficarem mais otimistas e acreditarem que é possível vencer a doença.

Ellen Moraes Senra é Psicóloga atuando na área clínica através da abordagem cognitivo comportamental. Formada pelo Centro Universitário Celso Lisboa.