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Cedae dará desconto de 25% nas contas de março a clientes que tiveram abastecimento afetado

Clientes que tiveram o abastecimento de água afetado no período entre 15 de novembro de 21 de dezembro de 2020, em função da redução da capacidade operacional da Elevatória do Lameirão, vão receber desconto automático de 25% sobre o valor das faturas emitidas a partir de 12 de março. A decisão vai contemplar 154.720 residências, segundo a Cedae.

Isso é fruto de um acordo feito entre a Cedae, Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), mediado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), para reparar o impacto sobre o abastecimento causado após  um trabalho de manutenção em um dos motores da elevatória.

A companhia se comprometeu ainda a investir R$ 34 milhões em equipamentos e obras na Elevatória do Lameirão, que ganhará em segurança operacional evitando que transtornos como o do ano passado voltem a ocorrer.

A Cedae informou que o desconto nas contas será concedido sem que o cliente precise fazer a solicitação e é válido para residências sem hidrômetro ou com hidrômetro faturados pelo consumo mínimo. O valor do desconto será discriminado na fatura.

Os clientes que não forem contemplados, mas que no período sentiram os efeitos do problema na elevatória, podem fazer uma solicitação para pleitear a redução de 25% nas contas. Para isso, devem enviar um requerimento formal para o e-mail [email protected]

A mensagem eletrônica deverá informar nome completo, matrícula do imóvel, CPF do titular da conta, motivo da solicitação, cópias da documentação comprobatória (notas fiscais ou outros documentos).

A Cedae informou que cada pedido encaminhado será avaliado e respondido em prazo de até 20 dias.

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Cedae recebe multa de R$ 1 milhão por vazamento de esgoto

A prefeitura do Rio de Janeiro informou que a Secretaria de Meio Ambiente multou em R$ 1 milhão a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), nesta quinta-feira (18), por vazamento de esgoto no Rio dos Macacos, que desemboca na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul.

A prefeitura disse que descobriu o vazamento após fazer análises minuciosas da água da Lagoa, em função de uma mudança na coloração, o forte cheiro e a reclamação constante de moradores e frequentadores da área.

Técnicos concluíram que a Cedae vinha executando os serviços de reparo de forma paliativa. (Foto: Prefeitura do Rio)

Conforme a prefeitura, desde o início do ano, a Cedae havia sido notificada duas vezes (dias 14 e 22 de janeiro) para que resolvesse o problema de uma bomba elevatória próxima à comporta que fica na Rua General Garzon, nas imediações da Ilha Piraquê. No entanto, o problema persistiu.

Segundo a prefeitura, técnicos da Coordenadoria de Defesa Ambiental da Secretaria concluíram que a Cedae vinha executando os serviços de forma paliativa, o que impedia a resolução do crime ambiental.

A poluição no Rio dos Macacos, diz a prefeitura, reduz a quantidade de oxigênio na Lagoa, num momento de altas temperaturas e poucas chuvas, o que torna o equilíbrio do ecossistema ainda mais difícil, elevando o risco de morte de peixes.

A Cedae ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Multa foi por despejo de esgoto no Rio dos Macacos. (Foto: Prefeitura do Rio)

 

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Deputado estadual e secretário discutem soluções para Meio Ambiente no RJ

Gustavo Schmidt e Thiago Pampolha trataram de pautas em comum entre Legislativo e Executivo
O presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Alerj, deputado Gustavo Schmidt, encontrou-se nesta segunda-feira (8/2) com o secretário de Estado do Ambiente, Thiago Pampolha, para discutir assuntos em comum, que envolvem tanto as ações do Executivo, quanto trabalhos realizados pelo Legislativo em relação à questão ambiental.

Entre os temas discutidos estão a atual situação da Baía de Guanabara e as lagoas de Itaipu e Piratininga, em Niterói, além do sistema lagunar da Barra, no Rio. A situação da Cedae, envolvendo os recentes problemas de qualidade da água e a questão do saneamento básico na Região Metropolitana e Baixada também foi abordada na reunião.

De acordo com Gustavo Schmidt, a Alerj e o Poder Executivo vivem um momento de união e bom relacionamento que podem ser positivos para a resolução de problemas históricos, incluindo questões ambientais. Comenta Gustavo Schmidt.
Vivemos um momento poucas vezes visto em nosso Estado. Temos, na Alerj, uma quase unanimidade em relação à condução da Casa pelo nosso presidente, André Ceciliano, que acaba de ser reeleito e tem demonstrado uma enorme determinação em dialogar com o governador para auxiliar na solução de questões fundamentais para a população. Por outro lado, o Executivo também demonstra estar de portas abertas para a Assembleia. Precisamos aproveitar essa oportunidade e colocar as coisas em ordem.

O encontro entre Schmidt e Pampolha aconteceu na sede da Secretaria de Estado do Ambiente, no bairro da Saúde, no Rio.
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Marcado leilão de concessão da Cedae

 

Está marcado para 30 de abril de 2021 o leilão de concessão da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto). O anúncio foi feito pelo governo do estado do Rio de Janeiro. A concessão dos serviços da Cedae prevê que a distribuição de água e a coleta e tratamento de esgoto nos municípios do estado, que atualmente são responsabilidade da empresa, passem para a iniciativa privada pelo período de 35 anos.

O critério de licitação será o de maior outorga, ou seja, o valor repassado ao governo em troca da exploração do serviço. O valor mínimo é de R$ 10,6 bilhões. A maior parte desses recursos, 80% será destinada ao estado do Rio, outros 15% aos municípios e 5% ao Fundo Metropolitano. As cidades ainda passam a receber 3% da arrecadação tarifária das concessões.

O edital prevê ainda que os concessionários terão obrigação de investir pelo menos R$ 1,86 bilhão em regiões mais carentes do Rio de Janeiro. A expectativa é que sejam investidos R$ 30 bilhões em água e esgotamento sanitário e que sejam gerados até 46 mil postos de trabalho diretos e indiretos por todo o estado em obras e serviços relacionados à concessão. Não poderá haver aumento real da tarifa aos consumidores. Será permitido apenas o reajuste da inflação.

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No Barquinho da Paciência Notícias do Jornal

Falta água e competência

 

Parece incrível que, em pleno século 21 e em meio a  uma pandemia, a população do Rio de  Janeiro, uma cidade que e patrimônio mundial, é obrigada a conviver com a falta d’água. A Cedae levou um mês para resolver a questão da troca de uma peça quebrada na Elevatória do Lameirão. Foram 30 dias em que vários bairros e ainda a cidade de Nilópolis, na Baixada Fluminense, tiveram que encarar a falta de um serviço essencial.

De acordo com a Cedae, o motor de 35 toneladas foi instalado na galeria de bombas da elevatória, localizada a 64 metros de profundidade. O equipamento tem a função de bombear água a uma altura de até 120 metros, criando a pressão necessária para iniciar o processo de distribuição. O problema , agora resolvido, fez com que a elevatória funcionasse com 75% da capacidade desde 14 de novembro.

E desde essa época, a população precisava recorrer a carros pipas ou simplesmente se contentar em não lavar louça e fazer a higiene básica cotidiana, exatamente no momento em que o contágio por conta da covid-19 está em alta do estado. As contas que a companhia envia, aliás, continuaram chegando perfeitamente. Muitos já haviam recebido – e pago – a de janeiro de 2021.

Fica a questão: é inconcebível levar tanto tempo para resolver problemas que manutenção e boa gestão antecipariam. Falta sempre informação e suporte também. Foi preciso a imprensa gritar para que a companhia passasse a avisar um dia antes que bairros haveria falta d’agua.

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Mais água suja nas torneiras

Depois da novela da geosmina, novamente os moradores do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense reclamam da qualidade da água fornecida pela Cedae. Além da tonalidade escura, visivelmente imprópria para consumo, a população de bairros, como Engenho Novo, Grajaú, Realengo e Pavuna, enfrenta torneiras secas por conta da manutenção da Elevatória do Lameirão, que começou dia 15 de novembro e não tem data para terminar.

A Cedae afirma que aguarda o resultado de um laudo para informar como a situação pode ser contornada. E explica que, devido à baixa pressão nas redes de abastecimento da região, ações operacionais como a manobra de inversão do fluxo de rede, foram realizadas para aumentar o volume da água. Por conta da manutenção, a elevatória está operando com  uma redução de 25% de sua capacidade total. Para reclamações, os usuários devem entrar em contato com a Cedae pelo 0800-282-1195.

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No Barquinho da Paciência

Da água fedorenta à inocência da geosmina

Da Redação

Mal começava o mês de janeiro e cerca de nove milhões de pessoas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro passaram a sentir mau cheiro e gosto de terra na água que saía das torneiras de suas casas. Lentidão de respostas, especulações em relação às substâncias presentes na água, desinformação e falta de transparência rondaram essa verdadeira novela.

A crise do abastecimento acabou por derrubar o então presidente da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) e virou vitrine para o governador defender novamente a venda da empresa a preço de banana.

Na época, o governo colocou a culpa na geosmina, um composto orgânico amplamente conhecido pelo agradável cheiro de terra molhada. Mas algo não cheirava bem nisso, e não era somente a água. E, em 10 de fevereiro, a Fiocruz avaliou que era necessário e urgente o planejamento de longo prazo da gestão das águas do Rio Guandu e de medidas de contingência e segurança da água, orientadas pela proteção da saúde da população, incluindo o sério enfrentamento da ocupação territorial na bacia do manancial e do controle da poluição das várias fontes existentes, inclusive a praticada pelas indústrias.

Agora em junho, pesquisadores do Instituto de Microbiologia da UFRJ divulgaram uma análise feita na Bacia do Rio Guandu. O estudo chegou à conclusão de que o gosto ruim e o mau cheiro na água não foram provocados pela geosmina. A pesquisa, realizada durante três meses, aponta forte presença de esgotos doméstico e industrial na água do do rio. O documento chama a atenção que a presença de micro-organismos “potencialmente patogênicos e tóxicos na água bruta e no manancial é um alerta para a necessidade de monitoramento dessas águas”.

Tanto a Fiocruz quanto a UFRJ nos apontam o mesmo caminho: cuidar do meio ambiente. Mas, até que todos façam isso, sejam governantes, empresários e população, haja paciência!

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Liminar determina que a Cedae garanta fornecimento de água nas comunidades do Rio

O governo do estado, a prefeitura da cidade do Rio e a Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), a partir da reclamação de irregularidade no fornecimento de água, terão que garantir o abastecimento, na região afetada, de aproximadamente vinte litros por pessoa, em prazo não superior a dois dias, a contar da reclamação. Dependendo da situação, a liminar garante a instalação de pias e torneiras em praças e imóveis públicos, atendendo também a pessoas em situação de rua, ou mesmo fornecer o abastecimento de água por caminhões pipa, entre outras medidas.

Inicialmente, a questão se referia à qualidade da água, mas, agora, a questão é muito mais grave, considerando a situação da pandemia causada pelo novo coronavírus e à importância da água como elemento essencial à higiene de toda a população. “É a água para sobreviver, pra poder lavar as mãos e não se contagiar e não contagiar os outros”, relata ele. O fornecimento de água é um direito de todos, independentemente de serem ou não consumidores dos serviços prestados pelos órgãos citados, o que inclui a população em situação de rua.

 

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Crise da água segue e população paga caro por água engarrafada

Por Sandro Barros

Quando se fala em água na cidade do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, a população fica estarrecida. E não é por menos. Primeiro a água estava suja. Depois com detergente e até gordurosa. Os moradores do Rio de Janeiro sofrem com essa tosca realidade, vendo uma água de péssima qualidade sair de suas torneiras, no mais recente problema ambiental do país. E tudo isso vem acompanhado, e com razão, de preocupação e revolta.

Há mais de um mês começaram as queixas generalizadas denunciando a qualidade da água, que apresentava cor marrom e odor. A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), que gerencia a água no estado, declarou que a sua qualidade foi afetada pela presença da geosmina, uma substância química gerada por algas. Desde que o fato foi anunciado, a Cedae demitiu o diretor de Guandu — sua principal estação de tratamento — e, mais recentemente, o próprio presidente da empresa foi demitido.

A Cedae chegou a afirmar em janeiro que usou carvão ativado para retirar a geosmina e informou aos moradores afetados que era seguro beber essa água. Entretanto, no dia 3 de fevereiro ela fez outro anúncio: a água do seu principal reservatório registrou altos níveis de detergente — até o momento de origem desconhecida —, obrigando as autoridades a suspender o abastecimento à população. Esse é mais um das trapalhadas da Cedae e do próprio governo diante dessa crise.

A estação do Guandu é responsável por distribuir água para nove milhões de pessoas e essa suspensão do abastecimento por 14 horas afetou uma importante parcela da população, ainda mais por se tratar de uma época de muito calor. A falta de água potável obrigou as autoridades a adiarem o início do período escolar por um dia em mais de 1.500 escolas públicas, além de colocar em dúvida se será possível curtir o carnaval em meio a uma crise hídrica.

Segundo dados divulgados à imprensa, os problemas na qualidade da água atingem mais de 70 bairros da capital fluminense e diversos municípios da região metropolitana. À medida que o desespero cresce na população, fornecedores de água engarrafada atendem uma demanda absurda. Desde o início da crise até agora, as entregas de água potável quadruplicaram. Muitos supermercados ficam desabastecidos ou optam por limitar a compra por cliente.

Em meio ao caos, diversos comerciantes se aproveitam da capitalista “lei da oferta e da procura” e estão faturando alto, até mesmo triplicando os preços: uma garrafa de água mineral de 1,5 litro chega a custar R$ 6. Até mesmo nas favelas, onde a população possui menor renda, a compra de água mineral se tornou comum. E, para fiar pior, a água engarrafada está em falta em diversos locais.

Apesar disso tudo, o governador do Rio, Wilson Witzel, negou minimizar os danos financeiros dos consumidores através de um desconto da conta de água. No entanto, a Defensoria Pública (DPRJ) e o Ministério Público do Estado (MPRJ) se reuniram, em 31 de janeiro, com a direção da Cedae e esta sinalizou naquele momento a dessa forma de indenização aos moradores prejudicados com a má qualidade da água. Só que essa indenização até agora não foi formalizada e os consumidores seguem tendo enormes prejuízos.

Privatização na mira

O governador do Rio, Wilson Witzel, é acusado de tentar ‘desmontar’ a Cedae como forma de minar o prestígio da companhia e reforçar a necessidade de privatizá-la. Conforme informamos na edição anterior do Diário do Rio, a empresa foi colocada como garantia do empréstimo de R$ 2,9 bilhões ao estado junto ao Banco BNP Paripas, onde o governo terá que pagar R$ 3,9 bilhões no final desse ano. Detalhe importante: somente o patrimônio líquido da Cedae ultrapassa os R$ 7 bilhões.

A desmoralização da empresa junto à população, com o atual serviço de baixíssima qualidade, faz todo sentido: está em andamento uma estratégia a serviço da entrega do patrimônio público ao setor privado sem grandes questionamentos, consumindo-se assim uma verdadeira ‘doação’. Para muitos, o que vivenciamos nesse momento poderia até mesmo ser intencional.

Deixando possíveis teorias da conspiração à parte, certo é que a crise hídrica segue, cercada por ditos e não ditos das autoridades. Enquanto isso, os moradores afetados continuam repletos de incertezas que, ao que tudo indica, não têm prazo para terminar.

Fotos: Fotos Públicas

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Defensoria do Rio questiona Cedae e quer fazer acordo de ressarcimento financeiro para a população

A coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, defensora Patrícia Cardoso, disse que “há indícios de vícios” na prestação do serviço de fornecimento de água da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). A defensoria trabalha para formular um acordo de ressarcimento aos consumidores que receberam água turva e com mau cheiro na região metropolitana da capital fluminense.

A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), a Cedae, as promotorias do Meio Ambiente e do Consumidor do Ministério Público do Rio de Janeiro e os dois Procons receberam pedido de esclarecimento feito em pela Defensoria e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e têm até o dia 28 para responder.

Depois de receber as respostas, o órgão vai definir como serão as bases do pedido de ressarcimento aos consumidores pelo fornecimento de água sem condições normais. Segundo Patrícia, “há indícios de vícios” na prestação do serviço e o fato de entregar a água com coloração, cheiro e gosto inadequados, em conjunto com a demora da empresa para a solução do problema e o desencontro de informações, já configura um dano aos consumidores.

“Se a gente não conseguir fazer um acordo com a Cedae com o objetivo de compensar os consumidores pelos danos experimentados, a gente, provavelmente, irá judicializar, mas isso tudo vai depender das provas que conseguirmos carrear nos autos do nosso procedimento investigatório”, declarou.

Para a coordenadora do Nudecon, se além disso, for comprovado que a água está contaminada o dano será ainda maior. Na visão da defensora, ainda tem o problema da população ter ficado alarmada e começar a comprar água mineral, aumentando os seus gastos. “Isso não pode ser ignorado”.

No entendimento de Patrícia Cardoso, mesmo que seja divulgado um laudo conclusivo de potabilidade da água tratada pela Cedae para a condição de consumo, a Defensoria vai manter a intenção de fechar um acordo com a companhia para ressarcimento dos consumidores. “Depende primeiro do dano. A gente ainda não sabe a causa exata do dano. Se é uma água com cor, cheiro e sabor alterado, ou se a água estava contaminada. É a primeira coisa a examinar, depois é a extensão do dano. E aí a gente vai pensar na maneira mais adequada de requerer essa indenização”, contou.

Embora admita que o desconto dos danos nas contas dos consumidores é uma das possibilidades de forma de ressarcimento, a defensora não acredita que a Cedae vá aceitar este tipo de reparo. “É muito difícil a Cedae concordar com isso, porque, inclusive, já se pronunciaram quanto a isso, mas pode ser uma saída”, completou.

Witzel descarta descontos

Ontem, depois de visita à Estação de Tratamento de Água do Guandu, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel descartou a possibilidade de a Cedae fazer descontos nas contas dos consumidores, porque é uma empresa de capital fechado, submetida às regras de mercado e não houve comprovação, por meio de laudos, de que a água estava imprópria para o consumo.

“A empresa só pode tomar uma decisão dessa se fosse identificado que ela diretamente foi responsável por algum fato que pudesse ter causado a impossibilidade de consumo da água. A água nunca esteve impossibilitada de ser consumida e geraram informações controversas, cujas fontes não são oficiais e as pessoas consumiram água mineral”, apontou o governador em entrevista desta quinta-feira.

Atendimento Nudecon

Patrícia Cardoso informou ainda que o serviço de atendimento da Defensoria aos consumidores, tem recebido várias denúncias. “Desde que começou essa história, o telefone do Nudecon toca o dia inteiro com consumidores reclamando. Estou dando a orientação para aguardar a conclusão do nosso procedimento e a saída dos laudos”, indicou.

Quem precisar de orientação sobre seus direitos no Nudecon pode ligar para o telefone 2868-2100 (ramais: 121 ou 307), ou, ir à sede do núcleo, na Rua São José, 35/13º andar, no Centro.

PROTESTE  notificou Cedae e Agenersa

Diante das constantes reclamações  a respeito da qualidade da água fornecida pela Cedas, a PROTESTE, entidade que trabalha em defesa ao consumidor, notificou extrajudicialmente a Cedae e a Agenersa (Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro) para questionar se a causa do problema já foi definitivamente identificada e quais medidas a empresa do governo do Estado do Rio de Janeiro está tomando para diminuir os transtornos ao consumidor.

Além disso, pelo número 4003-3907 os especialistas da PROTESTE orientam o consumidor de acordo com cada caso. A Associação também conta o canal Reclame no site, onde os consumidores informam sobre a situação da água em sua casa e seu relato será encaminhado para a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro).

Quem já detectou problemas já pode seguir algumas orientações dos especialistas: fazer fotos da água que apresentar coloração, guardar notas fiscais de gastos com a compra de água mineral e eventuais despesas com medicamentos e consultas, além de atestados médicos.