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Temporal causa alagamentos e transtornos no Grande Rio

 

Por: Claudia Mastrange

Fortes chuvas castigaram o Rio neste sábado, dois de janeiro. Com vários pontos de alagamento, o município entrou em Estágio de Atenção  às 10h45. De acordo com o Alerta Rio, Rocinha, Piedade, Jardim Botânico,  Alto da Boa Vista e Jacarepaguá foram as localidades em que houve maior registro de chuvas.

Não há informações sobre feridos. Um motoqueiro foi arrastado pelas águas e ajudado por passante, conseguiu escapar da correnteza. No bairro do Campinho, os Bombeiros entraram em ação para efetuar um resgate de uma mulher e um cachorro.  Ao longo do dia, mais de 20 sirenes tocaram em nove localidades.

Fortes chuvas e ventos causam transtornos no Centro do Rio de Janeiro (Foto: ABr)

O estágio de atenção é o terceiro grau em uma escala de cinco níveis. Indica que uma ou mais ocorrências já impactam a cidade, afetando a rotina de parte da população.

Há alerta de mais temporais para todo o Rio. A Climatempo destacou que estão previstas mais pancadas intensas. No domingo as precipitações devem ser mais moderadas , mas o tempo permanecerá chuvoso pelo menos até quarta-feira, seis de janeiro. Estão previstos pelo menos 80 mm de chuva em média na Região Metropolitana. Isso é praticamente metade da média de chuva para todo o mês de janeiro.

As chuvas e o excesso de nebulosidade também vão fazer com que a temperatura siga mais baixa para os padrões do verão: a máxima não deve passar dos 27 °, e à noite os termômetros marcarão 20°.

Fotos: Reprodução

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Ajuda humanitária chega a Xerém e Magé após temporal na Baixada Fluminense

 

Mais de 1.800 itens de ajuda humanitária já foram entregues pelas secretarias de Defesa Civil e de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos , do governo do Estado do Rio, para moradores das cidades da Baixada Fluminense impactadas pelas fortes chuvas desta semana.

Em Duque de Caxias, cidade mais atingida, foram distribuídos mais de 800 colchões, 400 kits de limpeza e 400 cestas básicas. Magé recebeu 100 kits de higiene e limpeza e 100 cestas básicas. A ação coordenada dos órgãos estaduais junto às cidades vem sendo realizada desde a última quinta-feira (24/12), mesmo dia em que o governador em exercício Cláudio Castro esteve em Caxias para avaliar os estragos e definir as medidas de auxílio junto com a prefeitura.

Além destas doações, o governador anunciou também o fornecimento de 150 cartões Recomeçar que servirão para que as famílias de Duque de Caxias possam adquirir novos eletrodomésticos. Os valores variam entre 2 e 5 mil reais, dependendo se a pessoa ficou desalojada ou desabrigada. Os agentes também auxiliaram a Defesa Civil municipal na montagem de um Posto de Comando Avançado (PCAv) para cadastramento das famílias afetadas.

A Subsecretaria de Gestão do SUAS e Segurança Alimentar, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, por meio da Superintendência da Proteção Social Especial e do Grupo de Gestão de Riscos, monitora toda a situação para garantir respostas e o atendimento qualificado às cerca de 152 famílias vítimas do temporal.

Monitoramento

A Defesa Civil estadual segue monitorando as condições meteorológicas e os níveis pluviométricos do território fluminense, enviando alertas para as regiões, em caso de riscos hidrológicos e geológicos.

Atendimentos

O Corpo de Bombeiros realizou cerca de 150 atendimentos relacionados às chuvas, em todo o Rio de Janeiro, desde terça-feira (22/12).

Foto: Divulgação

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Temporal deixa rastro de destruição e mortes no Rio de Janeiro

Da Redação

As fortes chuvas que atingiram o Rio deixaram mais uma vez, um rastro de destruição e mortes. No total, cinco pessoas perderam a vida durante o temporal que se iniciou na tarde de 29 de fevereiro e seguiu pelo dia 1º de março. Na Baixada de Jacarepaguá, na Zona Oeste, onde as chuvas ocorreram com mais intensidade, foram duas vítimas; uma em Mesquita, na Baixada Fluminense, e outra em Acari, na Zona Norte.

Flávio G. da Silva, de 40 anos morreu quando sua casa desabou no bairro do Tanque, na Zona Oeste, na rua Almirante Melquíades de Souza. Uma descarga elétrica na Estrada do Tindiba, também na Zona Oeste, causou a morte de Vânia R. Nunes, de 75 anos. Mas não havia certeza se a morte estaria diretamente relacionada às chuvas.

Em Mesquita, na Baixada Fluminense, um deslizamento de terra na Estrada Feliciano Sodré soterrou e matou Mizael P. Xavier, de 62 anos. Um homem se afogou em Acari, na Zona Norte e foi levado por moradores para o Hospital Ronaldo Gazzolla, mas a Defesa Civil não havia confirmado o nome da vítima.

E em 3 de março o Corpo de Bombeiros encontrou o corpo de Marcelo Souza Oliveira, de 21 anos de idade, que havia sido arrastado pela enxurrada no domingo, em Queimados, na Baixada Fluminense. A corporação foi chamada por volta das 7h e encontrou o corpo na região do Parque Industrial.

Lama nos ombros de Crivella

Em meio ao caos, em 1º de março, o prefeito Marcello Crivella se reuniu com secretários, no Centro de Operações Rio (COR-Rio) para criar um plano que diminuísse os efeitos do temporal. Ele fez uma transmissão ao vivo pela rede social e causou polêmica ao dizer que os cariocas optam por morar perto de áreas de risco porque assim gastam menos com ‘cocô e xixi’, pois assim economizam com canos e sistema de esgoto.

No dia seguinte, Crivella esteve em Mesquita, uma das regiões mais atingidas, e acabou sendo atingido por lama no ombro esquerdo após reclamar que os moradores deveriam evitar jogar lixo em rios, encostas e ruas. Novamente, Crivella ironiza com termos pejorativos a população carioca e tenta tirar o corpo fora, tentando isentar de culpa o poder público.

Até o fechamento desta edição, em 3 de março, o Centro de Operações havia registrado cerca de 150 ocorrências, entre quedas de árvores, alagamentos e bolsões d’água. Segundo a Defesa Civil do município houve 349 ocorrências desde o início das chuvas no sábado (29) até segunda-feira, (2) de março. A maioria dos chamados aconteceu nas Zona Oeste e Norte. Foram acionadas também 30 sirenes em 16 comunidades.

Também em 3 de março, o Centro de Operações da prefeitura registrou mais cinco desabamentos no bairro do Acari, Zona Norte, da cidade. Quase três dias após os temporais muitas regiões do estado continuavam alagadas, como Seropédica e vários pontos da Baixada Fluminense. Os moradores se abrigavam em casas de parentes e amigos e tentavam voltar para a casa, ao menos para salvar documentos e alguns objetos pessoais.

Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

Construções irregulares e acúmulo de lixo

A Defesa Civil ressalta que o grande acúmulo de lixo contribui bastante para situações como essas. No entanto, é importante conter as crescentes construções irregulares em áreas dominadas por milicianos. Também na manhã de 3 de março, retroescavadeiras da Prefeitura iniciaram a demolição de cinco prédios ainda em construção em áreas sinalizadas pela Defesa Civil.

A cidade ainda permanecia em estágio de atenção e com previsão de mais chuvas, aumentando o grau de três para quatro, dos cinco níveis, mantendo as interdições nas pistas centrais da Avenida Brasil, na altura de Irajá, sendo a Linha Vermelha recomendada em situações de enchentes.

Recomendações à parte, se a população deve colaborar evitando jogar lixo e entulho nas ruas e rios, o poder público precisa arregaçar as mangas e agir em regime de urgência. O Estado tem mais de cinco mil desabrigados e desalojados. O secretário estadual da Defesa Civil, coronel Roberto Robaday, informou que o órgão só pode oferecer ajuda caso os prefeitos solicitem. Não é hora de protocolo, mas de ação. Seropédica está há dias debaixo d´água, o município de Trajano de Morais – onde mais de 100 barreiras cederam – declarou estado de calamidade pública e, em Itaguaí, famílias esperavam ajuda há quatro dias na casa de vizinhos. Todas as autoridades têm a obrigação de se unir e buscar soluções de socorro à população, sem burocracia. É hora de agir com responsabilidade e rapidez.

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Chega a cinco o número de mortes por causa das chuvas no Rio

Foi encontrado na manhã desta terça-feira (3), o corpo de Marcelo Souza Oliveira, de 21 anos de idade, que havia sido arrastado pela enxurrada no domingo (1), em Queimados, na Baixada Fluminense. O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro foi chamado por volta das 7h e encontrou o corpo na região do Parque Industrial.

A Secretaria de Defesa Civil (Sedec-RJ) já havia confirmado ontem (2)  quatro mortes relacionadas às chuvas fortes que caíram na região metropolitana de sábado (29) até a segunda-feira (2).

Na capital, uma casa desabou no bairro do Tanque, na zona oeste, vitimando Flávio G. da Silva, de 40 anos. Também na zona oeste, uma descarga elétrica na Estrada do Tindiba causou a morte de Vânia R. Nunes, de 75 anos. A Sedec-RJ informa que ainda não é possível relacionar o fato às chuvas.

Um homem se afogou em Acari, na zona norte, e foi levado por moradores para o Hospital Ronaldo Gazzolla. A Defesa Civil não tem a confirmação do nome da vítima. Em Mesquita, na Baixada Fluminense, um deslizamento de terra na Estrada Feliciano Sodré soterrou Mizael P. Xavier, de 62 anos, que morreu.

Desabamentos no Jardim América

Muitos lugares, como Seropédica e Realengo, ainda estão com as ruas alagadas e os moradores lutando para retirar seus pertences e esperando as águas baixarem para retomar suas vidas. Na manhã de hoje (3), seis casas desabaram no Jardim América, na zona norte. Segundo o Corpo de Bombeiros, agentes da corporação estão no local, e ainda não há relato de vítimas, por enquanto. Os primeiros sinais de danos apareceram ontem e os moradores já haviam deixado as casas.

Às 8h45 a cidade voltou ao estágio de atenção, depois de ficar em estágio de alerta durante todo o domingo (1) e segunda-feira (2). Segundo o Centro de Operações Rio (COR), houve redução dos acumulados de chuva nas últimas horas e não há previsão de chuva forte para hoje.

A prefeitura ainda atua em 13 ocorrências relacionadas às chuvas, entre elas bolsões de água em Realengo, no Muzema e outros oito pontos da zona oeste da cidade; deslizamento de terra no Parque Estadual da Pedra Branca, em Realengo; deslizamento de pedras em Campo Grande; e no desabamento de imóveis no Jardim América.

Rio segue em estágio de alerta

As chuvas cessaram mas o Rio segue em estágio de alerta. De acordo com o Centro de Operações Rio (COR), o quarto de cinco estágios operacionais foi mantido devido aos impactos da chuva do fim de semana, que ainda afetam a população. O Sistema Alerta Rio prevê chuva fraca a moderada para todo o dia, principalmente no período da tarde desta terça-feira.

Com informações da A.Br.

Foto: Reprodução TV Globo

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Chuva causa estragos e mortes no Rio

Por: Franciane Miranda.

O Rio amanheceu com vários bairros alagados. As fortes chuvas que atingiram a cidade deixaram mais uma vez, um rastro de destruição e mortes. A região segue em estado de alerta com previsão de mais chuva.

No total, quatro pessoas perderam suas vidas durante os temporais e uma segue desaparecida. Em Jacarepaguá, na Zona Oeste, onde as chuvas ocorreram com mais intensidade foram duas vítimas; uma em Mesquita, na Baixada Fluminense, e outra em Acari, na Zona Norte. A chuva deste domingo também desalojou 66 pessoas. Várias escolas suspenderam às aulas.

No último domingo (01), o prefeito Marcello Crivella se reuniu com secretários, no Centro de Operações Rio (COR-Rio) para criar um plano que diminuísse os efeitos do temporal. Na sede do COR, ele fez uma transmissão ao vivo pela social e afirmou que todos estavam empenhados para resolver os problemas de forma ágil.

Marcelo Crivella foi ao bairro de Realengo, um dos mais prejudicados pela chuva do domingo (1). Durante a entrevista, uma pessoa não identificada jogou lama no prefeito. Ele reclamou da quantidade de lixo jogada pela população nas ruas: “O importante hoje é que a prefeitura está agindo com todos os seus órgãos para tirar lixo e casas caíram aqui [Realengo]. Mas o mais importante, se vocês querem ajudar a nossa cidade, é conscientizar a população de que não pode jogar lixo nas encostas, não pode jogar lixo nos bueiros, não pode deixar lixo na rua. Esse é o grande problema do Rio de Janeiro”, afirma.

Há previsão de chuva fraca a moderada até quinta-feira (5). As temperaturas se manterão amenas, mas a qualquer momento do dia pode chover. Já na sexta-feira (6), um sistema de alta pressão vai diminuir a nebulosidade e não deve chover.

Trinta sirenes foram acionadas em 16 comunidades em área de risco. Foram elas: Rocinha, Alemão, Joaquim de Queiroz, Morro da Fé, Rua Frey Gaspar, Nova Brasília, Palmeiras, Parque Alvorada, Cariri, Vila Cruzeiro, Rua Mirá, Adeus, Piancó, Sítio Pai João, Comandante Luiz Souto e Espírito Santo.

O Centro de Operações (COR) havia registrado cerca de 150 ocorrências, entre quedas de árvores, alagamentos e bolsões d’água. Segundo a Defesa Civil do Município foram contabilizadas 349 ocorrências desde o início das chuvas no sábado (29) até segunda-feira (2), de março.

A maioria dos chamados aconteceu na Zona Oeste e Norte. No total foram 121 por desabamentos de estrutura; deslizamento de barreiras e encostas: 79; ameaça de desabamento de estrutura: 63; e imóveis com rachadura e infiltração: 31.

Confira a lista dos bairros mais atingidos:
Realengo com 62 ocorrências;
Taquara com 36 ocorrências;
Campo Grande com 31 ocorrências;
Bangu ocorrências 17 ocorrências;
Deodoro com 14 ocorrências;
Tijuca com 11 ocorrências.

Fique atento e siga às dicas em casos de alagamento:
Redobre a atenção ao dirigir e mantenha os faróis acessos;
Permaneça em local seguro e evite áreas com alagamentos;
Não caminhe pelas águas, pois há perigo de correnteza e de ferimentos com objetos, quedas em buracos sob a água, além de risco de doenças;
Não fique próximo à beira de córregos e rios;
Nunca force a passagem de carros em vias alagadas.

A Defesa Civil do Estado (Sedec-RJ) e o Corpo de Bombeiros do RJ  orienta que as pessoas sigam estas recomendações quando houver rajadas de ventos fortes quando você estiver em casa.

Preste atenção nas dicas em casa:
Feche as janelas, basculantes e portas de armários para evitar canalizações de ventos no interior de casa. Persianas, cortinas ou blecautes também devem estar fechados para evitar que estilhaços se espalhem no caso de alguma janela quebrar;
Aparelhos elétricos e registro de gás devem estar fechados. Dessa forma, não há agravamento em caso de queda de árvore;
Evite deixar objetos que possam cair em locais altos;
Mantenha as árvores do jardim ou do quintal sempre podadas e bem cuidadas;
Fique atento: se houver falta de luz, cuidado com o uso de velas para evitar incêndios.

As dicas, caso você esteja na rua:
Não se abrigue debaixo de árvores ou de coberturas metálicas;
Evite a prática de esportes ao ar livre, especialmente, no mar;
Evite ficar próximo a precipícios, encostas ou lugares altos sem proteção;
Evite passar sob cabos elétricos, outdoors, andaimes, escadas;
Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
Não queime lixo, não ateie fogo em terrenos para remover vegetação, não acenda fogueiras ou jogue bitucas de cigarros em estradas ou terrenos com mata;
Fique atento: caso haja queda de árvore, é possível que a rede de energia tenha sido rompida. Nesta situação, há risco de acidentes causados por raios.

Durante os temporais a recomendação é:
Adie compromissos;
Permaneça em local seguro;
Só se desloque se estiver em área de risco ou em caso de extrema necessidade;
Ofereça abrigo a amigos e familiares.

Lista dos telefones para emergência:
Bombeiros: 193
Polícia: 190
Ambulância: 192
Defesa Civil: 199