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Nobel de Medicina é de cientistas que pesquisaram vírus da Hepatite

Dois cientistas norte-americanos e um britânico venceram o Prêmio Nobel de Medicina de 2020 pelo trabalho na identificação do vírus da Hepatite C, que causa cirrose e câncer de fígado, anunciou o órgão que concede o prêmio nesta segunda-feira (5).

As descobertas dos cientistas Harvey Alter, Charles Rice e do britânico Michael Houghton significaram que agora existe uma chance de erradicar o vírus da Hepatite C completamente, disse o comitê.

“Antes do trabalho deles, a descoberta dos vírus das hepatites A e B foram passos críticos adiante”, disse a Assembleia do Nobel do Instituto Karolinska, da Suécia, em comunicado sobre o prêmio de 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão).

“A descoberta do vírus da Hepatite C revelou a causa dos casos remanescentes de hepatite crônica e tornou possível testes sanguíneos e novos medicamentos que salvaram milhões de vidas.”

Embora os prêmios Nobel estejam sendo concedidos normalmente neste ano, eles foram ofuscados pela pandemia do novo coronavírus.

A Fundação Nobel cancelou o tradicional banquete, que é a parte central das comemorações em dezembro, e entregará as medalhas e os diplomas em um evento televisivo, em vez de ao vivo em Estocolmo.

Os vencedores deste ano serão convidados para comemorar juntamente com os que vencerem em 2021, considerando que a pandemia tenha arrefecido até lá.

O Nobel de Medicina é o primeiro a ser anunciado a cada ano. Prêmios também são concedidos nas áreas de Ciência, Paz e Literatura desde 1901 e foram criados pelo empresário e inventor da dinamite Alfred Nobel.

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Compostos presentes em chás amenizam os sintomas de gripes e resfriados

Com a chegada do inverno, as temperaturas mais baixas nos convidam a tomar bebidas quentes, que ajudam a relaxar e a aquecer o corpo. Os chás são uma boa pedida nesse período por combinarem sabor e propriedades funcionais que amenizam os sintomas de gripes e resfriados, mais frequentes nesse período do ano. A ciência já comprovou efeitos antitússico, broncodilatador, anti-inflamatório, expectorante, entre outros, em dois grupos desses compostos: os monoterpenos e os monoterpenoides. Porém, nos chás, a concentração deles não é igual às das substâncias purificadas ou dos óleos essenciais estudados.

“Ainda faltam evidências científicas de que os chás feitos de plantas ricas desses compostos possam apresentar os mesmos efeitos, sendo a concentração do princípio ativo o principal limitante”, explica o biomédico Jarlei Fiamoncini, pesquisador associado ao FoRC, e professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF/USP).

Segundo o pesquisador, esses compostos são encontrados em abundância em ervas, temperos e frutas, tais como gengibre, canela, laranja, limão, capim santo, erva cidreira e hortelã. Há, no entanto, uma grande diferença de teores desses compostos, até mesmo em variedades da mesma espécie. “O ambiente onde a planta é cultivada – duração do dia, tipo de solo, irrigação etc. – também influencia muito na concentração do composto”, explica.

Efeitos comprovados – Os mecanismos de ação desses compostos ainda não são completamente compreendidos, mas já se sabe para que eles funcionam: o mentol da hortelã, por exemplo, tem efeitos antitússico e broncodilatador comprovados. “O timol, encontrado no tomilho ou do orégano, tem ação anti-inflamatória e antiviral. E o eucaliptol, presente também no gengibre, por exemplo, tem propriedades mucolíticas e expectorantes.

Além de não ser possível avaliar a eficácia dos chás medicinais, por causa da variação do teor nos compostos, é importante lembrar que o consumo excessivo de produtos fitoterápicos pode ser prejudicial à saúde. “Os remédios naturais, como os chás medicinais, causam menos reações adversas do que os sintéticos e às vezes nenhuma, mas não é possível afirmar que por serem naturais não ofereçam risco à saúde”, ressalta o pesquisador. “Os compostos fitoquímicos bioativos são produtos químicos estranhos ao nosso organismo e, por isso, podem apresentar toxicidade se ingeridos em doses elevadas.”

Para evitar efeitos adversos, ele recomenda ficar atento à forma de preparo dos chás e à quantidade ingerida por dia. “O bom senso deve orientar o consumo dessas bebidas. Consultar fontes científicas e profissionais especializados, como os farmacêuticos e nutricionistas, é sempre a melhor opção quando houver dúvidas sobre a utilização de chás e produtos naturais.”