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Destaque Economia

Confiança do comércio recua 3,8 pontos em outubro, diz FGVços médios de combustíveis

O Índice de Confiança do Comércio, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 3,8 pontos de setembro para outubro deste ano. Com isso, o indicador passou para 95,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, e interrompeu uma sequência de cinco altas consecutivas.

A confiança do empresário caiu em todos os seis principais segmentos do comércio brasileiro pesquisados pela FGV. O Índice de Situação Atual, que mede a percepção sobre o presente, recuou 1,5 ponto, para 105,1 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, caiu 5,8 pontos para 86,6 pontos.

“Apesar do resultado negativo na ponta, a percepção sobre o ritmo de vendas no mês segue mais positiva, acima dos 100 pontos. Por outro lado, a significativa queda das expectativas mostra que os empresários estão se tornando cada vez mais cautelosos com a sustentabilidade da recuperação. A falta de confiança do consumidor e a incerteza sobre o período pós programas de auxílio do governo, parecem contribuir para esse sinal de alerta”, afirma o pesquisador da FGV Rodolpho Tobler.

Com informações: Agência Brasil

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Ana Cristina Campelo | Seus Direitos Colunas

PERDER A COMANDA NÃO OBRIGA AO PAGAMENTO DE MULTA:

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, imputar multa por extravio de comanda é ilegal e abusivo. Artigos 39 e 51 do CDC são suficientes para que tal cobrança não seja permitida, visto que o estabelecimento não deve transferir ao cliente a responsabilidade pelo controle das vendas.

A cobrança dessa multa é considerada uma prática abusiva, apesar de não ser considerada crime. Contudo, se o cliente for constrangido fisicamente pelo pagamento dessa multa, poderá configurar crime contra o consumidor com base no CDC, quando deverá prevalecer a boa-fé de ambas as partes e uma vez perdido a comanda, deverá o consumidor agindo honestamente, dizer que foi perdida e declarar o que já consumiu.

Mas se o consumidor-cliente, for coagido, constrangido ou tiver sua liberdade física restringida, este procedimento pode ser considerado crime, de acordo com a Lei, quando deve acionar a polícia (190), que poderá até prender em flagrante o responsável, por crime de constrangimento ilegal ou por crime de cárcere privado, para encerrar o constrangimento sofrido e exigir reparação por danos morais na Justiça,incuíndo a devolução em dobro do dinheiro que foi cobrado indevidamente, além de indenização por danos morais, pelo constrangimento público sofrido.

Uma maneira também de se resguardar e posteriormente ajuizar uma ação de indenização por danos morais, é pagar a “ multa” , exigir nota fiscal discriminada de todos os valores, inclusive a multa. Depois, denunciar tal prática abusiva ao PROCON e com os documentos, ajuizar a ação.

Bares, restaurantes e casas noturnas não podem cobrar multa pela perda da comanda de consumo entregue ao cliente. E se o cliente perder e na saída do estabelecimento descobrir que terá que pagar uma multa, mesmo que não tenha consumido nada esta cobrança é abusiva e ilegal. A responsabilidade pelo controle é do estabelecimento e não pode ser transferida ao cliente.

Quanto a provar o que aconteceu: haverá a inversão do ônus da prova , ou seja, a situação alegada pelo consumidor deverá ser comprovada q ue não foi “ bem assim” por quem está sendo processado. Será o estabelecimento que terá que provar o que o cliente consumiu.

E explorar fraqueza ou ignorância do consumidor também é crime, pois o fornecedor pode se valer das vulnerabilidades específicas do consumidor, que é um sinal universal de todos os consumidores, ricos ou pobres, educados ou ignorantes, crédulos ou espertos. Só que, entre todos os que são vulneráveis, há outros cuja vulnerabilidade é superior à média. São os consumidores ignorantes e de pouco conhecimento, de idade pequena ou avançada, de saúde frágil, bem como aqueles cuja posição social não lhes permite avaliar com adequação o produto ou o serviço que estão adquirindo.

É importante ainda dizer que a gorjeta não é pagamento obrigatório e mesmo que ela venha registrada no valor da conta, o consumidor pode optar por não pagar e não pode ser “ constrangido” a pagar, caso não queira.
Mas isto é outro assunto. Fique de olho!

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Destaque Política

Brasil terá cota adicional na exportação de açúcar aos EUA

O presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje (21), pelas redes sociais, que o Brasil terá uma cota adicional de 80 mil toneladas de açúcar para exportar aos Estados Unidos. Com isso, a cota brasileira passará das atuais 230 mil para 310 mil toneladas por ano.

Foto: Reprodução Redes Sociais

“Trata-se já do primeiro resultado das recém-abertas negociações Brasil-EUA para o setor de açúcar e álcool, conduzidas no Brasil pelo MRE [Ministério das Relações Exteriores] e nos EUA pelo USTR [Representação Comercial dos EUA]. Ainda de acordo com o presidente, a cota deve beneficiar exclusivamente usinas produtoras da Região Nordeste que, segundo a lei 9.362/1996, têm preferência nas cotas especiais de exportação do produto.

A ampliação da cota de exportação de açúcar do Brasil foi a contrapartida norte-americana à decisão do governo brasileiro, que aprovou uma cota de 187,5 milhões de litros de etanol importados dos dos Estados Unidos. A medida foi anunciada há menos de duas semanas pelos ministérios da Economia e das Relações Exteriores.

Com Informações: EBC

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Cidade Destaque Rio Witzel

O Rio, “na corda bamba de sombrinha”.

Por Alessandro Monteiro

 São tantos os problemas, que fica difícil enumerar tamanha crise, que a cidade do Rio de Janeiro vem enfrentando. Entra ano, sai ano, muda governo, partido e tudo permanece favorável aquela meia dúzia que articula os esquemas da cidade. Ainda sobre a problemática dos hospitais de campanha, a corrupção levou mais de um bilhão de reais, o governo pagou 90% a mais por leito nos dois hospitais de campanha estaduais inaugurados e segue tudo na maior normalidade.

Na última semana, o IABAS se disse “vítima da falta de gestão e transparência das ações do Estado a respeito dos hospitais de campanha”, dá para acreditar? O secretário de Saúde em exercício, Alex Bousquet, autorizou a desativação dos hospitais de Nova Friburgo, na Região Serrana, e de Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que curiosamente nem chegaram a receber pacientes.

O valor somado e previsto em contrato para esses três hospitais chega a R$ 770 milhões, conforme acordo firmado entre a Secretaria de Saúde do Estado e a Organização Social Iabas. Meio a tudo isso, tivemos a soltura do ex-secretário de Saúde Edmar Santos, que na última quarta-feira (12), teve sua delação premiada homologada pelo STF.

O ex-secretário afirmou o envolvimento do governador Wilson Witzel, no esquema de desvio de dinheiro, que tenta a cada dia, uma nova estratégia para barrar seu pedido de impeachment negociando secretarias e uma lista infinita de cargos comissionados.  Uma lástima para o bolso do povo, vítimas da incompetência e falta de gestão e justiça. No entanto, é bem provável que Witzel caia ainda esta semana.

Já o prefeito Marcelo Crivella, continua com os olhos vendados para a crise na cidade e a grave situação dos hospitais. O foco agora é o tal aplicativo para reserva de vaga na praia. O que parece ser piada, é a mais pura verdade.

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) entrou com pedido esta semana, para que Crivella se torne inelegível até 2026. O processo trata especificamente do abuso político e religioso daquele caso em que o jargão era “Fala com a Márcia”, que na ocasião o prefeito pediu para que “irmãos” procurassem à servidora Márcia caso alguém tivesse “problema de catarata” ou varizes.

Em relação ao aplicativo, o prefeito já virou motivo de chacota nas ruas e meme de internet, desqualificando ainda mais o seu governo. Segundo Crivella, as pessoas poderão ocupar as demarcações com reservas feitas pelo aplicativo, que busca organizar a frequência dos banhistas. E quem não tem celular? Palhaçada, não acham? Como se fosse de fato funcionar como manda o figurino.

Porém, nada consegue intimidar ou conter os cariocas, que diariamente desrespeitam os decretos, lotando praias, bares, praças e realizando eventos na zona norte da cidade. Os flagrantes de aglomeração são diários e tendem a aumentar, com todas essas medidas de relaxamento da fase seis, que boa parte foi autorizada, mas pelos índices altos da Síndrome Gripal, ouros grupos aguardam liberação.

Mesmo alvo de um processo de impeachment, o governador Wilson Witzel ainda sonha com a Presidência da República (Foto: Reprodução)

Na quarta-feira (12), a cidade registrou 104 mortes diárias, um pouco mais de 14.300 óbitos no geral e quase 186.000 casos confirmados do novo coronavírus. Paralelo a isso, a crise só cresce na saúde, que por falta de pagamento de salário, medicação e condições mínimas para garantir a boa qualidade de vida da população, mantendo alguns hospitais parcialmente fechados sem atendimento ao público.

É fato, que os índices estão caindo fortemente, mas não é possível relaxar tanto e fazer vista grossa para os novos casos que poderão surgir, nesse vai e vem de informações e falta de gestão. A cidade que hoje tem, mas de 800 mil desempregados, 60 restaurantes que encerraram suas atividades e tantos outros que ainda lutam para manter as portas abertas.

Tanto dinheiro empregado, que poderia ser revertido em programas em apoio aos pequenos e médios empresários, escolas, creches, máscaras gratuitas, kits de higiene e por aí vamos agonizando durante esses 5 meses de pandemia.  Até o momento, as vendas do comércio ainda não conseguem emitir qualquer reação de melhoria. De acordo, com o Clube dos Diretores Lojistas do Rio, tudo parece andar na contramão da maioria das capitais do país.

Aldo Silva, presidente do CDL afirma que somente a união entre o poder público e as entidades de classe representativas do comércio e da sociedade podem salvar a crise que está somente no início. As demissões são diárias, a fome chega à mesa e como fica o chefe de família? Sem trabalho, não podendo contar com programas do governo e ainda de quarentena? Certamente tudo isso é um prato cheio para o crescimento da violência e a desigualdade social.

 

Operação na comunidade Boca da Lagoa, na Gardênia Azul, na Zona Oeste da cidade (Foto: Reprodução)

O que fica difícil analisar é a dificuldade na gestão do governo que venda os olhos para a expansão das milícias no território urbano, dominando bairros, ruas, famílias e cidadãos de bem, que são obrigados a o “pedágio”, do crime paralelo.

Bairros como Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, Itanhangá e Engenho da Rainha, viraram quartéis da milícia carioca que clandestinamente constroem empreendimentos e condomínios ilegais.

Nem a pandemia, foi capaz de frear as obras, que denunciadas por moradores, permanecem em execução. Prédios com piscinas e saunas considerados de luxo para uma classe média assalariada que busca através da clandestinidade, realizar o sonho da casa própria.

Nessas regiões, também existem muitos edifícios inacabados, como gente morando sem chamar atenção, como estratégia de burlar a fiscalização e consequentemente, a fiscalização. Embora a prefeitura tenha realizado algumas ações nessas áreas, a coisa ainda segue “na flauta”, como dizem por aí.

No topo da cidade, o Cristo Redentor, de braços abertos, escolhido como um das maravilhas do mundo, a beleza do Píer Mauá dando boas-vindas aos turistas e as belas praias cariocas mundialmente desejadas por tantos, me lembram a música “Cartão Postal” de Cazuza, que numa das estrofes diz que “Tudo é tão simples que cabe num cartão postal, e se a história é de amor, não pode acabar

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Rio

Mais de 80% do comércio do Rio teve piora no faturamento no último mês

O agravamento da pandemia causado pelo novo coronavírus e o aumento das restrições na quarentena estão afetando gravemente os setores de comércio e serviços. É o que revela levantamento do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), realizado com 903 empresários do estado do Rio de Janeiro, entre os dias 6 e 10 de maio.

Para 85,7% dos empresários, o faturamento bruto de suas empresas nas duas primeiras semanas de abril foi pior do que no mesmo período de março, mês em que foram decretadas as primeiras medidas de isolamento social. A queda média no faturamento foi igual a 50,9%.

A pesquisa também aponta que dos comerciantes que possuem funcionários, 33,1% demitiram algum empregado desde o início da quarentena. A estimativa é que aproximadamente 108 mil trabalhadores do setor tenham perdido o emprego nesse período de isolamento social. Se além das demissões, acrescentarmos a redução de jornada e salário (utilizada por 40,4% dos empresários), além da suspensão temporária de contrato (utilizada por 32,2% dos empresários), estima-se que 441 mil trabalhadores tenham sido afetados pela pandemia.

A redução da jornada de trabalho e de salário, bem como a suspensão temporária do contrato laboral, já se tornou realidade para 333,2 mil trabalhadores formais do setor de comércio e serviços do estado do Rio de Janeiro. De acordo com o estudo, 69,5% dos empresários informam ter fechado a sua empresa por conta da pandemia. Quando perguntados se teriam condições financeiras de reabri-la, 72,6% disseram que não. Isso significa que aproximadamente 214 mil empresários podem vir a encerrar as suas atividades devido a esse momento de isolamento social.

Expandindo os resultados para a economia do estado do Rio de Janeiro, em torno de 400 mil pessoas, entre empregadores e empregados, estariam desocupados em função da quarentena.

O estudo mostra que o impacto negativo no mercado de trabalho se deve a dois fatores: queda da demanda percebida pelos empresários; e a insuficiência das medidas adotadas até agora pelo governo.

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Economia

Vendas do Dia das Mães devem encolher quase 60% devido à pandemia

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que a crise provocada pelo novo coronavírus vai acarretar uma queda histórica do volume de vendas no varejo, no Dia das Mães de 2020. Em comparação com o ano passado, a entidade projeta um encolhimento de 59,2% no faturamento real do setor na data, considerada a segunda mais importante no calendário varejista brasileiro.

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a projeção de queda para o Dia das Mães por causa da pandemia ficou acima das perdas estimadas para a Páscoa (-31,6%). “O Dia das Mães deste ano ocorrerá em meio ao fechamento de segmentos importantes para a venda de produtos voltados para a data, como vestuário, lojas de eletrodomésticos, móveis e eletroeletrônicos. Já a Páscoa tem como característica a venda de produtos típicos em segmentos considerados essenciais, como supermercados, que permaneceram abertos desde o início do surto de covid-19”, disse, em nota.

De acordo com a CNC, o ramo de vestuário e calçados é o que apresenta a maior expectativa de encolhimento durante o Dia das Mães, com queda de 74,6%, seguido pelas lojas especializadas na venda de móveis e eletrodomésticos, com perda de 66,8%, e pelo segmento de artigos de informática e comunicação, com retração de 62,5%.

Segundo o economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes, o comércio deverá registrar retração em todos os estados durante a data. “São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, unidades da Federação que respondem por mais da metade das vendas voltadas para o Dia das Mães, tendem a registrar perdas de 58,7%, 47,4% e 46,6%, respectivamente”, afirmou. Em termos relativos, três estados do Nordeste deverão registrar as maiores perdas: Ceará (-74,2%), Pernambuco (-73,5%) e Bahia (-66,2%).

Com informações e foto da Agência Brasil

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Destaque Rio

Rio: 8 cidades com permissão para abrir comércio têm casos de covid-19

Até esta terça-feira (21), oito cidades do Rio de Janeiro que receberam permissão para retomar as atividades comerciais registraram casos de novo coronavírus (covid-19). De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, Sumidouro, Cantagalo, Paty do Alferes, Santo Antônio de Pádua, Quissamã, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e Bom Jesus de Itabapoana têm casos confirmados.

São Francisco de Itabapoana e Bom Jesus de Itabapoana registraram, cada uma, uma morte devido à infecção do novo coronavírus.

As cidades estão em lista divulgada em decreto pelo governo do estado no dia 7. Naquela data, por não apresentarem nenhum caso confirmado do novo coronavírus, os municípios receberam a autorização para permitir o funcionamento do comércio. As lojas poderiam abrir, mas deveriam cumprir as normas e orientações sanitárias e observar as boas práticas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O decreto não é obrigatório. As prefeituras de cada cidade podem decidir se colocam ou não o decreto em prática. Cabe aos prefeitos fazerem o controle, em cada localidade. Ao todo, 30 municípios integram a lista.

A norma ainda diz que, caso seja confirmado algum caso de infecção de covid-19, o município será excluído da lista e o comércio voltará a ser restrito como no restante do estado.

De acordo com o último boletim, divulgado hoje pela Secretaria de Estado de Saúde, o estado do Rio de Janeiro tem 5.306 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus. Nesta terça-feira, o órgão confirmou mais 39 mortes, totalizando 461 óbitos em decorrência da doença causada pelo vírus. Há ainda 204 óbitos suspeitos de coronavírus em investigação no estado.

Em Bom Jesus de Itabapoana foram confirmados cinco casos de covid-19. Em Quissamã e São Fidélis, foram três em cada cidade. Em Paty do Alferes e São Francisco de Itabapoana, dois casos em cada. Sumidouro, Cantagalo e Santo Antônio de Pádua têm um caso confirmado cada.

Com informações e foto da Agência Brasil

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Economia

Pandemia que também ameaça o ganha-pão de cada dia

Por Franciane Miranda

Não podemos brincar com o coronavírus. O seu alto grau de contágio o classifica como um dos vírus mais letais da atualidade. Até o fechamento desta edição, o Estado registrava 421 casos confirmados e nove mortes pelo Covid-19. De acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde em 29 de março, foram registrados 2.988 infectados em todo território nacional. Até então, 77 mortes foram contabilizadas no Brasil. No mundo, são mais de meio milhão de casos confirmados e cerca de 23 mil vítimas fatais pelo coronavírus. China, Itália, Espanha e Estados Unidos são os mais afetados pela pandemia que deixou cidades do mundo vazias e um cenário difícil de acreditar e esquecer.

Falando de economia, que já amargava tempos difíceis, hoje ela caminha para um total colapso. O mercado de trabalho do Rio já sofre os impactos da crise gerada pelo Covid-19. Muitos cariocas perdem seus empregos e vários estabelecimentos são fechados. Os autônomos, além de pequenos comércios, estão entre os mais prejudicados com esta crise, que não há uma previsão certa para acabar.

Ana Victorio trabalha no shopping Rio Sul, um dos mais movimentos da Zona Sul carioca. A vendedora conta que está muito preocupada, pois havia sido decretado, por medida de segurança, o fechamento do local por 15 dias. Ela explica que no momento está em casa, passando por uma situação muito difícil: como milhões de brasileiros, Ana conta apenas com o seu pagamento. Ela não sabe como vai pagar as contas, além de não ter ideia de quanto seria sua remuneração, pois depende também das comissões. A jovem espera que o governo tome alguma atitude o mais breve possível sobre o problema. “Com a atual situação, eu tenho esperança que eles façam algo por nós”, diz Ana.

Já a autônoma Vania Pedrassoli, que trabalha vendendo bolos, declara que as vendas estavam ótimas, com muitas encomendas, antes do avanço do Covid-19. A confeiteira disse que vários pedidos foram cancelados e outros adiantados sem previsão de datas. Ela, que é proprietária da Cake Design, também produz doces para eventos e esclarece que, infelizmente, não tem trabalho durante esse período de reclusão. Sem outra fonte de renda, Vania está preocupada e busca uma solução. “De repente coloco um delivery com alguns produtos que possam ser transportados por motoboy”, diz.

Trabalhadores informais seguem as restrições da Prefeitura do Rio

Os transtornos causados pelo vírus felizmente não prejudicaram a empregada doméstica Sandra Maria dos Santos. Ela conta que trabalhou alguns dias, mas foi liberada diante das recomendações para que população ficasse em isolamento social. “Estou com medo de sair de casa, mas como eu ganho por dia, precisava ir trabalhar”, desabafa. Sandra, que trabalha para duas famílias, dois dias na semana, foi liberada pelas suas patroas, que mesmo assim lhe pagaram a diárias. “Fiquei muito feliz e aliviada com as atitudes das duas, pois assim posso ficar em quarentena”, conclui.

Trabalhando com o público

Mas para quem trabalha diretamente com público, a situação é bem diferente. O taxista Breno Silva fala que o movimento antes do aumento dos casos do vírus estava bom. Atualmente ele classifica como péssimo e, diante desta da crise, parou suas atividades como motorista. Ele alega que havia uma semana que não dirige e descreve que as ruas, tanto de dia quanto à noite, encontram-se vazias. “Nem vale a pena, pois só gastamos combustível”. Ele não precisa pagar diária, mas chama a atenção para os taxistas que necessitam, pois conhece alguns amigos que estão vivendo esse drama. “Essa categoria precisa de ajuda, pois para os que continuam trabalhando existe o risco de contrair a doença e não ter retorno financeiro”, detalha.

O drama dos trabalhadores que sobrevivem fazendo entregas parece estar longe de acabar. Bastante preocupado, o entregador de aplicativos Fabrício Assis dos Santos afirma que continua trabalhando pelo Centro do Rio. Sem nenhuma renda extra, sua única fonte vem das entregas através dos aplicativos Ifood e Rappi. Ele aponta que, após começar a pandemia, o movimento baixou muito, porque várias empresas seguem fechadas. Sem perspectivas, Fabrício segue trabalhando com esperança. “Pago aluguel, além das despesas da casa, e minha esposa está grávida. Então vou trabalhar com fé em Deus”, afirma.

Estação do metrô no Flamengo com pouca movimentação no primeiro dia de comércio fechado

A recomendação para a população não ir para as ruas afetou milhares de profissionais que dependem exclusivamente deste público para sobreviver. De acordo com a Prefeitura do Rio, serão adquiridas 20 mil cestas básicas destinadas para este público que enfrenta dificuldades econômicas decorrentes do coronavírus, como autônomos, taxistas e ambulantes legais.

O entregador Maicon Silva passa por um momento delicado: foi diagnosticado com o novo coronavírus em 18 de março. Ele conta que foi bem atendido no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na Zona Norte. Seguindo recomendações médicas, o autônomo teria que ficar isolado por 14 dias. Morador do bairro de Anchieta, ele trabalhava pela Zona Sul e Centro da cidade, onde acha que contraiu o vírus.

Em uma recente edição, o Diário do Rio abordou a complexa situação dos milhares de entregadores que sobrevivem prestando este serviço. A uberização, entre outros fatores, prejudica os trabalhadores, pois não oferece nenhum direito em situações como esta que vive Maicon. Ele mesmo, pai de duas meninas, explica que está sem trabalhar, não possui outra renda e depende do seu ofício atual para cuidar de sua família. Seu plano para o futuro é o de melhorar e voltar para labuta. “Preciso voltar a trabalhar porque estou precisando muito”, conclui.

Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Destaque Rio

Prefeitura determina fechamento do comércio da cidade do Rio a partir desta terça-feira

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, determinou neste domingo (22/03) o fechamento obrigatório do comércio da cidade a partir do primeiro minuto da próxima terça-feira (24/03), como mais uma medida para conter a propagação do novo coronavírus. As exceções são para os seguintes casos:

• Farmácias;
• Supermercados e hortifrutis (com recomendações para ampliar o serviço para 24 horas);
• Padarias (com a recomendação de que se evitem aglomerações);
• Pet Shops;
• Postos de gasolina (lojas de conveniência, porém, devem ficar fechadas);
• Lojas de equipamentos médicos e ortopédicos.

– Essas são medidas por tempo indeterminado. A comunidade médica e científica do município está monitorando o contágio, e nos dando informações. Precisamos proteger a população. A maioria das pessoas que moram em comunidades, por exemplo, trabalha no setor de comércio – explicou Crivella.

Como ficam shoppings, bares, restaurantes e bancos?

Deverão permanecer fechados os shoppings (apenas com praças de alimentação funcionando, mas com recomendação para entrega em domicílio) e bares e restaurantes, que funcionarão apenas com delivery. Os bancos também não poderão abrir (a prestação do serviço deverá ser online).

Novas medidas também sobre feiras livres

As feiras livres voltam a ser semanais, para evitar aglomerações que poderiam existir se fossem quinzenais. Mas haverá um rodízio de funcionamento das barracas: as pares numa semana e a ímpares, em outra.

Qual a situação dos serviços e da indústria?

Por enquanto não há medidas restritivas para os setores de serviço (consultórios, escritórios e outros) e indústria.

Ajuda para ambulantes, taxistas e outros profissionais autônomos

Crivella informou que a Prefeitura encomendou 20 mil cestas básicas para doações a esses trabalhadores que dependem da circulação de pessoas nas ruas e que ficaram prejudicados com o confinamento da maior parte da população em casa.

O prefeito anunciou também a criação pelo município de um Fundo Solidariedade para arrecadar mais cestas básicas e outras doações importantes para ajudar esses grupos de profissionais. As informações sobre funcionamento do fundo e como será possível contribuir estarão disponíveis na imprensa e nas redes sociais em breve.

A Câmara Municipal votará esta semana a criação também do Fundo Emergencial de Combate ao Covid-19, para arrecadação de verba, por meio de doações, para contribuir na luta contra o novo coronavírus.